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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

05 COISAS NÃO PODE FALTAR NO LOUVOR DA SUA IGREJA

Por Renato Vargens

Boa parte dos louvores que entoamos em nossas Igrejas encontram-se desprovidos de qualidade musical e teológica. Confesso que estou cansado de ouvir determinadas canções. Não aquento escutar em meio ao louvor com música, “restitui eu quero de volta o que é meu”, ou ainda “onde colocar as minhas mãos prosperará”. Não suporto mais ver os crentes andando para a direita, ou para esquerda, cantando que por todo lado que é abençoado, ou até mesmo propagando a teologia da vingaça cujo sabor é de mel.

Pois é, boa parte das músicas evangélicas tem pecado pela propagação de heresias e mensagens totalmente contrárias aos ensinamentos bíblicos. Infelizmente muitos hinos e cânticos populares têm ensinado aos cristãos valores e conceitos absolutamente antagônicos as Sagradas Escrituras. Na verdade, nosso cancioneiro está cheio de aberrações teológicas onde mantras repetitivos são entoados em cultos de louvor. Para piorar a situação, algumas destas canções fazem apologia a teologia da prosperidade ou confissão positiva dizendo ao crente que ele vai prosperar. Além disso, inúmeros louvores pedem chuva, fogo, poder , cujo propósito final é não é a glória de Deus e sim satisfação do freguês.

Diante do exposto, visando ajudar os ministros música a não tocarem bobagens em seus cultos, bem como escolherem canções que possam glorificar ao Senhor, resolvi elencar cinco coisas que não podem faltar em um louvor congregacional.

1-) O louvor congregacional deve ser caracterizado por canções cristocêntricas

Um louvor saudável é caracterizado pela centralidade de Cristo, Nessa perspectiva, não há espaços para canções humanistas, de teologia duvidosa, estribada em conceitos de autoajuda ou psicologia.

2-) O Louvor Congregacional deve possuir boa teologia

Esse é um grave problema. Boa parte dos pastores não possuem condições de avaliar se as canções entoadas em suas comunidade locais possuem boa teologia. Nessa perspectiva, por ignorarem as verdades contidas nas escrituras, permitem que aberrações teológicas sejam entoadas em seus pulpitos, proporcionando com isso o adoecimento da igreja que pastoreiam. Uma Igreja saudável pensa no que canta e canta o que pensa, portanto, ela precisa além de conhecer as doutrinas fundamentais das Escrituras, ela precisa fundamentar que canta aquilo numa saudável teologia.

3-) O louvor congregacional deve focar as doutrinas fundamentais das Escrituras

Infelizmente não vemos em boa parte dos louvores modernos ênfases em doutrinas como salvação pela graça mediante a fe, imputação de pecados em Cristo, santificação. exaltação a trindade, volta de Jesus, e outras mais. Na verdade, as canções modernas, falam somente de bênçãos, vitórias, conquistas, milagres e prosperidade o que tem contribuido para o surgimento de um evangelho humanista. Uma igreja que possui um louvor saudável canta as verdades contidas nas Escrituras, não abrindo espaço, nem tampouco permitindo que os louvores centrado dos homens ocupem um espaço que pertence exclusivamente a Deus,

4-) O louvor congregacional deve ser entoado exclusivamente para a gloria de Deus

Tudo na vida deve ser feito para a glória de Deus inclusive, é claro, os louvores entoados em nossos ajuntamentos. O problema é que 90% das canções compostas pelos nossos cantores e compositores estão focadas na satisfação do cliente e não na glória de Deus. Veja por exemplo, quantos hinos são entoados na primeira pessoal do singular ou plural? Muitos não é verdade? Pois é, ao contrário destes, as Escrituras nos ensinam que louvores saudáveis jamais deverão estar centrados em homens e sim na pessoa de Deus.

5-) O louvor congregacional deve ser desprovido de arrogância, proepotência e vanglória

No louvor congregacional não há espaço para glória pessoal. Tudo feito pra Ele, por Ele, por Intermédio dele e para glória dele, o que significa que na adoração não existe a menor possibilidade de que homens sejam glorificados, roubando assim, a glória que somente Ele é digno de receber.

Pense nisso!

Renato Vargens

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Fonte: Blog do Renato Vargens.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Uma falha de adoração

Por Tim Challies

Eu acho o vício, e a escravidão ao vício, algo muito difícil de entender. Superar uma dependência me parece que deveria ser algo simples, especialmente para o cristão: em vez de fazer determinada coisa, que tal, da próxima vez, não fazê-la? Em vez de abrir aquela garrafa, deixe-a fechada. Em vez de comprar aquelas pílulas, compre alguns doces. Em vez de digitar aquele site, digite outro site. Em vez de entrar pelas portas do cassino, escolha sequer chegar perto do cassino. Se apenas fosse tão simples assim.

Tratar o vício como algo tão simples é não entender sua natureza. Eu disse recentemente que “Addiction and Virtue” [Vício e virtude], de Kent Dunnington, é, facilmente, um dos livros mais fascinantes que li ultimamente. Nele, o autor nos diz o porquê do vício ser muito mais do que simplesmente fazer uma má escolha em detrimento de uma boa escolha. O vício não é só satisfazer uma necessidade ou seguir um hábito, embora também isso seja verdade. Viciados, na verdade, estão buscando a boa vida e estão convencidos de que podem alcançá-la por meio do vício. Dunnington fala assim:

Nós não somos ensinados nem inclinados a pensar que pessoas viciadas são ativa e apaixonadamente engajadas em conseguir uma boa vida. Nós tendemos a pensar nelas como pessoas que desistiram da brincadeira ou que estão empenhadas positivamente em se destruir. Mas não é assim. Para mim, o comportamento do viciado pode nos dizer mais sobre os mais profundos desejos do ser humano do que a maior parte dos outros comportamentos do homem.

Viciados estão expressando um desejo universal, porém eles o fazem de uma maneira mais “vendida” do que as outras pessoas. Se a maioria das pessoas busca a boa vida de forma comedida, os viciados a buscam com todas as forças.

