sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Crentes Camaleões, um tributo à covardia e ao medo de perder
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
"DE UNS TEMPOS PRA CÁ" - SOBRE O AMOR ÀS COISAS E O FARDO PRA CARREGAR
De uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
De uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
[De uns tempos pra cá - Chico César]
P.S.: Dica do meu amigo subversivo, Marco Telles.
***
Antognoni Misael, professor de história, músico e policial militar. Editor do Arte de Chocar.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Escolhas de Vida
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Fragmentos de uma velha “igreja” que ama o legalismo, as heresias, e ainda é Gospel
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Uma geração de crentes com sede de vingança
“Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice”. (Sl 23:5 – NVI)
“Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos”. (Ef 2:4-5 – NVI)
"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês". (Mt 5:43-48 - NVI, grifo meu)
“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica”. (Lc 6:27-29 - NVI, grifo meu)
“Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou”. (Cl 3:13 - NVI, grifo meu)
***
Ruy Cavalcante é acreano herege, teólogo, policial, "sambista", ou seja, é uma mistura perigosa mas cheia de graça de Deus. Edita o blog Intervalo Cristão.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Redirecionando a cosmovisão cristã em um mundo pós-moderno #PODCAST
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Crente, Cristo e a Criatividade
***
Por Antognoni Misael.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Deus não te quer bem, te quer salvo!
Diferentemente de tempos atrás, hoje vemos pessoas "convertidas" (talvez convencidas) e que, logo após sua imersão “nesse” novo universo, logo após experimentar algo nunca antes sentido, seu primeiro comportamento é olhar em volta e buscar aquilo que lhe foi prometido, por quem lhe apresentou “esseevangelho". É muito interessante observarmos isso pelos “olhos” de Lucas 19:8-9, no qual Jesus ratifica a salvação de um homem em prova de dois fatos que também nos confere salvação: fé e arrependimento. Porém, quero ressaltar o fruto disso, uma prova cabal: amor ao próximo. O mesmo homem queria dividir os seus bens. Seria empolgação de um novo convertido ou evidência que aquilo que o interiorizou lhe havia gerado compaixão e amor como resposta?
Não vemos mais “Zaqueus” sendo gerados (além daquela música que quase “estourou” os nossos tímpanos), afinal, na igreja de hoje não há mais espaço para genuína fraternidade. Textos como Tiago 1:27 não são mais o cerne de sermões nos dias de domingo. Outrora, lugar de revelação da palavra de Deus, pela pregação expositiva, agora é palco do milagre chantagista e da benção gananciosa.
Neste texto quero me ater a um assunto que muito me intriga em especial:riquezas. Boas ou más? Algo mudou? Qual a diferença do rico do antigo testamento para o do novo testamento? Por que é tão procurada nesses dias?
Deus não tem deleite no sofrimento de ninguém, menos ainda em ver o hedonista indo ao inferno. Entretanto, Ele não tem pena de nós. Ele nos enviará como ovelhas a lobos. Alguém com a visão do “todo” não se limita ao momento. Ou será que você se acha mais amado que os discípulos e apóstolos que foram mortos e torturados? E a grande minúcia é que eles não estavam cuidando de suas vidas, não estavam fazendo nada para si. Mas, conosco seria diferente, pois quando algo nos acontece de ruim é porque estamos em pecado ou não demos dinheiro suficiente. Ele não nos promete vida nessa vida!
Em estudos, comparando as bênçãos e riquezas do A.T com N.T, vejo não um Deus com duas personalidades, mas sim com dois propósitos diferentes. Se “torcermos” o evangelho sairá um “suco” de amor ao próximo adoçado com não acumuleis riquezas. Em um novo tempo estamos. Não precisamos nos diferenciar das demais nações em exaltação como foi com Israel.
O Deus, outrora glorificado em seu povo grande e imponente, hoje é muito mais glorificado na renúncia à glória, ao dinheiro e ao conforto, para que outros possam conhecê-Lo. Aquele era um tempo onde não havia a necessidade de expedir missionários, ou de levar uma mensagem, pois o povo de Deus era aquele, separado e único. Agora somos nós, todos nós, do imenso planeta Terra, a sermos alcançados, e isso demanda o dinheiro que dá o luxo a alguns.
