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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A arrogância do religioso e a humildade do pecador

Por Antognoni Misael

Os que se consideram “justos” olham o pecador de cima pra baixo; eles fazem questão de publicar as suas virtudes, méritos e conquistas; eles são obcecados em afirmar as suas diferenças para com os pecadores a fim de sugerir que eles, por serem “justos”, são os melhores.

Analisem Jesus, vejam que Ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da Lei – da boca pra fora. Se havia naquela época uma “capa religiosa” que só de olhar já se media o nível de espiritualidade do fiel, não tenho a menor dúvida de que Jesus não a usou.

Ao ler os Evangelhos, perceba que a autoridade dEle era recheada de legitimidade e adornada pela humildade, aquela mais completa possível ... a do Verbo que se fez gente da gente, simples, comum e que sabia lidar com as intenções do homem. Observe como Ele andou, por onde andou, com quem andou, como tratou gente simples, e como Ele lidou com os “doutores da lei".

Amigo leitor, você há de concordar comigo: Jesus não usou sua autoridade pra “colocar Anel no dedo”, um “paletó intimidador”, nem ao menos se apressou em procurar uma expressão de tratamento especial antes do seu próprio nome, tipo: Apóstolo, Bispo, Evangelista ou Pastor (não que isso seja errado, a saber, que há uma funcionalidade para a igreja sim!).

Aonde quero chegar é que o verdadeiro discípulo de Jesus não se considera um “justo” e sim justificado (pela fé que é dádiva de Deus), ele olha para o seu semelhante olho no olho, nem por cima, nem por baixo. Ele na verdade sabe que tornou a ser o que hoje é, por pura Graça de Deus.

Por que fui tão sucinto e direto nessa questão? Simples, porque a grande parte dos cristãos (das mais variadas vertentes religiosas) infelizmente, por estarem sendo mal nutridos teologicamente, parece desconhecer absolutamente a doutrina da Depravação total e da Redenção em Cristo por pura Graça. Eles se acham justos aos olhos de Deus e o pior, acham que sustentam a  salvação através de suas obras e conduta - estas não são elementos de conquistas espirituais, e sim consequências naturais do justificado .

Por isso amiguinho, não queira ser "o diferente", queira ser relevante! O mundo já tá cheio de diferença. 

DICA #1: Esqueça a capa religiosa, desça do salto e faça como o Cristo que saiu do seu lugar de glória!

DICA #2: Pare de construir o seu telhado de justiça... porque um dia a casa cai.

DICA #3 Anseie que os homens vejam Cristo em você, e não um "justo"religioso, vaidoso e legalista.

Por fim, há dois tipos de pecadores: os "pecadores que sabem que são pecadores", e "pecadores que pensam que são justos" (vide Ed René Kvit)

Eu sou o primeiro, e você?

Sola Gratia.

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Antognoni Misael

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Música e religião na era do pop

livro joezerO gospel é um dos fenômenos culturais mais significativos do início do século XXI. Além de constituir-se em guarda-chuva, que abriga quase todo estilo musical utilizado pelos evangélicos brasileiros, o gospel também representa novas atitudes e posturas evangélicas.


Mais do que música, o gospel passou a ser um modo de produção. O cantor gospel, que alguns chamam de levita ou adorador, tem se tornado não apenas o intérprete musical da mensagem cristã, mas também passou a ser considerado um multiplicador econômico de objetos, acessórios, roupas e eventos.


Em nossa época de entretenimento em escala industrial, a fé é um show e a religião-espetáculo não abdica da música. Nos tempos do triunfo do pop, a música gospel no Brasil demonstra uma forte interação com o mercado da música popular.


Se a mentalidade religiosa ocidental mudou e a fé ajuda a alavancar o consumo, como isso repercute na prática musical dos cristãos? Essa relação entre o gospel e o pop se dá somente no campo da letra e do estilo da canção ou também está nas estratégias de marketing e na performance dos cantores gospel? Afinal, o gospel é pop?


Foi com essas observações e perguntas na cabeça que escrevi o livro "Música e Religião na Era do Pop" (Ed. Appris). No primeiro capítulo - “Cultura pós-moderna e religião”, demonstro como as características da pós-modernidade podem explicar as novas demandas de consumo e as expectativas religiosas dos evangélicos.