Vício, então, deve ser entendido como uma questão de… extática intoxicação. A pessoa dependente, reconhecendo a própria insignificância e insuficiência, deseja ser levada a uma experiência que a consuma, espera ser o objeto, ao invés do sujeito e anseia mais por sofrer a felicidade do que produzi-la.

“Intoxicação extática”. É isso o que o viciado deseja, venha a intoxicação por substância ou por experiência, pelo agito da droga ou pela experiência sexual. Em ambos os casos, o viciado deseja por essa experiência consumidora e se convence de que ela pode ser encontrada nas drogas, no jogo, na pornografia ou no que for. Dessa forma, podemos ver que o vício é, na verdade, uma falha de adoração.

Vícios são viciantes apenas na medida em que eles nos tentam com a promessa de uma felicidade perfeita, e escravizam na medida em que imitam e sugerem essa perfeição. A profundidade e o poder do vício se tornam inteligíveis quando começamos a ver o vício como uma falsificação da virtude da piedade. Dessa forma, o vício é apropriadamente descrito como uma falha de adoração, uma potente expressão da idolatria que temos com as coisas que queremos alcançar no plano imanente, mas que só podem ser adquiridas em um relacionamento com o Deus transcendente. A sedução e a astúcia do vício são trazidas para fora na medida em que vemos como, incrivelmente, o vício permite as pessoas alcançarem (imitações de) bens que somente a verdadeira adoração torna possível. Isso demonstra que o vício pode ser adequadamente caracterizado como uma encenação da luta que os seres humanos travam para obter para si florescimento, integridade do ego e prazer extasiante, que só podem ser recebidos por meio do correto relacionamento com Deus.

O vício é adoração, uma falha tentativa de encontrar em substâncias ou experiências aquilo que só pode ser encontrado em Deus. Como podemos ter evidências dessa adoração? Pelo fato de que o vício se torna o meio de se elevar e interpretar qualquer experiência.

O fato de que qualquer coisa poder se tornar uma desculpa para se usar é um poder que o vício tem para incorporar todos os aspectos da vida do viciado dentro do ritmo e razão dessa dependência. É exatamente esse o caso do alcoólatra, para quem os bons momentos são um vácuo sem o álcool. Os momentos difíceis são insuportáveis sem o álcool. A solidão não é tão solitária com o álcool. Os relacionamentos amorosos são mediados pelo álcool. O sucesso só pode ser celebrado com o álcool. Somente o álcool pode isolar a rejeição, e por aí vai. Ser alcoólatra é entrar nesse tipo de relacionamento com o álcool, no qual todo o resto da vida só faz sentido se acompanhado do álcool. O vício transfigura as mais ordinárias atividades em transações maldosas.

Você percebe? A Bíblia nos chama para incorporarmos a adoração a Deus em todos os ritmos e racionalidades da vida. Os momentos difíceis são insuportáveis sem Deus. A solidão não é (tão) só quando andamos perto de Deus. Relacionamentos amorosos são mediados e aprimorados pelo compartilhamento do amor de Deus. A celebração do sucesso é melhor com gratidão a Deus. O relacionamento com Deus nos isola da rejeição, e por aí vai. Ser um adorador de Deus é entrar um relacionamento com Deus em que todo o resto da vida apenas faz sentido se acompanhado por ele.

O viciado não está apenas seguindo hábitos profundamente arraigados e desejos, mas procurando o êxtase da adoração. O problema não é o desejo de adorar – nós somos criados para sermos adoradores -, mas o objeto idolatrado. O viciado olha em outros lugares – em qualquer lugar – por aquilo que só pode ser achado em Deus. A maior falha do viciado é uma falha de adoração.

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Fonte: Reforma 21 via Ministério Beréia.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ANA PAULA VALADÃO PROFETIZA NOVO TEMPLO E AFIRMA QUE NAÇÕES APRENDERÃOA ADORAR ALI


Por Antognoni Misael

Durante o Congresso Internacional de Louvor e Adoração & Intercessão 2014, a líder Ana Paula Valadão deu uma boa notícia para os féis da Igreja Batista da Lagoinha: a construção de um novo templo que segundo ela será muitas vezes maior. Diria que uma "Lagoa Gigante"!

Este fato você pode assistir no vídeo abaixo, o qual por sinal me fez ponderar em alguns pontos em virtude de incoerências em relação a:

1) O uso de línguas estranhas contrariando as ressalvas encontradas em 1Co 14;

2) O fato da Ana Paula falar na primeira pessoa. Ocorre que os profetas ao darem o “recado” ao povo sempre utilizavam a expressão “Assim diz o Senhor”. Portanto, falar na 1ª pessoa como se fosse o próprio Deus tem mais a ver com incorporação do Espírito (e Paulo ainda ratificou que os espíritos dos profetas estão sujeitos a estes, e não vice-versa (1Co 14:32) – por isso não cabe a desculpa de que alguém entra em transe e falou em várias línguas sem perceber).

3) Ela diz que Deus “entrega uma chave, uma pedra”...simbolizando a construção do novo templo. Também diz que naquele local Ele fará “lugar de sinais, prodígios, maravilhas”. Em Atos 17.24 temos a certeza absoluta que Deus não habita mais em templos feito por mãos, por isso este frenesi por causa de um enorme lugar, quiçá, não significará absolutamente nada, há não ser um espaço geográfico maior com capacidade de juntar mais gente em baixo do mesmo teto. (Sem sacralização de paredes! Por favor)

4) Infelizmente ainda há na Lagoinha esta sina pela Batalha Espiritual. Durante o momento do suposto “aviso de Deus” sobre o novo prédio, Ana Paula convoca o povo pra marcar, “comece a marchar”! diz ela, além disso ela repreende toda palavra contrária e provoca o capeta dizendo “nós vamos contra ti satanás” (...) Como se as portas do inferno prevalecessem sobre a igreja #SQN!

5) Pra encerrar, o pior, Ana afirma que Deus teria dito que na nova casa "as nações iriam aprender a adorar ao Senhor". Pasmem! Palavras impensadas, só pode ser!! Não custa relembrar que em João 4.21-22 o mestre Jesus afirma que a hora chegou cuja adoração não tem pré-requisito de lugar algum, mas sim quando em Espírito e em Verdade.

