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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ostentação Gospel e o estilo de vida proposto por Cristo

Por Antognoni Misael

Amiguinho, você que acha tudo normal no mundo dos evangelicos, inclusive os cachês dos pregadores e cantores gospel; que acha que nasceu pra ser cabeça e não cauda; que simpatiza com o “deus” que quer lhe promover a classe dos ricos; que põe adesivo no carro novo “foi Deus quem me deu” e ostenta... Você que foi ensinado que ser evangélico é sinônimo de receber “bênçãos”, tenho algo a lhe dizer: você está tremendamente enganado!
"Embaixo da ponte as pessoas roubando e matando... em cima da ponte...crentes tranquilamente se achando no direito de ficar descontentes com Deus, não comprou carro novo não?” [Janires, Rebanhão]
A primeira coisa que precisamos pontuar é a seguinte: quando recebemos a dádiva do favor imerecido do Pai, sendo então nós promovidos de, filhos da ira de Deus (Ef 2.3) - em virtude dos nossos pecados - para filhos da redenção (Gl 4.6), por Graça e misericórdia, não há absolutamente mais nenhum direito de esperarmos algo vindo da parte de Deus em nosso favor. Como disse o apóstolo Paulo, agora o morrer é lucro!

“Salvos pela Graça”! Se esta é a melhor notícia que alguém poderia ouvir, o que mais se pode aguardar de Deus que nos cause maior felicidade do que tal boa nova?

Mas, mesmo assim, sendo Deus rico em bondade e em amor, Ele ainda nos garantiu provimento de nossas necessidades básicas (Fp 4.6); que estaríamos sempre sob a sua proteção, e como ovelhas cuidadas pelo bom pastor, ninguém as arrebataria de Sua mão. (Jo 10.14)

Desta feita, mais uma vez ficamos constrangidos. Ou não? Além de sermos alvos do seu infindo amor, ainda somos cuidados e guiados por Ele. Que mais podemos querer ou exigir de Deus? Sendo assim, qualquer acréscimo e provisão que temos em vida, entendemos como graça e bondade de Deus para conosco. Por isso também nos consideramos mordomos de Deus. Afinal, tudo é dEle!!

Infelizmente não é esta compreensão que temos visto e ouvido na grande fatia dos evangélicos do Brasil. Eles querem ostentar!! Perceba, não que estejamos fazendo algum discurso “franciscano” ou de "auto-pobreza”. Mas o que fica-nos como base de semelhança com Cristo são três coisas importantes para vivermos santidade proposta por Ele: a humildade, a simplicidade e o contentamento.

Vejamos que dados alarmantes: mais de 800 milhões de pessoas encontram-se na mais absoluta pobreza, e 10 milhões morrem de fome todos os dias. E eu e você? Do que temos reclamado? Que tijolo a mais tanto almejamos no nosso castelo de luxuria?

Enquanto alguns missionários dentre nós foram chamados a viver entre os pobres, e outros a abrir seus lares aos necessitados, pergunto: - nós estamos pelo menos dispostos a viver um estilo de vida simples? Ou você tem cantado “Restitui” ou “Ressuscita os meus sonhos” na mais audaciosa intensão de acumular a riqueza que você não precisa, ou galgar o status social que perante Deus não significa absolutamente nada?

Será se temos reexaminado nossa renda e nossos gastos a fim de que possamos doar mais aos que precisam? Estamos dispostos a renunciar o desperdício e nos opormos a extravagancia de nosso estilo de vida em matéria de roupas, moradia, viagens e aquele smartphone (fora de moda)?

O Dr. John Stott na obra Discípulo Radical menciona (p. 64), de forma bem prática, sobre o cuidado de fazermos a distinção entre: 

1) necessidade X luxo; 
2) “hobbies” criativos X símbolos de status vazio;
3)  modéstia X vaidade; 
3) celebrações ocasionais X o nosso dia-dia; 
4) serviço a Deus X a escravidão à moda.

Talvez você pense que viver em santidade só esteja relacionado aos mesmos temas da estante legalista, como apenas ter cuidado com pornografia, com os lugares que vai, com a roupa do “crente”, a frequência dos cultos que não pode diminuir, enfim, os velhos “pecados sociais e morais”...

Contudo, fica-nos claro que santidade também tem tudo a ver com o “ser” e a “andar” como Cristo andou. Daí você começa entender que não precisa só receber e ostentar, ser santo como Cristo foi, tem tudo a ver com doar, com a simplicidade do viver e com o contentamento.

