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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ostentação Gospel e o estilo de vida proposto por Cristo

Por Antognoni Misael

Amiguinho, você que acha tudo normal no mundo dos evangelicos, inclusive os cachês dos pregadores e cantores gospel; que acha que nasceu pra ser cabeça e não cauda; que simpatiza com o “deus” que quer lhe promover a classe dos ricos; que põe adesivo no carro novo “foi Deus quem me deu” e ostenta... Você que foi ensinado que ser evangélico é sinônimo de receber “bênçãos”, tenho algo a lhe dizer: você está tremendamente enganado!
"Embaixo da ponte as pessoas roubando e matando... em cima da ponte...crentes tranquilamente se achando no direito de ficar descontentes com Deus, não comprou carro novo não?” [Janires, Rebanhão]
A primeira coisa que precisamos pontuar é a seguinte: quando recebemos a dádiva do favor imerecido do Pai, sendo então nós promovidos de, filhos da ira de Deus (Ef 2.3) - em virtude dos nossos pecados - para filhos da redenção (Gl 4.6), por Graça e misericórdia, não há absolutamente mais nenhum direito de esperarmos algo vindo da parte de Deus em nosso favor. Como disse o apóstolo Paulo, agora o morrer é lucro!

“Salvos pela Graça”! Se esta é a melhor notícia que alguém poderia ouvir, o que mais se pode aguardar de Deus que nos cause maior felicidade do que tal boa nova?

Mas, mesmo assim, sendo Deus rico em bondade e em amor, Ele ainda nos garantiu provimento de nossas necessidades básicas (Fp 4.6); que estaríamos sempre sob a sua proteção, e como ovelhas cuidadas pelo bom pastor, ninguém as arrebataria de Sua mão. (Jo 10.14)

Desta feita, mais uma vez ficamos constrangidos. Ou não? Além de sermos alvos do seu infindo amor, ainda somos cuidados e guiados por Ele. Que mais podemos querer ou exigir de Deus? Sendo assim, qualquer acréscimo e provisão que temos em vida, entendemos como graça e bondade de Deus para conosco. Por isso também nos consideramos mordomos de Deus. Afinal, tudo é dEle!!

Infelizmente não é esta compreensão que temos visto e ouvido na grande fatia dos evangélicos do Brasil. Eles querem ostentar!! Perceba, não que estejamos fazendo algum discurso “franciscano” ou de "auto-pobreza”. Mas o que fica-nos como base de semelhança com Cristo são três coisas importantes para vivermos santidade proposta por Ele: a humildade, a simplicidade e o contentamento.

Vejamos que dados alarmantes: mais de 800 milhões de pessoas encontram-se na mais absoluta pobreza, e 10 milhões morrem de fome todos os dias. E eu e você? Do que temos reclamado? Que tijolo a mais tanto almejamos no nosso castelo de luxuria?

Enquanto alguns missionários dentre nós foram chamados a viver entre os pobres, e outros a abrir seus lares aos necessitados, pergunto: - nós estamos pelo menos dispostos a viver um estilo de vida simples? Ou você tem cantado “Restitui” ou “Ressuscita os meus sonhos” na mais audaciosa intensão de acumular a riqueza que você não precisa, ou galgar o status social que perante Deus não significa absolutamente nada?

Será se temos reexaminado nossa renda e nossos gastos a fim de que possamos doar mais aos que precisam? Estamos dispostos a renunciar o desperdício e nos opormos a extravagancia de nosso estilo de vida em matéria de roupas, moradia, viagens e aquele smartphone (fora de moda)?

O Dr. John Stott na obra Discípulo Radical menciona (p. 64), de forma bem prática, sobre o cuidado de fazermos a distinção entre: 

1) necessidade X luxo; 
2) “hobbies” criativos X símbolos de status vazio;
3)  modéstia X vaidade; 
3) celebrações ocasionais X o nosso dia-dia; 
4) serviço a Deus X a escravidão à moda.

Talvez você pense que viver em santidade só esteja relacionado aos mesmos temas da estante legalista, como apenas ter cuidado com pornografia, com os lugares que vai, com a roupa do “crente”, a frequência dos cultos que não pode diminuir, enfim, os velhos “pecados sociais e morais”...

Contudo, fica-nos claro que santidade também tem tudo a ver com o “ser” e a “andar” como Cristo andou. Daí você começa entender que não precisa só receber e ostentar, ser santo como Cristo foi, tem tudo a ver com doar, com a simplicidade do viver e com o contentamento.

Em outras palavras... não amar ao seu próximo a ponto de querer viver ostentando para si próprio e não doar-se para ele é imensamente mais grave do que cometer os tantos pecados sócio morais que pode-se mencionar.

O estilo de vida proposto por Cristo é andar em santidade. Andar como ele andou. Simples, humilde e cheio de contentamento.

Quando os Cristãos importam-se uns com os outros, Jesus Cristo torna-se mais visivelmente atraente”. Pensemos nisso.

***

Antognoni Misael. "Herege", doente e que vive ostentando. Mas, vou me consertar ok?

Conferência Off Line: Os Evangelho de Hoje!

Pessoal, nos próximos dia 15, 16 e 17 de janeiro ocorrerá a segunda edição da Conferência Off Line. O tema do evento é recorrente: Os Evangelhos de Hoje.

Os palestrantes pregarão nos seguintes contrapontos: Evangelho de Cristo X Evangelho Triunfalista (Via Rev. Rennan Dias); Evangelho de Cristo X Evangelho Pragmático (Via Pr. Marco Telles); Evangelho de Cristo X Evangelho Místico (Via Pr. André Luis).

Na participação musical estarão presentes as bandas locais com trabalhos autorais recém lançados pelo selo Candiêro Canções: Ahava, Prumo, Marco Telles e Banda, Jotta Carlos Jr., Atitude e Adoração, além da presença de Stênio Március e Diêgo Venâncio.

A conferência ainda promoverá duas mesas redondas.
O local da Conferência ocorrerá em João Pessoa-PB, no Bairro dos Bancários, na Igreja New Life. Dúvidas sobre o evento e mais informações? Você pode entrar em contato conosco pelo facebook de Misael AC ou ligar para (83) 8745 7031.

Você é convidado! Monte sua caravana e venha!!
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Arte de Chocar

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Zumbi Teológico: quem vai sem amar pode estar dando uma viagem perdida


Deus quer que nos tornemos como o Cristo.


Refletir sobre o conteúdo do Evangelho e as formas de levá-lo ao mundo é algo de grande urgência nos dias de hoje. É uma discussão necessária quando se visa a Glória de Deus no processo de redenção dos seus filhos. Então não podemos oferecer o Evangelho aos perdidos sendo desonesto com eles, por isso como bem dizia Lutero, quanto ao amor devemos ser flexíveis como uma cana ou a folha, pois o amor cede, mas quanto à verdadeira fé devemos ser invencíveis, e, se possível, mais duros do que o diamante.


Podemos ter uma boa teologia, saber quem Deus é, como Ele se revela, quem somos nós e o que Ele quer de nós, no entanto, não podemos ser um “xiita fonético” achando que o simples fato de verbalizar a Bíblia ou distribuir centenas de folhetos em praça pública estaremos fazendo o nosso papel. Também não podemos ser escravos dos métodos e estratégias evangelísticas achando que a Palavra de Deus ainda precisa de uma ajudinha.


Não é nada disso. Não é onde quero chegar.


A Palavra de Deus passeia por um canal até encontrar o coração de quem ouve. E esse canal indubitavelmente envolve meios, cujo principal é o diálogo interpessoal através do relacionamento, somado ao respaldo da vida de quem se põe como discípulo. Isto significa dizer que o discipulado não necessita de luzes, músicas, workshop, conferências, entretenimentos, etc. O que o discipulado necessita verdadeiramente é de relacionamento entre membros da mesma raça, de modo igual ao que Cristo fez. Os detalhes...são só detalhes...


Agora, sejamos moderados. O conteúdo do Evangelho é o mesmo e não deve ser alterado nem acrescentado em absolutamente nada - é  o preciso “Evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24). Por isso Paulo furiosamente exortou aos Gálatas neste sentido: “se vocês mudarem ou acrescentarem algo ao Evangelho de Cristo, vocês ganharão uma religião, mas perderão o Cristo. Vocês ganharão a Lei e decairão da Graça!”. Afinal Cristo teria morrido em vão? (Gl 2.17)


Para tanto, a forma de se apresentar o Evangelho é aberta, nunca se esquecendo que o relacionamento é a mola-mestra do discipulado. Contudo, ora, se eu posso expandir a Verdade do Evangelho através da música, poesia, literatura, rádio, redes sociais... se eu posso sinalizar para o Reino através de uma postura subversiva em relação aos valores do mundo, por que não o fazer? Posso me utilizar de estratégias de alcançar grupos segmentados? Sim! Por que não? Agora sempre lembrando que as formas não devem alterar nem acrescentar em nada em relação ao conteúdo.


