sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Keith Green, compromisso com o Reino com o seu próprio bolso?
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Dunamis - a geração explosiva de João Batista #CUMA?
Em grego, a palavra dunamys significa 'poder', mas na internet ela ganhou sentido um tanto “moderninho” para falar de um movimento evangélico meio estranho. Um grupo de cristãos de várias denominações se auto intitula pertencer a geração de João Batista.
Com um vídeo de “impacto”, a turma do Dumanis Xperience: Voz Profética usa o Youtube para chamar os jovens para um “poder sobrenatural e transformação”, participando de uma série de congressos promovida pelos criadores.
Tive contato com as primeiras informações sobre o grupo no domingo, quando meu irmão Daniel me chamou no Facebook indignado com o vídeo que acabara de assistir. O primeiro sentimento que tive: o pragmatismo está ganhando um novo integrante.
Em meio a imagens de jovens treinando para uma luta, testando saltos e uma caminhada pelo deserto, o vídeo passa um texto ainda mais estranho. “Existe um anseio pela manifestação do reino de Deus na Terra. Existe um calor que vem do deserto e ecoa pelas ruas da cidade. Existe uma geração de João Batista que prepara a vinda do Rei. Não morrerei, mas viverei e declararei as obras do Senhor. (SL 118;17). Você é a voz que o mundo quer ouvir”.
Na descrição do vídeo no Youtube, mas informações sem sentido. “"Existe uma geração de João Batista que prepara a vinda do Rei. Uma geração está se levantando para proclamar a mente e o coração de Deus e você faz parte disso. Você carrega o Espírito Santo dentro de você, você carrega o poder para trazer vida onde está morto. Junte-se a esse grande exército, junte-se a essa grande Voz Profética que está transformando o Brasil e o mundo! Você é a voz, que o mundo quer ouvir."
Parti para buscar informações no Facebook e já contei com a ajuda de Misa (Antongnoni Misael). Na página do evento havia a informação: “Dunamis é um movimento cristão que instiga e equipa universitários e jovens profissionais a um estilo de vida de avivamento e reforma dentro das esferas da sociedade, causando transformação onde atuarem. O Dunamis entende que a realidade dos céus deve ser levada além das quatro paredes eclesiásticas e por isso enxerga a sociedade como seu campo de atuação. Enfatizando tanto o poder sobrenatural, quanto a formação do caráter de Cristo, o movimento encoraja esses jovens a viver tal caráter, operar as obras de Jesus e ser Sua representação no mundo, trazendo assim a realidade dos céus na terra… Dunamis era um poder que se manifestava em dons, milagres, muitas conversões e um crescimento significativo na igreja… Nós acreditamos que a sociedade se divide em oito esferas: Igreja / Família / Governo/ Educação / Negócios / Comunicação / Ciências / Artes e entretenimento”.
No site do Dunamis, um dos fundadores da ideia, Teófilo Hayashi, diz em vídeo que o objeto é fazer congressos em diversas cidades para levantar jovens “avivalistas”.
Não estou querendo fazer uma crítica sem propósitos, mas sabe o que é estranho nisso tudo? A falta de Bíblia. Pois é, os caras falam coisas soltas, tentando atrair participantes com um ensinamento falho, sem embasamento bíblico. Não posso negar que o grupo faz vídeos bem produzidos, porém, o conteúdo é vazio, apesar de parecer interessante aos olhos ao dizer que vai apresentar um “poder explosivo do Espírito Santo e levar um avivamento ambulante”.
Vamos estudar com calma esse movimento Dunamis. Essas são apenas as primeiras impressões.
Nota do blogueiro: Não entendo o porquê de tanta complicação para se entender o que Jesus quer de cada um de nós. Os vídeos institucionais tentam justificar a marca Dunamis através de uma suposta revelação de Deus. O irmãozinho sonha que Conferências se multipliquem Brasil a fora. Sonha que Pocket's invadam as universidade. O sonho é que o reino de Deus seja implantado através do movimento em busca de que se acelere a vinda de Cristo - sério??