No capítulo seguinte, “Os novos evangélicos: modos, mídias e músicas”, focalizo as atividades de mercado e o crescimento midiático das denominações neopentecostais (Igreja Universal, Internacional da Graça de Deus, Renascer, Sara Nossa Terra, Bola de Neve, entre outras).


No capítulo “O gospel é pop?” recupero a trajetória do gospel desde seu surgimento nos Estados Unidos até seu estágio moderno de interação entre a unção religiosa e a bênção do pop.


Em “O evangelho segundo o gospel” faço uma análise da carreira da cantora e pastora Aline Barros, estudando detalhadamente suas canções, sua performance cênica e vocal e também a publicidade comercial das empresas que usam sua trilha sonora de louvor, milagres e curas.


No capítulo “Música para diversão e salvação” abordo estilos musicais que já foram marginalizados, inclusive pela mídia secular, e recentemente foram adotados em produções musicais do gospel no Brasil, como o axé, o funk e o hip hop.


No último capítulo, “O futuro da música gospel”, falo também sobre o futuro do gospel no Brasil e menciono a existência do coro dos contrários, que não participa do cordão da euforia econômico-musical do gospel e tem restrições quanto à combinação de comércio e teologia no mundo da música cristã.


Com esse livro, desejo contribuir para a pesquisa sobre a temática da música cristã praticada no Brasil. Gostaria que os leitores notassem os mecanismos de mercantilização da religião e da música religiosa e também compreendessem o caráter historicamente dinâmico e flexível da música no Cristianismo.


Serviço: o livro “Música e religião na era do pop” pode ser adquirido pelos sites da Editora Appris ou das livrarias Saraiva e Cultura.


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Joêzer Mendonça é doutor em Musicologia e professor de História da Música na PUCPR. No blog Nota na Pauta escreve sobre arte, mídia e religião.


Fonte: Cristianismo Criativo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Padre Fábio de Melo critica idolatria a Maria e a religiosidade #OUTSIDE

Esta semana o Padre Fábio de Melo foi notícia no tablóides de religião por ter se expressado positivamente a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo no Programa Alta Horas. Hoje o assunto foi outro. O padre em um trecho de uma de suas exortações, veiculada pelo youtube,  prega sobre a centralidade de Cristo no culto, critica a religiosidade superficial dos fiéis romanos e coloca Maria no seu devido lugar destituindo a sua função de mediadora. Legal isso né? Porém, ao mesmo tempo, esquisito!! Ouvir isso de um sacerdote católico foi um "out side" na tradiçao católica romana, ou musicalmente falando, UM "JAZZ RELIGIOSO", onde harmonias tensas, modais, momentaneamente saram como se fossem outra música.


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Arte de Chocar.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Cansei de ser Crente ou, "Não basta de Ser Crente"

Por Antognoni Misael

Em 1984 o visionário José Carlos, já subversivo a religiosidade escreveu a polêmica canção "Cansei de ser crente". Não estranhe a sonoriadade, estamos falando de música evangélica dos anos 80, com claras influências do romantismo melancólico de Roberto Carlos.

Cansei de ser crente

Eu vou acordar do passado
Despertar pro futuro
Conviver com o presente
Eu vou arrancar essa capa que envolve meu corpo
Pra mostrar que sou crente
Eu vou mergulhar na verdade
E deixar de fazer o que querem de mim
Pois talvez eu me sinta eu mesmo agindo assim

Eu vou desligar uma máquina que há muito trabalha no meu coração
Vou deixar de andar qual robô
Circulando na igreja em meio a multidão
Eu vou caminhar com meus passos muito embora seguindo as pisadas de alguém
Que morreu, ressurgiu e hoje habita onde existe o bem

Eu vou de agora em diante vestir-me com as vestes de um simples cristão
Amor, paz, longanimidade, benignidade, fé, bondade, temperança, mansidão
Cansei de fachada, cansei de ser fantoche
Cansei de ser crente
De viver para um povo que só sabe exigir
Santidade é uma coisa bem íntima que surge, que brota e sem se exibir