Às vezes temos uma boa doutrina, mas não estamos fazendo uma exegese cultural relevante, concorda? Penso que para o conteúdo glorioso do Evangelho alcance tribos, povos, gangues e grupos diversos, precisamos – sim! - invadir o mundo do nosso próximo! Quando digo invadir lembro de Jo 17.18 quando Jesus ora dizendo: “Assim como tu me enviastes ao mundo, assim eu os envio ao mundo”. Ou seja, Jesus deixou o seu mundo para entrar no nosso mundo. Não obstante, por que não sairmos de nosso "mundinho" para entrarmos no mundo do nosso próximo? Creio que só assim começaremos a experimentar o mesmo sentimento que houve em Jesus, e exerceremos o discipulado mais radical que podemos imaginar.


Portanto gente, há um importantíssimo detalhe nessa questão: o modo de envio de Jesus. Esse modo é revelado em Filipenses 2.5-8 – Ele deixa o seu mundo, se esvazia de si, torna-se forma de servo, homem, humilha-se e morre... simplesmente por amor! Esta sim é a força-motriz do ide de Deus, de Jesus, e do nosso IDE!!


O envio de Cristo pelo Pai foi por amor (Rm 5.8). O nosso envio por parte do Cristo deve seguir a mesma cadência. É o que se chama de empatia. Sem ela fica difícil dar sentido a forma que pretendemos utilizar para levar o precioso conteúdo do Evangelho. Portanto, empatia é se por na disposição do discipulado, se imaginar na condição que esteve o Cristo, é se ver indo para a Cruz de quem deixou seu lugar de Glória, e foi naturalmente por amor aos perdidos.


Ir sem amar pode ser uma viagem perdida! Falar a verdade mundo a fora, por mais teologicamente correta seja, sem crê-la e vivê-la pode nos fazer uma espécie de zumbi teológico.


Não duvide, sobrevoar uma cidade com um helicóptero lotado de literatura cristã sem que haja a mínima vontade de descer lá em baixo e sentar-se à mesa dos pecadores, pode ser um vôo de morte.


Isto é, diante das formas de se ir ao encontro do pecador e do zelo pelo conteúdo do poderoso Evangelho deve haver “um modo”, “uma força-motriz”, “um sentido”, “um fator determinante”, “uma morte”, “um abandono de si”, “uma empatia”, “um amor”.


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Antognoni Misael.

terça-feira, 18 de março de 2014

Paul Washer, "Pão Work" e o compromisso com o Evangelho










Paul Washer envolvido na construção de uma capela para os leprosos de San Pablo, Peru (1996), em seu projeto missionário.

Deus tem levantado homens para abrir os olhos de nossa geração. Homens comprometidos com o verdadeiro Evangelho, com a cruz de Cristo e com a obra missionária. Paul Washer é um deles!


Basta você ir no youtube e conferir qualquer pregação deste homem e perceberá uma enorme diferença no seu discurso em relação a muitos “evangelhos” ditos por aí.


Tenho notado que aos poucos os jovens de nossa geração tem se apaixonado pela Verdade. Muitos têm compreendido o valor da vida com Deus, a suficiência da presença de Cristo, e a inegociável verdade das Escrituras. Glória a Deus por isso!


Mas a nossa geração tem um espinho na carne bem latente. Parte dela é viciada na forma e efeito! Por vezes, não é difícil se rejeitar um livro pela capa. Na era do design, da beleza passageira, do consumismo e do modismo, algo pode se tornar viral bruscamente.


Vejo muitos colegas de redes sociais freqüentemente compartilharem matérias de conteúdos desprovidos de Evangelho, músicas antropocêntricas, vídeos de pregações duvidosas e até mesmo, fotos pessoais deselegantes (para não dizer erotizadas). Entretanto, no meio deste arsenal de irrelevância, vez por outra, sai um vídeo de Paul Washer ou frases de efeito do mesmo. Sinceramente eu não entendo! Aliás, até entendo, “eles não estão entendendo o Paul Washer”! Só pode!


Parte de nossa geração também, de forma reacionária as várias frentes heréticas surgidas no Brasil, a saber, o neopentecostalismo e suas variações, tem agregado conteúdo às suas defesas de fé. Que benção! Porém, algo torna esta reação anacrônica quando notamos este mesmo segmento da juventude cristã se intelectualizado, ou melhor, se teologizando, mas ao mesmo tempo vivendo de forma descomprometida com o discurso que fala.


Um amigo que tenho sempre me diz esta frase, a qual concorda em gênero e grau: “você quer saber com o que uma pessoa é comprometida? observe como e com quê ela gasta o seu tempo e seu dinheiro”. Pois é, fica uma pulga atrás da minha orelha... Será que muita gente não tem compartilhado e citado pregadores como Paul Washer apenas por “modismo” teológico?


A conclusão que eu chego é a mesma de sempre. Teologia é bom demais. É dever nosso conhecer os ensinamentos de Deus e a cosmovisão correta que ELE quer que tenhamos. Paul Washer é importante? É sim, claro que é! Ele é uma benção pra minha vida, e espero que seja para a sua também!


Finalmente digo, sejamos "Paul", sem deixar de ser "Washer", ou seja, teologia sem comprometimento com a missão de levar o Evangelho ao pecador e o pão ao pobre é só intelectualismo vazio.


É como se uma grande parte de nossa geração estivesse querendo muito "Pão" e pouco "Work"!


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Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar.

segunda-feira, 17 de março de 2014

NORMALMENTE DIFERENTES E DIFERENTEMENTE NORMAIS

Quem é diferente e quem é normal? Esta pergunta deve passar pela cabeça de muita gente. Muitos se perguntam: – Eu sou normal ou sou diferente?

Normalmente quando se encontra com alguém que (aparentemente) é diferente de nós, chega-se a conclusão que somos normais e o outro é diferente. Muitas vezes consideramos o outro diferente sem compara-lo às outras pessoas, mas simplesmente por comparar esta pessoa com a gente mesmo.

É muito comum esta análise ser feita com superficialidade, pois geralmente não se conhece a pessoa a fundo e tira-se conclusões precipitadas baseadas na aparência ou no “jeito” da pessoa.

Mas afinal, quem define o que é normal e o que é diferente? Normal em relação a quê? E diferente em relação a quem?

Todo ser humano é diferente um do outro. Cada ser humano é único. Uma pessoa tem sua impressão digital e mais ninguém durante toda a história da humanidade terá igual.

No final das contas somos todos diferentes um dos outros. Podemos nos vestir parecidos, termos ideias e filosofias de vidas semelhantes, termos temperamentos equivalentes e etc, mas nunca seremos exatamente iguais uns aos outros. Nem irmãos e irmãs gêmeos os são.

Quando analisamos pessoas que são diferentes de nós por causa de um piercing, tatuagem, cabelo, terno e gravata, maquiagem e etc é preciso tomar cuidado para não julgarmos o caráter e quem de fato a pessoa é. A aparência de alguém pode dizer muito sobre a pessoa, mas não a define como um ser. Ser alguém é muito mais que seu visual, pois existe uma mentalidade, sentimentos e características que muitas vezes nem nós mesmos nos conhecemos profundamente.

As vezes o comportamento “esquisito” de alguém, o jeito de falar e outras coisas deste tipo faz com que nos afastemos das pessoas por considerar a pessoa “diferente” e concluir que a pessoa não é “normal” como você. Perdemos oportunidades incríveis de conhecer pessoas que poderiam muito bem fazer parte do nosso ciclo de amizade por fazer julgamentos precipitados e preconceituosos em relação ao outro.

Claro que devemos nos preocupar com nossa segurança, com más influências, com pessoas vazias que não acrescentam muito, mas nunca descarta-las. Gente não é descartável. Gente é o bem mais precioso neste mundo físico. Não deixemos nos levar por definições rasas para concluir quem é diferente e quem é normal para conviver comigo, pois no final todos somos NORMALMENTE DIFERENTES E DIFERENTEMENTE NORMAIS.

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O texto é de Mateus Feliciano, que é Graduado em Administração, Bacharel em Teologia (Faculdade Teológica Batista de Campinas) e Coordenador da Seara Urbana (recuperação de moradores de rua), e escreve no Blog Pólis Centro.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O chamado de Cristo não é para liderarmos, mas para servirmos

Por Antonio Carlos Costa

O chamado de Cristo não é para liderarmos, mas para servirmos. A primeira decisão a tomar é aprender a amar. Amor que se expresse através de serviço que viabilize a felicidade daqueles que a providência divina botou em nosso caminho.

O serviço cristão pressupõe amor. Por que cantamos, ensinamos, pregamos, lideramos? Porque temos interesse pela bem-estar das pessoas. Sem amor o trabalho perde o sentido, a canção o brilho, o serviço a espontaneidade, a pregação a originalidade.

Num certo sentido, não há congresso que ensine a amar. Forjar o ser é obra do Espírito Santo. Podemos falar sobre métodos de liderança, princípios de administração, técnicas de composição musical. Mas, amar vem do céu. Deve ser buscado.

Peça amor. Não queira ser grande pregador, exímio cantor, poderoso líder eclesiástico. Procure amar e servir. Aperfeiçoar seu talento para ser útil, em vez de famoso. Somente assim você não perderá sua alma na religião.