Ao final do primeiro vídeo ele diz: "faça parte desse movimento". Tá explicado!! É só mais um movimento que busca entrar em evidência e reconhecimento.
Acho que se cada um de nós fizer o dever de casa, movimentos, marcas, logotipos, serão mais irrelevantes do que são. Isto é, quando ser discípulo de Jesus parece não ser uma missão natural, ou, quando juntos cada pedra viva que somos não parecer mais ser a Igreja, ou, quando ser enviado a mundo como Cristo veio ao nosso, não parecer mais ter sentido algum, aí sim, infelizmente surgirão centenas de movimentos, redundantes, pragmáticos, e fundamentados em revelações pessoais.
P.S.: Não precisamos de revelações e visões específicas onde Deus revela o que já está revelado em sua Palavra!!
Antognoni Misael
***
Mikaella é amiga, jornalista da Gazeta e colunista do Arte de Chocar e Púlpito Cristão.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A Cerveja, o Whisky, o Garçom e o Músico
***
Fonte: Cristianismo Criativo.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Qual é o meu chamado?
Um sapateiro convertido perguntou a Lutero o que poderia fazer para servir melhor a Deus e ser um cristão melhor. Lutero perguntou: “O que você faz?”. Ao que o sapateiro respondeu: “Eu sou sapateiro”. Lutero então lhe disse: “Pois bem, faça bons sapatos, venda-os por preço justo e você irá servir a Deus e ser um cristão melhor”.
A pergunta do sapateiro é o tipo de pergunta que todo o cristão verdadeiro faz e continua a se fazer. Quem nunca perguntou isto ao seu pastor, algum irmão mais experiente na fé ou até a si mesmo? Para os novos convertidos, isto “martela” o tempo todo em suas cabeças: “Como servir melhor a Deus? O que devo fazer?”
De forma que, a vontade de servir a Deus e ser um cristão melhor, pode estar intrinsecamente ligada a saber se estamos no centro da vontade de Deus, e assim, ter a ciência de qual é Sua vontade para nós. Qual o chamado de Deus para nós?
Não sabemos o pensamento real que estava por trás da pergunta do sapateiro. Chego às vezes pensar em algumas hipóteses, e uma delas é: “Será que o sapateiro esperava ouvir algo do tipo: largue seu ofício de sapateiro, entre para o seminário, torne-se um oficial da Igreja?!”
Bom, não sabemos o certo. Mas, é sobre chamado o assunto de hoje.
Embora este assunto requeira reflexão e análise contínua da vida de cada um (e muito menos se pretende sanar todas as dúvidas, ansiedades e inquietações sobre isto), vamos tentar ao menos ir para um ponto de equilíbrio.
Lembro que na minha adolescência eu escutei diversas pregações sobre chamado. Elas tinham títulos como: “Não negocie seu chamado”; “Não abra mão do seu chamado”; “Invista no seu chamado”; “Deus tem um chamado para você” e etc. No desejo real de despertar seus membros para o trabalho no corpo de Cristo em sua igreja local, muitos líderes buscaram e têm buscado chamar a atenção para este lado da vida cristã. Isso é bom e necessário. Ociosidade não faz parte da vida cristã.
Mas até que ponto, “meu chamado” é de fato “o chamado que Deus tem para mim” para que eu possa compreender que estou na vontade do Senhor? Complexo não é? O fato é que Deus chama homens e mulheres.
O Senhor chama homens e mulheres a se arrependerem, a anunciar o Evangelho, a ser sal da terra e luz do mundo, e é claro, os chama para algo específico. Vemos por exemplo, diversos casos de pessoas nas Escrituras como Abraão, Jacó, Isaque, Moisés, José, Davi, Jeremias, Isaías, Ester, Jonas, João Batista e os apóstolos de Cristo. Sem dúvida, foram homens e mulheres que tiveram um papel a desempenhar em seu tempo. Mas cada um teve um papel diferente.