Sinceramente, oro pra que a Lagoinha e suas igrejas sejam benção nas mãos do Senhor. Que o Evangelho Simples, e nada mais do que isso, seja o foco de suas reuniões, até então recheadas de esquisitices, adereços desnecessários e por vezes conteúdos heréticos.

Que a Ana Paula e sua Lagoinha, mesmo pequena ou grande, não seja local de confusão, mas de clareza da Graça e Evangelho de Deus.

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Antognoni Misael

sexta-feira, 28 de março de 2014

Quando estou em sua presença dá vontade de Morrer

Há alguns anos atrás uma canção tornou-se bastante executada no meio cristão. Com um groove animado e motivador, a letra pede que o Senhor venha “encher este lugar com Sua Glória”. O ápice é alcançado quando no refrão se diz: “Quando estou em sua presença dá vontade de pular, da vontade de dançar, da vontade de gritar, da vontade de correr.”

Em meados do ano de 2012 fui convidado para fazer parte de um evento de Adoração. Neste evento eu e minha equipe de músicos não seriamos os únicos participantes e, como é nosso costume, estivemos presente durante a participação da outra banda. Ali, sentado na primeira fila eu ouvia esta canção ser executada. Não foi a primeira vez que a ouvi. Na verdade eu já estava bastante familiarizada com ela. Mas pela primeira vez me senti extremamente incomodado ao ouvi-la. O refrão foi tocado e, como já era de se esperar, as pessoas freneticamente começaram a pular e gritar. Dançando desconjuntadas e sorrindo "bobamente". Foi então que me ocorreu: Qual a vontade que me invade quando eu estou na “presença do Senhor?”.

Precisamos antes de mais nada conceituar o que seria “Estar na presença do Senhor”. Alguns personagens antes de nós, relatados nas sagradas Escrituras já tiveram esta maravilhosa experiência de estarem diante da presença e Glória de Deus. Vamos observar qual o desejo que lhes invadiu nesse momento?

Quando Moisés esteve na sua presença:

“Então ele(Moisés) disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Porém ele(Deus) disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá.”(Êxodo 33:18-20)

Este é um dos episódios mais enigmáticos das Escrituras. Existem tantas implicações e questionamentos dentro destes poucos três versículos, que absolutamente não caberia nesta pequena reflexão. Mas podemos observar algumas coisas que cooperam para o tema proposto aqui.

A Glória de Deus é morte para nós. Ele é tão SANTO e PURO que um simples vislumbre de seu caráter resplandecente poderia nos consumir de imediato, pois somos o oposto dEle. Temos tantas falhas e imperfeições quanto se pode ter. Somos vaidosos, orgulhosos e egoístas. Habita em nós uma semente original que torna a nossa essência corrupta. Olhar para a sua Glória “face a face” seria nossa condenação imediata. Pois unido à sua Beleza, Pureza e Santidade está sua JUSTIÇA. E por causa de sua Justiça, o pecador não ficaria impune em sua presença. Seria algo instantâneo e imediato. Por isso Deus “priva” Moisés de encontrar-se face a face com toda a sua essência de Glória. Deus protege Moisés do próprio dEle mesmo.

É importante perceber e pontuar também o respeito e contrição de Moisés durante tudo isso. Manso, humilde e temeroso, ele é escondido em uma fenda. Respirando baixinho e sem escândalos ele espera. Confiante na Misericórdia de Deus em livrá-lo dEle mesmo.

Quando Isaías esteve na sua presença:

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. (...) Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.“ (Isaías 6:5)

Isaías foi levado de alguma maneira que não podemos explicar ao local onde o Rei se assenta a julgar. Ali, neste exato momento, enquanto ele observa os serafins voando ao redor do trono e as vestes reais enchendo o tempo um terro invade sua alma. Fica claro pra Isaías o quão puro Deus é. Fica exposto a olho nu sua estupidez e maldade. Sua impureza torna-se um câncer. E Ele então clama: “Ai de mim!” Não existem pulos frenéticos nem gritos histéricos. Existe um homem no chão lamentando por sua estupidez e maldade. Chorando seus pecados e amaldiçoando sua maldade nata. Agora observem, se trata de Isaías. Não estamos falando de um criminoso sem escrúpulos. Não estamos falando de um cruel estuprador de crianças. Estamos falando de um profeta. Um homem piedoso. Este homem, considerado íntegro aos nossos olhos, se vê como uma aberração bizarra diante da beleza incandescente do Divino.

Quando Saulo esteve na sua Presença:

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:3-6)

O mais curioso acerca deste famoso episódio é o detalhe esquecido por todos. Temos o costume de encarar a conversão de Saulo como a conversão de um pecador maldoso ao Senhor. Nos esquecemos que quem esta se “convertendo” aqui é uma das principais autoridades judaicas no que se refere à lei de Deus. Este homem era zeloso e guardador dos mandamentos. Pagava seus dízimos, frequentava às reuniões na sinagoga, inclusive pregava com frequência a maravilhosa palavra de Deus aos seus irmãos, dava esmolas regularmente e fazia suas orações ao Deus de Abraão. Mas apesar de tudo isso, ao se encontrar com “um resplendor de luz do céu” ele descobre o quão morta era sua religião. Ele se depara com o fracasso de todas as suas boas obras. Ele é visitado por sua crueldade. Ele era perseguidor de Cristo. Perseguidor de Deus. Logo ele que fazia tudo tão “certo”. O exemplo que os pais queriam que seus filhos seguissem. E agora esta diante da presença de Deus e não lhe resta outra alternativa senão cair ao chão.

Conclusão:
Tendo em vista estes poucos exemplos bíblicos, e desconsiderando outros tantos que poderiam somar a esta reflexão, tanto bíblicos como exemplos dos pais da Igreja ao longo dos séculos que também já estiveram em Sua Presença, chegamos à inevitável conclusão de que estar na presença de Deus é Graça. Moisés esteve, pois “achou graça aos olhos de Deus”. Isaías esteve na presença de Deus e seu temor se foi quando, pela Graça e misericórdia divina ele foi tocado por uma “brasa viva tirada do altar”. Paulo não buscou nem pediu pelo Senhor. O Senhor o quis e foi ao seu encontro quando ele nem sonhava que estava em um caminho longe. Enquanto ele pensava que estava perto de Deus e sendo seu mais fiel servo, ele então descobriu que ninguém havia mais longe do que ele dos caminhos verdadeiros de Deus. Graça. Não adianta pedir, nem suplicar, nem mesmo invocar. Não funciona. É Graça. Ele tem que querer nos oferecer tamanha Graça.