Eu vou acordar do passado
Despertar pro futuro
Conviver com o presente
Eu vou arrancar essa capa que envolve meu corpo
Pra mostrar que sou crente
Eu vou mergulhar na verdade
E deixar de fazer o que querem de mim
Pois talvez eu me sinta eu mesmo agindo assim
Pois talvez eu me sinta eu mesmo e Cristo em mim

Trinta anos se passaram, e paralelamente, esta semana meu querido amigo João Bosco compartilhou uma canção em vídeo bastante interessante, contemporânea e bem realista. A canção "Não Basta ser crente" é uma crítica divertida, cheia de verdade, e tem uma sonoridade totalmente diferente do som anterior.

Conclusivamente, chegamos a um viés bem sensato: "eu cansei de ser crente, porque não basta ser crente".

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Arte de Chocar

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os assassinos da Graça

Por Antognoni Misael

Queria falar um pouco sobre a Graça de Deus e a nossa infeliz tradição legalista religiosa.

A primeira coisa que venho afirmar com plena convicção é que os nossos compartimentos relacionados a tradição, fé e graça parecem ainda estarem confusos, obsoletos, e necessitam sim, entrar na pauta de uma reformalização urgente.

Por que será que é bem mais fácil demarcar cercas na vida do cristão do que ensiná-lo a liberdade em Cristo Jesus? “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois, firmes, e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. (Gálatas 5.1)

Enquanto a liberdade de Cristo está disponível a todos que desejam recebê-la, há muitos agentes do diabo escondendo as cartas de alforrias para seus fieis e os submetendo a um novo jugo de escravidão.

A tradição pesa em nosso desfavor. Vejam só:

- quem nunca ouviu há décadas atrás que televisão era a uma janela do inferno dentro de casa; que mulher de brinco e calça jeans era uma espécie de Jezabel?

- que, crente que usasse bermuda poderia ficar caso Cristo voltasse?

- que jogar futebol era uma atividade profana e que os anjos poderiam ver aquilo e tentar fazer o mesmo no céu?

- que ouvir canção secular era uma porta de entrada para o capeta?

- que ir a praia e curtir o verão era uma prática carnal?

- que tomar uma taça de vinho ou um shop gelado com os amigos era um costume dos escarnecedores?

- que tocar rock no louvor era um culto ao diabo?

- que galinha pintadinha é coisa do capiroto?

E por aí vai tantas e tantas restrições...

Onde estão estes demarcadores hoje? Será se não estão fabricando novas listas de proibições?

Note que por muito tempo se pregou (e infelizmente ainda se prega) o Evangelho de condenação, e não das Boas Novas; se ensinou mais o que não podemos fazer do que o que pode ser salutar e viável para o bom desenvolvimento da vida do cristão, principalmente em seu aspecto humano, social e cultural. Neste sentido, diga-me se não é mais confortável reconstruir regras e demonizar coisas, do que descobrir os panos da religião e proclamar o Evangelho da Cruz?

É bárbaro notar como a "Lei" retorna em formatos modernos!

O perigo de toda essa inversão é que ao invés de se estar instalando o Reino de Deus na terra, esteja se fincando mais uma bandeira religiosa em solo azul anil.

Precisamos repensar muita coisa e a partir dos nossos cenários locais (igreja e comunidades), proclamarmos a Graça, a Cruz, e mais do que isso, lutarmos pela verdadeira liberdade conquistada em Cristo sem dicotomias nem cosmovisão segmentada. Cristo é para toda a vida, e o Evangelho é para a vida toda!

Chega de listas! Chega de Lei disfarçada de novas recomendações, quase sempre impossíveis de serem cumpridas em sua totalidade! Chega de líderes idiotas e crentes idiotizados!

Atente-me! Não estou abrindo a porta para a libertinagem cristã. Estou defendendo que é muito mais importante as orientações para o bom uso da 'chave da vida' do que a construção da porta para o legalismo. Há riscos de que haja más interpretações? Sim claro! Sempre haverá riscos. Mas, não tenhamos dúvida, bem melhor são as quedas no andaime da Graça do que a construção do prédio da religiosidade.

"Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" Rm 6:1-2

Em sua obra “O Despertar da Graça”, o autor Charles R. Swindoll relata a dramática luta pela liberdade dos negros em solo norte-americano no século XIX, o pior derramamento de sangue ocorrido naquela nação. Em um dos capítulos Swindoll compara a luta pela liberdade nacional com a luta pela liberdade de viver a Graça de Deus, libertos do pecado e da culpa pelo pecado. Naquele enredo, o mais triste é que, findada a guerra e a liberdade proclamada, muitos dos donos de escravos inescrupulosamente não repassaram a alforria aos seus servos e os mantiveram por muitos anos sob suas algemas. Comparar esses donos de escravos com alguns ditos crentes de hoje não é nada desconexo! Estes odeiam a Graça de Deus e amam a Lei! Geralmente são aqueles crentes fissurados na teoria que o filósofo Foucaul bem explana -“vigiar e punir” - em prol de suas auto glorificações.

Certa vez, C. S. Lewis Johnson escreveu um artigo intitulado “A paralisia do legalismo”, neste texto ele põe o dedo na ferida:
"Um dos problemas mais sérios que atinge a igreja ortodoxa cristã hoje é a questão do legalismo. Um dos mais sérios problemas que atingia a igreja nos dias de Paulo era o problema do legalismo. Em ambos os momentos ele é o mesmo. O legalismo arranca do crente a alegria do Senhor e, justamente com a alegria do Senhor, sai também seu poder para uma adoração vital e um culto vibrante. Nada é deixado de lado, a não ser uma declaração limitada, sombria, melancólica e apática. A verdade é traída e o glorioso nome do Senhor torna-se sinônimo de um soturno desmancha-prazeres. O cristão debaixo da lei é uma horrível paródia do original."

Fujamos dos assassinos da Graça. Eles são perigosíssimos.

"E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão" Gl 2:4

Eles adoram expiar a vida alheia, saber sobre o que fazemos, por onde passamos, o que comemos, com quem andamos...

Aos que circunstancialmente vestem-se desta capa, tenhamos paciência, e com amor e brandura falemos sobre a mais bela carta de alforria escrita por Jesus Cristo naquela Cruz.

Soli Deo Gloria.

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Antognoni Misael, mais livre do que nunca, na medida em que torno-me preso ao perdão e graça de Jesus.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Crucifixo

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Por que manter crucifixos em locais públicos se o Estado é "laico"? Não deveria haver espaço também para símbolos de outras religiões? A cruz ofende e discrimina pessoas que não são católicas. Essa é a ideia que se propaga em todo o mundo ocidental, mais uma vez um subproduto da adoração à "deusa" Igualdade. Como se o papel do cristianismo no processo civilizatório do Ocidente não tivesse sido único.


Mas quem sabe disso hoje em dia? O problema é que, comprometidas com a ideologia marxista, as escolas e universidades não mais estão mostrando o tremendo impacto do cristianismo na cultura, e o quanto nos beneficiamos disso. Leis mais humanas, moralidade, tudo isso, que consideramos "lugar-comum", é na verdade cristão em sua origem. (Ver aqui no blog a série "O que Deus fez por você através da cultura", aqui e aqui.) Sem o substrato cristão na cultura, ainda estaríamos como os antigos romanos, sem o menor respeito pela vida humana enquanto tal, matando crianças e inimigos do Estado sem limite algum. Esse igualitarismo religioso é uma invenção do atual totalitarismo de esquerda para minar a identidade cultural dos países, deixando-os mais abertos para as engenharias sociais. A questão não é abrir espaço para Buda, mas sim por que tirar o crucifixo: porque há interesses escusos na retirada do substrato cristão da cultura. Como diziam os nazistas, são esses "horríveis discípulos de Cristo" que impedem a matança generalizada ao bel prazer deles (cf. Milosz, Mente cativa, e não, ele não era cristão, mas relatou isto pois percebeu o que estava em jogo nos totalitarismos - a mudança forçada e violenta da cultura e a criação do novo homem pelo homem).