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A reflexão é do Rev. Antônio Carlos Costa, que é presbiteriano e lidera a Ong Rio de Paz.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Mãe perdoa assassino do próprio filho

Certo dia assisti a um vídeo chocante que tentava retratar o amor de Deus por nós. No vídeo, um controlador de linha férrea ficava diante de uma decisão terrível: escolher a vida do seu filho ou a multidão de passageiros de um trem que passaria pela linha. Ao final, de forma muito emocionante ele decide poupar a vida de uma multidão em detrimento de seu amável filho.

Não tenho dúvidas de que aquele vídeo tenha falado a muitos corações. Mas, o que venho compartilhar é algo real.

O que você faria caso encontrasse com o assassino de seu filho?

Que motivos você teria para perdoá-lo?

Alguém um dia me perguntou: “quem matou Jesus?”, um cidadão respondeu: “foram os romanos”, eu lembro de ter retrucado: “não meu amigo, fomos nós quem matamos a Jesus!

Meus queridos, Deus tem todos os motivos para nos deixar ir para o inferno!
“ Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:5

Quero compartilhar com vocês um caso que muito chacoalhou meu coração no dia de hoje. Foi um fato que aconteceu na cidade de João Pessoa e o título da matéria, veiculada pelo portal correio, trazia na capa “Mãe surpreende ao ficar cara a cara com suspeito e perdoá-lo pelo assassinato do filho”.

Trata-se de um caso ocorreu no dia 12 de dezembro de 2012, na Zona Sul da cidade de João Pessoa, quando o acusado (Alisson Lima dos Santos) teria assassinado Daniel da Silva à queima-roupa. Após quase um ano a mãe da vítima ( Maria Nice)  encontra-se com o acusado e com o coração inundado de graça e perdão, diante da imprensa e das autoridades, surpreende a todos fazendo a seguinte confissão:

“Você está perdoado, mas eu nunca vou lhe visitar onde você estiver porque eu não tenho coragem / Você vai encontrar esse Deus que eu sirvo e você vai servir Ele /  Eu não tenho um pingo de ódio de você, Alisson, eu só oro por você todos os dias”,

Maria Nice conclui a sua fala dizendo: "Eu agradeço por tudo, em nome de Jesus, Amém!"

Queridos leitores, meu lado humano onde todas as minhas razões trabalham sob o senso de justiça humana, inclusive fomentado pela minha profissão de policial, além do mais imaginando um caso como este relacionado a alguém que amo, eu jamais conceberia tal perdão.

A minha hipocrisia estaria estampada neste post no momento eu que eu declarasse que Cristo vive em mim e o bandido está perdoado. Nunca! Quiçá, pra você leitor, a revolta também talvez inunde seu coração e você diga o mesmo que eu.

Contudo, pense bem, há uma luz no fim do túnel, eu sei... Essa claridade que dá uma chance a vida e ao perdão, evitando que percamos a cabeça de vez é justamente lembrar que há coisas que aos homens parece impossível. Por isso não tenho a menor dúvida que são nestes momentos que Deus triunfa suavemente sobre nós! Glórias a Ele por isso!

Veja a cena abaixo:

Diante do que exposto acima, o que nos faz não perder os sentidos, entrar em colapso, ou definitivamente surtarmos, é justamente trazer a nossa memória a verdade de que Cristo foi surrado, torturado, e morto por causa dos nossos pecados. Isso pesa sobre qualquer razão e justiça humana!

Que nada nos turbe, pois o Evangelho é maravilhoso! Observe que se esse Evangelho esperasse de nós algum resquício de perdão e misericórdia jamais os veriam. Mas Glória a Deus, que Cristo toma-nos pela mão, chama a responsabilidade para si e habita docemente sobre nós em momentos em que a profunda ira levanta-se ao lado do desespero.

Se esta cena me comoveu muito, fico a imaginar o quanto esmagado devo ficar quanto Deus revelar a real dimensão do perdão que através de Cristo foi concedido por mim (e a nós).

Termino aprendendo que não há perdão mais transcende que este, o de Amar até os nossos inimigos! E que Deus conforte, dê abundante paz, consolo e graça a Srª  Maria Nice. É a minha oração.

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Arte de Chocar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Tô perdendo a vida. Tô gastando o corpo. Tô doando o sangue...

Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos, por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês. Colossenses 1:3-5

Não sei como você é, mas eis um pouco de mim pra vocês que não me conhecem (as vezes nem mesmo eu sei quem sou) mas eis algo que já entendi sobre mim (com a ajuda de minha preciosa esposa): Eu só faço aquilo que quero fazer. Não adianta me pressionar, tentar me convencer, ou me empurrar. Meu coração se apaixona e eu simplesmente salto das maiores alturas por causa de um desejo. Não faço aquilo que não estou apaixonado por fazer. Se faço algo é por que estou queimando de vontade de fazer isso. Isso pode ser perigoso. Meu coração é enganoso e por vezes me empurrou à coisas que feriram a Santidade de meu precioso Deus. Por outro lado, sou grato a Deus por me fazer desta forma. Isso me torna ousado, persistente e obstinado. O que isso tem haver com o texto? Meus irmãos, a graça de Deus me alcançou ainda muito novo. Aos 14 anos de idade eu já chorava de amor pelas escrituras. Eu tenho mais lembranças de estar abraçado com minha bíblia clamando para ser curado por ela, ensinado por ela e movido por ela do que lembranças de ter jogado algum vídeo game ou de jogar bola. Eu frequentei mais cultos e momentos de profunda adoração do que cinemas ou festas de 15 anos. Por sua Graça tenho crescido dentro dos limites preciosos do cristianismo. De modo que se eu pudesse tirar do meu passado toda relação com Cristo e seu evangelho, não sobrariam mais que poucas lembranças, fracos episódios e cenas minguadas de um passado sem sentido.

Neste texto de Paulo aos irmãos de Colossos ele afirma dar graças a Deus aos irmãos daquela região por sua FÉ e por causa do AMOR que eles alimentavam por todos os santos. O motivo supremo da alegria estava focado no fato de que os irmãos possuíam fé em Cristo Jesus, e por que demonstravam profundo amor aos santos da igreja. Hoje estamos vivendo dias de tanto entretenimento que não se encontra mais cristãos que possuam alguma FÉ. Se questionados acerca de sua fé, a maioria dos cristãos proporcionaria para Paulo profundo desgosto e jamais alegria ou razão para erguer louvores. Me dói tanto ver tanta gente e tão pouca fé. Tanta tecnologia nos locais de reunião dos santos, mas um assustador esvaziamento de FÉ no precioso Cristo Jesus e em seu poderoso evangelho. Tenho deixado que minha juventude se gaste para despertar em alguns Fé no Filho de Deus. Tenho me permitido perder a voz vez após vez com a expectativa de perceber algumas lágrimas arrependidas rolarem diante da cena do calvário, ou mesmo alguns fracos e trêmulos braços apertando suas bíblias contra seu peito com carinho. Desculpem meu desabafo, mas as vezes todo esforço e todos os gritos que ecoam do meu frágil e limitado corpo parecem alcançar tão pouco. Sei que o alcance e obra é de restrita submissão à vontade de Deus e de seu Espirito. É com eles, não comigo. Mas não posso deixar de comentar a tristeza que sinto por ser contado em uma geração de luzes e brilho. Vaidades e superficialidades. Por vezes desejei nascer em uma geração cinza porém verdadeira. Uma geração não tecnológica, porém corajosa e ousada o suficiente para olhar para si mesma. Paulo deixa claro que a FÉ e o amor dos irmãos florescera no meio dos Colossos por causa da “esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês”. Não há FÉ em Cristo. Nem amor pelos preciosos santos. Preferimos as celebridades e as figuras carnais do que admirar um homem anônimo porém piedoso. Preferimos manter nossos olhos seguindo passo a passo os pés de algum almofadinha irritantemente superficial do que observar o comportamento de santos responsáveis, humildes e amorosos com atenção. Meu Deus! Eu só posso ter nascido no tempo errado. A gente quer imitar o falso e despreza o verdadeiro. A gente quer ser igual aos ímpios e desprezamos a semelhança do santo piedoso. A gente quer mudar a cor do cabelo, a gente quer roupas que diminuam a realidade de nossa “feiura”. A gente se maquia pra tapar nossas “imperfeições” faciais (que na verdade são orgulho pois contam de onde viemos e o que já padecemos). Não há Fé, nem amor aos Santos porque não há ESPERANÇA NO TESOURO ETERNO RESERVADO NOS CÉUS. Uma vida focada no que é efêmero, passageiro e absolutamente sem valor eterno. Uma vida de absoluto desprezo do invisível e do eterno.

Não há esperança no porvir, porque o evangelho não chegou ate os nossos corações. Devemos ser bastante sinceros agora e confessar que o GOSPEL chegou ate nós. O glamour chegou ate nós. A religião com toda a sua podridão chegou ate nós. Mas Cristo e o seu evangelho não. Pelo menos não na “massa”. De fato Ele não esta parado. Seu evangelho não esta preso. Ele floresce sim ainda hoje. Mas não no meio do povão. Antes, ele é visto como uma pérola de muito valor enterrada quase que por completo no meio de um lamaçal terrível. Dói. Ver o evangelho de Cristo ser “confundido” com esta porcaria que a TV, as rádios e os artistas gospel insistem em nos apresentar, dói pra caramba.

