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terça-feira, 2 de setembro de 2014

SOBRE APOLOGÉTICA: O ponto mais positivo (talvez o único) do filme DeusNão Está Morto

Você com certeza já deve ter escutado alguém falar "Deus não precisa ser defendido". É bem comum ouvir isso quando se fala de apologética nas igrejas. Muitos olham para a apologética como uma prática teológica prepotente que tenta defender a Deus e a fé através de raciocínios humanos. Argumentam que Deus é maior e não precisa ser defendido por homens pequenos. Nesse sentido, Deus Não Está Morto fez um grande serviço ao que pensam dessa maneira ao despertar um interesse pelo assunto. Na verdade, ao fazer apologética estamos apenas cumprindo o chamado de 1 Pedro 3:15:

"Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês."

Creio que esse é um chamado para todos e quero, rapidamente, desmitificar alguns conceito e dar alguns conselhos sobre nossa defesa da fé. Vamos começar pelos mitos:

Mito 1: Apologética é somente para pastores, teólogos e cientistas cristãos. Não, o chamado de Pedro é para todos. Como você tem respondido aos que pedem a razão da sua esperança?

Mito 2: Eu preciso estudar filosofia, biologia, física quântica e evolucionismos para ser um apologeta. Não, o conhecimento bíblico é suficiente. Não devemos desprezar o conhecimento, mas é somente na Escritura que encontramos a razão da nossa esperança.

Mito 3: Apologética é feita apenas nos seminários teológicos, nas universidades e debates científicos. Não, a defesa da fé deve ser feita em todo lugar que existir um cristão. Nossa esperança deve ser explicada em cada casa, rua, empresa e colégio desse mundo.

Mito 4: Apologética atrapalha o evangelismo. De maneira nenhuma, uma boa defesa da fé trabalha junto com o evangelismo para ganhar almas. Ao defender estamos apresentando o evangelho.

Entendo que apologética também é tarefa nossa e que deve ser feita em todos os lugares, vamos aos conselhos simples e práticos:

1. Estude a palavra. Esse é o único conhecimento que, no final das contas, importa. Uma apologética vencedora é aquela que apresenta o evangelho fielmente.

2. Não vise ganhar debates. O mundo é hostil ao evangelho e a tendência é que mesmo ganhando nós saiamos deles derrotados. Uma apologética vencedora não ganha debates, ganha corações.

3. Não deixe de orar. Só se ganha corações através da obra do Espírito que chama pessoas através da proclamação do evangelho. Defenda a fé na dependência do Espírito e em oração.

4. Não caia no discurso da neutralidade. Não existe ambiente religiosamente neutro, nem mesmo o científico ou acadêmico. Quando alguém te convida para um debate neutro geralmente está te convidando para um debate segundo pressupostos do ateísmo. Fique com os seus pressupostos, use a palavra, não tente fazer apologética apenas com argumentos humanos (neutros). É aqui que começo nossa derrota.

5. Identifique os elementos da sua cultura que apontam para uma necessidade de Deus e vazio existencial. Use sua cultura para apresentar a Deus de uma forma mais ilustrativa com Paulo vez em Atenas em Atos 17.

6. Não faça isso apenas pela internet. Apologética pessoal é muito mais eficaz, pois podemos demonstrar nossas emoções, sentimentos e cuidado para com o outro.

E pra finalizar, antes que saiamos por ai defendo fielmente nossa fé, lembremo-nos do versículo seguinte de 1 Pedro 3:15:

"Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias." (1 Pedro 3:16)

Que nossa fé seja defendida e proclamada em todos os lugares por todos os cristãos! #SolaScriptura

***

Pedro Pamplona, via Ump-da-Quarta.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ser Discípulo de Cristo

discipulosSeguir a Jesus não é para desavisados, não é para quem quer, não é para quem quer vida boa. Mas também não é para quem não tem esperança. No capítulo 10 do evangelho de Mateus, vemos todas estas ações, todas partindo de Jesus. Vejamos, de maneira resumida, estes registros. Nos próximos textos, querendo Deus, trabalharemos pormenorizadamente cada um destes tópicos.


1) A escolha, o chamado e o envio.


Dos versos 1 a 4, vemos Jesus escolhendo e chamando aos discípulos. Não há registro nenhum de seus méritos para isto, mesmo porque eles não o tinham. Cristo é quem lhes dá autoridade. Seguir a Jesus, ser seu discípulo não é para quem quer, mas para quem o Senhor chama.


2)As Instruções


Nos versos de 5 a 15 aparecem as instruções. Como eles deviam viver, como eles deviam apresentar o Evangelho. Ou seja, seguir a Jesus não é pra despreparado. Quanta diferença de muitos hoje que pensam que ser e viver cristão não exige estudo, esmero e preparo para testemunhar da Graça de Deus nesse mundo.


3) As admoestações


Versos 16 a 23. Seguir a Jesus não é pra desavisado. Cristo deixa bem claro o ambiente aonde os discípulos estariam. Ambiente corrompido pelo pecado, hostil ao Evangelho e aos seguidores de Jesus.


4) Os estímulos


Versos 24 a 33. O maior estímulo é o cuidado de Deus conosco. Mesmo num mundo hostil ao evangelho, onde podemos padecer perseguições, restrições e mesmo até a própria morte por amor a Cristo, devemos descansar sabendo que nossa vida está nas mãos de Nosso Senhor.


5) As dificuldades


Nos versos 34 a 38 Cristo mostra as dificuldades pelas quais seus discípulos passam e para enfatizar esta verdade, exemplifica as dificuldades no nível mais pesado e que possam acontecer, que é no âmbito familiar, mostrando assim que , nem mesmo os vínculos mais caros de nossas vidas estão acima do amor e devoção a Cristo.