Em outras palavras... não amar ao seu próximo a ponto de querer viver ostentando para si próprio e não doar-se para ele é imensamente mais grave do que cometer os tantos pecados sócio morais que pode-se mencionar.

O estilo de vida proposto por Cristo é andar em santidade. Andar como ele andou. Simples, humilde e cheio de contentamento.

Quando os Cristãos importam-se uns com os outros, Jesus Cristo torna-se mais visivelmente atraente”. Pensemos nisso.

***

Antognoni Misael. "Herege", doente e que vive ostentando. Mas, vou me consertar ok?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Simplicidade é o caminho para Deus

Diferentemente dos religiosos de sua época, Jesus apresentou o Deus acessível e simples, que pode ser encontrado e adorado fora dos lugares e dias especiais. 

Deus não depende de pontes, rituais, sacerdotes, instituições, métodos, shows, pirotecnia, fumaça, portais, templos, luzes, palavras mágicas ou intermediadores para se acomodar no coração dos pequeninos e também daqueles que se sabem menos dignos.

Sim! A grande notícia anunciada em e por Jesus é que Deus construiu uma casa entre nos. É encontrável! E Jesus vai além em sua pregação e ensino: pela primeira vez, Deus é chamado de "paizinho", demonstrando, assim, o grau de relacionamento possível com Ele.

Olhar para Deus como uma entidade distante e inacessível em vez de percebê-lo como um pai atencioso, amigo, presente e amoroso faz toda a diferença no tipo de relação que se constrói a partir daí.

O grande problema é que os atravessadores da fé até hoje fazem muita propaganda e se apresentam como "despachantes do divino" com credencial exclusiva.

O povo, que já não enxerga um palmo à frente, os segue como que se os seguindo estivesse seguindo o próprio Deus.

Eis aí o óbvio motivo do porque as religiões costumam gerar os seres mais alucinados e desconectados das realidades: são seguidores de todas as loucuras humanas, dos egos megalomaníacos dos líderes, da esquizofrenia de tentar se fazer caminho para Deus ao invés de apenas e simplesmente anunciá-lo. Sem curvas, sem desvios e sem letreiros luminosos.

É tudo engano! São cegos guiando outros cegos para a beira do precipício.

Jesus ensina que não existe fórmula mágica, lugar "santo" ou ritual para falar com Deus. É preciso apenas um coração sincero e vontade de aprender.

A gente sabe de tudo isso, mas nossa prática está longe de ser tão simples assim. Somos viciados em rituais, metodologias, altares de pedra, símbolos mágicos e sacrifícios.

Ainda temos medo de olhar o divino de frente sem apresentar uma oferenda, uma galinha ou até dinheiro. Ainda olhamos para Deus e o cultuamos como se ele precisasse dos nossos cânticos e orações para não ficar irado, se saber e se fazer Deus.

Não estou dizendo que cantar, orar e fazer isto ao lado de outros irmãos seja ruim ou desnecessário, muito pelo contrário! Os encontros comunitários, com gente sadia, do bem, são espaços de amadurecimento e crescimento pessoal, mas eu afirmo que um relacionamento saudável com Deus não depende exclusivamente dessas coisas para existir.

Tudo começa na simplicidade. Sem "neuras" e sem ensaios. E o Deus de toda a Paz vai realizando seu trabalho em nós dia a após dia. Limpando o que estiver sujo, curando o que realmente precisar de cura e nos libertando de todos os poderes da morte.

Tudo isso sem ritual agendado e sem magos ou sacerdotes. Sem campanhas, sem encenação, sem "atos proféticos", sem sacrificar animais ou bens. É simples assim. Quem ensinar ou pensar diferente ainda não conheceu Deus de verdade.

O Deus que É te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

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Fonte: Confeitaria Cristã.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A loucura do Evangelho sim, a "loucura dos Evangélicos", jamais!

Por Antognoni Misael

Como bem dizia Lutero: “quanto ao amor devemos ser flexíveis como uma cana ou a folha, pois o amor cede, mas quanto à verdadeira fé devemos ser invencíveis, e, se possível, mais duros do que o diamante”.

Portanto, amigos leitores quando posto algum comentário sobre algum vídeo ou notícia relacionada o meio evangélico (com todas suas variedades e esquisitices) não estou falando sobre amor, logo posso não ser flexível como a cana, ou folha. A saber, que o amor não depende de convicções pessoais, o amor é mandamento. Assim, do mesmo modo, para que eu ame não significa que devo me omitir em lançar opinião.

