segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
O crente pode perder a Salvação? [Por Franklin Ferreira]
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Frankklin Ferreira é teólogo e escritor.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
8 motivos bíblicos para dizer: “Racismo não!”
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
A loucura do Evangelho sim, a "loucura dos Evangélicos", jamais!
“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Uma falha de adoração
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Diz que é predestinado, mas vive uma graça capenga?
1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,
“A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.
A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o ser humano sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para cuja aquisição o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o senhorio régio de Cristo, por amor do qual o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; o chamado de Jesus Cristo, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue.” (BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Pág. 10)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A suficiência de Cristo
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, 7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, 9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; 11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.
a. Santidade (v.4): Em Cristo fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis.
b. Adoção (vv. 5,6): Em Cristo fomos predestinados para nos tornarmos filhos de Deus.
a. Redenção (v. 7a): Significa o pagamento do preço para a libertação de um escravo. Na época em que a Bíblia foi escrita, a escravidão era algo comum. E uma das possibilidades de alguém se tornar escravo era por meio de uma dívida. Quando alguém não conseguia pagar um débito que tinha com outro, tornava-se escravo até pagar todo o valor. Mas se alguém pagasse a dívida em seu lugar, ele ficaria livre da escravidão.
b. Remissão (v. 7b): é perdão de uma dívida. Quando o senhor de um escravo lhe perdoa a dívida, a conseqüência é que a escravidão chega ao fim, e indivíduo se torna uma pessoa livre. Paulo também destaca que em Jesus nós recebemos o perdão de nossa dívida.
a. Selo (v. 13): “Selo” não é aquilo que se cola num envelope para se enviar uma carta pelo correio. Naquele contexto, “selo” representava um sinal de autoridade, de poder ou propriedade que alguém exercia sobre alguma coisa.
b. Penhor (v. 14): O penhor é uma garantia. Em nossos dias, quando uma pessoa possui alguns bens como jóias, por exemplo, e precisa de “dinheiro vivo”, ela pode ir até uma instituição financeira, realizar um empréstimo e deixar as jóias como penhor, ou seja, como garantia de que irá cumprir com seu compromisso de pagar o empréstimo. Assim, quando a Bíblia afirma que pelo Espírito Santo o cristão tem o penhor da nossa herança, significa que a presença do Espírito no cristão é a garantia dada por Deus de que Ele irá cumprir suas promessas.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
A maravilhosa escolha de Deus
"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" [Efésios 1:5]
“Por que Deus escolheu um homem que vivia no meio da idolatria? Por que Deus escolheu um homem com seus setenta e cinco anos? Por que Deus escolheu um homem que não podia ter filhos, em razão de sua esposa ser estéril? Por que Abrão foi escolhido para ser parte tão importante da história da redenção?” [DIAS, Rennan. p. 23]
“A maravilhosa Graça de Deus alcançou Abrão. Deus mergulhou na cidade idólatra de Ur dos Caldeus e, do meio dos idólatras, chamou Abrão para caminhar com Ele. Deus, sem ser chamado por Abrão, resolveu lhe fazer uma visita. Sem aviso prévio. Sem carta pelo correio. Num dia como outro, aconteceu. BUM! Deus apareceu para Abrão. A iniciativa foi de Deus. O primeiro passo foi de Deus.”
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, (Ef. 4.4)
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Conselhos de Francis Shaeffer para combater os teólogos liberais
“Ao mesmo tempo, contudo, devemos demonstrar o amor de Deus para com aqueles de quem discordamos. Não nos lembramos disso durante a crise da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, na década de 30. Não falamos com amor àqueles de quem discordamos e sofremos as conseqüências até hoje. Precisamos amar as pessoas, inclusive os teólogos existenciais, mesmo quando abandonam todo o conteúdo. Precisamos tratá-los como nossos próximos, pois Cristo nos deu o segundo mandamento de acordo com o qual todos os homens são nossos próximos e, portanto, devemos amá-los.