Separei esse texto de Paulo pra lhe fazer refletir uma coisa: Será que olhando para o quadro geral do mundo cristão no Brasil hoje, Paulo poderia escrever: “Dou graças a Deus por saber de vossa fé... de vosso amor pelos santos (e desprezo pela impiedade)... de vê-los cheios de expectativas pelo porvir... por causa que o VERDADEIRO Evangelho chegou ate vocês.” ??? Será que essa gratidão poderia se relacionar com nosso Brasil? Avivamento um caramba! O evangelho esta ganhando o Brasil e a mídia esta se rendendo a ele, besteira!! Seja sincero. Seja verdadeiro. Esse texto nasceu quando percebi que meu coração se apaixonou pelo evangelho de Cristo. Faz muitos anos que queimo por causa de Cristo. Choro por causa de sua história cativante. Nada mudou. Eu tô nessa. Tô perdendo a vida. Tô gastando o corpo. Tô doando o sangue. As vezes quis correr da batalha. Me pergunto se vale a pena em certos momentos. Mas pra mim é “game-over”. Ele me quis e pronto.

Se você leu esse texto todo, peço a Deus que lhe conceda a graça de compreender o que estou clamando (mesmo estando absolutamente confuso acerca de qual é exatamente o proposito em me abrir dessa forma). Tenha Fé. Ame os santos. Concentre-se no porvir. Anuncie o Evangelho. Deus te abençoe.

***

O texto é de Marco Telles, ministro do Senhor que lidera a Comunidade CRER- Comunidade Reformada do Evangelho do Reino, assim como seu ministério de louvor e adoração através da música. Conhecer o Marco Telles foi uma dádiva de Deus para mim. E ler este texto foi como ouvi-lo pregar no púlpito, se dilacerando na presença do Pai e gritado para os seus ouvintes sobre as coisas invisíveis, de valor eterno e suficientes para todos nós!

Então Marco, pra mim também é "Game-over"!

Cristo em nós, a esperança da Glória!

Leia ainda [O BARULHO DO ROCK E O GRITO DE MARCO TELLES]

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fora do Sistema

[caption id="attachment_4236" align="aligncenter" width="640"]Fora do Sistema (1) “Somente os peixes mortos são levados pela correnteza.”[/caption]

A natureza é linda, sabemos disso, sentimos isso! Ao contempla-la nos maravilhamos e pensamos: “Como o Criador é soberano, como Ele é criativo e perfeito em sua obra”. Ao olharmos os animais vemos a relação que eles tem com eles mesmos e com o meio em que vivem. Se mais atentamente nos ativermos a esses detalhes podemos aprender, não sendo os primeiros a fazer isso. Davi e Salomão eram contempladores natos, tiraram exemplos valiosos olhando a criação.


Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Sl 42:1)


Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Pv 6:6-8)


E ainda hoje, podemos tirar lições preciosas da criação. Uma delas é com um peixe, o salmão. Esse “carinha”, uma vez por ano, sobe o mesmo rio em que nasceu para desovar, isso é chamado de piracema. Levam-se dias, o caminho não é seguro, seus predadores estão à margem do rio a espera do “banquete”. Mas eles não cogitam outro jeito, tem que subir o rio. Tudo lhes é contrário, a boca escancarada de um urso, a força das águas, a longa jornada. Tudo quer impedi-lo, mas ele prossegue e avança, contra correnteza. E consegue, perpetuando sua espécie.


Na vida cristã vivemos algo semelhante, lutamos contra a maré o tempo todo. Cristo nos chamou pra viver FORA DO SISTEMA! Que sistema? O sistema mundo, o conjunto de valores e crenças que divergem do que o Senhor planejou, de como Ele deseja que vivamos. Somos diferentes, não temos vidas normais, sabemos que esse não é nosso lugar. Nossa conduta não é pautada no senso comum, nossas regras nãos são impostas pela sociedade e não é a mídia que nos diz o que é certo ou errado. É a bíblia, ela que nos distingue, que nos separa, que nos santifica desse mundo caído. Jesus em sua oração sacerdotal pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17), sendo a palavra do Senhor a ferramenta de santificação do seu povo. Ser santo não é opção, não é uma alternativa, é uma ordem a quem foi escolhido por Deus: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". (I Pe 1:15-16). Então não temos outra opção, lutamos contra o sistema.


SUMO-JPN-PEOPLE-KONISHIKI-FILESPorém não é uma tarefa fácil, o Mestre falou que passaríamos por dificuldades, perseguições, que seriamos odiados. “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” (Jo 15:19). Entretanto, avançamos e prosseguimos. Ao conhecermos a ferramenta ela mesma nos dá o meio, a forma:


Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).


Não é apenas resistir, também é transformar e “subverter” o próprio sistema. Não tomar a forma, ser inconformado. Vivemos um liberalismo em nossos dias, uma pseudoliberdade que nos aprisiona como foi no livro de Galátas. Pecado agora tem outro nome passando a ser chamado de “normal”. Mas não foi pra isso que fomos chamados, somos sal e luz (Mt 5:13,14). A igreja é a luz do mundo, guia os homens nesse mar de trevas em que temos vivido. Somos também sal da terra, sendo uma de suas funções retardar o apodrecimento dessa humanidade cada vez mais corrupta. Enquanto o mundo propaga o ódio, pregamos o amor; enquanto o rancor encontra mais lugar nos corações, liberamos perdão; enquanto o mundo definha e morre exalamos vida. A igreja é a expressão visível do Deus invisível.


Ao lutarmos contra o sistema renovando nossas mentes com a única regra de fé e prática, que é a bíblia, conseguimos experimentar “... a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2). Viveremos em paz mesmo em guerra, sentiremos o agir do Senhor, seremos meio de graça para outros. E mesmo em momentos difíceis, que parece que seremos tragados, olhamos para o autor e consumador da nossa fé e ouvimos Dele: “Eu venci o mundo.” (Jo 16:33). E isso é nossa esperança certa, de que prosseguiremos pelo caminho estreito. Enquanto todos caminham pra uma direção, seguimos outra; enquanto todos buscam por prazer aqui, sabemos que o nosso sofrimento é peso de glória (II Co 4:17); enquanto o sistema cega e mata, somos a luz que se esforça pra tirar mais pessoas da escuridão; enquanto uns andam a passos largos pra morte, caminhamos para a vida eterna em Cristo Jesus.


Que o conhecimento do Deus Santo nos constranja a santidade e que nossa mente seja renovada por sua palavra. Que nossa luz brilhe mais e mais “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". (Mt 5:16). Porque viver é estar fora do sistema!


***


Texto de Isaque Pedro, mais um subversivo da UMP Guarabira.

sábado, 7 de setembro de 2013

O Senhor do Tempo


Mestre, me veja menino
Deixa-me correr com Teus pequeninos
Mestre, de rosto amigável, de sorriso largo, de sereno olhar
Eu fui a Ti criança e me recebeste de braços abertos
Que estranha distância agora
Senhor, lembra do menino que eu fui outrora

Mestre, lembro que eu buscava
E me derramava, choro adolescente
Lembro daquele caderno onde eu anotava minhas orações
Jovem busquei a Ti, o refúgio certo para um moço aflito
Que estranha distância agora
Senhor, lembra do rapaz que eu fui outrora

Mestre, estou bem mais velho
E o amor que eu tinha, onde foi parar?
Mestre, fala a esse homem, que se emocione, vá recomeçar
Faz-me correr e assim retornar ligeiro ao primeiro amor
Deixa-me ver novamente o meu nome
Escrito nas santas mãos do Senhor do Tempo

[O Senhor do Tempo - Stênio Március]

___
Há 16 anos atrás Deus me encontrou. Ali começava uma nova vida, ainda menino, 14 anos. Tantas noites lendo a Bíblia, ouvindo canções, e curtindo todos os êxtases  que a vida cristã em comunidade me presenteava. Não havia tantas confusões... Tudo parecia um reflexo da eternidade. Hoje, um pouco mais velho, já trazendo algumas marcas e feridas, penso, ás vezes até angustiado, sobre tudo que vivi - que tempos bons...


A canção de Stênio me remoeu a alma quando disse: "Mestre, estou bem mais velho, e o amor que eu tinha, onde foi parar"?


Só tenho algo a confessar: 'Mestre, me ajuda a te amar, porque sou fraco, pecador e dependente de Ti. Não te amar, me dói, me mata'.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tesouro em vaso de barro ou pirita em vaso de luxo?

trad2[4]


O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16): era assim que o apóstolo Paulo se referia ao evangelho, do qual dizia não se envergonhar. Contudo, o apóstolo sabia muito bem que, por causa da queda, o homem natural não daria ouvidos a coisas espirituais, pois elas de discernem espiritualmente (1Co 2.14) e que para os mortos espirituais a Palavra da cruz não passa de loucura (1Co 1.18). Conforme Paulo, como “na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação” (1Co 1.21 – NVI).


Em sua segunda epístola aos Coríntios o apóstolo enfatizou: “visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus” (2Co 4.1,2 – NVI). Ao pregar a Jesus Cristo, o Senhor, iria se cumprir o que Deus disse: “Das trevas resplandeça a luz, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6 – NVI). A conclusão de Paulo é extraordinária: “temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós” (2Co 4.7).