O que ocorre frequentemente nesse espaço é que alguns colegas confundem “defesa de fé” com falta de amor – desta feita, confesso que é muito difícil ser entendível pra estes. Alguns interpretam que estamos dividindo a igreja, ou que estamos provocando a falta de união. Recentemente postei algo relacionado aos Aviva’s, cuja prática está linkada ao modus operandi do suposto avivamento que o Brasil estaria experimentando, vide líderes da Teologia da Prosperidade e alguns artistas do segmento Gospel.

Quero fazer as seguintes considerações:

1) Entendo que a igreja evangélica brasileira de um modo geral está mal nutrida da sua bússola de fé (as escrituras).

2) O movimento gospel, abastecido por alguns astros da música, cujos manjares é idêntico ao dos comerciantes do pop music secular, representa bem mais um mercado do que um reduto de verdadeira adoração ou um campo missionário.

3) Os avivamentos pautados na palavra de Deus ocorreram com o retorno as escrituras sagradas, a auto consciência do estado de pecaminosidade, e não na ênfase de experiências humanas, ou bênçãos materiais.

4) Segundo pesquisa realizada e publicada na obra Reforma Agora, do Pr. Renato Vargens, 50% dos pastores do Brasil nunca leram a Bíblia toda. Ou seja, uma enorme quantidade de igrejas cristãs no Brasil são lideradas por homens despreparados e sujeitos a qualquer vento de doutrina vã.

5) Atualmente você não vê nenhum outro segmento religioso no Brasil nos dando mais indícios de loucura e insanidade do que os "evangélicos" - basta computar as centenas de vídeos insanos, bizarros, forjados e vergonhosos.

Diante disso, quando expomos alguma opinião relacionada a tal quadro, não o faço por desejar desunião ou por falta de amor. Só o faço por democraticamente expor a minha fé; ratificar que isso ou aquilo não representa biblicamente o Evangelho, e acenar para a necessidade de uma “nova reforma”, ou redefinição dos postulados da fé cristã nos dias de hoje.

O que me entristece? O fato de receber ataques Ad Hominem por parte daqueles que acham que tudo está normal e me acusam de “perseguir” o movimento evangélico. O que, sinceramente tenho a dizer é: eu defendo a “Loucura do Evangelho”, e não a “Loucura de alguns Evangélicos”. Note:

a) Somos acusados de dividir o reino

b) Somos acusados de tocar nos “ungidos do Senhor”

c) Somos acusados de não entender as coisas espirituais (principalmente quando não se há respaldo bíblico para elas)

d) Corremos o grande risco de que alguns crentes se afastem de nós

e) Corremos o grande risco de nos tornarmos uma espécie de intruso dentro da igreja

Uma característica do inchaço de muitas igrejas é o pragmatismo, o hedonismo, as ênfase nas bênçãos, o bem estar das coisas de Deus e não o próprio Deus... isso nos lembra os tempos do profeta Jeremias quando o povo de Israel se mostrou tão hedônico, apegado as coisas da terra, fartos porém das coisas dEle e esquecidos do próprio Deus.
“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)
Portanto, se você querido leitor, hostiliza alguns comentários e críticas relacionadas aos postulados que fiz acima, eu entendo que você:

1) Defende que a igreja evangélica brasileira está crescendo por motivo de um avivamento e está bem nutrida da Palavra.

2) Defende que movimento gospel tem representado o evangelho de Jesus sendo um reduto de verdadeira adoração e um campo missionário.

3) Defende que os avivamentos pautados na palavra de Deus ocorreram na ênfase de experiências humanas, bênçãos materiais e multiplicação do número de igrejas (mesmo aquelas que surgem de rachas, ou por insubmissão).

4) Defende que apesar de 50% dos pastores do Brasil nunca terem lido a Bíblia toda, isso não importa porque “a letra mata e a teologia enterra” – logo, o que vale é ser cheio do Espírito Santo.

5) Defende que o que tem ocorrido no segmento religioso no Brasil não são indícios de loucura e insanidade; boa parte dos vídeos esquisitos que circulam pela net são “mistérios” e devem ser assimilados como um mover de Deus. Isto posto, se você considera corretas estas cinco observações acima, e discorda da crítica relacionada ao nosso panorama geral. E se isso pra você é dividir o reino (embora pra mim não seja). Que este se divida!