Não é o que me propus escrever, mas vale a pena ressaltar que em Cristo, hoje entendemos que Deus quis nos trazer para Sua presença. Esta Graça foi manifesta na pessoa e obra de Cristo.

Em segundo lugar, o que fica claro como o sol ao meio dia para nós é que estar diante da presença manifesta e gloriosa de Deus resulta na mais profunda aquietação da alma. Não se mexem nenhum dos dedos nem mesmo se dá piruetas. O máximo que se consegue fazer é balbuciar algumas poucas palavras como: “ai de mim... quem sou eu... miserável...”

É inquestionável que a Salvação e Graça de Deus derramadas em nós produz um fruto de alegria e gozo. Uma vida regada de satisfação e sorrisos. Contentamento e arte esta presente todos os dias da vida dos eleitos. Fato. Mas o que se questiona nesse momento é o que acontece quando o Deus que nos salvou, o maravilhoso criador do Universo e o Regente de todas as coisas, o Supremo Governador, o Rei dos Reis resolve nos visitar com sua Glória e nos faz encontrar-nos a nós mesmos em sua manifestação pessoal. Não me resta duvidas que neste momento acabam-se as canções. Ou mesmo os argumentos. Só existe temor e respeito profundos.

Quanto a esta canção, me parece óbvio que ela foi feita para que as pessoas descarregassem suas energias e histerismo. Não foi nada pensado (literariamente falando) o que se diz nela poderia ser trocado por qualquer palavra. Não importa, contato que as pessoas se animem e pulem e façam trenzinhos. Ão foi uma tese defendida. Nem tão pouco é fruto de um estudo detalhado e honesto acerca da presença de Deus. É fruto do mercado gospel. Aquele que tirar mais gritos da plateia ganha. Bem, eles ganharam.

Quanto a mim, me unirei a Moisés, Isaias e Saulo e cantarei assim:

“Quando estou em sua presença da vontade de morrer
Dá vontade de chorar
Dá vontade de cair
Dá vontade de sumir
Diante de Ti
Dá vontade de morrer
Dá vontade de chorar
Dá vontade de cair
Dá vontade de sumir”

Porque Ele é mais Santo do que. Mais puro do que eu jamais conheci. Eu não mereço sua presença, se eu a tiver, estarei em contrição e humildemente lançado ao chão. Como alguém que recebe um presente tão maior do que jamais pensou ter condições de receber.

Que Ele seja honrado e respeitado. E que sejam expostos todos os que banalizam o seu santuário.

Em amor,

Marco Telles

***

Marco Telles é líder da Comunidade CRER, é músico com trabalho gravado e dedica-se ao ministério pastoral levando a Palavra também, através da música.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Qualidade musical nas igrejas: vamos conversar?

Boa parte das pessoas ligadas ao universo da música cristã brasileira conhece ou já ouviu o Baixo e Voz. Sérgio Pereira e Marivone Lobo formam uma dupla de músicos pra lá de afinada, com a voz suave da Mari e o exigente baixo do Sérgio. Mas agora, o momento da dupla é outro: Sérgio anda inquieto com a falta de qualidade musical em muitas igrejas evangélicas.

“Seria porque boa parte dos pastores não acredita que a música e outras artes como a dança ou teatro influenciam, de fato, na cultura e hábitos dos membros de suas igrejas, utilizando-as apenas como um meio de agregar as famílias da igreja socialmente?

Ou seria por causa dos seminários de teologia que, ao invés de criarem mais cursos sobre música e discussões/seminários sobre arte, cultura, mídia e mercado evangélicos, os etiram definitivamente de suas grades e programações de eventos?

Ou talvez seja culpa dos compositores e músicos acompanhantes que, mesmo conhecendo e apreciando música de qualidade, produzem apenas com vistas ao mercado, sendo seu único critério o que “vende mais”?

Ou ainda seria culpa do governo brasileiro - seja ele de direita ou de esquerda - que continua não investindo o suficiente em educação? Talvez tudo isso e mais”, diz Pereira.

No entanto, mais do que encontrar respostas imediatas, Sérgio quer colaborar com as equipes de música das igrejas locais. As perguntas que intrigam Sérgio - que também é educador e escritor de materiais didáticos - o desafiaram neste início de 2014. Tanto é que ele está colocando-se à disposição das igrejas e comunidades para dialogar sobre o tema, pelo menos uma vez por mês, oferecendo palestras gratuitas para os interessados. O período de realização vai de março de 2014 a fevereiro de 2015.

Veja a entrevista realizada pelo Portal Cristianismo Criativo:

Portal Cristianismo Criativo - O que fez despertar para esta questão num momento em que você está bastante ocupado com o trabalho?
Sérgio - É verdade. Nos últimos anos tenho estado mais ocupado. No entanto, o que mais tenho visto nas igrejas locais (sejam elas reformadas ou pentecostais), nesses quase 20 anos de viagens com o Baixo e Voz, é uma grande confusão musical e teológica praticada em boa parte das equipes. Amo trabalhar com música e servir à Igreja, por isso, essa preocupação. Alguns dos motivos (aqui falo de forma generalizada, mas claro, que há exceções):

1) A igreja evangélica brasileira adotou o gênero rock no estilo pop inglês, para as músicas dos cultos. Quero deixar claro que não tenho nada contra esse ou outros estilos musicais. Mas me incomoda muito as equipes de música negligenciarem que vivem no país que tem a maior quantidade de estilos musicais do planeta (afinal adotam apenas um estilo);

2) Os músicos perderam referenciais como Vencedores por Cristo, Logos, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar e tantos outros que deveriam continuar sendo alicerces; onde essas equipes estão apoiadas? Nos programas de rádio, TV e publicações "gospel"?