O método de Deus para a salvação é, e sempre foi, a fiel pregação da Palavra que, aplicada ao coração do pecador pelo Espírito de Deus, traz os eleitos à fé em Cristo Jesus e glorifica ao Deus que salva pecadores indignos. O alvo principal da evangelização é, portanto, a glória do Deus gracioso. Foi com essas convicções que Paulo pediu a ajuda da igreja de Roma para chegar à Espanha a fim de pregar o evangelho, visto não ter mais campo de trabalho na região em que estava (Rm 15.23-24).


Mesmo diante dessas verdades, temos testemunhado em nossos dias uma completa distorção do propósito primário da evangelização. Ela agora não prioriza a glória de Deus, mas busca, de toda forma, fazer com que o homem seja salvo. Tirando-se o Senhor do centro, perde-se a convicção de que a proclamação fiel da Escritura seja suficiente para o Senhor salvar a quem quer salvar e busca-se ser “mais eficaz” no chamado do pecador.


O resultado disso é uma mensagem antropocêntrica que visa a tornar o evangelho mais “palatável” ao pecador e que parte da falsa premissa de que o homem está interessado em Deus, mas somente a mensagem da Escritura não é suficiente para despertar nele o interesse pelo Senhor. O esforço, então, não é mais para se compreender o texto bíblico dentro do seu contexto, explicá-lo e aplicá-lo à vida dos homens, dependendo da ação do Espírito para convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. Longe disso! A maior concentração de forças está em produzir um ambiente agradável e descolado, um marketing que apela àquilo que o pecador acha que precisa e uma mensagem mais “contemporânea” baseada em poesias, filmes e músicas seculares, com umas poucas referências bíblicas e, é claro, com o devido cuidado de não falar diretamente sobre o pecado e a ira de Deus, assuntos tão “indigestos” e “desnecessários”.


Uma mensagem assim não é o evangelho, poder de Deus para a salvação do que crê e tesouro em vaso de barro, antes, assemelha-se mais à pirita ou, como é comumente chamada, “ouro de tolo”. Parece ter algum valor, mas é puro engano e, como não tem o poder para a salvação que é fruto da clara exposição da verdade (2Co 4.2), tem a oferecer somente entretenimento, resultado da ornamentação do vaso que passa a ser mais importante que o seu conteúdo. Uma mensagem assim, que coloca o homem no centro em detrimento de Deus, fatalmente se encaixa naquela categoria que Paulo chamou de “outro evangelho”.


Tesouro em vaso de barro ou “ouro de tolo” em vaso de luxo? O que você tem procurado apresentar ao homens?


Que o Senhor nos faça cada dia mais convictos da suficiência da mensagem do evangelho que aponta o pecado do homem, sua condenação e a providência do Deus gracioso, em Cristo Jesus, para a salvação de todo aquele que nele crê.


***


Fonte: Mente Cativa.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A NEGAÇÃO DO NEGAR-SE

humanismo-cristianismoDizia a todos:
Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue,
dia a dia tome sua cruz e siga-me
Lucas 9:23.


ImagemExiste uma lenda proveniente da Grécia antiga, sobre um oráculo, caracterizado por sua infalibilidade. Pessoas que exerciam autoridade naquele contexto, ou mesmo pessoas comuns, não tomavam decisões importantes sem antes consultá-lo. Toda a autoridade daquele oráculo se fundamentava e se sustentava na tradição sedimentada por séculos.


Dois episódios exemplificam a relação dos povos antigos com os oráculos. O primeiro, refere-se à batalha das Termópilas, na qual a guarda pessoal do rei Leônidas de Sparta, composta de trezentos bravos soldados, teve que resistir até à morte, trezentos mil soldados persas, comandados pelo terrível rei Xerxes – na Bíblia chamado de Rei Assuero (519 a.C. a 466 a.C.). Esta Batalha se deu após a desobediência do Rei Leônidas, uma vez que, o oráculo o havia aconselhado a não ir à guerra.


No segundo episódio, a lenda grega conta a história de um rei que, na iminência da guerra, recorreu ao oráculo, o qual lhe deu a seguinte resposta: “Irás voltarás não morrerás ali”. Tendo ouvido isto, o rei mobilizou o seu exército, foi, não voltou e morreu na batalha. Este acontecimento pôs em dúvida a confiabilidade e a infalibilidade do oráculo, bem como toda a tradição na qual se sustentava.


Diante de tal obstáculo, os sábios se reuniram, examinaram o caso, e chegaram à seguinte conclusão: o rei, devido o seu estado de apreensão, não prestou atenção à pontuação contida no enunciado. A frase não dizia: “ Irás voltarás não morrerás ali”. Mas sim, “Irás. Voltarás? Não, morrerás ali”. Deste modo, os sábios conseguiram manter intacta a credibilidade do oráculo, como também aquela tradição vigente no mundo helênico.


O que podemos perceber nesta pequena história é o esforço dos sábios do mundo em questão, para preservar a confiabilidade daquele oráculo. O objetivo era a preservação da ordem vigente e o curso natural daquela sociedade, pois questionar o veredicto do oráculo poderia causar desordem, lançando dúvidas sobre todas as decisões – passadas e futuras – o que poderia dar origem a uma crise institucional sem precedentes.


O homem, sua sabedoria e sua tradição constituíam os três pilares que sustentavam aquela sociedade. Olhando para o mundo atual, constatamos que pouco ou quase nada mudou. O homem moderno continua o seu esforço para salvaguardar conhecimentos destinados à manutenção do curso do mundo; continuam pretendendo conservar inabaláveis os fundamentos humanistas que orientam e moldam o pensamento do mundo, onde ele é o centro.


O Apóstolo Paulo, ao se dirigir aos irmãos de Colossos, os adverte contra o risco de fazer do Evangelho – a boa nova de Deus – algo passivamente conformado aos velhos rudimentos do mundo: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Colossenses 2:8.


Conformar o Evangelho ao sistema do mundo, significa transformá-lo numa religião na qual o homem é o centro e o agente – e não Cristo. Um Evangelho assimilado pelas práticas vigentes na cultura do mundo, pode convergir para três noções – igualmente falsas. A primeira é que, Deus avaliou mal o homem e o seu pecado. A segunda é que há a possibilidade do homem satisfazer a justiça divina sem a morte com Cristo e, a terceira, diz que o homem é capaz de servir a Deus, sem Cristo.


Mas, alguém poderia dizer: jamais algum cristão falaria tal coisa! Não existe qualquer tratado teológico que expresse categoricamente tal afirmação! Talvez não, mas deixando os tratados teológicos de lado, devemos dedicar especial atenção aos significados dissimulados nas entrelinhas de muitos sermões que são atualmente pronunciados nos púlpitos, bem como, nas práticas de boa parte da chamada “cristandade”. Veremos que as mensagens pregadas estão cada vez mais próximas, e sutilmente ajustadas ao curso deste mundo.


Quando tentamos sustentar nosso relacionamento com Deus, com nossos possíveis “acertos”, estamos, na verdade, nos autoafirmando enquanto velho homem. Quando negamos alguma prática pecaminosa na base do rigor ascético, e tomamos esse esforço pessoal como uma credencial para entrar com confiança na presença de Deus, isto é sinal de que, para nós, o pecado não é tão forte assim, e que somos capazes de vencê-lo. A esse respeito, a Escritura nos diz: “Pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Tampouco podeis vós fazer o bem acostumados que estais a fazer o mal. Jeremias 13:23.


Olhando para o texto de Lucas, Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me, percebemos que a sentença logo de início revela o caráter inovador do reino de Deus, no qual Cristo é a Rocha que sustenta todas as coisas por Sua Graça – contrastando com o sistema vigente no mundo.


Esta passagem nos mostra que o Deus todo poderoso se fez fraco para ouvir a vontade do fraco, quando diz: Se alguém quer vir após mim. Em um mundo onde o forte não abre mão do seu poder, a vontade do fraco é desprezada e, a vontade do forte é imposta. Por isso, as palavras de Jesus soam como subversivas e perigosas a quem quer manter a ordem do mundo tal como está.


Esta situação muito se agrava diante da condição trazida por Cristo àqueles que, de algum modo, expressam uma vontade positiva de segui-lo, negando-se a si mesmos. Negar a si mesmo significa ir contra a correnteza. Isso não faz sentido a um mundo completamente corrompido pelo pecado.


Neste mundo eu tenho que ser, e não deixar de ser. Tenho que me autoafirmar e não me negar. O negar-se acaba com as guerras, com a opressão, com a violência, com a desigualdade e com a competitividade, ou seja, acaba com a força propulsora do mundo. Você já imaginou um mundo onde ninguém quer ser mais do que o outro; cada um considerando o outro superior a si mesmo em pleno contentamento?


O negar-se é uma bomba para o mundo, pois todo o sistema que o sustenta seria reduzido a nada. É neste ponto que os sábios deste mundo entram em ação com suas acrobacias exegéticas, ou pela falta dela, tal como os sábios da Grécia antiga o fizeram. No que se refere à perspectiva da religião, usam de todos os artifícios possíveis para que o mundo, como sistema, não entre em colapso. Eles transformam o “negar a si mesmo”, na negação do negar-se, fazendo da auto-negação, um meio pelo qual possam se autoafirmar, assim com o fariseu no capítulo 18 de Lucas. Lançam mão da dialética da negativa do não ser, para se auto-afirmar enquanto ser.