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Antognoni Misael

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"ELE NÃO CONHECIA JESUS!" - MISSIONÁRIOS LEVAM O EVANGELHO A UM SERTÃO ESQUECIDO

No dia 03 de novembro, estivemos evangelizando no "Sítio Quipauá" localizado à cerca de 20 Km da cidade de Jardim do Seridó no Sertão do Rio Grande do Norte. Junto conosco estiveram voluntários de Natal, Rio de Janeiro e Brasília. Ocorreram três conversões. Uma das mais marcantes foi a do senhor João. Que juntamente com sua esposa, após uma longa e gostosa exposição do evangelho, entregou-se em lágrimas ao Salvador Jesus Cristo! Ore por ele e sua família. Faça parte de histórias como essa. [Pr. Jader Medeiros]

 
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Missões não é um chamado que deve ser medido por distâncias e quilometragens. Não é um salto Brasil-África. Não é um chamamento reduzido a um pequeno grupo dos eleitos do Senhor. Missões é simples, e se faz quando passamos a andar como Cristo andou e a fazer o que Ele nos outorgou. Mas, talvez alguém indague: "e as especificidades do chamado?" - Sim, elas são particularidades do desejo e da demanda de Deus, são características específicas do que Deus quer de mim e de você. Mas o chamamento, como um todo, é geral e igual. Eu e você devemos nunca se esquecer de que também devemos ser um missionário. 

O vídeo acima está relacionado ao projeto do casal missionário Jader Medeiros, e sua esposa Chélly Medeiros. Essa casal atua no sertão - com foco na Região do Semiárido Nordestino - levando Evangelho e Ação Social as cidades carentes. O projeto se chama Conexão IDE, e sua missão é auxiliar as igrejas locais em cidades não ou precariamente evangelizadas na tarefa de levar o Evangelho aos povoados, centros e sítios, indo e discipulando. A ideia do IDE também é despertar as igrejas dos grandes centros para essa obra; lutar com armas que surgem da fé para que em cada cidade menos evangelizada, seja instalada ao menos uma igreja genuinamente Evangélica. Mais Informações sobre o Conexão IDE, e sobre as formas de contribuir, é só entrar no site, clicando no: Conexão Ide

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Antognoni Misal, editor do Arte de Chocar e co-editor do Púlpito Cristão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Evangelho: Uma Mensagem Global! – John Piper

Em qualquer tribo ou povo do planeta, você pode pregar Romanos 5.12-21.” Entenda essa afirmação de John Piper assistindo ao vídeo:


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 Arte de Chocar vide Voltemos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ser Discípulo de Cristo

discipulosSeguir a Jesus não é para desavisados, não é para quem quer, não é para quem quer vida boa. Mas também não é para quem não tem esperança. No capítulo 10 do evangelho de Mateus, vemos todas estas ações, todas partindo de Jesus. Vejamos, de maneira resumida, estes registros. Nos próximos textos, querendo Deus, trabalharemos pormenorizadamente cada um destes tópicos.


1) A escolha, o chamado e o envio.


Dos versos 1 a 4, vemos Jesus escolhendo e chamando aos discípulos. Não há registro nenhum de seus méritos para isto, mesmo porque eles não o tinham. Cristo é quem lhes dá autoridade. Seguir a Jesus, ser seu discípulo não é para quem quer, mas para quem o Senhor chama.


2)As Instruções


Nos versos de 5 a 15 aparecem as instruções. Como eles deviam viver, como eles deviam apresentar o Evangelho. Ou seja, seguir a Jesus não é pra despreparado. Quanta diferença de muitos hoje que pensam que ser e viver cristão não exige estudo, esmero e preparo para testemunhar da Graça de Deus nesse mundo.


3) As admoestações


Versos 16 a 23. Seguir a Jesus não é pra desavisado. Cristo deixa bem claro o ambiente aonde os discípulos estariam. Ambiente corrompido pelo pecado, hostil ao Evangelho e aos seguidores de Jesus.


4) Os estímulos


Versos 24 a 33. O maior estímulo é o cuidado de Deus conosco. Mesmo num mundo hostil ao evangelho, onde podemos padecer perseguições, restrições e mesmo até a própria morte por amor a Cristo, devemos descansar sabendo que nossa vida está nas mãos de Nosso Senhor.


5) As dificuldades


Nos versos 34 a 38 Cristo mostra as dificuldades pelas quais seus discípulos passam e para enfatizar esta verdade, exemplifica as dificuldades no nível mais pesado e que possam acontecer, que é no âmbito familiar, mostrando assim que , nem mesmo os vínculos mais caros de nossas vidas estão acima do amor e devoção a Cristo.