6) As recompensas


Os discípulos de Cristo não trabalham em vão. Não são pessoas desesperadas. Pelo contrário, tem sua esperança muito bem posta nAquele que os chamaram. Mais do que recompensas terrenas, o discípulo de Cristo tem o foco no futuro, na consumação de todas as coisas. Naquele dia em que os valores do reino que ele hoje vive e testemunha serão estabelecidos absolutamente. O ainda não cessará. Teremos o agora, a glória com Cristo.


Pois bem, tendo feito esse rápido panorama sobre o discipulado, os convido, a nos próximos meses a estudarmos este tema e estes textos, aprendendo cada vez mais o que realmente significa ser discípulo de Cristo.


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Texto do Presb. Cícero Pereira - UMP da Quarta.

domingo, 23 de março de 2014

Contentamento? Você só pode tá brincando...

“porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” (Filipenses 4.11b)


Primeiro fato desse texto: não é nem um pouco fácil escrever sobre contentamento, porque essa é um 'coisa' que luto todos os dias, mas por lutar “com” ela todos os dias foi que quis escrever sobre esse assunto. Segundo, comecei a escrever esse texto há mais ou menos duas semanas, nunca tenho costume de escrever muito tempo antes o texto, mas dessa vez foi assim. Foi exatamente em um Domingo que comecei a escrever e nesse mesmo dia fui “assaltada” por um sentimento horrível de ingratidão e angústia diante de algumas coisas. Depois na Sexta seguinte perdi o meu avô por causa de uma doença súbita, um derrame que trouxe várias complicações, o qual deixou toda a família abalada. Meu pensamento logo após tudo isso, ao retornar para escrever o texto foi: “Iai Laryssa, como continuar escrevendo sobre Contentamento assim diante disso tudo?”. Mas, isso só me fortaleceu, e aqui estou.


“Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” (Hebreus 13.5).


Esse versículo não se refere a nenhuma outra coisa a não ser a uma promessa do nosso Deus. Em sua Palavra temos várias referências sobre o ‘não abandonar’ de Deus para nós. J. C. Ryle em seu livro diz: “A fonte do contentamento é a comunhão íntima com o Deus Todo Suficiente. ‘Contentamento é uma das graças mais raras’. Como toda coisa preciosa, ela é mais incomum.”.


Tenho percebido que pouco se é falado sobre Contentamento, não Contentamento de ser estar contente, mas Contentamento de se estar satisfeito. Mas satisfeito em quem? Em nós mesmos? Não. Em Deus.


Muito ouvimos sobre sermos cristãos felizes, cristãos sem pecado, cristãos obedientes, mas e sobre sermões cristãos contente com o que temos, quanto você ouve ou pensa sobre?


O descontentamento leva o cristão a um grande número de pecados, enganos de corações e distorções de caráter. São estados de alma corrompidos, pecaminosos e muito perigosos. Eis alguns exemplos: Murmuração, insatisfação, pessimismo, ambição, avareza, ingratidão, inquietação, irritação, desânimo, engano, endurecimento, inveja, auto piedade, cobrança, julgamento, amargura, ressentimento, rebeldia e descontrole.


Ser Contente hoje em dia é algo difícil, somos tentados sempre a querer mais e mais. Queremos aquele carro novo, aquela roupa nova, aquele celular novo, queremos aquela pessoa para suprir nossa carência e nos fazer sentir amado, queremos aquele curso que nos vai trazer bom retorno financeiro. Queremos cultos cheios de Palavras sobre prosperidade, benção, paz e conforto. Não que isso não seja Bíblico, mas devemos ser conscientes de que Deus, o justo Pai, nos dará tudo àquilo conforme Sua Santa Vontade, não por nosso próprio merecimento, mas por sua grande Misericórdia. Por sermos pecadores e miseráveis sempre caímos na nossa própria ambição. J. C. Ryle mais uma vez nos diz algo importante: "Um espírito desse tipo é o segredo de um coração luminoso e uma mente limpa.".


Ter Contentamento é crer na promessa e confiar inabalavelmente no Deus que é Soberano, que cuida, guarda, protege, abençoa e prover aos seus Filhos suas bênçãos. Se formos Filhos o que o mais não fará por nós? “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” (Filipenses 4.19).


Seremos abençoados, cuidados e supridos em Cristo Jesus, no nosso Senhor e Salvador. O contentamento nos leva a lidar de modo saudável com as situações nas quais não podemos ter controle, as fatalidades, situações nas quais nada pode ser feito para voltar atrás, ao invés de se ficar choramingando e murmurando acerca delas.


Vemos o verdadeiro Contentamento retratado na vida de José, filho de Jacó (Gênesis 37). Sem ter feito nada de errado, ele foi submetido a diversas dificuldades. Mas ele não fraquejou, permaneceu fiel a Deus, mesmo quando foi falsamente acusado e encarcerado durante anos. Então, no tempo devido, Deus o usou para livrar e proteger os irmãos, que o tinham traído antes. Portanto, mesmo no meio de provas e tribulações, José demonstrou contentamento e continuou sua cainhada na fé.


Romanos 12.12a diz: "Alegrem-se na Esperança.".


Lições práticas:


*Contentamento não é algo que surge do nada, é algo que se aprende a ter, que se busca orando, meditando e confiando nas promessas de Deus descritas nas Sagradas Escrituras;


*Contentamento é demonstração de inteira confiança no Deus Eterno;


*Contentamento é uma das virtudes de um Cristão genuíno;


*Contentamento é entender que mesmo que o mundo lhe falte, mesmo que seus amigos lhe faltem, e mesmo que parece que Deus não o escuta, nada está perdido, nem você está sozinho, Deus nunca nos desempara;


Para se chegar ao contentamento é preciso aprender a renunciar o provisório com a finalidade de obter o Eterno, aprender com as provações, estar disposto a servir ao Senhor com humildade e graça, a viver o caminho da simplicidade, da santificação, da intimidade com Deus, adoração, meditação, recolhimento e desprendimento.