3) As equipes não procuram conhecer música de excelência, porque muitos pensam que as escolhas de repertório só devem passar pelo "gosto", o que é um grande equívoco;

4) As equipes não se preparam adequadamente para os ensaios e não se dedicam aos estudos musicais, porque "não têm tempo", o que mostra imaturidade e irresponsabilidade para com o serviço à Igreja;

5) Os seminários não têm disciplinas sobre o assunto (não me refiro à hinologia, mas música popular, mercado gospel e afins) - que, diga-se de passagem, considero um absurdo! - e consequentemente os pastores não veem tanta importância no assunto até se depararem com tantos problemas de ordem relacional na equipe, liderança de músicos profissionais, choques entre letras das canções e as doutrinas da denominação etc. Enfim, são esses e vários outros porquês.

Portal CC - Quais igrejas ou ministérios o chamaram para participar?
Sérgio - Nesse caso das palestras gratuitas, tive convites de denominações pentecostais (como O Brasil para Cristo) e reformadas (como a Presbiteriana). Estou aberto a convites de qualquer denominação evangélica. Sou membro da Igreja Presbiteriana do Brasil. Meu currículo Lattes tem meus dados profissionais e no nosso site (www.baixoevoz.com.br) será lançado na primeira semana de fevereiro), há um breve histórico da minha carreira na música.

Portal CC - Quem deve e pode participar nas comunidades locais?
Sérgio - Quem participa das equipes de música relacionadas ao louvor tem que estar presente. Apesar de não ser o foco da palestra a música coral, os cantores e regentes são bem-vindos, assim como a liderança da igreja local.

Meu único pedido, que na verdade é uma exigência, é que 90% da equipe esteja presente. Peço uma lista de nomes de todos da equipe antecipadamente e farei chamada antes do início da palestra; isso mesmo, "chamada", pois estarei encarando o evento como educação musical e espero que todos entendam da mesma maneira. Do contrário, não vejo como colaborar com uma equipe cujos membros pensam que não precisam se desenvolver musicalmente.

Portal CC - Como fazer?
Sérgio - Entrar em contato pelo e-mail sergioemarivone@hotmail.com, enviando uma data possível (por favor, consulte nossa agenda antes, clicando aqui e lembrando que as despesas (carro/ avião, traslados, alimentação e hospedagem) serão pagas pela igreja anfitriã. Se os valores das despesas estiverem impraticáveis (moro em São Paulo, capital), ofereço uma videoconferência (skype, ou algum outro meio que não gere despesas).

É importante lembrar que, para outros pedidos como conferências, congressos, acampamentos, feiras e outros eventos - não é possível atender gratuitamente, uma vez que isto demanda deslocamento de minha esposa e filha. Nesses casos, vale nos consultar a respeito. Obrigado!


***

Matéria relevantíssima, na minha opinião!! No ano de 2012 tivemos a oportunidade de entrevistar o Sérgio e a Marivone. Acompanhe, ou relembre, aqui a nossa entrevista, abaixo.

sábado, 15 de março de 2014

"Deus não divide a Glória dEle com ninguém"!, exorta Rodolfo Abrantes em relação a idolatria dentro da igreja

Por Antognoni Misael

Não conheço com detalhes a obra do Rodolfo Abrantes, mas confesso que todas as vezes que vejo os seus discursos como um cristão que lida com a música percebo uma validade e comprometimento intensos com o reino de Cristo.

Apesar de ser um vídeo curto, Rodolfo alerta sobre a cultura idólatra existente dentro das igrejas, o inchaço no número de evangélicos e crescimento do mercado gospel. No vídeo ele dá algumas declarações contundentes como:

“Multidão quer o que Deus pode dar, discípulo quer Deus por quem Ele é”.

“Eu peguei birra desse nome gospel (...) mas eu quero me curar disso, porque Gospel significa Evangelho, Palavra de Deus.”

Em relação aos artistas gospel que fazem do seu palco um altar de fama, Rodolfo, que fez caminho inverso, saindo de lá, ele desabafou:

“Não me diz que eu tava certo, e eu to numa roubada hoje tentando ser adorador” (??)

Veja o vídeo:

Rodolfo Abrantes é um dos que tem rejeitado este Evangelho embrulhado de glória, fama, show e grana! Pois então gente, vamos orar por esse cara!

***

Agradeço pela dica do vídeo ao Queiróz Vieira, via Facebook.

Antognoni Misael, no Arte de Chocar.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dez Perguntas para Fazer Sobre a Letra de uma Música

DezPerguntasParaSeFazerSobreALetraDeUmaMusicaEscolher músicas para cantar na adoração pública é um negócio complicado. Todos na igreja parecem ter uma opinião. Então como um pastor ou uma equipe de presbíteros devem selecionar músicas que glorifiquem a Deus e sirvam ao corpo?


O estilo e a qualidade da música são importantes, é claro. Ainda assim, eu sugeriria que a letra é uma preocupação primária — então aqui estão dez perguntas para fazer sobre a letra de qualquer canção que você esteja considerando incluir na adoração pública.


1. A letra é verdadeira?


Cada canção é como um sermão. Um pregador deve estar comprometido em falar apenas aquelas palavras que reflitam precisamente a verdade bíblica. Da mesma maneira, as letras devem ser lidas cuidadosamente antes de serem selecionadas para se ter certeza de que elas também comunicam a verdade bíblica.


2. As letras são verdadeiras, porém, enganosas?


Letras que são tecnicamente verdade, mas podem ainda assim ser enganosas. Então não é o suficiente afirmar a veracidade da letra; sua clareza também é importante. Eu creio que a música de Brian Doerksen “Vinde, Agora é a Hora de Adorar” cai nesse campo. Primeiro, dizer que agora é a hora de adorar está certo, mas ainda assim isso leva as pessoas as pensarem que elas não estão adorando enquanto estão no carro indo para a igreja? Segundo, dizer “Vinde como estás” é tecnicamente correto, mas não corre o risco de ignorar a importante verdade de que devemos nos achegar a Deus com mãos limpas e um coração puro?


3. A letra é rica?


A maioria de nossas canções não deveria ter apenas um aperitivo teológico, mas um banquete. Felizmente, há uma demanda crescente por letras ricas, o que explica o renascimento dos hinos mais antigos, algumas vezes aplicados a novos estilos e até mesmo novas letras com maior profundidade teológica.