6) As recompensas


Os discípulos de Cristo não trabalham em vão. Não são pessoas desesperadas. Pelo contrário, tem sua esperança muito bem posta nAquele que os chamaram. Mais do que recompensas terrenas, o discípulo de Cristo tem o foco no futuro, na consumação de todas as coisas. Naquele dia em que os valores do reino que ele hoje vive e testemunha serão estabelecidos absolutamente. O ainda não cessará. Teremos o agora, a glória com Cristo.


Pois bem, tendo feito esse rápido panorama sobre o discipulado, os convido, a nos próximos meses a estudarmos este tema e estes textos, aprendendo cada vez mais o que realmente significa ser discípulo de Cristo.


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Texto do Presb. Cícero Pereira - UMP da Quarta.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Zumbi Teológico: quem vai sem amar pode estar dando uma viagem perdida


Deus quer que nos tornemos como o Cristo.


Refletir sobre o conteúdo do Evangelho e as formas de levá-lo ao mundo é algo de grande urgência nos dias de hoje. É uma discussão necessária quando se visa a Glória de Deus no processo de redenção dos seus filhos. Então não podemos oferecer o Evangelho aos perdidos sendo desonesto com eles, por isso como bem dizia Lutero, quanto ao amor devemos ser flexíveis como uma cana ou a folha, pois o amor cede, mas quanto à verdadeira fé devemos ser invencíveis, e, se possível, mais duros do que o diamante.


Podemos ter uma boa teologia, saber quem Deus é, como Ele se revela, quem somos nós e o que Ele quer de nós, no entanto, não podemos ser um “xiita fonético” achando que o simples fato de verbalizar a Bíblia ou distribuir centenas de folhetos em praça pública estaremos fazendo o nosso papel. Também não podemos ser escravos dos métodos e estratégias evangelísticas achando que a Palavra de Deus ainda precisa de uma ajudinha.


Não é nada disso. Não é onde quero chegar.


A Palavra de Deus passeia por um canal até encontrar o coração de quem ouve. E esse canal indubitavelmente envolve meios, cujo principal é o diálogo interpessoal através do relacionamento, somado ao respaldo da vida de quem se põe como discípulo. Isto significa dizer que o discipulado não necessita de luzes, músicas, workshop, conferências, entretenimentos, etc. O que o discipulado necessita verdadeiramente é de relacionamento entre membros da mesma raça, de modo igual ao que Cristo fez. Os detalhes...são só detalhes...


Agora, sejamos moderados. O conteúdo do Evangelho é o mesmo e não deve ser alterado nem acrescentado em absolutamente nada - é  o preciso “Evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24). Por isso Paulo furiosamente exortou aos Gálatas neste sentido: “se vocês mudarem ou acrescentarem algo ao Evangelho de Cristo, vocês ganharão uma religião, mas perderão o Cristo. Vocês ganharão a Lei e decairão da Graça!”. Afinal Cristo teria morrido em vão? (Gl 2.17)


Para tanto, a forma de se apresentar o Evangelho é aberta, nunca se esquecendo que o relacionamento é a mola-mestra do discipulado. Contudo, ora, se eu posso expandir a Verdade do Evangelho através da música, poesia, literatura, rádio, redes sociais... se eu posso sinalizar para o Reino através de uma postura subversiva em relação aos valores do mundo, por que não o fazer? Posso me utilizar de estratégias de alcançar grupos segmentados? Sim! Por que não? Agora sempre lembrando que as formas não devem alterar nem acrescentar em nada em relação ao conteúdo.


Às vezes temos uma boa doutrina, mas não estamos fazendo uma exegese cultural relevante, concorda? Penso que para o conteúdo glorioso do Evangelho alcance tribos, povos, gangues e grupos diversos, precisamos – sim! - invadir o mundo do nosso próximo! Quando digo invadir lembro de Jo 17.18 quando Jesus ora dizendo: “Assim como tu me enviastes ao mundo, assim eu os envio ao mundo”. Ou seja, Jesus deixou o seu mundo para entrar no nosso mundo. Não obstante, por que não sairmos de nosso "mundinho" para entrarmos no mundo do nosso próximo? Creio que só assim começaremos a experimentar o mesmo sentimento que houve em Jesus, e exerceremos o discipulado mais radical que podemos imaginar.