Claro, falar da positividade da moral cristã na cultura não equivale a sancionar os muitos erros da religião institucional. Como sou protestante, o crucifixo em si não me diz muito, mas eu consigo ver além nessas medidas, e o que está além é o desejo de secularizar completamente a cultura. E, como cristã, é meu dever avisar: isso que as pessoas veem como "parte da paisagem" é uma conquista cristã, como o fim do infanticídio; logo, se o cristianismo na cultura continuar a ser banido, as conquistas também o serão. Não por acaso, eminentes acadêmicos e cientistas - como o famigerado Peter Singer - estão advogando a volta do... infanticídio!


Não é questão de religião oficial. É reconhecer que somos o que somos com base principalmente no cristianismo. A escola colabora com a secularização, logo, se as pessoas não buscarem isso por si, ficarão achando que somos o que somos meio que "por acaso"!


O crucifixo não diz que o Estado é cristão, mas marca nossa identidade e a identidade do próprio Direito ocidental. Se não sabemos mais essas coisas, é porque a doutrinação esquerdista na escola e na universidade está funcionando bem. O maior inimigo dos totalitarismos sempre foi o cristianismo. A história o demonstra.


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Fonte: Blog da Norma Braga.

domingo, 26 de maio de 2013

Vaticano corrige Papa: Ateus ainda vão para o inferno

papa_francisco0Após o papa Francisco dizer ao mundo que mesmo os ateus podem ir para o céu, o Vaticano divulgou um comunicado: ateus ainda vão para o inferno.


O Vaticano emitiu “nota explicativa sobre significado de ‘salvação”, na quinta-feira, 23 de maio, após a mídia noticiar que o papa Francisco “prometeu o céu a todos engajados em boas ações”, incluindo os ateus.


Em resposta às matérias publicadas em sites e jornais, o Rev. Thomas Rosica, porta-voz do Vaticano, disse que pessoas que conhecem a Igreja Católica “não podem ser salvas” se “recusarem-se a entrar nela ou fazer parte dela”.


(Ou seja: ateus ainda estão indo para inferno se não aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador.)


O porta-voz também disse que o papa Francisco não tinha “intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação” na sua homilia na última quarta-feira.


A confusão teológica começou após o líder de 1,2 bilhão de católicos romanos no mundo declarar em sua mensagem que ateus iriam desfrutar da salvação se fossem boas pessoas. O papa Francisco disse:


“O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! “Padre… os ateus também? Mesmo os ateus?” Todos!”


“Fomos criados filhos à semelhança de Deus e o sangue de Cristo redimiu a nós todos! E todos temos o dever de fazer o bem. E esse mandamento para todos fazermos bem, penso ser um belo caminho para a paz. Se nós, cada um fazendo a sua parte, fizermos o bem uns aos outros, se nos encontrarmos lá, fazendo o bem, então iremos gradualmente criando uma cultura de encontro. Devemos nos encontrar na prática do bem. “Mas eu sou ateu, padre. Eu não creio…” “Faça o bem e nos encontraremos lá.”


[Publicado originalmente na Examiner, tradução: Walter Cruz. Via Pavablog]


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Nota do Blogueiro: Imagino que Rob Bell, um dos nomes mais importantes dentro do movimento de igrejas emergentes, que faz apologia ao universalismo, deve ter vibrado ao constatar que o Papa pensa bem parecido com ele, mas com essa matéria será que ele "murchou"? Aliás, não é todo dia que se vê o Vaticano corrigindo o Papa.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Guerra pelas Palavras

guerraAs palavras são essenciais na comunicação. Nem todos tem aflorado o dom da mímica, de modo que se fossemos depender da linguagem não-verbal, muitos seriam encerrados no cativeiro da ignorância e grandes ideias iriam se perder em meio a gestos não compreendidos. Mas o perigo da dissonância entre a mensagem falada e a recebida também afeta o mundo das palavras, e o problema muitas vezes começa no conceito delas próprias.


Na teologia isto também acontece e não é de hoje. Na época em que eclodiu a reforma protestante, houve uma questão inevitável: qual era a igreja verdadeira? A igreja católica ou as novas igrejas protestantes? Para responder esta pergunta ambos os grupos se valeram das mesmas palavras, fazendo referência aos antigos credos, indicando que teriam as marcas da verdadeira igreja: unidade, universalidade, apostolicidade e disciplina.