"Se os homens realmente soubessem que eles não merecem nada, e são devedores da misericórdia de Deus a cada dia, logo cessariam de se queixar." (J. C. Ryle).


Que o Senhor nos ajude a ficar Contentes em todas as situações, desde uma perda de emprego, até a morte de um parente querido. Estar assim, não é simplesmente ignorar o mundo ao redor e viver “ao léu” esperando algo bom acontecer não, mas é estar com a vida diante de Deus todos os dias, confiando em seu imenso poder e na sua Maravilhosa Graça disposta a nós pobres pecadores. Que o Contentamento faça parte de nossa caminhada todos os dias. Fé, Força e Esperança em Cristo, amém.


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O texto é de LARYSSA LOBO, colunista do UMP da Quarta.

sábado, 18 de janeiro de 2014

5 Razões Por Que Não Faz Sentido Viver para Acumular Riquezas

riqueza0100409A ambição move as pessoas do mundo. O mercado é o Deus para muitos, que sacrificam até mesmo os relacionamentos nos seus alteres. Famílias abandadonas, casamentos arruinados e filhos órfãos de pais vivos. O alvo da vida de muitos é somente adquirir bens, e por causa disto sacrificam todo o resto de suas vidas. Eles servem ao dinheiro, ao invés de usá-lo para satisfazer as necessidades.


Sabe por que é uma tolice viver a vida toda correndo e se sacrificando para ter riquezas nesse mundo? O homem mais sábio do mundo irá nos ajudar, pois também empreendeu esforços para encontrar significado nas riquezas, assim como no trabalho, nos prazeres e na sabedoria. Ouça o que o velho e atual Salomão tem a nos dizer, tendo sempre em mente a sua famosa máxima "tudo é vaidade".


Aqui estão 5 motivos (Ec. 5.10-17):


01. Os nossos desejos e nossas ambições são ilimitadas, de modo que JAMAIS teremos o suficiente. Sempre estaremos frustados apesar de todos os esforços. Não há satisfação.


02. A alegria de possuir as coisas é pequena comparada aos transtorno de tê-las, pois quanto mais riquezas, mais pessoas irão nos rodear para usufruí-las. Não a alegria.


03. O trabalhador simples pode descansar, mas o rico está sempre com medo de perder seus preciosos bens. Ele mal dorme, pois nunca tem paz. Não há paz.


04. Toda a riqueza adquirida a duras penas pode ser perdida em poucos dias, em apenas um mal negócio ou investimento. Não há segurança.


05. E a pior questão de todas: pra onde vamos, não levaremos nada disso. Tudo que não é eterno torna-se inútil diante da morte. Não há valor eterno!


No fim das contas, as riquezas não irão satisfazer nossas necessidades, seja a alegria, a paz, segurança e etc. É preciso fugir desta armadilha. A cobiça é um caminho de morte. Abandone este modo de vida insano enquanto é tempo!


Que Cristo seja sua maior riqueza, e o alvo de todos os seus esforços seja agradá-lo.


Somente Nele temos a real satisfação, alegria, paz, segurança e valores eternos!


Que o Senhor nos ajude a afastar de nós a mentalidade mundana que nos leva a cobiça as riquezas e os bens supérfluos, nos afadigando por coisas inúteis. Sofrendo a toa, desperdiçando nossa vida na cobiça e no consumismo.


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Rodrigo Ribeiro é advogado, estudante de Teologia, e lá da serra da borborema (Campina Grande-PB) escreve na UMP da Quarta.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Entrando pela Porta dos Fundos

porta dos fundos


Há um bom tempo um canal do Youtube vem fazendo um sucesso viral nas redes sociais. No início suas brincadeiras agradavam a todos, com seu humor despreocupado, crítico e inteligente. Mas ultimamente seus vídeos estão cada vez mais carregados de desrespeito contra a fé cristã, e blasfêmia contra o próprio Deus. Como consequência disto os Cristãos tem se levantado contra tal canal, e inclusive com ameaças de entrar com um processo por desrespeito a fé alheia. Por outro lado, um grande grupo de “ateus militantes” (que se julgam seres mais evoluídos e com um pensamento mais elevado e intelectual) e alguns “pseudocristãos” se utilizam de tais vídeos para debochar dos fiéis, e humilhar sua fé.


Diante de todo esse cenário tracei algumas breves reflexões sobre como devemos enxergar essa situação e como agir mediante tal afronta:


1. Na maioria das vezes nos comportamos como hipócritas. Pois da mesma maneira que o “Porta dos Fundos” faz chacota do Cristianismo, já o fez com várias outras religiões. E quando isso acontece não nos levantamos contra, mas fazemos coro a eles nas chacotas.


Devemos lutar com a mesma intensidade pelos direitos dos outros, com a que lutamos pelos nossos. Não devemos concordar com a adoração a outros deuses, mas não devemos zombar dos que o fazem e sim, ensiná-los o que é certo com toda longanimidade e doutrina.


2. Tais vídeos são reflexos de uma sociedade cada vez mais distante de Deus, aonde os valores morais vão ficando cada vez mais esquecidos. Onde o correto e o errado é em ultima análise, só uma questão de ponto de vista.


Esta era é chamada de Pós-modernismo, que nada mais é do que um fiel retrato da sociedade descrita em Romanos 1. Sociedade tal destituída de valores morais, cegos em seu próprio entendimento e entregue por Deus a seus desejos pecaminosos.


O “Porta dos fundos” não é uma exceção, ela é a melhor descrição possível da depravação total do homem.


3. Jesus falou sobre duas portas. Uma, que é o próprio Cristo, conduz a salvação. Ela é a mais estreita, ou seja, entrar por ela não é fácil. Adentrá-la é negar-nos a nós mesmos, e nos redemos ao Senhorio de Cristo, abrindo mão da nossa vontade, reconhecendo que não somos nada, apenas pecadores imunes. E confessando a Cristo como o Senhor de toda a terra, que faz tudo de acordo com sua vontade. Sem precisar de nossa opinião.