Portanto gente, há um importantíssimo detalhe nessa questão: o modo de envio de Jesus. Esse modo é revelado em Filipenses 2.5-8 – Ele deixa o seu mundo, se esvazia de si, torna-se forma de servo, homem, humilha-se e morre... simplesmente por amor! Esta sim é a força-motriz do ide de Deus, de Jesus, e do nosso IDE!!


O envio de Cristo pelo Pai foi por amor (Rm 5.8). O nosso envio por parte do Cristo deve seguir a mesma cadência. É o que se chama de empatia. Sem ela fica difícil dar sentido a forma que pretendemos utilizar para levar o precioso conteúdo do Evangelho. Portanto, empatia é se por na disposição do discipulado, se imaginar na condição que esteve o Cristo, é se ver indo para a Cruz de quem deixou seu lugar de Glória, e foi naturalmente por amor aos perdidos.


Ir sem amar pode ser uma viagem perdida! Falar a verdade mundo a fora, por mais teologicamente correta seja, sem crê-la e vivê-la pode nos fazer uma espécie de zumbi teológico.


Não duvide, sobrevoar uma cidade com um helicóptero lotado de literatura cristã sem que haja a mínima vontade de descer lá em baixo e sentar-se à mesa dos pecadores, pode ser um vôo de morte.


Isto é, diante das formas de se ir ao encontro do pecador e do zelo pelo conteúdo do poderoso Evangelho deve haver “um modo”, “uma força-motriz”, “um sentido”, “um fator determinante”, “uma morte”, “um abandono de si”, “uma empatia”, “um amor”.


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Antognoni Misael.

sábado, 15 de março de 2014

A FÉ E A CERTEZA DE SALVAÇÃO

passaro

Há uma estreita conexão entre a fé em Cristo e a certeza da salvação. Foi o próprio Jesus quem disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47). Alguns cristãos sinceros pensam que é impossível ter certeza da salvação e vivem inseguros e sem deleite espiritual. Outros, movidos pela presunção, ostentam uma falsa segurança de salvação e vivem confiados em si mesmos para entrar no céu. É preciso gritar a plenos pulmões que a salvação é uma dádiva de Deus e não uma conquista humana. É oferta da graça e não resultado das obras. É recebida pela fé e não pelos rituais religiosos. Consequentemente, nenhum homem pode vangloriar-se de sua salvação. Se a salvação fosse por méritos, então, o homem teria de que se gloriar, mas como ela é oferta da graça, o homem só pode se curvar e agradecer a Deus por tão grande dádiva.


Porque a salvação é presente de Deus, independente de mérito humano, quando cremos no Senhor Jesus e o recebemos pela fé como Salvador pessoal podemos ter certeza da salvação. Essa garantia nos é dada pelo próprio Salvador. Jesus não poderia ter sido mais enfático: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47). O verbo “ter” está no presente do indicativo. Quem crê em Jesus não teve nem terá a vida eterna, mas tem a vida eterna. É uma posse imediata e segura. O apóstolo João, nesse mesmo viés, escreveu sua Primeira Carta para que os crentes pudessem ter essa certeza: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo 5.13). Jesus disse de forma insofismável: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28). Aqueles que creram em Cristo nasceram de novo, foram selados pelo Espírito Santo, têm seus nomes escritos no livro da vida e estão assentados com Cristo, nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. A salvação daqueles que creem em Cristo é assegurada por Deus e nele podemos confiar, pois não é homem para mentir.


É importante enfatizar que a fé não é a causa meritória da salvação; é sua causa instrumental. Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. Somos salvos pelo sacrifício de Jesus feito na cruz em nosso lugar e em nosso favor. Jesus cumpriu a lei por nós e satisfez todas as demandas da justiça divina. Ele quitou a nossa dívida e com o seu sangue nos resgatou para Deus. Ele se identificou conosco e morreu a nossa morte. Agora, aqueles que estão em Cristo estão quites com a lei de Deus e com a justiça de Deus. Morremos com Cristo e ressuscitamos com ele para uma nova vida. Agora nenhuma condenação há mais para nós, pois estamos em Cristo Jesus. O Pai nos justificou, o Filho morreu por nós, ressuscitou e está intercedendo em nosso favor e o Espírito nos selou para o dia da redenção. Nossa salvação está plenamente garantida pelo próprio Deus Triúno. Estamos plenamente certos de que nem a morte nem a vida; nem anjos nem principados; nem altura nem profundidade; nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Estamos salvos, eternamente salvos. Podemos tomar posse da vida eterna e começar a desfrutá-la aqui e agora. Pela fé podemos desfrutar do gozo antecipado da glória. É claro que não estamos falando de fé na religião, fé nos ídolos, fé em nós mesmos. Estamos falando da fé em Cristo Jesus, o Filho de Deus, o Rei da glória, o Verbo encarnado, o nosso Justo Advogado, Redentor da nossa alma, Senhor da nossa vida, nosso bom, grande e supremo Pastor. Nele temos copiosa redenção. Nele temos refúgio eterno. Nele temos segurança da salvação.