Em vista da miragem que essa estória de renúncia financeira é para alguns, qual será o seu pretexto em alcançar as riquezas deste mundo? Se Jesus teve a intenção de dizer o que realmente Ele disse, porque muitos estão querendo empurrar o camelo no fundo da agulha?
É evidente o escândalo abrolhado na igreja pelo amor ao dinheiro em nossos dias. Os homens mais ricos do país são pastores, e sim, são mesmo estes a quem lhes é dito em Timóteo, que se tiverdes o que comer e com que se vestir estejais contentes.
Continuando: "Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição"(Tm 6:9). Será cegueira ou falta de vergonha? Embora não seja impossível (nada é impossível para Deus),com toda certeza ser salvo se torna muito mais difícil sendo rico.
***
O autor do texto é Natan Viana Mota. Obrigado mano. Muito abençoador este seu texto.
O essencial é invisível aos olhos, portanto, às vezes o rico é o pobre, e quiçá, o pobre seja o rico. E neste caleidoscópio humano entre lemas e dilemas, a maior riqueza reservada ao homem é a Salvação.
segunda-feira, 17 de março de 2014
NORMALMENTE DIFERENTES E DIFERENTEMENTE NORMAIS
quinta-feira, 13 de março de 2014
A INVENÇÃO DA JUVENTUDE
Houve um tempo em que não existiam jovens. Existiam, evidentemente, pessoas na faixa dos 15 aos 30 anos de idade, mas elas não se viam como um grupo que compartilhava valores, códigos de conduta, vestimentas ou dialetos diferentes do restante da sociedade. Nesse tempo, que se estendeu até o final da Segunda Guerra Mundial, a infância era mais longa, interrompida por uma brusca entrada na vida adulta. As meninas eram meninas – ou seja, brincavam de bonecas – até os quinze anos, quando debutavam e começavam a espera, por vezes exasperadora, do pretendente com o qual se casariam. As filhas de famílias de classe média iam cursar a Escola Normal, onde aprimoravam seus dotes de futuras esposas e mães. Os garotos tinham infância um pouco mais longa: os folguedos podiam durar até os dezessete anos, quando a necessidade os empurrava para a rua, para aprenderem uma profissão e ajudar no sustento da casa. Aos mais ricos, que ingressavam nas faculdades, era permitido adiar um pouco mais a entrada no mundo do trabalho.
Essa etapa entre a infância e a adultice – a espera matrimonial das moças, a formação profissional dos rapazes – não era uma “juventude” no sentido que uso aqui, isto é, uma fase diferenciada da vida, durante a qual se compartilha valores, condutas, modas etc., diferentes dos adultos e crianças. O que todos queriam era abreviar, e não prolongar essa fase. Não havia qualquer prazer em ser jovem. A inexperiência era um martírio, motivo de escárnio para os mais velhos. Nos anos 1900, na Bolsa de Café de São Paulo, por exemplo, ridicularizava-se os rapazes que não exibissem vastos bigodes, símbolo de virilidade na Belle Époque. O que os moços e moças mais desejavam era serem valorizados e respeitados, o que só ocorreria com casamento, filhos, experiência profissional e diploma. Os jovens se preparavam arduamente para serem aceitos no mundo dos adultos, e nisso se resumia a juventude.
Tudo isso mudou no pós-guerra. Nos países ricos e, entre nós, nas famílias de classe média e alta das grandes cidades, surgiram condutas, modas, músicas, enfim, um universo de referências culturais identificadas à juventude. Nos Estados Unidos, graças à prosperidade econômica e ao costume dos empregos temporários, os jovens passaram a dispor de mais dinheiro, o que se traduziu na formação de nichos de consumo específicos para essa faixa etária. O nascimento dorock and roll, entre 1951 e 1952, exemplifica bem esse novo comportamento. Naqueles anos, garotos e garotas começaram a sintonizar rádios independentes de rythm and blues negro, a comprar discos desse gênero e a dançá-los, utilizando-se das coreografias do boogie woogie. Artistas como Fats Domino, Chuck Berry e Little Richard logo perceberam que o ritmo e o hedonismo da música negra era o que mais agradava os jovens. Por intermédio de pequenas gravadoras, lançaram composições que fundiam o rythm and blues ao country. Esse novo estilo, batizado de rock and roll, tornou-se um estrondoso sucesso e pegou de surpresa a grande indústria fonográfica. Pela primeira vez, os adolescentes ouviam um tipo de música diferente do que os seus pais gostavam.
