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sexta-feira, 7 de março de 2014

Lavando a louça, limpando a alma


A Tarde é pedagógica porque
Estou a Lavar louça
Tirando a sujeira do prato
Vendo a água caindo
Descendo ligeira no ralo
E o brilho da louça surgindo


Aí penso nas minhas maldades
Sujeiras e planos que fiz
Por vezes quebrando o copo do corpo
E o prato do parto do Carpe Diem


Mas lavar é bom porque as mãos encolhem
E Encolhe também o coração
Em lembrar que uma tarefa tão simples
Nos leva a reconhecer que somos
Invenção que carece de perdão.


***

Poema surgido enquanto pratos, panelas, talheres e copos olhavam pra mim.

Antognoni Misael

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Menino de 4 anos vira hit ao se emocionar com música triste

102_316-alt-blog-jacksonJackson, de 4 anos, é um menino emotivo. Acomodado adequadamente no banco traseiro do carro dirigido pelo pai, Mark Blitch, o garoto foi às lágrimas ouvindo a triste canção “Say Something”, da dupla A Great Big World, no rádio.


Quando o pai pergunta se o filho quer que ele mude de estação, o menino se mostra ainda mais sentimental e pede para não trocar. A reação fez o menino virar hit na web, com mais de 270 mil exibições do vídeo publicado no YouTube.

“Diga alguma coisa, estou desistindo de você
Eu serei o escolhido se você me quiser
Eu teria te seguido para qualquer lugar
Diga alguma coisa, estou desistindo de você


E eu
Estou me sentindo tão pequeno
Foi demais para minha cabeça
Eu não sei absolutamente nada


E eu
Tropeçarei e cairei
Ainda estou aprendendo a amar
Estou apenas começando a engatinhar”


[Fernando Moreira, no Page not Found; Fonte: Pavablog]


***


Poxa gente, a sensibilidade é algo lindo. Sou fraco pra isso. Chorei também aqui pow.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Graça, relacionamento e Bicicleta

Por Antognoni Misael

A Graça horizontal acalenta os nossos relacionamentos. Reconhecer quem somos diante de Deus coloriza nosso olhar diante do próximo e estanca qualquer sentimento de superioridade, preconceito, manipulação e comparação com nosso semelhante.

Saibamos viver deixando nosso próximo ser quem realmente ele é. Sua personalidade, seu jeito, sua cultura, seus gostos...

Ah, como eu amo a diversidade. Enxergar cada vez mais a diferença entre nós mesmos é reconhecer um Deus criativo, amoroso, indescritível e que não faz acepção de pessoas.

Que possamos nos recusar a fazer o papel de Deus na vida dos que nos rodeiam. Não retenhamos em nós altivez alguma, mas soltemos toda carga de religiosidade, moldura egoísta, fardo, medo. Deixemos tudo isso ir embora...

A didática de nos aperfeiçoar nos relacionamento aponta para a liberdade de uma criança e a bela arte de aprender a pedalar. Abaixo, trago um simples poema de Wyatt Prunty que com leveza nos mostra como este amor gracioso de Deus manifesta-se na liberdade de vivê-lo.

Aprendendo a andar de bicicleta
O pedal da criança mais velha
Gira veloz e estável
Até o jantar, o banho e a cama,
Quando finalmente nós também paramos,
Quietos e cansados,
Ao lado do quintal que se escurece,
Onde agora a sombra das árvores sobe, em vez de descer;
O comprimento delas aumenta e a seduz,
Enquanto ela caminha, cabisbaixa, para guardar sua bicicleta
Em algum lugar entre seu desejo de andar
E a certeza de que vai sempre cair.
Amanhã, embora eu ainda esteja atrás,
Com braços esticados para pegá-la,
Ela vai se inclinar e seguir
Para além do meu alcance.
Até que a distância a torne menor,
Cada vez menor, além do ponto onde paro,
Sabendo que para ensiná-la eu precisei segui-lá,
Mas, quando aprendeu, precisei deixá-la ir.

***

Antognoni Misael.

sábado, 13 de julho de 2013

Nada se faz novo debaixo do sol

nascer-do-sol1Nada se faz novo de baixo do sol
O velho se refaz como neblina na madrugada
Que é bonita de se ver,
Mas consigo traz cilada.

Na paixão de Cristo você se assombra com o que naquele tempo
O Cristo foi submetido
(que engraçado)
Pois esse mesmo Deus é por você açoitado, desprezado e cuspido
Nesse momento você pensa: “meu Deus quanta heresia”!
(Que engraçado)
Pensaram o mesmo em quanto às profecias de Jeremias.
Nada se faz novo de baixo do sol.

No velho levavam seus cordeiros
No novo desprezamos o perfeito sacrifício no madeiro.
Mais uma vez você pensa: “quanta heresia”.
E só uma vez te digo:
- O que seu manual diria?
Nada se faz novo debaixo do sol
Nada se faz novo debaixo do sol

Não quero com essas palavras te acusar
Ou mesmo Julgar sua conduta
Pois bem sei que por vezes faço igual ou pior
Mas sim, que saiba
Que também por vezes
Podemos fazer valer a pena estar de baixo do sol.

***

Poema do amigo e irmão Pollyan Soares.

sábado, 8 de junho de 2013

Entrelinhas - Poema

poema***

Antônio Pereira Júnior é pastor, escritor, apologista, e escreve em seu blog pessoal. Conheça clicando AQUI.

 

terça-feira, 28 de maio de 2013

A escuridão me basta

De Olhos Fechados com Deus no Coração

Feche meus olhos
Para que eu não possa ver
Feche meus olhos
Para que eu não possa querer

Para que então
De olhos fechados
Eu possa enxergar
O que de olhos abertos
O mundo tende a ofuscar

Feche meus olhos
Pra que eu me prostre
Diante de Ti
Feche meus olhos
Pra que eu enxergue
O que é sem fim

Feche meus olhos
Pra que eu possa ter noção
Que é dessa maneira
Que não cairei no chão

Feche meus olhos
Pra que eu possa Te ver
Feche meus olhos
Pra que eu não possa perecer

Para que então
De olhos fechados
Eu consiga aceitar
Que de olhos abertos
Não vou a nenhum lugar

[Poema de Pollyan Soares, um visionário da Graça de Deus.]

***

Sua poesia me fez lembrar da bela canção de Jorge Camargo "A escuridão me basta".