4. A letra é teocêntrica ou antropocêntrica?


Essa é uma ideia complicada. Algumas letras antropocêntricas tendem a se concentrar em nossa resposta ao caráter ou a obra de Deus — e elas podem ser muito apropriadas. Mas uma abundância de letras antropocêntricas pode dar à congregação uma pesada dose de moralismo e até mesmo desencorajamento.


Outras letras antropocêntricas tendem a se concentrar em como estamos nos sentindo, como vamos, ou o quão alegres estamos quanto a o que Deus tem feito. Embora isso possa ser apropriado, uma abundância desse tipo de música pode levar à superficialidade (estou cantando que me sinto ótimo quando na realidade, não me sinto) ou ao orgulho (eu sou o centro). Mas se a letra se concentra em Deus e no que ele tem feito, então somos retirados do nosso moralismo e do nosso orgulho e a letra começa a pregar verdade aos nossos corações, nos levando a pensar e sentir as coisas certas.


5. A letra louva a Deus por quem ele é, e não meramente por o que ele tem feito?


Nós deveríamos estar contentes em cantar frequentemente sobre o caráter de Deus e não meramente sobre sua obra. Deus é honrado quando cantamos seus atributos tanto quanto sobre suas ações. Cantar apenas sobre sua obra é dar a entender, mesmo sem a intenção, que Deus é bom porque ele me salvou. E embora isso seja verdade, também é verdade que Deus é bom porque ele é bom — e devemos reconhecer tal verdade na música.


6. A letra aborda explicitamente a obra expiatória de Cristo na cruz?


Embora nem toda canção mencione a cruz, a maior parte de nosso canto deve ser centralizado na cruz uma vez que isso é o que o torna cristão. Embora seja maravilhoso cantar os salmos, e nós devemos cantá-los, devemos estar cientes de que um bom judeu pode cantá-los se nem sempre abraçar seu pleno significado. A letra de nossas canções deveriam especificamente ensinar a congregação a respeito da expiação.


7. A letra é bonita?


Algumas composições são mais bonitas que outras. O que torna uma letra mais bonita que a outra é um tópico para outro dia. Mas vários fatores devem ser considerados: 1) o uso da rima e da assonância; 2) o uso de figuras; 3) o uso de elegantes versos inflados ou linguagem floreada; e 4) o uso de repetição.


8. A letra é compreensível?


Alguns dos antigos hinos são maravilhosos para estudantes de teologia que passam horas lendo os puritanos, mas podem deixar outros coçando a cabeça pensando: “Eu sei que eu deveria gostar disso, mas eu simplesmente não sei o que significa”. É aí que um bom líder de louvor faz toda a diferença. Trechos que são difíceis de entender podem ser explicados de antemão. Ou, simples mudanças podem ser feitas no texto contanto que a integridade do hino seja preservada.


9. A letra é familiar?


Enquanto é importante apresentar novas letras, toda congregação deve ter um cânon de letras bem gastas para as quais possam retornar regularmente. Assim como boa escrita recompensa a releitura, o canto repetido de boas letras podem levar seu significado mais profundamente ao coração.


10. A letra se encaixa no tema do dia?


A maioria das letras de música são apropriadas para qualquer culto. Você consegue encontrar qualquer texto de sermão na Bíblia onde não seria apropriado cantar sobre a santidade, o amor, a misericórdia de Deus ou a esperança no céu? É claro que não!


Ainda assim, cada letra tem uma ou duas claras ênfases. E devemos escolher letras que sublinharão o significado do texto que estamos prestes a ouvir ser pregado. Isso não deve ser feito simplesmente encontrando canções com “amor” no título se o tema do dia é o amor de Deus (embora títulos possam ser uma boa maneira de começar). É melhor fazer mais perguntas. Qual aspecto do amor de Deus estamos considerando naquele dia? Seu amor como Criador? Seu amor como Redentor?


***


Por: Aaron Menikoff ; Original: Ten Questions to Ask of a Song’s Lyrics. Aaron Menikoff é pastor titular da Mount Vernon Baptist Church em Atlanta, Georgia. Tradução: Alan Cristie. © 2014


Fonte: Voltemos ao Evangelho. Púlpito Cristão.

sábado, 21 de setembro de 2013

Os Arrais: nos colocando lá em baixo, aos pés...

arraisA série Nossa Arte Cristã traz para vocês a poesia recheada da Palavra apresentada pela música dos “Arrais”.


Pois é, recentemente ouvi a obra “Mais”, segundo CD da dupla que é formada pelos irmãos Tiago e André e fiquei maravilhado. Chorei, cantei, e pensei em tudo aquilo que tenho vivido como cristão. A música desses caras, com certeza, não nos faz tirar o pé do chão, mas nos coloca lá em baixo, aos pés de Cristo, lugar de onde nunca devemos sair.


A dupla acredita que a música é apenas um meio para conduzir pessoas para Cristo, e por isso, sem rodeios, suas letras trazem clareza e contundência em relação à Graça de Deus, a soberania e a suficiência da pessoa de Jesus.


Os Arrais têm alcançado os ouvidos de muita gente, isso porque recentemente a Sony Music os procurou e lançou o seu último disco. (Desta feita, não pretendo entrar na questão mercadológica. Só o tempo dirá as reais motivações da dupla. Oremos por eles para que não se vendam e continuem neste caminho que professam com desapego a fama)


Conforme eles relatam, tudo foi providência de Deus, veja:


“(...) nosso CD foi gravado de forma independente. Não tinha gravadora, investimento externo, nada. Quando estávamos para lançar o CD de forma independente, a Sony Music Gospel entrou em contato conosco.


Não corremos atrás deste contato, simplesmente aconteceu. E graças ao carinho e apoio da Sony, nossas músicas estão disponíveis em todos os cantos do mundo! literalmente! Deus no controle”.


Mesmo estando nas prateleiras do sucesso, inclusive batendo recordes de audição no Itunes e também sendo indicados ao irrelevante “Troféu Promessas”, a dupla adverte que o que eles mais querem é que Cristo seja conhecido:


“o que verdadeiramente importa nisto tudo é a Palavra de Deus sendo espalhada pelo mundo anunciando o Reino de Cristo que chegou e virá. nosso interesse não é estabelecer o nosso reino aqui, mas anunciar o Reino de Cristo. ponto final.