Precisamos defender claramente o principio da pureza na igreja visível e exigir disciplina apropriada daqueles que assumem uma posição contrária às Escrituras. Ao mesmo tempo, porém, é importante amá-los de modo visível como pessoas ao falarmos ou escrevermos a respeito deles. Devemos demonstrar amor diante da igreja e do mundo. Devemos dizer que os liberais estão extremamente enganados e precisam ser disciplinados pela igreja, mas devemos fazê-lo de modo a mostrar que não estamos sendo dirigidos pela carne. Não temos dentro de nós a capacidade de agir deste modo, mas o Espírito Santo pode nos capacitar. Lamento que, no passado, não tenhamos assumido esta postura na Igreja Presbiteriana. Não falamos sobre a necessidade de demonstrar amor ao nos opormos ao liberalismo. E, uma vez que a Igreja Presbiteriana se perdeu, tivemos de pagar um alto preço”. [SHAEFFER, Francis. P.134-135]
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
OS PERIGOS NO MAU USO DA DOUTRINA DA PREDESTINAÇÃO
“Sou calvinista, gosto do que alguém chamou ‘calvinismo glorioso’, mas ‘hiperismo’ é quente demais para o meu paladar” [1].
“Se começássemos a pregar aos pecadores que eles precisam ter certo senso de pecado e certa medida de convicção, esse ensino faria com que o pecador fugisse de Deus em Cristo para si mesmo. O homem começaria logo a indagar: ‘Teria eu coração partido, estaria abatido’? Essa é apenas outra forma da pessoa olhar para si mesma. O homem não deve examinar a si mesmo para encontrar motivos para a graça de Deus” [2]
“O sistema da verdade não é uma linha reta, mas duas. Nenhum homem chegará a ter uma correta visão do evangelho enquanto não souber ver as duas linhas ao mesmo tempo... Ora, se eu declarasse que o homem é tão livre para agir que não há presidência nenhuma de Deus sobre suas ações, eu seria levado para muito perto do ateísmo; e se, por outro lado, eu declarasse que Deus governa de tal modo todas as coisas que o homem não é livre para ser responsável, eu seria levado direto para o antinomianismo ou para o fatalismo. Que Deus predestina e que o homem é responsável são duas coisas que poucos conseguem enxergar. Estas verdades são tidas como incongruentes e contraditórias; contudo não são. É defeito do nosso fraco julgamento... é minha tontice que me leva a imaginar que duas verdades podem, alguma vez, contradizer-se uma a outra”. [3]
“Não enredemos o nosso espírito limitando a Sua graça... Somos aptos a pensar que estamos sempre dispostos a ter perdão, mas que Deus não Se dispõe a concedê-lo”. [4]
“Que o homem vá primeiro à escola secundária da fé e do arrependimento, antes de ir à universidade da eleição e da predestinação” [6].
domingo, 22 de setembro de 2013
Aceitei a Cristo, estou salvo (parte 1)
“Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Romanos 1:16
A cultura do imediatismo e instantaneidade faz parte do século XXI. Se analisarmos com mais calma, veremos que as pessoas andam apressadas; e para sanar as grandes demandas que cada indivíduo possui, seja em qualquer área vida, estes usam ferramentas e artifícios criados pelo desenvolvimento tecnológico para que de algum modo, possam ajudá-los a resolver seus problemas e lidar com sua agenda.
Claro que, não se podem crucificar muitos benefícios que foram desenvolvidos para suprir necessidades reais e verdadeiras da humanidade. Agora mesmo, estou me comunicando via internet. Isto é uma bênção. Imagine se quiséssemos compartilhar algo, como fazer com as redes sociais hoje, nos moldes dos tempos antigos? Sem mencionar o imenso trabalho, tempo investido, com certeza o número de pessoas alcançadas se limitaria não menos do que a nossa cidade. Hoje qualquer um, em qualquer lugar do mundo pode ter acesso a qualquer conteúdo apenas a um clique de distância. É instantâneo, é imediato.
Há muitos anos, ninguém saberia qual seria o sexo da criança que estava no ventre de uma mãe. Era necessário esperar o nascimento para que soubéssemos se era um menino ou menina. Hoje, é possível com o ultrassom, não somente identificar o sexo do bebê, mas também diagnosticar previamente possíveis problemas de saúde ou síndromes que possam afetar a criança. Assim o corpo médico pode providenciar a devida assistência, orientando, acompanhando a gestação da criança, sua saúde, bem como a saúde também da sua mãe.