Junto com a música, vieram o cinema e a moda. Hollywood logo percebeu que a juventude era um novo filão de consumo, e Juventude Transviada estreou em 1955, com James Dean interpretando Jim Stark, um rebelde agressivo que esbanjava charme e apelo sexual. Marlon Brando, em O Selvagem, lançado no mesmo ano, viveu um jovem líder de uma gangue de motociclistas, vestindo camiseta justa e jaqueta de couro. Dean e Brando tornaram-se os modelos daquela geração: o comportamento rebelde, agressivo e sensual de seus personagens era imitado pelos garotos e arrancava suspiros das moças. Nessa época, formaram-se violentas gangues de jovens em quase todas as grandes cidades do mundo, montados em motonetas scooters e trajando a moda rockabilly: camisetas, jaquetas de couro, calças jeans, costeletas e longos topetes.
Inventava-se, assim, a juventude, identificada pelo comportamento transgressor, pela gíria, pela vestimenta, pela música. Os adolescentes, em qualquer cultura e época, constroem suas identidades ao rejeitar a condição de crianças e romper, às vezes intempestivamente, os vínculos que os mantêm unidos aos pais. A novidade histórica dos anos do pós-guerra foi associar, a essa atitude essencialmente juvenil, dois ingredientes: a idéia de liberdade individual e o consumo. A relação entre esses elementos foi dialética, como diriam os hegelianos e marxistas. A idéia de liberdade como livre arbítrio, herdada das Luzes e fundamental para a concepção ocidental de democracia, foi transformada pelos jovens rebeldes em liberdade para escolher ser diferente dos pais, professores, padres, ou seja, dos adultos. Isso implicava no consumo de bens – músicas, roupas, adereços, filmes, drogas – capazes de defini-los como membros de um grupo que lhes emprestava identidade e, portanto, reforçava a sensação de liberdade.
Hoje, uma das idéias centrais de nossa cultura é a obsessão pela juventude. A infância foi encurtada, pois meninos e meninas querem deixar de ser crianças cada vez mais cedo. A adultice é cada vez mais postergada, pois os adultos relutam em assumi-la e querem permanecer jovens por mais tempo. Se, antes, a juventude era apenas mais um nicho de consumo, hoje se tornou o eixo quase único a orientar a produção da música, moda, cinema e outros.
Via.
***
O texto é de Livan Chiroma, que é Comunicólogo, Teólogo e Antropologia Cultural (graduando-Unicamp). Mestre em Ciências da Religião. Áreas: Antropologia, Sociedade, Cultura, Mídia e Religião.
Fonte: Polis Centro.
sábado, 18 de janeiro de 2014
5 Razões Por Que Não Faz Sentido Viver para Acumular Riquezas
A ambição move as pessoas do mundo. O mercado é o Deus para muitos, que sacrificam até mesmo os relacionamentos nos seus alteres. Famílias abandadonas, casamentos arruinados e filhos órfãos de pais vivos. O alvo da vida de muitos é somente adquirir bens, e por causa disto sacrificam todo o resto de suas vidas. Eles servem ao dinheiro, ao invés de usá-lo para satisfazer as necessidades.
Sabe por que é uma tolice viver a vida toda correndo e se sacrificando para ter riquezas nesse mundo? O homem mais sábio do mundo irá nos ajudar, pois também empreendeu esforços para encontrar significado nas riquezas, assim como no trabalho, nos prazeres e na sabedoria. Ouça o que o velho e atual Salomão tem a nos dizer, tendo sempre em mente a sua famosa máxima "tudo é vaidade".
Aqui estão 5 motivos (Ec. 5.10-17):
01. Os nossos desejos e nossas ambições são ilimitadas, de modo que JAMAIS teremos o suficiente. Sempre estaremos frustados apesar de todos os esforços. Não há satisfação.
02. A alegria de possuir as coisas é pequena comparada aos transtorno de tê-las, pois quanto mais riquezas, mais pessoas irão nos rodear para usufruí-las. Não a alegria.