Pois, ao dizer: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este cobrador de impostos. Lucas 18:11; ele, na verdade, está dizendo: eu sou especial e, em vez de negar a si mesmo ele se autoafirma. Quando ele se apresenta como diferente dos demais homens, quer afirmar a sua própria justiça e santidade, em vez de negá-la, assim como tudo o que lhe diz respeito. Ao contrário do fariseu, Paulo admite: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum, e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem”Romanos 7: 8.


Ao pretendermos fazer do Evangelho um meio de nos autoafirmar e de nos diferenciar dos demais, estamos dizendo um NÃO ao chamado de Cristo para sermos seus discípulos, pois Ele diz: se alguém quer ser meu discípulo, a si mesmo se negue. Isto significa recusar a Cruz que é diária e, andar no sentido contrário ao Senhor Jesus, ainda que possamos dizer: jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto tenho.


A verdade que queremos mostrar é que, para a nova criatura é impossível viver ou fazer qualquer coisa, a não ser em comunhão com o Cristo morto e ressurreto, e isto se expressa na dependência total da manifestação da vida de Cristo nele, o que elemina toda e qualquer jactância: Sem mim nada podeis fazer. João 15:5. Viver de modo diferente é invalidar a novidade do Evangelho, conformando-o ao sistema velho do mundo, onde o homem é o agente e por isso pode se vangloriar.


Com isto, a religião torna-se uma espécie de saída honrosa, porém inútil, para o homem no pecado. Que não admite negar a si mesmo e nem a solução proposta por Deus na cruz do calvário. E por mais paradoxal que isto pareça, buscam na pregação baseada neste texto de Lucas 9:23, a autoafirmação do homem, mantendo assim, o pecado e os velhos rudimentos do mundo intactos.


Isto só é possível quando negamos o veredicto da Palavra que diz: a alma que pecar esta morrerá. Ezequiel 18:4. O velho homem se desespera diante da imutável Palavra de Deus por não admitir que para ele existe somente uma solução: morrer. Não consegue negar-se e abandonar-se à morte, mas tenta desesperadamente firmar-se na “possibilidade” de satisfazer a santidade e a justiça de Deus em si mesmo.


Se essa possibilidade existisse no próprio homem, o sacrifício de Jesus Cristo seria desnecessário. Aliás, seria uma incoerência divina diante da Sua própria essência amorosa, expor Jesus ao Massacre da Cruz, se o homem pudesse por si mesmo libertar-se do pecado e da morte. Em outras palavras, se o homem pudesse negar a si mesmo,


“Mas longe de mim esteja gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.
Gálatas 6:14.

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Fonte: Graça Bruta via Único Filho.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mendigo que emocionou ao cantar em igreja grava CD e vídeo clipe

mendigo
Em janeiro deste ano um vídeo com um morador de rua cantando dentro de uma igreja fez muito sucesso chegando a quase 1 milhão de acessos em menos de uma semana.


Antenorgenes Silva Fernandes, o mendigo que aparece cantando a música de William Nascimento, conta que foi morar nas ruas da cidade mineira de Santos Dumont após a morte do seu pai, se tornando um usuário de drogas.


“Eu dormia na rodoviária e teve um dia que até tentaram tocar fogo em mim lá”, disse ele em uma reportagem. Sua vida começou a mudar no dia que ele aceitou participar de um culto.


Foi ali que ele conversou com o pastor e falou que sabia cantar músicas evangélicas. O pastor gravou o vídeo e postou na internet.


Os fiéis da igreja se tornaram amigos de Antenorgenes que hoje mora com uma família que aceitou acolhê-lo. Hoje o ex-mendigo conseguiu gravar um CD e até mesmo um vídeo clipe com a música “Um Milagre em Jericó”.


[Fonte: Gospel Prime]


Assista os dois vídeos, antes e depois:






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Foi impossível não se emocionar ao assistir o vídeo do Antenorgenes quando ainda mendigo. Fica a nossa oração para que o irmão possa viver na dependência de nosso Senhor Jesus, sabendo que, mais importante do que ele ter encontrado a dignidade e gravado um CD, é ele ter recebido a Graça da Salvação eterna.


Antognoni Misael.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Granja do Hillsong": alta produção em terra tupiniquin

granja-animais-aves-morremNão venho aqui desmerecer o Ministério do Hillsong. Acredito na relevância deste grupo. Pelo pouco que sei e li, aqueles irmãos têm feito um trabalho piedoso e cristão naquele país, Austrália; além disso, já li informações de que a Darlene Zschech, principal ministra de louvor, é uma serva humilde, sincera, e com uma boa formação bíblica. (indico o post do Nelson Bomilcar sobre a Darlene e Adoração Extravagante)


O Hillsong não é o problema da questão, até por que eu os ouço e conheço muitas de suas canções... O que venho comentar nesta minha breve análise é a infeliz proliferação de ‘grupos de louvor’ e bandas que são verdadeiros clones (mal feitos) dos autralianos.


Em uma de suas canções João Alexandre escreveu: “(...) e mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar” [É proibido Pensar]. Falando-se do Hillsong, eu tenho minhas dúvidas - será que eles realmente querem nos "escravizar" ou cercear? Recentemente, em um culto na Igreja Batista de Campina Grande-PB, o próprio João Alexandre comentou sobre a escola de música da Hillsong na Austrália, e disse que um amigo próximo lhe revelou sobre o apreço que os cristãos australianos têm com a nossa música: “sabe o que eles estudam lá nas aulas de harmonia? – Garota de Ipanema! (Bossa Nova)”, disse o João na palestra. Já o Pr. Nelson Bomilcar, em um Congresso de Adoração (2008 em Pau D’alho-PE) comentou sobre a Darlene: esta em uma de suas vindas ao Brasil teria ficado encantada com a diversidade musical e questionado sobre o porquê de não haver tanta ênfase aos nossos sons dentro de nossas igrejas. No mínimo, estranho! Por estas e outras, não acredito que o Hillsong goste de ser (mal)“clonado”.


Entristece-me visitar as muitas igrejas e encontrar centenas de cópias do “Hillsong” cantando louvores distorcidos, com frases mal traduzidas, musicalidade viciada e ministros despreocupados com a naturalidade na adoração. Muitas das vezes a performance, as roupas, a guitarra quase ao chão, são esteticamente a forma convencional de tentar serem “compreendidos” e aceitos. Além do mais, há uma injustificável desculpa de muitos ‘ministros’ que afirmam que tocar estilo A ou B na igreja não faz sentido porque esta não “gosta” de tal modelo de canção por não conhecer; já outros músicos dizem que o rock estilo Hillsong é muito fácil, prático e de refrão de rápida assimilação. Corro o risco de pecar em dizer isto, mas às vezes penso que há muita preguiça nessa garotada nova, que não separa nem um pouco de tempo pra estudar mais que quatro tipos de acordes, ou ouvir música para além das rádios desse mundo gospel.


Todos que acompanham o grupo Diante do Trono sabem da grande influência do Hillsong no ministério deles. Pois então... nos últimos anos é notória a mudança no formato musical do DT na tentativa de ser uma espécie de filial Hillsong tupiniquin – deixaram para trás aquelas dezenas de musicistas, os metais, os corais, etc. e tal. Está evidente que as texturas das canções do DT seguem as dos Hillsong, sem falar nas tantas canções traduzidas.


Tudo isto não é muito legal. Nessa “granja” australiana em solo brasileiro, não param de nascer “pintinhos” que desejam pular como “cangurus”!


Ponho-me a propor: vamos equilibrar mais a coisa, concordam? Precisamos de uma geração mais ousada, que ame a criatividade, que busque a identidade própria, que se libertem do julgo do modismo; precisamos de músicos que gostem do estudo musical, que se esmerem no instrumento, que abandonem o vício de canções de quatro acordes, que fujam do popular comercial e amem o conteúdo bíblico junto com a contextualização; precisamos de ministros que temam a Deus e não se prendam em querer parecer com a Darlene, Valadões ou algo do tipo. Sejam vocês mesmos! Orem como quem ora no quarto secreto! Cantem como se Deus fosse o seu principal público (como se deve ser), pois tudo é para ELE. Façamos a adoração sem a obrigatoriedade da falsa performance, do contrário, nos derramemos na presença dEle sem que se necessite de aceitação de grupos, líderes ou público. Que o Hillsong seja apenas mais uma das tantas referências musicais na Eclésia! Quando Cristo é o nosso desejo de semelhança, cai-se ao chão a necessidade de se parecer com o "astro" fulano, ou cicrano.


Não podemos dar as costas para a imensa diversidade musical que Deus nos agraciou. Quantas nações queriam ter o privilégio dessa enorme diversidade musical? Falando-se em música cristã, não quero ter a triste infelicidade de constatar que a maioria de nossos “franguinhos” ainda prefere ser subdesenvolvido!


***


Arte de Chocar, com ironia, mas sem perder a ternura.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tem remédio pra mim?