Se alguém precisa de alguma informação, basta ir ao Google, e em apenas alguns segundos sua requisição será respondida e terá às mãos incontáveis e possíveis informações sobre qualquer assunto. É “num piscar de olhos”.
Semelhante modo, muitos cristãos buscam respostas imediatas para questões espirituais. Respostas instantâneas para questões que levam uma vida inteira. Muitas não se acham explicação. Muitas nunca teremos respostas nesta vida. Alguns querem resolver alguns assuntos, como se fosse passe de mágica, através de uma oração, ou leitura da Bíblia, como se fosse um “manual-de-auto-ajuda-para-isso-e-para-aquilo”. O pragmatismo tomou conta. Muitos líderes têm sido seduzidos por ele, na busca de ganhar almas. Embora, os motivos e as intenções do coração não se podem conhecer, (não está sendo levantada a intenção do coração nem as motivações neste artigo) a responsabilidade pelo uso de métodos para pregação e fidelidade da mensagem é totalmente do cristão.
Pensemos um pouco sobre evangelização nos dias atuais. Certos métodos de evangelização necessitam de algumas observações.
É comum, por exemplo, em alguns locais ao final do culto uma oração de entrega da sua vida à Cristo, confissão de pecados, de renúncia às práticas antigas, ser feita em uníssono; e ao término da oração as pessoas serem questionadas: “Se você fez esta oração pela primeira vez, venha até a frente e oraremos por você”. Muitos nem sabem do que se tratam, não sabem o que fizeram. A responsabilidade da salvação então fica nas mãos do homem, quando na realidade quem salva é apenas Deus e somente Ele. A salvação nestes casos é algo baseada no mérito das pessoas. Dessa forma, a fé não é um dom, e sim, uma obra meritória para levá-las à salvação, o que no fim das contas, não é verdade. A salvação não depende do homem. Não é o homem quem escolhe Cristo. É Cristo quem escolhe o homem. Na nossa experiência, nós achamos que escolhemos a Deus, mas não é verdade.
“Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.” João 15:16
Todo o sistema de apelo por decisões está baseado nestes princípios, de que o homem é quem toma a decisão. Não foi sem razão que Charles Finney (pelagiano declarado) tenha sido o iniciador disto, de convidar as pessoas a virem à frente. Às vezes em nossa evangelização, a primeira pergunta que fazemos é: “Você está salvo?”, ou “Você tem certeza da sua salvação?”. Basta que alguém a conduza a repetir uma oração após alguns minutos de explicação curta do evangelho, e, voilá. Somos tentados muitas vezes a responder a pergunta de alguém se está salvo, pelo imediatismo e instantaneidade de uma oração. “Você foi à frente? Você fez a oração de entrega?”; então se conclui que se alguém fez estas coisas, está salvo.
A certeza da salvação não é algo pura e simplesmente instantânea. Os antigos irmãos puritanos davam muita ênfase nisto, sobre a eleição e busca do saber se alguém realmente foi eleito e salvo por Deus. Porém, não se buscava responder estas coisas por atitudes tomadas pelo homem como uma oração indo à frente da congregação, onde alguém declara que depois de ter feitas estas coisas, se tornou um crente em Jesus, em última análise, nasceu de novo. Os puritanos diriam: “Não! Simplesmente não. Não é assim. Você está equivocado!”. Então como alguém sabe que a fé que tem é a fé salvadora? Como a pessoa tem certeza que está salva?
A Palavra nos diz que o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (e isso é verdade). Entretanto, esta prova, tem que ser manifesta de alguma forma, e não é meramente algo que se sabe de um dia pro outro, de imediato. É uma questão que pode levar a vida inteira. Observe que Paulo exortou os crentes da igreja de Filipos a buscar a confirmação da eleição.
“Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor,” Filipenses 2:12
Voltando à questão dos puritanos para exemplificar melhor, se alguém ler suas obras vai perceber como eles mudavam a ênfase da evangelização quanto à salvação. Cito Rev. Augustus Nicodemus discorrendo sobre isso em seu artigo O Pensamento Puritano.