03. O trabalhador simples pode descansar, mas o rico está sempre com medo de perder seus preciosos bens. Ele mal dorme, pois nunca tem paz. Não há paz.
04. Toda a riqueza adquirida a duras penas pode ser perdida em poucos dias, em apenas um mal negócio ou investimento. Não há segurança.
05. E a pior questão de todas: pra onde vamos, não levaremos nada disso. Tudo que não é eterno torna-se inútil diante da morte. Não há valor eterno!
No fim das contas, as riquezas não irão satisfazer nossas necessidades, seja a alegria, a paz, segurança e etc. É preciso fugir desta armadilha. A cobiça é um caminho de morte. Abandone este modo de vida insano enquanto é tempo!
Que Cristo seja sua maior riqueza, e o alvo de todos os seus esforços seja agradá-lo.
Somente Nele temos a real satisfação, alegria, paz, segurança e valores eternos!
Que o Senhor nos ajude a afastar de nós a mentalidade mundana que nos leva a cobiça as riquezas e os bens supérfluos, nos afadigando por coisas inúteis. Sofrendo a toa, desperdiçando nossa vida na cobiça e no consumismo.
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Rodrigo Ribeiro é advogado, estudante de Teologia, e lá da serra da borborema (Campina Grande-PB) escreve na UMP da Quarta.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Sofrimento - o legado de todo cristão
Já nascemos com uma condição certa, o sofrimento. “Tristeza não tem fim, felicidade sim”, disse o poeta Vinícius de Morais, e com sua parcela de razão.
O sofrimento é a humilhação que o pecado nos legou. Sofrimentos psicológicos, físicos e existenciais... Sofrer é algo que o tempo nos ensina, é algo que o corpo sente na pele, no cabelo, nas mãos, nas rugas, nas juntas, nos músculos, no coração...
Os mais estimados filósofos da história fizeram caso dele em busca de uma razão para o existir. Soren Kierkegaard (1813-1855) dizia que a “angústia era a vertigem da liberdade”, isto é, pensar a liberdade humana e a capacidade de fazer escolhas já traria consigo a penumbra do sofrimento presente no pensamento. Que coisa hein?! O fato de lidar com decisões, por mais simples fossem, já gerava um sofrimento para o pensador.
Renato Russo, poeta do rock nacional que marcou a década de 80, também fez caso da dor e contribuiu com a certeza de que todos nós sofremos, em níveis diferenciados, na caminhada do existir.
Mas o maior exemplo de sofrimento humano encontramos em Cristo! Ali temos o exemplo máximo de sofrimento psicológico, físico e espiritual. Psicológico porque ser carpinteiro desde pequeno lidando com pregos, martelo e madeira certamente gerou um drama para um jovem que sabia que iria morrer numa cruz; físico porque os açoites e a crucificação nos revelam um sofrimento sem tamanho para qualquer humano; e espiritual porque sobre ele estavam todos os pecados dos homens.
"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos." [Isaías 53:4-6]
O maior sofrimento que o homem pode ter nesta vida não está relacionado as suas emoções ou aspectos físicos, mas sim a sua condição espiritual. Estar desconectado de Deus é a pior sensação que o homem pode sentir.
Nos últimos dias de sua existência Renato Russo escreveu “Me fale do sagrado coração porque eu preciso de ajuda”. A sua alma implorava por alívio.
[caption id="attachment_4762" align="alignright" width="200"]
―C. S. Lewis[/caption]
A realidade do século XXI nos apresenta esse quadro: pessoas supridas materialmente, abastecidas em seus laços afetivo-emocionais, porém vagando pelas vielas desta sociedade hedônica e consumista como zumbis existenciais. – “Eles precisam de ajuda; eles precisam saber da VERDADE”! Grita a minha alma em relação ao mundo que observo. Pessoas buscam constantemente fugas, seja nas drogas, no entretenimento e até na religião.
Mas, sofrimento não é só legado do mundo. É legado também da igreja! Se por um lado estamos aliviados das cargas do pecado, e reconciliados em Cristo, ainda temos um caminho estreito a trilhar, pois tomar a Cruz de Cristo significa estar disposto e disponível para andar os passos do mestre. Por isso nossos sofrimentos, sejam físicos, psicológicos, ou de qualquer ordem humana tem um objetivo central: nos identificarmos com Cristo. Glórias a Deus por isso!