Ainda parece ser pensamento comum atualmente, que a “obra de Deus” se faz dentro do ambiente que chamamos de igreja, as quatro paredes, ou atividades ligadas diretamente às funções eclesiais. Mas, não. Não é só isso! A fé reformada mostra que tudo em nossa vida é controlado pelo Senhor, é santificado por Ele, afim de quem tudo seja por meio dele, para Ele e por causa dele. Romanos 11:36. Pois, em tudo em nossa vida, desde as atividades mais simples às mais complexas deve ter um único propósito: A glória de Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, em todas as coisas. 1 Coríntios 10:31, Colossenses 3:17. Assim, tudo é obra do Senhor; não somente as atividades ligadas à igreja local.
Tenho notado, me parece que há pouca compreensão em diferenciar dons ministeriais com chamado. As Escrituras nos dizem que os dons são dados pelo Espírito Santo a quem quer, de acordo com Sua vontade, e nos instrui também a buscarmos os melhores dons. Dons são para edificação da Igreja, enquanto o chamado, necessariamente não será “executado” no contexto eclesial. Pode até ser no meio secular. Estas questões merecem reflexão, muita oração e estudo da Palavra. Afinal, o Senhor não descerá num cavalo branco, ou aparecerá novamente em uma sarça ardente bradando: “Eiiiiiiiiiiiiiiiiiiis queeeee te digoooooo servo/serva minha…”.
Quantas pessoas, eu já vi desistirem do sonho de ser o que queriam, mas porque ouviram um dia que precisavam estar no centro da vontade de Deus (o que é certo sim); e confundiram a mensagem achando que ser músico, médico, advogado não era bem o centro da Sua vontade. Afinal, só se está no centro se for obreiro da igreja, diácono, pastor, bispo, ou tiver algum cargo.
“Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.”1 Coríntios 12:5
“Se o pé disser: “Porque não sou mão, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo.Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato?De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade.Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo.O olho não pode dizer à mão: “Não preciso de você! “Nem a cabeça pode dizer aos pés: “Não preciso de vocês! “Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis,1 Coríntios 12:15-22
Uma vez ouvi um pastor dizer que queria que todos os membros da sua igreja fossem pastores. Ele sonhava com isto e estava trabalhando para isto. Mas, o que a Bíblia diz é que pastor está na lista de dons ministeriais da Igreja, ou de governo:
“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,” Efésios 4:11
Nos estudos de teologia, atualmente estou lendo o segundo volume da Série Lições aos meus Alunos – Homilética e Teologia Pastoral, de Charles H. Spurgeon, Editora PES. Para compreensão e reflexão mais aprofundada sobre o que foi dito nos parágrafos acima, veja algumas coisas que ele disse aos alunos da escola de pastor que ele fundou:
“Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na Igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem à vigilância de outros, para o seu o próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que, como o apóstolo, crêem que receberam “este ministério” (2 Co. 4:1) devem dedicar-se a essas importantes ocupações”. pg. 32
“‘Não entre no ministério se puder passar sem ele’, foi o conselho profundamente sábio de um teólogo a alguém que procurou sua opinião. Se alguém neste recinto puder ficar satisfeito sendo redator de jornal, merceeiro, fazendeiro, médico, advogado, senador ou rei, em nome do céu e da terra, siga o seu caminho”. pg. 38
Neste caso, ser chamado pelo Senhor para ser um pastor é uma responsabilidade enorme. É entender que exige certos sacrifícios, que é necessário uma vida de dedicação superior ao normal. É dedicar-se aos estudos com o objetivo de alimentar bem o rebanho. É ter uma vida de oração por si mesmo primeiramente, conservando-se na doutrina, para depois cuidar rebanho que Deus colocou aos seus cuidados. É dar conforto a alguém que perdeu um ente querido durante a noite, enquanto muitos já começaram a dormir; é chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram. É estar disponível para orar, para aconselhar, dar prioridade à vida do outro. É muitas vezes sair para visitar alguém e partilhar da mesma mesa, mesmo não sendo farta e buscar meios para suprir a mesa dos que precisam. É dizer a verdade, mesmo que fira, em amor, para que possa produzir vida eterna. É estar sob direção do Espírito e ter uma consciência constante da Sua dependência, pois ele também é humano, tem família, tem lutas, vitórias e derrotas. É um pecador miserável, pobre, cego e nu, que se não fosse a Graça de Deus para salvá-lo, seu destino não seria nada bonito.