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Hernandes Dias Lopes é pastor presbiteriano, escritor e conferencista. Escreve também em seu site Palavra da Verdade.

sábado, 28 de dezembro de 2013

"Pra ser Feliz": um paralelo entre o sertanejo de Daniel e o Evangelho de Jesus

Por Antognoni Misael

Eu não curto muito o estilo sertanejo de ser. Só que ontem me apresentaram este vídeo abaixo, então o conteúdo sobrepujou a forma...

Queridos, em tempos onde o cardápio Gospel entoa refrões humanistas, vingativos, e desprovidos de criatividade, aparece o Daniel, artista que não tenho o menor afinco, e fala de felicidade de uma forma simples e contundente. Assista abaixo:

Ah, não podia deixar de compartilhar. É como se as pedras clamassem... E clamam, inclusive naquele tipo de cancioneiro que nem nos imaginamos a participar!

No mundo tão viciado em consumismo, que tem ensinado a igreja a consumir, barganhar com Deus e até mesmo decretar benesses, aparece esse lampejo de graça em forma de canção!

Louvo ao meu Pai em tudo, e que bom é ter a oportunidade de ver o mundo com as lentes do bem. 

Então, vamos pensar juntos?: “ Pra ser feliz, do que é que o ser humano necessita?”, “o que é que faz a vida ser bonita?”, e “a resposta onde é que está escrita”?

Fazendo ecos com as Escrituras Sagradas, as quais testificam de Cristo (Jo 5.39), a razão do nosso viver, penso que quem anda conjugando o “TER” o que a traça e a ferrugem corrói e os ladrões roubam, jamais encontrará o sentido de SER feliz. SER de Jesus!

Gente, não nos conformemos com os ditames deste século, voltemos ao Evangelho. Voltemos a simpliscidade de ser e vivamos satisfeitos com o que Deus tem nos dado e como Ele tem nos sustentados. JESUS é suficiente para nossa felicidade!

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Antognoni Misael, editor do Arte de Chocar.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Doentes, feridos, porém mais que vencedores

Por Antognoni Misael

A marca mais relevante na vida de um cristão deve ser o amor. Dentre tantas convicções religiosas ou filosóficas não há nada mais encantador do que a capacidade de amar. No entanto, nós cristãos temos desaprendido o valor e o significado do amor e as suas contingências. Isto por que o verdadeiro amor está “linkado” ao exercício do perdão. Se não perdoamos, é porque não soubemos amar, nem tampouco temos compreendido com clareza esse amor perfeito demonstrado na cruz por nós.

Falamos de graça de Deus e dificilmente nos tratamos como miseráveis pecadores. Elencamo-nos como servos de Deus, mas odiamos quando alguém nos trata com sinais de subserviência. Dizemos que um dia fomos filhos da ira, mas nos iramos com um pobre ímpio desprovido do novo nascimento por não compreender a nossa fé e até com os irmãos que dizemos também amar.

Falamos que somos os ‘piores dos pecadores’, mas não admitimos sequer os pecados morais e de conduta confessados pelo nosso próximo, nem tampouco temos a coragem de revelar os nossos espinhos na carne – então eis a situação em que a ferocidade do nosso “lado animal", quando em ensejos perniciosos nos vestimos com a “capa de justiceiros” e apedrejamos os que por “azar religioso” têm seus erros expostos na “praça de nossa comunidade institucional”, sejam eles efeminados, adúlteros, destemperados, mentirosos, caluniadores, fornicadores, vaidosos, avarentos, orgulhosos ... Algo muito parecido conosco não é?

Se tudo que mencionei acima não ocorre de fato, perdoem-me, devo ter me embriagado com o vício do autoexame, ou o vinho pegou...

Mas tristemente começo a vislumbrar algumas "moscas" que se alimentam de nossas feridas existenciais e sobrevoam por fora de nossas vestes. Elas pousam por cima de nossas capas denominacionais, pois sabem que por baixo há feridas. Ah, quantas feridas vejo...