E a outra porta, eu vou chamá-la de “Porta dos fundos”. Esta conduz a condenação. Por ela entrarão todos àqueles que querem ser os donos de seus próprios umbigos. Que não admitem que um ser superior dite o que eles devem e o eu não devem fazer. Também entrarão aqueles que se acham inteligentes demais para acreditar que Deus existe, preferindo acreditar em homens falhos com vãs filosofias que se contradizem a cada novo dia, do que na Palavra de Deus é a verdade e que permanece para sempre. Tais pessoas além de estarem caminhando em passo largo para o inferno o fazem zombando dos que estão no caminho certo, se enganando sem saber o que os espera.


4. E por fim chegamos à conclusão de que devemos sim defender nossa fé, mas nunca devemos achar que Jesus precisa de nossa defesa, ou de nossa ajuda. Ele não é um coitadinho que se entregou pelo mundo, e depois de ser rejeitado por ele está em depressão. E que chora cada vez que é humilhado, e seu nome profanado.


Na verdade, o messias que veio a primeira vez como o cordeiro amoroso, que veio trazer salvação para o mundo mostrando toda sua simplicidade, humildade e misericórdia, um dia voltará como Rei soberano, governador de toda terra, pronto para fazer justiça aos que passaram toda a vida profanando seu nome.


O capítulo 6 de Apocalipse mostra que os ímpios pedirão para que as montanhas caiam por cima deles os esmagando para que eles possam morrer e se livrar da ira do cordeiro.


Nesse dia não haverá mais misericórdia, a mão de Deus que estava estendida para os pecadores se fechará. Eles vão tentar argumentar, vão tentar se esconder, mas não vão conseguir, e pagarão por cada ofensa, cada insulto, cada blasfêmia, cada vídeo em que denegriram o nome santo do Senhor. E toda língua, inclusive as dos atores e produtores do canal “Porta dos Fundos” confessará que JESUS CRISTO É O SENHOR ,ainda que seja debaixo de Sua ira!


Ainda há tempo, a mão ainda está estendida, entre pela porta da frente, a estreita. E esqueça a porta dos fundos.


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O texto é de Guilherme Barros, que é parceiro na blogsfera e escreve na UMP-da Quarta.

 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Relacionamento do Cristão com o Mundo

hernandesEsta é uma breve mensagem, do Pr. Hernandes Dias Lopes, que fala sobre qual deve ser a atitude do cristão em relação ao mundo, trazendo reflexões acerca da postura que devemos ter, não sendo esta de isolamento ou alienação, mas sim de se colocar no lugar de Jesus, e obedecê-lo nos tornando sal e luz para aqueles que ainda não o conhecem.


No vídeo, Hernandes mostra que um dos maiores problemas do cristão é deixar-se influenciar pelo mundo ao invés de influenciá-lo com um bom testemunho. Isso os torna como a semente que cai entre os espinhos, que brota, mas não frutifica, pois os espinhos crescem e a sufocam. Nos convidando, ao final, a ter uma vida de santidade, separada para Deus, a ser sal e luz, não amando as coisas do mundo nem nos conformando com este.


Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Tiago 4:4


E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2


Assista o vídeo:




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Postado por Yasminn Lacerda. Fonte: Ump da Quarta.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Última “Autoajuda”

auto-ajudaPorque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;


Pois é, esse tempo citado em 2 Timóteo 4:3 chegou. E não é de hoje que cristãos tem dado ouvidos ao entendimento corrompido humano e se deixado levar por esses famosos “passos para a felicidade”; dez fórmulas para o sucesso, vinte e cinco passos para a riqueza, cinquenta e duas maneiras de dizer não, duzentos e setenta e cinco regras para..., um milhão, quinhentos e trinta e sete formas de... e por aí vai... pessoas até bem certas de sua fé, mas que não estão se dando conta de que não tem atentado para a mesma.


Mas qual o problema que há nisso? Será que essas buscas interferem na minha vida cristã? Existe algum problema em buscar soluções em livros de autoajuda? Deus não falaria comigo através dessas mensagens? Será que eu não conseguiria melhorar a autoestima, confiando mais em mim e conquistando um futuro brilhante? Não é a vontade do Pai que eu acredite na minha capacidade e obtenha crescimento?


Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Provérbios 3:5


Acho que poderíamos parar por aqui e o entendimento seria claro, o versículo acima faz a gente baixar a cabeça e refletir um pouco sozinho, não é verdade?! Mas tentarei destrinchar um pouco mais a respeito do mal que há na autoajuda.


Autoajuda = Prática baseada na utilização de seus próprios meios intelectuais para obter seus objetivos, metas ou solucionar problemas de cunho emocional, pessoal ou psicológico.


Entenda, a busca dessa autoajuda é uma forma de adquirir confiança, acreditar que você pode, acreditar na sua capacidade de conquistar seus objetivos e extrair o máximo de você em prol de você mesmo, certo?! E pra muitos, até aí não há problema nenhum, mas o problema está exatamente em não enxergar o problema que há aí.


Nós cristãos sabemos da nossa total dependência do nosso Deus, sabemos que um fio do nosso cabelo não cai se não for Sua permissão e sabemos que Ele nos conduz os passos acima de nossos planos. Por que raios querer confiar na nossa capacidade?


O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos.
Provérbios 16:9


Geralmente a autoajuda é buscada quando se tem medo de errar, quando se quer acreditar que dentro de você existe uma capacidade que você não encontrou ainda, mas o mal que isso traz é fazer você ter essa autoconfiança e querer tomar as rédias da sua vida, é fazer você achar que consegue se virar sozinho, agir com suas próprias pernas e você sabe que não é assim.