Só que nem todos são pastores. Como igualmente, nem todos são profetas, nem todos são evangelistas, nem todos são mestres, nem todos são apóstolos, como disse o apóstolo Paulo na carta aos Coríntios.
Nem todos são médicos, nem todos são administradores, nem todos são engenheiros, nem todos são engraxates, nem todos são cobradores de ônibus, nem todos são professores. Nossa compreensão de chamado começa por uma profunda dependência do Senhor em guiar nossa vida, pela instrução da Suas Sagradas Escrituras. Deixando o Senhor conduzir sua vida.
Somos muitas vezes levados a pensar que chamados são somente aqueles que foram tremendamente usados por Deus. Quando lemos as histórias da Bíblia e vemos, por exemplo, a galeria da fé no livro de Hebreus, nós pensamos que somente homens e mulheres como eles tinham realmente um “chamado pra valer”.
Mas o que não levamos em conta é que o fato da Bíblia não relatar a vida de outras pessoas da comunidade de Israel, do povo de Deus no AT e NT, não significa que estes homens e mulheres não foram chamados por Deus ou que não trabalharam para Ele e edificaram a Igreja de alguma maneira.
Certa vez ouvi um líder responder sobre chamados, dons, ministérios da seguinte forma: “O que você tem prazer em fazer?”, “O que você quer fazer?”. Deixe Cristo guiar sua vida naturalmente.
Meu irmão, minha irmã, você gosta de medicina e percebe que tudo na sua vida caminha para este lado? Você tem se dedicado ao estudo da medicina? Sente que este é o caminho que o Senhor escolheu para você? Teu chamado é este. E seja em qual área for, sendo cristão, deve fazer tudo para a Glória de Deus. Lá, naquele local, no ambiente de trabalho do seu chamado, ali se deve proclamar as boas novas do evangelho.
Há pessoas que no contexto eclesial talvez nunca cheguem a serem diáconos, pastores, evangelistas, mestres. Mas terão outros dons e serão chamados a atuarem não diretamente na igreja local, mas no secular com o seu chamado. Por que estou fazendo esta distinção entre chamado eclesial, secular?
Um exemplo que acho bastante esclarecedor é do músico. Uma profissão que para muitas pessoas, após a conversão, vira uma polêmica. Às vezes a pessoa abandona tudo, uma carreira brilhante, porque acha que seu chamado era outro e não a música.
Mas, música pode executar na igreja também. Ok! Mas e outras atividades? O artista plástico? O engenheiro? Não são chamados também? O pintor?
Em resumo, o que quer que façamos, devemos fazer para a Glória de Deus. Se você irmão, irmã, tem um sonho de ser alguém um dia, e tudo caminha para este sonho, tenha certeza, este é o chamado de Deus em sua vida, independente do dom espiritual que Ele te concedeu.
A intenção não é jogar uma balde de água fria naqueles que sentem um chamado mais forte para os chamados de governo, por exemplo, ou até ter um ministério ou cargo na igreja. Porém nos levar a uma compreensão e contentamento de que fomos chamados por Deus para fazer algo e isto deve e tem que glorificar Seu nome. Seja o que for. Da atividade mais simples à mais complexa e assim, serviremos a Deus. Até mesmo sendo, simplesmente, um sapateiro.
Paz e bem a todos em Cristo.
***
Anderson Alcides é tradutor, teólogo, e blogueiro escreve no A Voz no Deserto.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Thalles, Rodolfo e Luo: “Religiosidade atrapalha o gospel”
Três dos maiores nomes da música gospel, Thalles, Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) e Pregador Luo contam como o excesso de religiosidade prejudica a música e aproveitam para afirmar que atualmente muitos têm se aproveitado da onda de sucesso do estilo para ganhar dinheiro e distorcer o evangelho.