A medida que perecemos em corpo, nos regozijamos em saber que teremos um corpo glorificado; a medida que nos frustramos com os nossos sonhos, sabemos que nada se compara ao que Ele preparou para nós; a medida que perdemos a nossa vida em detrimento das glórias deste mundo, nos achamos em Jesus, sendo abraçados por Ele.
Definitivamente, os breves tempos de aflições não podem se comparar com a glória que há de ser em nós revelada!(Rm 8.18)
Pode até soar herético, mas não é querido leitor: “Sofrer também é nossa sina, pois até nele a glória de Deus é revelada!"
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Antognoni Misael, vascaíno sofredor, que pilota o Arte de Chocar e Púlpito Cristão.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Os assassinos da Graça
"Um dos problemas mais sérios que atinge a igreja ortodoxa cristã hoje é a questão do legalismo. Um dos mais sérios problemas que atingia a igreja nos dias de Paulo era o problema do legalismo. Em ambos os momentos ele é o mesmo. O legalismo arranca do crente a alegria do Senhor e, justamente com a alegria do Senhor, sai também seu poder para uma adoração vital e um culto vibrante. Nada é deixado de lado, a não ser uma declaração limitada, sombria, melancólica e apática. A verdade é traída e o glorioso nome do Senhor torna-se sinônimo de um soturno desmancha-prazeres. O cristão debaixo da lei é uma horrível paródia do original."
sábado, 7 de setembro de 2013
O Senhor do Tempo
Mestre, me veja menino
Deixa-me correr com Teus pequeninos
Mestre, de rosto amigável, de sorriso largo, de sereno olhar
Eu fui a Ti criança e me recebeste de braços abertos
Que estranha distância agora
Senhor, lembra do menino que eu fui outrora
Mestre, lembro que eu buscava
E me derramava, choro adolescente
Lembro daquele caderno onde eu anotava minhas orações
Jovem busquei a Ti, o refúgio certo para um moço aflito
Que estranha distância agora
Senhor, lembra do rapaz que eu fui outrora
Mestre, estou bem mais velho
E o amor que eu tinha, onde foi parar?
Mestre, fala a esse homem, que se emocione, vá recomeçar
Faz-me correr e assim retornar ligeiro ao primeiro amor
Deixa-me ver novamente o meu nome
Escrito nas santas mãos do Senhor do Tempo
[O Senhor do Tempo - Stênio Március]
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Há 16 anos atrás Deus me encontrou. Ali começava uma nova vida, ainda menino, 14 anos. Tantas noites lendo a Bíblia, ouvindo canções, e curtindo todos os êxtases que a vida cristã em comunidade me presenteava. Não havia tantas confusões... Tudo parecia um reflexo da eternidade. Hoje, um pouco mais velho, já trazendo algumas marcas e feridas, penso, ás vezes até angustiado, sobre tudo que vivi - que tempos bons...
A canção de Stênio me remoeu a alma quando disse: "Mestre, estou bem mais velho, e o amor que eu tinha, onde foi parar"?
Só tenho algo a confessar: 'Mestre, me ajuda a te amar, porque sou fraco, pecador e dependente de Ti. Não te amar, me dói, me mata'.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
COMO VOCÊ REPRESENTA CRISTO NO FACEBOOK?
Interessante de se pensar, quando se fala de facebook, é que ele é um meio incrível de comunicação que temos hoje em dia. Mantemos contato com todo o mundo através dele. E assim como diversas outras coisas, ele tem o seu lado bom e o seu lado ruim. O bom é que podemos exaltar o nome de Cristo através dele. O ruim é que, não só, podemos não exaltar o nome de Cristo através dele, como também envergonhar o evangelho ao fazermos seu uso de forma inadequada.