Remédio da Cruz3...noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más,
agora, contudo vos reconciliou no corpo da sua carne,
pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,
se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes
da esperança do evangelho que tendes ouvido,o qual foi pregado a toda criatura
que há debaixo do céu...”
Colossenses 1:21 a 23


Uma única coisa nos separa de DEUS, o pecado, e quando falamos pecado, podemos codificar as seguintes tendências: Orgulho, Altivez, Independência, Rebeldia, Autossuficiência, Soberba, Arrogância, Senso de Importância e por ai a fora.


“Eis aqui, o que tão-somente achei:
que Deus fez ao homem reto,
porém eles buscaram muitas astúcias.”
Eclesiastes 7 : 29


O Homem foi criado reto, porém intrometeu-se onde não devia.Como isso, temos uma infinidade de doenças emocionais e são elas hoje que tem provocado a pluralidade de religiões que temos visto. As religiões se multiplicam hoje conforme o número de pessoas, como se num futuro próximo teríamos cada homem com sua religião própria, isso por conta da vaidade e do senso de importância que temos com nós mesmos, pois a teomania adâmica exige culto a si mesmo e ninguém quer se submeter verdadeiramente ao que diz a Palavra de CRISTO.


“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas;
cada um se desviava pelo seu caminho;
mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
Isaías 53 : 6


Essa disposição de “faço que eu bem entendo, pois sou dono do meu nariz” é o fundamento essencial do pecado, e sua matriz é satânica. Essa conversa de dizer que eu sou dono da minha vida é o alicerce do pecado que produz essa profunda ruptura com DEUS e esse sentimento tem imperado em nossa sociedade através do estímulo de “faça o que tu queres” – “tu estas feliz? Isso é o que importa” Já perceberam essa tendência?


Desde de Caim, que criou o 1° modelo de religião, até os dias de hoje, nos temos uma variedade de religiões, que são tantas as pessoas que estão as religiões, aliás isso começou já com o pai dele, Adão na tentativa de cobrir seu pecado como se ao homem fosse possível tal solução. Essa é a tendência de humana de dizer que PODE chegar até DEUS por seus atos e méritos, só que tal tendência EXCLUI totalmente a obra de CRISTO na CRUZ, portanto ANTICRISTã.


Mas o que nos disse JESUS?
Eu sou o Caminho...
Ninguém vem ao PAI senão por MIM!!!


Costumo lançar a ideia (hipotética) de se realizar uma pesquisa de rua na qual teríamos duas perguntas:
Você crê em DEUS? Um número maioral e expressivo taxativamente dirá SIM!
Mas se mudarmos a pergunta para:
E CRISTO é DEUS? Com toda a certeza o percentual positivo seria bem menor e deixará de ser maioria.
Qualquer pessoa crê nessa forma genérica de dizer “deus”, pois isso é SUA PROJEÇÃO de um deus que ele mesmo criou. É um deus criando a imagem e semelhança do homem, pois quem chama a Deus, sem Jesus Cristo, chama a qualquer coisa, menos ao Todo-poderoso, pois só podemos chegar a DEUS por meio de CRISTO.


A humanidade é inimiga de DEUS, ela foi separada, por isso que antes de se conhecer a Cristo a palavra de DEUS é uma coisa pesada e chata, temos aversão natural, pois sem a obra de CRISTO na cruz trilhar o que nos propõe a palavra é extremamente penoso e cansativo.


Mas a palavra proclama que seus mandamentos não são penosos para seus filhos, pois filhos passaram pela experiência da morte na cruz e deixaram de ser inimigos e nela tem todo o prazer.


Por isso às vezes eu vejo algumas pessoas falarem que ler a palavra dá sono ou que não gosta de ouvir uma reflexão, ai esta o sintoma da doença chamada INIQUIDADE, porque ainda não tiveram uma real experiência de morte e regeneração, não foram tornados cidadãos celestiais, pois as coisas do mundo ainda lhes atraem, ainda não tiveram sua filiação trocada, ainda são filhos do diabo.


“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus,
assim Deus os entregou a um sentimento perverso,
para fazerem coisas que não convêm;”
Romanos 1 : 28


Então quando eu olho pra mim mesmo e vejo a porcaria que sou e em contrapartida vejo encontro um DEUS todo poderoso que é a bondade plena, eu fico estarrecido e entro em um estado indescritível ao pensar que esse mesmo DEUS se entregou por um cara que nem eu??? Como pode isso???


Assim a atração fica irresistível é impossível que eu negue a minha vida em troca da SUA vida, ao contemplarmos a CRISTO imediatamente o seu ESPÍRITO SANTO me compele a dizer: Toma, sou teu e nada mais quero saber de minha vida, quero a TUA em mim.


Deixemos ABBA recuperar o que se estragou, despreze sua vida e entregue-se a CRISTO, creia em sua morte juntamente com CRISTO e ELE mesmo te dará a conquista da regeneração, do teu NOVO NASCIMENTO.


Graça e Paz.


***

João Bosco é servo de Jesus  e amante da Graça de Deus. Escreve no blog Filho Único, novo parceiro do Arte de Chocar.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Papa Francisco ignora a Cruz e “cria” outro caminho para a Salvação

VATICAN-POPE-AUDIENCETexto Original: Papa Francisco: “Todos os que fazem o bem são redimidos, até os ateus”


O papa Francisco balançou algumas mentes religiosas e ateístas ao declarar que todos foram redimidos através de Jesus, incluindo ateus.


Durante sua homilia na Missa de quarta-feira (22) em Roma, ele enfatizou a importância de “fazer o bem” como um princípio que une toda a humanidade, e uma “cultura de encontro” para apoiar a paz.


Usando um texto do evangelho de Marcos, o papa explicou como os discípulos de Jesus ficaram desapontados quando alguém fora de seu grupo estava fazendo o bem, de acordo com relatório da rádio do Vaticano.


“Eles reclamam”, disse o papa em sua homilia, porque dizem: “Se ele não é um de nós, não pode fazer o bem. Se não é do nosso grupo, não pode fazer o bem.” E Jesus os corrige: “Não o proíbam, deixem-no fazer o bem”. Os discípulos, explica o papa, “eram um pouco intolerantes”, ensimesmados na ideia de possuírem a verdade, convictos de que “aqueles que não têm a verdade não podem fazer o bem”. Isso estava errado… Jesus amplia o horizonte. Segundo o papa, “a raiz da possibilidade de fazer o bem – que todos nós temos – é a criação”.


O papa Francisco disse ainda mais em seu sermão:


“O Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, e todos somos imagem do Senhor, e ele faz o bem e nos deu a todos esse mandamento em nossos corações: façam o bem e não o mal. Todos”. “Mas, padre, isso não é católico! Ele não pode fazer o bem.” Sim, ele pode. O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! “Padre… os ateus também? Mesmo os ateus?” Todos! Devemos encontrar-nos fazendo o bem uns aos outros. “Mas eu sou um ateu, padre. Eu não acredito…” “Faça o bem: nos encontraremos lá.”


Respondendo à homilia do líder da igreja católica romana, o padre James Martin, S.J. escreveu em um e-mail ao The Huffington Post:


“O papa Francisco diz, mais claro que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. Você pode ver Paulo dizendo isso na primeira carta a Timóteo, ao afirmar que Jesus deu-se a si mesmo como uma “redenção por todos”. No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias.”


É claro, nem todos os cristãos acreditam que os não-crentes serão redimidos, e as palavras do papa podem rememorar as profundas divisões da reforma protestante sobre a crença na salvação pela graça, em oposto a salvação pelas obras.


O comentário do papa também atingiu um recorde no Reddit, onde já é a segunda notícia mais compartilhada.


Publicado originalmente no Huffington Post, Via Pavablog, tradução: Walter Cruz


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Nota do Blogueiro: Quando digo que o Papa Francisco ignora a Cruz e “cria” outro caminho para a Salvação, estou apenas ratificando a crença do sumo pontífice que enfatiza: “Faça o bem: nos encontraremos lá.”


Jesus Cristo foi claro a respeito da vida eterna.


"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (João 11:25-26)


Mateus 7:14 diz claramente: "E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem."


Lembre-se também que “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1Jo 5:12 BRP).


"Quem crê nEle não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" (João 3:18).


Quando o papa fala sobre fazer o bem, é bom lembrarmos que não há quem queira o bem (Rm 3:10) e quem o faça por mérito próprio, pois nossa justiça é como um trapo de imundície diante de Deus (Is 64:6), sendo assim nossas próprias ações de bondade jamais nos salvarão - elas devem ser fruto do Amor de Deus em nós. O que nos resta compreender sobre a bondade humana em atos sociais, morais e culturais, está apenas relacionado a Graça Comum de Deus, que ainda limita a maldade e rege a humanidade concedendo a ímpios determinadas dádivas para o convívio humano, contudo neste caso, tal graça não serve para salvação eterna. Esta apresenta-se taxativamente na Bíblia como só em Cristo Jesus!


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Antognoni Misael, editor do AC.

sábado, 18 de maio de 2013

ALGUNS PRINCÍPIOS CRISTÃOS SOBRE O LAZER E ENTRETENIMENTO

[caption id="attachment_3387" align="aligncenter" width="639"]entretenimento Esta imagem não está contida no texto original. Adicionada pelo Arte de Chocar.[/caption]

Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:


“Queridos,


Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.