Em entrevista ao UOL, os cantores também comentam o crescimento exponencial do estilo em todo território nacional e mostram que querem atingir um público que vai muito além das igrejas.
dica da Rina Noronha
[TV UOL via Pavablog]
***
Parafraseando o velho Cazuza, não sei se tais "ideias correspondem aos fatos". Confesso que o Rodolfo Abrantes me pareceu mais coerente em relação a sua cosmovisão e ministério. No mais, oremos pela situação dos astros do Gospel no Brasil.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A propósito da reportagem da Veja-SP sobre a formação de pastores evangélicos
Veja a reportagem aqui!
A formação de pastores é crucial para a saúde da igreja cristã. Maus pastores põem a perder igrejas inteiras e marcam negativamente a vida de centenas e milhares de pessoas, a depender do alcance de seus ministérios.
Desde os seus primórdios, o Cristianismo se preocupou com a preparação e capacitação de seus líderes. O próprio Senhor Jesus, como judeu que era, aos doze anos passou pela iniciação judaica e aprendeu com seus pais e os mestres rabinos a lei de Deus, e nisto os excedeu, conforme lemos no episódio em que ele ficou no templo discutindo com os mestres da lei.
Os apóstolos que ele chamou foram submetidos a três anos de rigoroso treinamento. Ouviram a exposição da mensagem do Antigo Testamento feita pelo Senhor, fizeram perguntas e tiveram respostas, discutiram entre si as coisas de Deus, fizeram vários estágios ao serem mandados pregar e exercitar o poder do Reino nas cidades e conviveram com o mestre, aprendendo de suas atitudes. E mesmo assim, depois de três anos de seminário com Jesus, ainda não estavam totalmente prontos, como os Evangelhos nos dizem!
Mais adiante, surge Paulo, cujo treinamento anterior à conversão consistiu do aprendizado durante anos aos pés de um dos melhores rabinos da época, Gamaliel, afora seu treinamento em sua cidade natal, Tarso, que era rival de Atenas em intelectualidade e cultura.
Ao colocar os requerimentos para o pastorado, Paulo exige que o que aspira ao episcopado (outro nome para presbiterato=pastorado) deve entre outras coisas ser "apto para ensinar" (1Tim 3:2), "apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tit 1:9). Ou seja, de acordo com a Bíblia os pastores têm que ser teologicamente capazes, apologeticamente argutos e hábeis no ensino. Quer dizer, eles têm que ser mestres da Palavra. Não é à toa que ao elencar os dons básicos para a edificação da Igreja que Paulo coloca "pastores e mestres" como se fossem uma mesma coisa (Ef 4:10).
Agora me expliquem como é que se formam líderes assim nos dias de hoje? O instrumento de trabalho deles será a Bíblia, que foi escrita a mais de 2 mil anos em grego, hebraico e aramaico numa cultura diferente da nossa. Um livro que tem sofrido nas mãos dos intérpretes durante milênios. Um livro que é reivindicado como a base de toda sorte de heresias e ensinamentos estranhos que aparecem por ai. Como alguém pode querer hoje cumprir os requerimentos de Paulo para a liderança sem treinamento, estudo, discipulado, confronto, comparações, leituras, coisas que demandam tempo, bastante tempo, para não falar de maturidade, humildade, santidade, oração e submissão a Deus?
É ingenuidade pensar que basta ler a Bíblia e pronto - se for homem de oração, piedoso e espiritual, está pronto para liderar o povo de Deus. É desconhecer a história bíblica e da Igreja achar que o treinamento teológico intenso é bobagem. É por isto que está esta confusão toda aí, denunciada pelas revistas seculares inclusive.
Não estou dizendo que somente seminários com cursos completos de teologia é que preparam bons pastores. É evidente que não. O que estou dizendo, todavia, é que não se pode hoje dispensar o treinamento teológico intenso na boa teologia e na sã doutrina. As igrejas têm seus próprios mecanismos e meios para isto. Não me importo quais sejam, desde que cumpram o que Paulo disse.
***
Augustus Nicodemus, via perfil no Facebook. Compartilhado do Púlpito Cristão.