Este vídeo vem a nos fazer refletir em como estamos lidando com este mundo moderno. Além de tudo que o Tim Conway aborda, ele faz-nos pensar se estamos firmes e fortes no Autor e Consumador da nossa fé, ou se estamos sendo levado pelo mundo e suas tecnologias. Temos uma oportunidade incrível de, pela graça de Deus, influenciarmos um grande número de pessoas que se encontram em nossas redes sociais. Podemos propagar o evangelho a diversas partes do mundo! Mas também, pode acontecer o que frequentemente tem acontecido, sermos simplesmente envolvidos de tal forma que o nosso facebook sirva tão somente para ver a vida dos outros, passar o tempo com algum joguinho, termos conversas sem foco, enfim, está lá só pra se sentir englobado pela sociedade, o famoso, “não ficar de fora”.
A palavra de Deus nos convoca a resplandecer neste mundo de trevas: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt.5:16)
Que o Senhor encontre graça e misericórdia em nós. Que representemos nosso Senhor Jesus Cristo! Que orando sem cessar (1 Ts 5:17) venhamos a manter um verdadeiro diálogo com Deus, para que em todas as nossas ações e em todos os mínimos detalhes de nossas vidas, possamos está exaltando o nome do nosso Deus!
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Texto de Rhadamés Moura, postado no blog da UMP – Guarabira.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A Última “Autoajuda”
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
Pois é, esse tempo citado em 2 Timóteo 4:3 chegou. E não é de hoje que cristãos tem dado ouvidos ao entendimento corrompido humano e se deixado levar por esses famosos “passos para a felicidade”; dez fórmulas para o sucesso, vinte e cinco passos para a riqueza, cinquenta e duas maneiras de dizer não, duzentos e setenta e cinco regras para..., um milhão, quinhentos e trinta e sete formas de... e por aí vai... pessoas até bem certas de sua fé, mas que não estão se dando conta de que não tem atentado para a mesma.
Mas qual o problema que há nisso? Será que essas buscas interferem na minha vida cristã? Existe algum problema em buscar soluções em livros de autoajuda? Deus não falaria comigo através dessas mensagens? Será que eu não conseguiria melhorar a autoestima, confiando mais em mim e conquistando um futuro brilhante? Não é a vontade do Pai que eu acredite na minha capacidade e obtenha crescimento?
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Provérbios 3:5
Acho que poderíamos parar por aqui e o entendimento seria claro, o versículo acima faz a gente baixar a cabeça e refletir um pouco sozinho, não é verdade?! Mas tentarei destrinchar um pouco mais a respeito do mal que há na autoajuda.
Autoajuda = Prática baseada na utilização de seus próprios meios intelectuais para obter seus objetivos, metas ou solucionar problemas de cunho emocional, pessoal ou psicológico.
Entenda, a busca dessa autoajuda é uma forma de adquirir confiança, acreditar que você pode, acreditar na sua capacidade de conquistar seus objetivos e extrair o máximo de você em prol de você mesmo, certo?! E pra muitos, até aí não há problema nenhum, mas o problema está exatamente em não enxergar o problema que há aí.
Nós cristãos sabemos da nossa total dependência do nosso Deus, sabemos que um fio do nosso cabelo não cai se não for Sua permissão e sabemos que Ele nos conduz os passos acima de nossos planos. Por que raios querer confiar na nossa capacidade?
O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos.
Provérbios 16:9
Geralmente a autoajuda é buscada quando se tem medo de errar, quando se quer acreditar que dentro de você existe uma capacidade que você não encontrou ainda, mas o mal que isso traz é fazer você ter essa autoconfiança e querer tomar as rédias da sua vida, é fazer você achar que consegue se virar sozinho, agir com suas próprias pernas e você sabe que não é assim.
O receio do homem lhe arma laços; mas o que confia no Senhor está seguro. Provérbios 29:25
Então é isso: Entenda que Deus é quem tem a direção certa pra sua vida, o mento certo e da forma certa também, coloque seus planos e sonhos diante de Deus em oração, não tome atitudes pra definir seu futuro sem a orientação do Pai
Aí vai sua última “autoajuda”:
Um passo para a solução de todos os seus problemas:
CONFIE! CONFIE SIM! MAS EM DEUS, NÃO NA SUA CAPACIDADE.
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.Salmos 37:5
Deus o abençoe!
[Por Karlla Chiristina]
***
Fonte: Ump da Quarta.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A Cerveja, o Whisky, o Garçom e o Músico
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Fonte: Cristianismo Criativo.