O receio do homem lhe arma laços; mas o que confia no Senhor está seguro. Provérbios 29:25
Então é isso: Entenda que Deus é quem tem a direção certa pra sua vida, o mento certo e da forma certa também, coloque seus planos e sonhos diante de Deus em oração, não tome atitudes pra definir seu futuro sem a orientação do Pai


Aí vai sua última “autoajuda”:


Um passo para a solução de todos os seus problemas:


CONFIE! CONFIE SIM! MAS EM DEUS, NÃO NA SUA CAPACIDADE.


Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.Salmos 37:5


Deus o abençoe!


[Por Karlla Chiristina]

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Fonte: Ump da Quarta.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lenine, Spurgeon e Salomão

Lenine


Nem todo dia o sol brilha com a mesma intensidade. Em nossa existência também iremos nos deparar com o céu nublado e até mesmo tempestades torrenciais. A mentira habita nos lábios daquele que propaga uma verdade diversa desta, ainda mais se esta fábula for direcionada aos cristãos, uma falsa promessa de vida mansa e pacífica, distante de tribulações. Certo é que todos já encaramos e também iremos encarar tempos difíceis em nossa vida, a grande questão é somente uma: como iremos líder como eles? Seremos despedaçados em meio à turbulência ou iremos sair dela mais fortalecidos?


Neste sentido, dentre várias preciosas orientações de como lidar com os tempos nebulosos da vida, destaco uma frase do príncipe dos pregadores, o Pastor Batista Charles Spurgeon que afirmou que “aqueles que mergulham no mar das aflições trazem pérolas raras para cima”, apontando para soberania de Deus e sua maravilhosa providência, que nos fez descansar certos de que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28).


A respeito deste dilema onipresente nos corações humanos, é possível perceber ainda uma profunda e verdadeira reflexão vinda de um lugar inesperado, pelo menos para alguns mais ascéticos. Também existem verdade e graça fora dos muros eclesiásticos, ainda não seja a graça salvífica, mas sim a comum, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1:16-17) e nisto está incluso a boa arte, assim como a boa ciência e etc.


No instante que o movimento gospel declina de uma teologia saudável, especialmente em temas como o sofrimento, Deus tem levando pedras para clamar. E vos apresento neste instante uma breve reflexão num destes clamores, nos instruindo a respeito de uma forma de lidar com os dias maus em perfeita consonância com a verdade bíblica. Observem a letra da canção “Eu Envergo Mais Não Quebro” do Pernambucano Lenine:


Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida


Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida


Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo


Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo


Nesta etapa inicial da música, especialmente na estrofe em negrito, podemos observar uma nítida semelhança com a perspectiva apresentada no inicio pelo Pastor Batista Charles Spurgeon, com base nos escritos do Apóstolo Paulo. De fato ainda que sejamos submersos pelo mar bravio das aflições, não devemos sucumbir em meio à dor, devemos retornar a superfície trazendo uma pérola preciosa, com um retumbante sorriso nos lábios. A mesa verdade é manifesta nas palavras destes dois homens, e só porque um incrédulo (Lenine) falou não podemos descartar uma verdade tão visível. Ela também vem de Deus.


Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilíbrio e requebro


É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro (2x)


As adversidades certamente nos acometem, mas nessa hora é preciso compreender que ainda que moídos, torcidos, envergados, não devemos desfalecer, pois não seremos quebrados. O choro pode durar uma noite, ou várias, mas amanhã irá despontar na alvorada. O que nos resta? Nos equilibrar e aguardar o raiar do sol.


Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem


Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem


Neste momento é possível chamar o Rei Salomão para tomar parte na melodia, visto que ele mesmo em Eclesiastes 1, versículos de 2 à 7, nos informa, sob a inspiração do Espírito Santo, que não há nada de novo debaixo da terra e que tudo é vaidade, de modo que o sol nasce e depois se põe, as gerações vem e vai, o mar sempre corre para o mar e assim por diante. Tudo sempre começa e termina, num ciclo sem fim. O temporal e o dia mau não fogem desta regra. Aparentemente o mesmo inspirador este por trás destes versos. E por que não?

Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo


E agora o músico envergonha uma multidão de religiosos que não se contentam em murmurar contra a providência de Deus, mas chegam ao disparate de coloca-lo na parede, ordenando que mude a sorte deles, restituindo e lhes dando um bom tempo. Lenine, embalsamado na graça de Deus, nos apresenta outro caminho, que não é novo: a piedade com contentamento, que nos é ensinada por Paulo em 1 Timóteo 6.6-8. Mais uma voz o apóstolo participa da melodia popular brasileira.


E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo


Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro


Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo, mas não quebro (4x)


Por fim, para terminar com chave de ouro, a poesia musicada nos indica mais uma postura: aproveitar e celebrar os dias bons, como forma de nos equipar para suportar os inevitáveis dias maus. Mas uma vez precisamos nos arvorar na antiga e sempre atual sabedoria de Salomão que corrobora com o cantor pernambucano: Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras. (Eclesiastes 9:7). E contexto do texto em questão é exatamente este: o homem não controle sobre o bem ou mal que lhe é acometido, sendo assim, ele deve aproveitar as bênçãos de Deus e descansar Nele, pois o Senhor se agradou de antemão de suas obras.


Diante desta análise gostaria de sugerir duas reflexões oportunas: primeiramente, não limite a verdade de Deus às quatro paredes do templo. A igreja é sim o baluarte da verdade, mas a graça de Deus ainda se encontra em várias manifestações e ignorar isto, rejeitando as coisas pela fonte e não pelo conteúdo, significa ingratidão contra o próprio Deus que capacitou os homens. Prestemos atenção nas palavras de Calvino: “Mas contaremos qualquer coisa como digna de louvor ou nobre sem ao mesmo tempo reconhecermos que vem de Deus? Que nos envergonhemos de nossa ingratidão, na qual nem os poetas pagãos caíram, pois eles confessavam que deuses tinham inventado a filosofia, as leis e todas as artes úteis.” [1]


E por último, que possamos refletir nesta canção, assim como na frase Spurgeon e nos textos bíblicos de Paulo e Salomão que fazem coro em uma só voz. A dor estará presente nesse mundo, pelo menos até que Cristo volte. Os dias maus ainda irão nos alcançar, mas que possamos descansar nos braços de nosso Senhor, sabendo que ainda que venhamos a envergar, certamente ele não permitirá que sejamos destruídos.