“Você vê que alguns puritanos colocam muita ênfase na questão do raciocínio, do intelecto. Eles estavam lutando contra os místicos, contra aqueles monges, contra aqueles falsos piedosos que falavam de um misticismo extraordinário, mas que não tinha frutos. O puritano dizia: ‘Não, não. Você tem que analisar, você tem que ver a sua vida. Use sua mente. Some um mais um e veja se bate dois, veja se você é crente. ’”
“Quando enfrentavam os intelectuais, os hipócritas, que achavam que estavam salvos só porque tinham a sã doutrina, então a ênfase deles era no testemunho do Espírito Santo. Diziam: ‘Não, não, você tem que vê se tem o testemunho do Espírito Santo no seu coração, se o seu coração está aquecido, se está mudado, de fato transformado.’”
Quantas pessoas nós já vimos entrar na igreja e sair? Quantas já fizeram uma oração, mas não ficaram mais que um ou dois anos congregando? Quanto de nós, achamos que por termos feito apenas uma oração, é certeza para dizer: “Estou salvo”. É claro que, é possível que o crente verdadeiro possa em algum momento da vida se afastar do Senhor por algum período, mas o Espírito de Deus sempre o alcançará de volta e o resgatará, o perdoará, o acolherá, a final o evangelho é poder de Deus para a salvação.
Em relação a isto, à salvação, está relacionada obviamente à evangelização. Pois, alguém é salvo pela graça de Deus, usando a evangelização, usando a pregação para que isso aconteça, já que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus, diz em Romanos 10, versículo 17.
Isto nos faz questionar algumas coisas. Primeiro; se os resultados visíveis (muita gente se dizendo evangélica) se dão ao fato da evangelização brasileira estar fundamenta em méritos humanos?
Segundo; se é Deus quem chama o homem, porque insistimos ainda em chamar os homens a virem à frente?
Terceiro; será que não cremos piamente no poder do Evangelho para salvar que é necessário às vezes ficar ao lado de alguém no culto, na hora do apelo, ficar chamando a pessoa ir à frente (às vezes muitos deles nem sabem o que fazem) para “aceitar Jesus”, e queremos dar uma mãozinha a Deus para isso?
À Luz da Palavra, Deus salva. A Bíblia diz que somos salvos pela graça, por meio da fé, e ela (a fé), não vem de nós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Certeza da salvação não é baseada em ações como ir à frente da igreja, ter se batizado, ter crescido na igreja, ser filho de pastor, diácono, etc.
Ela não pode ser respondida de forma imediata e nem instantânea. Esta certeza pode levar uma vida inteira. É necessário crescer a cada dia, na fé, na vida cristã até alcançar esta certeza.
Mas será que para por aí? Continua…
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Anderson Alcides é pastor com visão reformada, tradutor, colunista do Arte de Chocar, colaborador do Púlpito Cristão, e escreve no blog A voz no deserto.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O "Mas" de Deus
"MAS Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores". (Romanos 5:8)
É comum em nossos dias notícias e mais notícias, de fatos horrendos, de atos grotescos. E coisas desse tipo geram em nós um sentimento, uma reação. Em alguns revolta em outros incredulidade. “Não acredito nisso, eu não acho que ele seria capaz, onde vamos parar?”. Esses pensamentos permeiam nossa mente, a ponto, de em alguns casos, nos deixar mal. Como a investigação dos PMs mortos em SP, em que se suspeita do filho do casal. A nossa mente não consegue assimilar, não queremos acreditar que isso poderia ter acontecido. Não se chegou ao fim das investigações, porém este caso mexeu com o Brasil.
Relutamos em acreditar que uma criança seria capaz disso. Queremos ver que na humanidade ainda resta em certas pessoas o “bem”, que nascemos puros e que o mundo nos macula com o pecado. Seria até legal pensar assim, uma ideia que nos tira responsabilidade. Porém isso não é verdade, é uma visão distorcida que vai de encontro à palavra: “Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5 - NVI). Todos pecamos, todos somos maus, somos farinha do mesmo saco! Criamos degraus e colocamos pessoas neles, vemos isso o tempo todo. Um assassino é tratado como alguém desprezível, alguém que não merece ser ajudado, que tem que passar a vida preso. E vemos ladrões e mentirosos em uma condição ruim, mas não tanto quanto o assassino. Isso me leva dizer algo que pode lhe chocar: Adolf Hitler não é em nada diferente de Madre Tereza aos alhos de Deus, em nada! Ambos são pecadores e carentes de Sua obra redentora, ambos feriram a santidade de Deus com seus erros. Aí querido leitor você pode indagar; “Como assim? Madre Tereza era alguém que tinha boas obras sociais, vivia uma vida abnegada em amor aos pobres. Como você pode colocá-la no mesmo patamar do Funhrer?” Simples, perante o Criador “Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo.” (Isaías 64:6 – NVI). Até nossa justiça é desprezível para Deus, se sabemos o que é justiça e ser justo.