Ocorre que enquanto a Igreja Romana afirmava que era universal porque estava, como instituição, em expansão por todo o mundo, e era apostólica porque o papa era o sucessor direto de Pedro, a igreja reformada, afirmava que sua universalidade consistia no fato de que a igreja não se vincula a nenhuma nação ou povo, mas era composta pelos eleitos, de todos os povos, lugares e épocas, e que era apostólica porque tinha como fundamento a doutrina dos apóstolos.


Apesar da confusão semântica os reformadores entenderam a importância destas palavras e não abdicaram de usá-las, lutando para que ficasse revelado o seu correto significado. No entanto esta não é a postura de muitos em nossos dias, pois assim como em vários outros períodos na história da igreja, ensinamentos errados e heréticos tem invadido nossos templos e tem levado ao cativeiro palavras preciosas, mas a nossa postura tem sido diferente dos homens do passado. Temos perdido a partida por W.O. Consentimos com o rapto e assim nos tornamos cúmplices deste delito!


A doutrina da prosperidade se difunde no evangelicalismo brasileiro, e nós simplesmente, a fim de evitar qualquer associação com estes pensamentos, largamos mão desta palavra bíblica, fugindo dela ao máximo, entregando-a de mãos beijadas aos salteadores, esquecendo que ela faz parte da revelação de Deus nas suas escrituras, e por isso não podemos abandoná-la. A verdadeira prosperidade, que é a satisfação em Deus (Salmo 16:11), a alegria com contentamento (1 Tm .6-8), não pode desaparecer de nossos púlpitos. Devemos resgatá-la e proclamá-la sem medo, purificando o conceito e afastando de todo o materialismo mundano. Imagina o desastre que seria se em decorrência da extorsão provocada por homens impiedosos, excluíssemos do nosso meio o dízimo e as ofertas? O pecado de terceiros não nos dá permissão para omitir as verdades da palavra de Deus.


A mesma situação ocorre com palavras como vitória e promessas, que já tão desgastadas e violadas pelo discurso triunfalista barato, de um evangelho antropocêntrico, que visualiza Deus como um grande e poderoso amuleto para obter as benesses materiais e emocionais desejadas. Mas estes desvios não nos autorizam a expulsar de nossos arraiais estas palavras! O cristão é vitorioso em Cristo (1 Co 5:17), aliás é mais do que vencedor (Romanos 8:37), e a sua vitória é maior e melhor que qualquer situação existencial: nossa vitória é escatológica, no final de tudo, venceremos com Cristo ! Esta verdade não pode ser guardada ou evitada, assim como não podemos negligenciar as maravilhosas promessas de Deus que nada tem a ver com profetadas humanas, mas que são verdadeiros mananciais bíblicos de esperança e paz, como por exemplo a maravilhosa promessa que ele estaria conosco até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), que todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8:28) e que se confessarmos o nosso pecado ele irá nos perdoar (1 João 1:9). Aqueles que desejam promessas menores que esta, feitas apenas por homens, que fiquem com elas, mas não privemos o povo de Deus de ouvir as promessas genuínas e inigualáveis da parte de Deus!


Existem outros casos que podem ser citados, como a equivocada aversão dos recém-convertidos ao calvinismo com a palavra escolha, não percebendo que esta doutrina não anula a decisão do homem, mas afirma que esta sempre será na direção oposta a Deus, se o Espírito não o vivificar. Esta é uma postura que é compreensível quando se trata de neófitos, mas é completamente descabida àqueles que já trilham há muito tempo no percurso das doutrinas da graça. Eis mais um exemplo de palavras que devem ser retirados do exílio.


Enfim, que possamos olhar para o exemplo dos reformadores e de tantos outros cristãos comprometidos com a ortodoxia ao longo da história, que combaterem as heresias, mas que não abandonaram as palavras que o próprio Deus usou, as deixando na boca dos lobos vorazes e dos tolos teológicos. As palavras são importantes, pois é a través dela que o evangelho é proclamado. Resgatemo-nos para Deus, restaurando seu significado real e glorificando nosso Pai sem perder a guerra que começa no dicionário e termina na vida espiritual.