1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.


2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.


3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.


4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.


5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.


Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.


Um abraço,
Pr. Augustus".


[Augustus Nicodemus, via Facebook]


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Este vídeo com música de João Alexandre (Canção "Feliz da Vida") é um ótimo complemento para o texto.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Não precisamos ser muitos, precisamos fazer a diferença

NãoO cristianismo teve origem em Jerusalém , tomou o Oriente Médio, espalhou-se pela Europa com a reforma protestante, atravessou o oceano chegando a América inicialmente pelos Estados Unidos e tem se expandido pela América Latina, por sinal, tem “bombado” no Brasil nas duas últimas décadas. Será então que um dia os evangélicos serão maioria?


Bom seria que todos os que se encontram frequentadores assíduos de uma igreja fossem salvos; redimidos e lavados com o sangue do Cordeiro, porém está escrito:


Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
Mateus 7:18-23


Quantidade não é sinônimo de vantagem e nem sempre faz bem. Li uma reportagem que tinha por título: “A maior nação cristã do mundo” está cada vez menos cristã. Tratava-se dos EUA. A reportagem foi ridícula, mas esse título chamou minha atenção por falar de algo que analiso há muitos anos, comecei a atentar para filmes americanos e vi como era comum ver pastores e igrejas evangélicas em suas cenas. Fiquei admirada, deslumbrada com a “vida boa” desses cristãos.


“Que beleeeza!! Um lugar onde ser cristão é normal!”


Normal até demais, assemelhando-se ao mundo e aí está o problema, ser cristão é exatamente o contrário, é fazer a diferença! Percebi com isso que lá é comum ser “cristão” como aqui é comum ser Católico (predominância religiosa no Brasil). A pessoa é “de nascença”, mas alguns morrem sem saber de que se trata a fé que diziam professar. Resultado: Uma grande QUANTIDADE de “cristãos” são pessoas conformadas com este mundo.


Não importa a quantidade de cristãos que há na igreja, importa que você como membro do corpo de Cristo seja a diferença no mundo, seja sal dessa terra.


Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Mateus 5:11-13


Agora me deixa tentar entender, você não precisa se preocupar com a quantidade, certo?! Em contrapartida você precisa fazer diferença, ok?! É, acho que entendi, você não se preocupa com a quantidade, mas você se importa com as vidas e por isso faz a diferença fazendo o que lhe cabe como verdadeiro cristão, anunciando Cristo às nações, sabendo que aqueles a quem Deus escolheu se achegaram ao seu povo, não é isso?! Glória a Deus!


[A Bíblia nunca afirmou que seriamos maioria, mas afirmou que o cristianismo iria se expandir e todas as raças, tribos, povos e nações iriam ser alcançados, mas isto significa representatividade e não totalidade. Ainda que desejemos que todos sejam alcançados.]


Missionário Ericon Fábio em debate sobre o tema.


Você viu que a pergunta inicial perdeu o sentido? Que importa se os que lotam as igrejas serão um dia maioria da população mundial? Importa que a quantos Deus elegeu seja levada a mensagem de salvação, façamos a nossa parte, anunciemos a Cristo e Sua cruz.


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Texto de Karlla Christina, direto da UMP da Quarta.

sábado, 2 de março de 2013

Dizer no que você crê é mais claro que dizer “calvinista”

CalvinoNós somos cristãos. Seres radicais, de sangue puro, saturados de Bíblia, exaltadores de Cristo e centrados em Deus. Nós avançamos com missões, ganhamos almas, amamos a igreja, buscamos a santidade e saboreamos a soberania. Somos completamente embriagados pela graça, quebrantados de coração e felizes seguidores do Cristo onipotente crucificado. Pelo menos esse é o nosso compromisso imperfeito.


Em outras palavras, somos calvinistas, mas esse rótulo não é nem um pouco útil para dizer às pessoas no que você realmente acredita! Então esqueça o rótulo, se isso ajudar, e diga a elas claramente, sem evasivas e sem ambiguidade, o que você acredita a respeito da salvação.


Se eles disserem “Você é um calvinista?” diga “Você decide. É nisso aqui que eu creio…”


Eu creio que sou tão espiritualmente corrupto e orgulhoso e rebelde que eu nunca teria vindo à fé em Jesus sem a misericordiosa e soberana vitória de Deus sobre os últimos vestígios da minha rebelião. (1 Coríntios 2:14; Efésios 3:1-4; Romanos 8:7)


Eu creio que Deus me escolheu antes da fundação do mundo para ser seu filho, sem basear essa escolha em nada que pudesse haver em mim no presente ou no futuro. (Efésios 1:4-6; Atos 13:48; Romanos 8:29-30; Romanos 11:5-7)


Creio que Cristo morreu como um substituto dos pecadores para, de boa fé, oferecer salvação a todas as pessoas. Creio que ele teve um plano invencível em sua morte para obter sua noiva escolhida, a saber, a assembléia de todos os crentes, cujos nomes foram eternamente escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto. (João 3:16; João 10:15; Efésios 5:25; Apocalipse 13:8)


Quando eu estava morto em minhas transgressões, e cego para a beleza de Cristo, Deus me tornou vivo, abriu os olhos do meu coração, me deu a capacidade de crer e me uniu a Jesus, com todos os benefícios do perdão e da justificação e da vida eterna (Efésios 2:4-5; 2 Coríntios 4:6; Filipenses 2:29; Efésios 2:8-9; Atos 16:14; Efésios 1:7; Filipenses 3:9)


Estou eternamente seguro não por causa de qualquer coisa que eu tenha feito no passado, mas decisivamente porque Deus é fiel para completar a obra que ele começou – sustentar minha fé e me manter longe da apostasia, e me afastar do pecado que leva à morte (1 Coríntios 1:8-9; 1 Tessalonicenses 5:23-24; Filipenses 1:6; 1 Pedro 1:5; Judas 25; João 10:28-29; 1 João 5:16)


Chame do jeito que você quiser, isso é minha vida. Eu acredito nisso porque eu vejo isso na Bíblia. E porque eu experimentei isso. Louvor eterno à grandeza da glória da graça de Deus!
Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Original aqui.


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Intercâmbio feito por Ruan Medeiros via UMP da Quarta.

sábado, 12 de janeiro de 2013

A ruína que se acha "CASA", canta Palavrantiga e pensa ser Luz

casaUma música muito tocada recentemente nos ajuntamentos comunitários é a canção “Casa”, da banda Palavrantiga. Ela diz que somos “casa”, lugar de Deus, também diz estamos em obra, e que só um dia alcançaremos a perfeição.


É bem verdade que jamais seremos perfeitos neste mundo. Somos obra inacabada e que apesar de refeita por Deus, ainda precisa dia a dia de reparos e cuidados. Entretanto, na condição de nascido de novo, creio que há mudanças indispensáveis, que de fato determinam quem somos: se somos luz, ou trevas, casa ou uma velha ruína. Diga-me: que sentido faz sermos uma casa sem iluminação?


Acontece que muitos, mas muitos mesmo, que se dizem filhos de Deus, nascidos de novo, raça eleita, portadores do Espírito Santo, Luz do mundo, ainda não compreenderam coisas simples, mas tão simples, e que dispensam qualquer estudo teológico recheado de exegese, hermenêutica ou algo do tipo. Para ser luz, não precisa de tanta conjectura. Veja só:


Em Mt 6:22-23, Cristo disse: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas”.


Pessoal, não duvido que seja raro encontrar gente cheia de trevas se achando ser luz.


Lamento por perceber uma multidão de súditos, que se dizem entendedores da Graça de Deus, que se esmeram no estudo bíblico para exibirem seus dotes teológicos, que fazem front ao evangelho equivocado, mas que, infelizmente, no teste do cotidiano, se mostram pessoas de difícil convivência, que destilam seu veneno de prepotência, intolerância, que fazem de seus álibis a detenção de uma Verdade discursiva, apenas. Gente que não sabe diferenciar ideias de pessoas, divergências de convivência. Gente que só no olhar não transmite um pingo de paz, amor e graça.


Este tal "cristão" que comento é aquele tipo de “casa” que tem como manutenção de si as desgraças alheias. É gente que geralmente vibra diante das fraquezas do próximo e justifica seus deslizes nas falhas de outros que chama de irmãos. Gente que se faz de forte, mas na hora do “vamo ver” abandona a cruz. Este é o tipo de “casa” que sabe que vive num local de esgoto, mas se imagina num jardim perfumado.


Fico triste em notar que este tipo de gente traz em si a “marca da Lei”, que é um exímio observador, mas, infelizmente, torna-se um amplificador dos erros. É o portador do semblante reprovador, condenador.


Agora, o mais lamentável de tudo isso, é que neste texto, não me refiro àqueles falsos mestres, que tanto alertamos e combatemos, mas de gente “dentro”, que por fora é até um apresentável “cristão”, mas que no conjunto da obra, ainda é uma ‘ruína velha’ e que necessita de uma grande reforma. O que falta então? Simples, novas janelas para casa e uma boa iluminação.


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Arte de Chocar