"E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus".
[Efésios 2:1-7]
No texto de Paulo aos Efésios ele fala de um quadro desolador, O HOMEM ESTAVA MORTO NOS SEUS PECADOS! Mortos não falam, não andam, não se mexem, nada desejam. Afinal, ele esta morto! Assim, não havia condição alguma de buscarmos ao Senhor, de querer sua vontade - “a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo.” (Romanos 8:7 – NVI). Vivíamos como esse mundo vive, andávamos no sistema, fazíamos parte dele. Não havia em nós nada de diferente dos demais, Deus não olhou pra mim e disse: “Oh, Isaque é alguém caridoso, ele dá esmola, respeita as leis, é um bom pai, um bom filho, nunca traiu a mulher. Quero-o no meu Céu, ele merece”. Não, terminantemente não! Somos miseráveis pecadores, merecíamos a eternidade distante da presença desse Justo Juiz, a sua ira seria mais que justa. “... éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” (Ef 2:3 – NVI). Precisávamos que Ele tomasse a iniciativa, que ele nos buscasse indo ao nosso encontro como foi no Jardim. Carecíamos de um Salvador.
Depois de expor a primeira parte do quadro com nossa miserabilidade Paulo usa uma conjunção adversativa, que exprime uma ideia contraria a tudo que foi dito antes. É nessa hora que entra o “MAS”, e essa conjunção faz brilhar uma luz naquelas cores negras e frias, cria se um lindo contraste colorindo a obra, a obra da nossa redenção. Esse é o “MAS” de Deus.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou. Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).”
(Ef 2:4,5 – NVI)
Aleluia! Mesmo com nossos erros e ofensas, mesmo com nossos muitos pecados. Estando mortos, Ele nos vivificou em Cristo. Isso apenas por Sua Graça, Seu favor imerecido de nos dar a vida eterna e por sua misericórdia, que não nos recompensou de acordo com nossas ações. Com a ótica correta, conseguimos ver que não merecemos nada, que nossas obras não compram bênçãos. A medida que o homem conhece ao Senhor através de sua palavra, ele deve se sentir indigno diante do Deus Santo. Não há mérito em nós, tudo é Graça, é sempre Ele estendendo sua mão.
Saber isso não nos deixa confortavelmente deitados em uma rede descansando e aproveitando o momento. Esse conhecimento nos imputa responsabilidades. Se antes éramos escravos do pecado, hoje desfrutamos do privilégio de sermos servos do Rei. Se antes estávamos sobre o julgo de nossos desejos carnais, hoje seguimos o desejo do Nosso Senhor. Saímos de um senhorio e entramos em outro, continuamos sendo escravos! No término da obra, da grande obra, tem um recado deixado pelo Pintor, o propósito daquela tela é “Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.” (Ef 2:7 – NVI). Mais uma vez nós não somos o foco, essa pintura foi feita para a glória do Autor, para Seu próprio deleite.
Que ao olharmos pra esse lindo quadro possamos ver em cores frias e tristes nossas misérias contrastando com os azuis e amarelos da Graça do Senhor. Enxergar na aquarela de cores do Criador os tons que regeram essa pintura. Reconhecer que o autor é Soberano em sua obra cabendo a nós apenas render Glória. E sermos gratos por termos sido alcançados por Sua misericórdia.
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Isaque Pedro, seu texto me jogou lá pra baixo, lugar onde eu devo estar...Mas ao mesmo tempo me fez flutuar pelos céus (Graça). Fica mais do que sugestivo agora, ouvir esta canção abaixo:
[O Tapeceiro -Stênio Március]
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Fonte: BLog da UMP Guarabira.