Deixo convosco a canção supracitada. Apreciem!




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Fonte: UMP da Quarta. Divulgação: Púlpito Cristão.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Arte Sacra e a Bíblia dos Ignorantes

Por Rodrigo Ribeiro

O grito de Sola Scriptura cursou muito caros aos reformadores, e alguns homens considerados pré-reformadores como John Huss, que foi morto em razão de não arredar os pés das preciosas verdades bíblicas. Este lema, um dos cinco solas, é basilar no protestantismo, pois trata sobre a autoridade final em todas as questões, sobre o instrumento que valida as práticas e experiências, nos diz respeito sobre quem somos, quem cremos e o que devemos ou não fazer. Tudo isto está na escritura, a norma maior que nos guia (Gl 6.16), a verdade que nos habilita para toda boa obra (2 Tm 3.16-17).

No entanto a religião majoritária da Europa do Século 16, o catolicismo romano, não creditava um valor tão elevado as Sagradas Escrituras, e a colocava em um verdadeiro cativeiro, pois a afastava do povo, deixando distante dos leigos, trancafiadas nas mãos do clero. Para as pessoas comuns, que não tinha acesso à Bíblia, tão pouco sabiam ler em latim, o pensamento católico medieval reservava um pequeno paliativo: a arte sacra compreendia como a Bíblia dos ignorantes. [1] É neste sentido que podemos vislumbrar a efusiva produção artística e sacra do período, pois as esculturas, imagens e demais manifestações gráficas serviam como alento para os iletrados.

Tal postura foi rejeitada pelo protestantismo, que ainda entendo o valor das artes, não aceitava a existência de “Bíblias para os ignorantes” e sempre se propôs a investir de maneira árdua na tradução das Escrituras para a língua original de cada povo, e também atuou de forma diligente na educação das pessoas, a fim de que se tornassem capazes de por si próprios, com o auxílio do espírito, recorrer à revelação divina para se alimentarem e encontrarem a correta orientação a respeito do modo que deveriam viver.

Observando o rico legado protestante, é inevitável a perplexidade diante dos rumos que o evangelicalismo contemporâneo tem tomado, assumindo posturas que são evidentes regressos à teologia e prática romana medieval. Os cristãos têm se mantidos distantes das Escrituras, seja por compreensões equivocadas ou por mera preguiça espiritual, e tem sido sutilmente doutrinados por melodias belas, mas de conteúdo sofrível e que ferem a sã doutrina. É bastante verdadeiro o comentário do Pr. Paul Washer a esse respeito, quando diz que a maior parte do nosso cristianismo vem de músicos e não da bíblia. Com isso não estou criticando a arte sacra, tão pouco a arte como um tudo. Mas sim o uso indevido desta. A sua supervalorização em detrimento da fonte segura e imutável de fé e prática: as Escrituras Sagradas. Temos resgatado o conceito de “Bíblia dos ignorantes”, nos alimentando de remendos, desprezando a comida que nos alimenta (Jó 23:12).

É por falta de uma base solida calcada na palavra que muitos formam suas teologias em canções, que são muitas vezes compostas por hereges, ou no mínimo, por homens de pouco conhecimento bíblico e até mesmo neófitos. Precisamos lembrar-nos sempre que, ainda que existam excelentes canções, complemente afinadas com os ensinamentos bíblicos, também existe muita heresia envolvida numa melodia bonita e agradável sendo vendida por ai, tal qual nos dias de Ário [2]. É arriscado demais entregar-se cegamente às partituras, sem o prévio confronto com as verdades bíblicas. Podemos acabar trocando o Deus da bíblia por um outro que vive a levar portas na cara, enquanto tem "flash backs" alucinógenos e lamenta pelas promessas arquivadas. [3]

E a principal questão é que não precisamos de “Bíblias para ignorantes”! Todo cristão, por mais humilde que seja, tem acesso à Deus, por intermédio do Espírito e da mediação de Cristo, e pode encontrar as respostas e direções na Bíblia Sagrada. Não precisamos depender do clero, e ficar contentes com as migalhas da arte sacra. Podemos e devemos ir direto a fonte. É conhecimento que nos falta? Que sejamos instruídos pelos mestres e pastores fiéis à palavra, mas que acima de tudo, possamos recorrer diretamente à escritura, confiando no poder do Espírito, o que de modo nenhum anula nosso dever de estudar com dedicação a fim de compreender cada vez melhor a revelação de Deus para nossas vidas.

Como protestantes devemos zelar pela “sola scriptura”, não aceitando as muletas do mundo gospel com sua teologia fajuta, que coloca palavras na boca de Deus a quais ele nunca disse. Que possamos investir na educação, a fim de que libertemos a Escrituras do exílio da ignorância e da letargia espiritual.

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Rodrigo Ribeiro, @rodrigolgd, é bacharel em direito, estudante de teologia e colunista da Ump da Quarta e Arte de Chocar.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se João Batista Fosse Famoso

roqueiroLuzes, câmeras, multidão. Esta é a marca do sucesso. Esta é a dica de que algo está funcionando. Pelo menos é isso que a gente vê hoje em dia. João Batista era um “produto exportação” do seu tempo. Tinha até estilo exclusivo (“usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato”, v.6). Hoje em dia isso aumentaria o seu sucesso e alavancaria os multiprodutos com a sua marca: Grife JB, Snacks em forma de grilo com gostinho de mel, artigos de couro do João, além da família de bonecos. Pelo menos quatro linhas de produtos de sucesso, sem contar os milhões de acessos garantidos nos reprodutores de mídia online que lhe dariam bons retornos financeiros com os patrocínios no seu canal exclusivo.