Nossas músicas falam disso. como poderíamos viver algo contrário do que escrevemos e cantamos? impossível!”


Então gente, não posso compartilhar todas as canções do disco, por isso sugiro que conheçam mais sobre eles clicando aqui, no entanto, quero deixar duas canções que mais me identifiquei.


NÃO FALE


Não fale que o conhece se o esquece em cada esquina
Não fale que o encontra nas suas ondas de fé e não na palavra, não na palavra
Que falta hoje é fé na palavra, que muda quem eu sou não deixa nada
Amando o que é de Deus deixando o mal que tanto amei


Pois se tenho a Cristo tenho a verdade, sim
No 'assim diz o Senhor' e não no 'eu acho que'


Não fale que o conhece se o esquece em cada esquina
Não fale que o encontra nas suas ondas de fé e não na palavra, não na palavra
Que mais há hoje é graça sem juízo, que traga amor e paz sem compromisso
Seguindo tradições de homens não de Cristo


Pois se tenho a Cristo tenho a verdade, sim
No 'assim diz o Senhor' e não no 'eu sinto que'


Não fale que o conhece se o esquece em cada esquina
Não fale que o encontra nas suas ondas de fé e não na palavra, não na palavra


ORAÇÃO


Em oração eu trilho o caminho que Jesus abriu
Até o trono onde sua graça flui como um rio
Santo, santo, anjos cantam, santo


E pela fé caminho até avistar o autor da minha fé
E o que eu posso oferecer para honrar quem ele é
Santo, santo, anjos cantam, santo
E ao partir me vi, eu sou indigno
Mas sua voz me diz não vá meu filho


Torne meu sofrimento em testemunho
E esvazie de mim e desse mundo
E que o meu nome morra com meu corpo
E que o de Cristo permaneça em tudo


Que eu receba aquilo que preciso e nem um pouco mais
Me dê os bens que de imediato eu possa abandonar
Santo, santo, eu canto, santo, santo


Torne meu sofrimento em testemunho
E esvazie de mim e desse mundo
E que o meu nome morra com meu corpo
E que o de Cristo permaneça em tudo
No nome de Cristo, no nome de Cristo
Amém


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"BONA VIDE": repaginando clássicos da música cristã

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Queria falar um pouco de um projeto do qual estou fazendo parte recentemente, o ‘Bona Vide’. Bona Vide é uma expressão em latim que significa "boa visão", assim como "vide" também remete a videira, portanto, Bona Vide quer dizer, "Bons Frutos". O projeto surge como a realização de um sonho, uma idealização de fazer o que mais gostamos: música, e o melhor, para o Reino.


O grupo é formado por paraibanos, e aliando musicalidade com conteúdo, o repertório repagina clássicos do repertório Cristão como “Porque Ele vive”, reapresenta canções como “Palácios” (Rebanhão), “Portas Abertas” (Grupo Logos). Como as letras são inegociáveis para a cosmovisão do grupo, algumas canções contemporâneas também nos presenteiam com belas mensagens fazendo parte do repertório como, por exemplo, “Ele vive” (Leonardo Gonçalves - cantor..rs) e “Jesus me achou” (Thalles Roberto), dentre outras.


A sonoridade do grupo é eclética. Sempre com uma batida ligada ao MPB o grupo tenta imprimir uma harmonia dinâmica e com equilíbrio.




[caption id="attachment_4009" align="aligncenter" width="510"]1150549_347901975339856_1378550878_o Primeira ministração, dia 10 de agosto na Igreja Presbiteriana de Guarabira-PB[/caption]

Apesar de nesse primeiro momento o repertório não conter canções inéditas e autorais, fica a certeza de que, com a permissão de Deus, logo em breve teremos a gravação do nosso primeiro trabalho, o qual seguirá a mesma premissa das nossas influências: boa música e letras contundentes recheadas de Verdades Bíblias. Simplificando com sofisticação para a Glória de Deus.


Abaixo consta alguns vídeos de nossa ministração. Confira (a qualidade não está excelente, mas dá para ouvir bem qual é a nossa proposta), e caso deseje a nossa presença para cultuarmos juntos em sua congregação ou evento, basta conferir os contatos no fim do post.



Contatos:

E mail: bonavide@hotmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Bona-Vide/134592183406052

Fones: (83) 8745 7031 [oi] , (83) 88859452[oi] e (83) 9918 7400 [tim]

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Arte de Chocar

domingo, 4 de agosto de 2013

Contra a idolatria Gospel, Rodolfo abrantes solta uma "bomba" dentro da Lagoinha

rodolfoSeria uma voz clamando num deserto? Ou uma lagoa da fantasia sendo impactada pela força da verdade? Não sei. Mas o que podemos dizer é que Rodolfo Abrantes chocou na Lagoinha!


Em um culto da ConfraJovem que foi realizado no fim de julho de 2013 o cantor (ex-Raimundos) soltou uma bomba no altar da idolatria Gospel:


"Existe uma cultura idólatra dentro da igreja cristã brasileira e precisa ser arrancada deste lugar. Nós não temos um Papa. Nós só adoramos a Jesus, mas todas as vezes que você idolatra um servo ou uma serva de Deus que sobe num altar você tá declarando que Jesus tá em segundo lugar. É preciso arrancar isso dentro do teu coração. Eu quero levantar um clamor pelo fim da cultura gospel, pelo fim dos artistas gospel, pelo fim do mercado gospel, pelo fim dos fãs gospel", disse Rodolfo.




Diante do que vimos e ouvimos não dá pra saber se ele terá a oportunidade de voltar à Lagoinha , contudo, roguemos por dias melhores. Que a igreja evangélica brasileira possa reconhecer que uma Reforma precisa ser feita urgentemente dentro dela!