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Rodrigo Ribeiro é lá da capital da Borborema, Campina Grande-PB; integrante do Blog da UMP da Quarta, Bacharel em Direito e amigão nosso.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Existe incompatibilidade entre o Calvinismo e a evangelização?

evangelismo-pessoalVolta e meia eu ouço alguém dizendo que calvinistas não evangelizam simplesmente pelo fato de acreditarem na doutrina da eleição.


Pois é, ao fazerem este tipo de afirmação, muitos demonstram não entenderem as doutrinas do calvinismo.


Sem a menor sombra de dúvidas acredito que que não exista nenhuma incompatibilidade entre o Calvinismo e a Evangelização. Ora, o fato de eu saber que o Senhor soberanamente elegeu alguns dentre outros, não me impede de evangelizar. Muito pelo contrário. Deus através de um ato soberano decidiu que através da evangelização os eleitos responderiam a sua voz. Quando evangelizo torno-me um instrumento de Deus para a Salvação daqueles que Deus determinou, como também instrumento para o endurecimento do coração do réprobo.


Ressalto também que o Eterno não elegeu somente as pessoas que seriam salvas; mas determinou também a forma com que essas pessoas encontrariam a salvação, isto é, mediante a pregação do Evangelho. Charles Spurgeon certa feita afirmou que os cristãos são constrangidos a pregar o Evangelho, até porque esta é uma ordem imperativa do Senhor. O Principe dos Pregadores entendia que a responsabilidade de salvar o perdido não estava nas mãos dos homens e sim de Deus, e que cabe ao pregador única e exclusivamente anunciar o Evangelho. Spurgeon também dizia que mesmo que nenhuma alma se converta através da exposição do Evangelho; ainda sim Deus é glorificado. Para ele, o grande propósito do Evangelho é a glória de Deus, visto que Deus é glorificado mesmo naqueles que rejeitam o evangelho.


Caro leitor, a onisciência é um atributo exclusivo do Senhor. Somente Ele sabe os nomes dos salvos. O Todo Poderoso tem controle sobre todas as coisas. Ele é o Alfa o Ômega, o Principo, o Fim, o que era, que é e que há de vir! Agora, quanto a mim e a você resta-nos obedecer as suas ordens e pregar o Evangelho da Salvação Eterna.


"Jesus, aproximando-se, disse-lhes: Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; instruindo-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo. ” ( Mateus 28:18-20)


Soli Deo gloria!


Renato Vargens

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Direto do Blog do Rento.

domingo, 17 de junho de 2012

Todas as religiões são iguais


Por Leonardo Gonçalves

Muitos afirmam que todas as religiões são iguais. Apesar de não ser verdade, preciso admitir que quase todas as religiões tem algo em comum: todas elas tem um código moral bastante semelhante. Coisas como: Não mate, não minta, não cobice a mulher do teu próximo, não adultere, honre os seus pais, não odeie, não seja caluniador, estão presentes em muitas religiões.

No entanto, é bastante óbvio que todos mentimos, desobedecemos, nos obstinamos, odiamos. Se somos sinceros, somos culpados de muitos dos desvios condenados nas diferentes religiões. O que as religiões do mundo tem em comum? Elas mostram o quão desvirtuados estamos, e quão distante estamos do padrão. Todas apontam para o fato de que estamos, indubitavelmente, perdidos.

Acontece que as religiões param por aí. Elas tornam manifestos os nossos desvios, mas não nos dizem como podemos mudar. Algumas, admito, propõem uma solução para o problema da maldade humana, mas geralmente são regras impossíveis de cumprir.A religião demonstra que todos estamos perdidos, e apenas isso.

A Bíblia também ensina que o homem está perdido, mas não se limita a isso. Ela nos diz que Deus entrou no mundo e assumiu nossos pecados, pagando por eles na cruz. O salvador do mundo levou nossos pecados e por meio do arrependimento e da fé podemos ter uma relação profunda com ele, que durará toda a vida. Em síntese, a religião pode até descrever o que somos, mas somente Cristo nos mostra o caminho para ser diferentes.

As religiões são iguais? Sim, em muitos aspectos. Por isso Jesus veio ao mundo. Aquilo que a religião não pode fazer por nós, Cristo fez na cruz.

Solo Christus.

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Leonardo Gonçalves, direto do Púlpito Cristão.