Ele tinha uma mensagem forte, tinha uma imagem forte, tinha uma presença marcante; ele tinha um público fiel, tinha influência sobre as pessoas, era popular. Ele tinha tudo pra ser a estrela da sua geração. Ele tinha seus seguidores, seus discípulos. Ele até foi confundido com o Messias que haveria de libertar o povo.


Talvez muitos a sua volta o serviam, davam presentes, ofereciam seus “préstimos”. Tudo estava dando certo. Tudo estava correndo bem. Dá até pra imaginar o “ar” de satisfação de seus “assessores e diretores de marketing”.


No “auge da sua carreira”, entretanto, João faz uma declaração que poderia deixar todos perplexos. Ele diz que havia alguém “mais importante do que ele”. Isso não é uma coisa que uma celebridade pode dizer a qualquer um e a qualquer momento. Ele vai além: “não mereço a honra de me abaixar e desamarrar…”. Como pode João falar isso?! Primeiro, abaixar-se para alguém é um sinal de submissão; segundo, desamarrar as correias de uma sandália era função de um escravo bem “rebinha”, talvez o de mais baixo valor da casa; terceiro, ele diz que isso seria uma honra; quarto, ele reconhece que não merece tal honra. Que que é isso, rapaz!
No auge do sucesso João se coloca na mais baixa condição. Mas ele não se importa, nem treme, nem sua a frio, nem titubeia. Declara de boca cheia e com imensa convicção. Este antimarketing poderia causar um grande prejuízo nos empreendimentos com a sua marca e sua imagem. Mas ele não se importava, porque sabia que maior que o seu discurso era aquele a quem ele estava preparando o caminho. João sabia que mais valiosa que a sua popularidade era a integridade da sua missão. Sabia que o melhor lugar era estar aos pés de Jesus, mas que isso não dependia dos seus méritos, e sim da graça divina.


Ao avaliar o decorrer da história, logo chego à conclusão de que mais alto que o topo do mundo é o lugar onde reconhecemos que desamarrar as sandálias do nosso Senhor é uma honra, e não a merecemos.


Popularidade hoje é fácil de conquistar. Integridade e fidelidade à missão é uma outra história. Façam as suas escolhas.


“Muitos moradores da região da Judeia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão… Ele dizia ao povo: – Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”. (Marcos 1.5-7)


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Pr. Rodolfo Gois


Publicada Originalmente no Ultimato, via UMP da QUARTA.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Guerra pelas Palavras

guerraAs palavras são essenciais na comunicação. Nem todos tem aflorado o dom da mímica, de modo que se fossemos depender da linguagem não-verbal, muitos seriam encerrados no cativeiro da ignorância e grandes ideias iriam se perder em meio a gestos não compreendidos. Mas o perigo da dissonância entre a mensagem falada e a recebida também afeta o mundo das palavras, e o problema muitas vezes começa no conceito delas próprias.


Na teologia isto também acontece e não é de hoje. Na época em que eclodiu a reforma protestante, houve uma questão inevitável: qual era a igreja verdadeira? A igreja católica ou as novas igrejas protestantes? Para responder esta pergunta ambos os grupos se valeram das mesmas palavras, fazendo referência aos antigos credos, indicando que teriam as marcas da verdadeira igreja: unidade, universalidade, apostolicidade e disciplina.


Ocorre que enquanto a Igreja Romana afirmava que era universal porque estava, como instituição, em expansão por todo o mundo, e era apostólica porque o papa era o sucessor direto de Pedro, a igreja reformada, afirmava que sua universalidade consistia no fato de que a igreja não se vincula a nenhuma nação ou povo, mas era composta pelos eleitos, de todos os povos, lugares e épocas, e que era apostólica porque tinha como fundamento a doutrina dos apóstolos.


Apesar da confusão semântica os reformadores entenderam a importância destas palavras e não abdicaram de usá-las, lutando para que ficasse revelado o seu correto significado. No entanto esta não é a postura de muitos em nossos dias, pois assim como em vários outros períodos na história da igreja, ensinamentos errados e heréticos tem invadido nossos templos e tem levado ao cativeiro palavras preciosas, mas a nossa postura tem sido diferente dos homens do passado. Temos perdido a partida por W.O. Consentimos com o rapto e assim nos tornamos cúmplices deste delito!


A doutrina da prosperidade se difunde no evangelicalismo brasileiro, e nós simplesmente, a fim de evitar qualquer associação com estes pensamentos, largamos mão desta palavra bíblica, fugindo dela ao máximo, entregando-a de mãos beijadas aos salteadores, esquecendo que ela faz parte da revelação de Deus nas suas escrituras, e por isso não podemos abandoná-la. A verdadeira prosperidade, que é a satisfação em Deus (Salmo 16:11), a alegria com contentamento (1 Tm .6-8), não pode desaparecer de nossos púlpitos. Devemos resgatá-la e proclamá-la sem medo, purificando o conceito e afastando de todo o materialismo mundano. Imagina o desastre que seria se em decorrência da extorsão provocada por homens impiedosos, excluíssemos do nosso meio o dízimo e as ofertas? O pecado de terceiros não nos dá permissão para omitir as verdades da palavra de Deus.


A mesma situação ocorre com palavras como vitória e promessas, que já tão desgastadas e violadas pelo discurso triunfalista barato, de um evangelho antropocêntrico, que visualiza Deus como um grande e poderoso amuleto para obter as benesses materiais e emocionais desejadas. Mas estes desvios não nos autorizam a expulsar de nossos arraiais estas palavras! O cristão é vitorioso em Cristo (1 Co 5:17), aliás é mais do que vencedor (Romanos 8:37), e a sua vitória é maior e melhor que qualquer situação existencial: nossa vitória é escatológica, no final de tudo, venceremos com Cristo ! Esta verdade não pode ser guardada ou evitada, assim como não podemos negligenciar as maravilhosas promessas de Deus que nada tem a ver com profetadas humanas, mas que são verdadeiros mananciais bíblicos de esperança e paz, como por exemplo a maravilhosa promessa que ele estaria conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8:28) e que se confessarmos o nosso pecado ele irá nos perdoar (1 João 1:9). Aqueles que desejam promessas menores que esta, feitas apenas por homens, que fiquem com elas, mas não privemos o povo de Deus de ouvir as promessas genuínas e inigualáveis da parte de Deus!