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Misael do AC.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Granja do Hillsong": alta produção em terra tupiniquin

granja-animais-aves-morremNão venho aqui desmerecer o Ministério do Hillsong. Acredito na relevância deste grupo. Pelo pouco que sei e li, aqueles irmãos têm feito um trabalho piedoso e cristão naquele país, Austrália; além disso, já li informações de que a Darlene Zschech, principal ministra de louvor, é uma serva humilde, sincera, e com uma boa formação bíblica. (indico o post do Nelson Bomilcar sobre a Darlene e Adoração Extravagante)


O Hillsong não é o problema da questão, até por que eu os ouço e conheço muitas de suas canções... O que venho comentar nesta minha breve análise é a infeliz proliferação de ‘grupos de louvor’ e bandas que são verdadeiros clones (mal feitos) dos autralianos.


Em uma de suas canções João Alexandre escreveu: “(...) e mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar” [É proibido Pensar]. Falando-se do Hillsong, eu tenho minhas dúvidas - será que eles realmente querem nos "escravizar" ou cercear? Recentemente, em um culto na Igreja Batista de Campina Grande-PB, o próprio João Alexandre comentou sobre a escola de música da Hillsong na Austrália, e disse que um amigo próximo lhe revelou sobre o apreço que os cristãos australianos têm com a nossa música: “sabe o que eles estudam lá nas aulas de harmonia? – Garota de Ipanema! (Bossa Nova)”, disse o João na palestra. Já o Pr. Nelson Bomilcar, em um Congresso de Adoração (2008 em Pau D’alho-PE) comentou sobre a Darlene: esta em uma de suas vindas ao Brasil teria ficado encantada com a diversidade musical e questionado sobre o porquê de não haver tanta ênfase aos nossos sons dentro de nossas igrejas. No mínimo, estranho! Por estas e outras, não acredito que o Hillsong goste de ser (mal)“clonado”.


Entristece-me visitar as muitas igrejas e encontrar centenas de cópias do “Hillsong” cantando louvores distorcidos, com frases mal traduzidas, musicalidade viciada e ministros despreocupados com a naturalidade na adoração. Muitas das vezes a performance, as roupas, a guitarra quase ao chão, são esteticamente a forma convencional de tentar serem “compreendidos” e aceitos. Além do mais, há uma injustificável desculpa de muitos ‘ministros’ que afirmam que tocar estilo A ou B na igreja não faz sentido porque esta não “gosta” de tal modelo de canção por não conhecer; já outros músicos dizem que o rock estilo Hillsong é muito fácil, prático e de refrão de rápida assimilação. Corro o risco de pecar em dizer isto, mas às vezes penso que há muita preguiça nessa garotada nova, que não separa nem um pouco de tempo pra estudar mais que quatro tipos de acordes, ou ouvir música para além das rádios desse mundo gospel.


Todos que acompanham o grupo Diante do Trono sabem da grande influência do Hillsong no ministério deles. Pois então... nos últimos anos é notória a mudança no formato musical do DT na tentativa de ser uma espécie de filial Hillsong tupiniquin – deixaram para trás aquelas dezenas de musicistas, os metais, os corais, etc. e tal. Está evidente que as texturas das canções do DT seguem as dos Hillsong, sem falar nas tantas canções traduzidas.


Tudo isto não é muito legal. Nessa “granja” australiana em solo brasileiro, não param de nascer “pintinhos” que desejam pular como “cangurus”!


Ponho-me a propor: vamos equilibrar mais a coisa, concordam? Precisamos de uma geração mais ousada, que ame a criatividade, que busque a identidade própria, que se libertem do julgo do modismo; precisamos de músicos que gostem do estudo musical, que se esmerem no instrumento, que abandonem o vício de canções de quatro acordes, que fujam do popular comercial e amem o conteúdo bíblico junto com a contextualização; precisamos de ministros que temam a Deus e não se prendam em querer parecer com a Darlene, Valadões ou algo do tipo. Sejam vocês mesmos! Orem como quem ora no quarto secreto! Cantem como se Deus fosse o seu principal público (como se deve ser), pois tudo é para ELE. Façamos a adoração sem a obrigatoriedade da falsa performance, do contrário, nos derramemos na presença dEle sem que se necessite de aceitação de grupos, líderes ou público. Que o Hillsong seja apenas mais uma das tantas referências musicais na Eclésia! Quando Cristo é o nosso desejo de semelhança, cai-se ao chão a necessidade de se parecer com o "astro" fulano, ou cicrano.


Não podemos dar as costas para a imensa diversidade musical que Deus nos agraciou. Quantas nações queriam ter o privilégio dessa enorme diversidade musical? Falando-se em música cristã, não quero ter a triste infelicidade de constatar que a maioria de nossos “franguinhos” ainda prefere ser subdesenvolvido!


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Arte de Chocar, com ironia, mas sem perder a ternura.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pela Glória do Rei - Marco Telles



Marco Telles faz parte do Ministério Nação Santa. É mais uma voz que ecoa a Glória de Deus e tem feito diferença aqui na Paraíba. Vale a pena conhecer e ouvir suas canções.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Canção do Cristão Medieval

marco-telles-1Esta semana foi muito incomum para mim. Aquele post sobre a canção do Thalles me rendeu um tempão moderando comentários e lendo aquelas dezenas de críticas, julgamentos e até xingamentos à minha pessoa. Mas no meio de tanta opinião, a gente acaba tendo a Graça de conhecer vários irmãos. Um deles foi o mano João Bosco, que além de compartilhar de sua visão, me indicou um ótimo blog de apologética e ontem me apresentou uma pérola musical feita a partir de uma oração com adaptações, composta pelo mano Marco Telles, daqui de João Pessoa-PB - um remador do reino que navega em águas contrárias desse evangeliquês moderno.


João Bosco postou assim via Facebook:


"Irmão Antognoni Misael nem só bobagens (comentários estúpidos) rendenram o seu ótimo post sobre a musiquinha do "Chattes", olha isso: Fiz um comentário no post e um outro irmão tbm, acabamos nos comunicando e trocando algumas Sãs Palavras e disso, nasceu isso".


Confira esta bela canção que muito diz o que precisamos ouvir, e não aquilo que "gostamos" ou queremos curtir. Soli Deo Gloria!




***

Essa canção falou muito ao meu coração. Brevemente estarei postando o trabalho do mano Marco Telles por aqui.