Existem outros casos que podem ser citados, como a equivocada aversão dos recém-convertidos ao calvinismo com a palavra escolha, não percebendo que esta doutrina não anula a decisão do homem, mas afirma que esta sempre será na direção oposta a Deus, se o Espírito não o vivificar. Esta é uma postura que é compreensível quando se trata de neófitos, mas é completamente descabida àqueles que já trilham há muito tempo no percurso das doutrinas da graça. Eis mais um exemplo de palavras que devem ser retirados do exílio.


Enfim, que possamos olhar para o exemplo dos reformadores e de tantos outros cristãos comprometidos com a ortodoxia ao longo da história, que combaterem as heresias, mas que não abandonaram as palavras que o próprio Deus usou, as deixando na boca dos lobos vorazes e dos tolos teológicos. As palavras são importantes, pois é a través dela que o evangelho é proclamado. Resgatemo-nos para Deus, restaurando seu significado real e glorificando nosso Pai sem perder a guerra que começa no dicionário e termina na vida espiritual.


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Rodrigo Ribeiro é lá da capital da Borborema, Campina Grande-PB; integrante do Blog da UMP da Quarta, Bacharel em Direito e amigão nosso.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pré-parados

preparados


Em uma batalha, um comandante tem que se certificar que todos seus soldados tem o treinamento, suprimentos e ordens necessárias antes do combate. Eles devem estar preparados. Sendo Jesus nosso general, nos deu uma missão e todo o preparo necessário para seu cumprimento: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[1]. Diante dessa ordem tão clara e específica, justificamos nossa inércia pela falta de capacitação, estamos pré-parados esperando um preparo que nunca chega.


Quando sou convidado para ministrar alguma oficina sobre evangelismo, sempre começo perguntando aos participantes: “qual o preparo necessário para evangelizar?”. As respostas sempre variam entre aprendizado de um método ou modelo de apresentação do evangelho, curso específico de evangelismo e até mesmo curso básico de teologia. No entanto nas Escrituras vemos Jesus ser proclamado por pessoas com pouco ou quase nenhum preparo.


Por exemplo, no evangelho segundo Marcos, capítulo 5 e versículos 1 a 20, vemos que Jesus salva um homem de uma multidão de demônios que o afligia. Esses demônios derrotados tentam trazer um grande prejuízo àquela região entrando numa manada de porcos que se atira no lago. Os moradores daquela região, embora tivessem testemunhado o sinal de que Jesus era o Cristo demonstrando sua autoridade e poder até mesmo sobre os espíritos malignos, insistem para que Ele vá embora dali. O valor dos animais e o medo de seus donos é maior que a alegria da salvação de Deus.


Enquanto isso, o homem que foi liberto daquela legião de demônios pede insistentemente para que Jesus permita seguí-lO, mas Ele... não deixa! Jesus impede que aquele homem junte-se ao seus discípulos, ordenando que ele “volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como Ele foi bom para você”[2]. Mas será eficiente esse ministério com tão pouco preparo?


O evangelista nos informa no versículo 20, que Ele não somente pregou a seus familiares, mas por toda a região conhecida como Decápolis e o resultado foi que “todos ficavam maravilhados”. Como foi poderosa a ação desse enviado, fiel ao chamado do Senhor para a missão dada: dar testemunho do que Deus fez em sua vida!


O jovem gadareno em Decápolis[3], André a seu irmão Simão[4], Filipe a Natanael[5], A mulher samaritana em sua cidade[6]... não faltam na Bíblia relatos de pessoas que testemunharam de forma simples e eficaz sobre a pessoa, a obra e os ensinamentos de Jesus.


Perdemos muitas oportunidades de proclamar o Evangelho porque consideramos o evangelismo um programa da igreja que necessita um sofisticado preparo teológico e não o resultado natural do novo nascimento. Testemunhar nas situações do dia a dia, contando o que o Senhor nos fez e como tem sido bom para nós é uma maneira poderosa de proclamar o Evangelho com naturalidade e grande eficiência.


Não devemos negligenciar o aperfeiçoamento pelo conhecimento da Palavra de Deus. Toda preparação e capacitação para a melhor ação no Reino vem do Senhor e faz parte do discipulado e crescimento cristão. Devemos nos apresentar a Ele “como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade”[7]. Não devemos tampouco atribuir a falta de preparo o que muitas vezes na verdade tem sido vergonha do Evangelho e falta de amor pelo próximo.


Como canta o Grupo Logos:
“Há muitos que perdidos pro fim caminham, sem saber
Vão, sem ouvir da paz! Sem conhecer a paz!
Será que não nos pesa deixar que morram sem saber
Que só Jesus é paz? Que só em Cristo há paz?
Vai contar ao povo o que Jesus por ti um dia fez!
Teu amor consegue aos outros alcançar?
Só então, os teus amigos transformados em irmãos,
Galardões eternos lá nos céus serão!”


Que o Senhor nos perdoe por não usarmos cada situação do nosso dia a dia para anunciarmos a Jesus. Sejamos ousados sabendo que não é nosso preparo, mas o Espírito Santo quem convence do pecado, da justiça e do juízo..
[1]Marcos 16.15
[2]Marcos 5.19
[3]Marcos 5.1-20
[4]João 1.35-42
[5]João 1.43-51
[6]João 4.1-42
[7] 2 Timóteo 2.15


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Texto de Gleidson Lacerda, via Ump da Quarta.