Então começo a notar que nem de perto estamos vivendo a Graça, pois em muitos casos, ainda agimos como escravos de nossa religiosidade. Note, até teologizamos bem, mas Graça falada e não vivida é Graça morta!

Tristemente não nos vemos como 'iguais' diante de Deus e insistimos em estabelecer hierarquias espirituais; não nos tratamos como miseráveis pecadores e a cada dia que passa, tornamos a compaixão extinta no meio de nós. Do contrário, ainda recriamos nossos próprios altares; elegemos nossos “santos” líderes, realizamos as nossas “romarias de cura”, “bênçãos” e “prosperidade”, ou, sendo menos herético ( talvez), vestimos a roupa de Calvino antes de vivermos Jesus. Mesquinhamente agimos com partidarismo, orgulho, egoísmo...

Enquanto isso, damos brados de vitória ante a nossa melancólica demonstração de vida com Deus, ao mesmo tempo em que exaltamos os nossos famosos pregadores ou artistas (inclusive gospel) , como se nestes todas as nossas imprudências fossem sanadas na utópica sensação de sermos representados por eles; todavia, o que mais me dói, é que ignoramos os que dão suas vidas nos campos missionários mais hostis que se possa imaginar. Estes sim, deveriam ser mais de perto os nossos referenciais de vida cristã prática e piedosa.

Então, paradoxalmente vejo os nossos templos lotados com centenas de pessoas atraídas por métodos carnais, edificações caríssimas repletas de carros de luxo congestionando o estacionamento, irmãos e irmãs ostentando suas roupas de marca e cabelos industrializados, grupos de música e dança fazendo seus show’s de pirotecnia humanista e pregadores oferecendo Deus como uma mercadoria. E nós... no meio desta engrenagem, como que surtando por não saber onde resetar este projeto chamado “igreja”.

Reconheçamos, estamos doentes.

Dos neopentecostais aos reformados; dos contempladores aos mais agitados, dos calvinistas aos arminianos, estamos doentes...

Doentes estamos e assim continuaremos porque não conversamos abertamente sobre nossas feridas... Disputamos a olimpíada teológica de quem tem a melhor sistemática, hermenêutica ou exegese. E diante desta anomalia restam-nos ainda as tristes confecções de listas de obrigações religiosas que se por acaso não cumpridas pode acarretar (segundo os fiscais da lei) em uma nota baixa emitida por Deus em relação nós (loucura sagaz religiosa). Logo, acentuamos nosso status de doentes com sorriso farisaico, porém levando um peso que certamente não nos redundará em conhecer mais de perto a Graça de Deus (pois parte deles ainda amam a Lei e odeiam a Graça).

Por isso vejo as "moscas" que ainda rodeiam as feridas abertas do irmão viciado em pornografia; as que rodeiam as feridas abertas do irmão atraído compulsivamente pelos seus bens e riquezas; as que rodeiam as feridas abertas do pastor que trai a sua esposa de forma dissimulada; as que rodeiam as feridas abertas da irmãzinha que idolatra o seu corpo, fornica frequentemente e ainda canta no louvor sob ministrações de arrepiar. Vejo as moscas rodeando as feridas abertas do irmão que nunca conseguiu perdoar seus pais por terem tentado aborta-lo na infância; as que rodeiam as feridas abertas de muitos irmãos que, com ternos ou paletós se enganam em seus tratamentos suntuosos com a sociedade, mas que no fundo se desesperam por não terem sua mesa repleta de paz e comunhão com os filhos.

Caso você considere esta confissão e desabafo, ore comigo também. Declare a nossa falência espiritual para que a Graça de Deus seja abundante em nossas feridas. Não relute, pois é assim que faremos valer a glória de declarar quem realmente somos: doentes, feridos, porém mais que vencedores.

***

Antognoni Misael, cada vez mais apaixonado pela Graça de Deus.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O "barulho" do Rock e "O Grito" de Marco Telles

Por Antognoni Misael

Se tentarmos ler a música como se vê um quadro de pintura elencaremos alguns aspectos que efetivamente se relacionam. Uma canção calma, serena e tranquila nos sugeriria, quiçá, uma pintura de fim de tarde, com traços bem definidos, suaves, cores fortes, luzes, e perfeita perspectiva.

Agora, como se apresentaria a pintura de uma canção forte, intensa e pulsante?

Comparar a música do Marco Telles com alguma pintura é um exercício arriscado, vai que eu viajo demais... Mas, não tem como negar que a performance musical deste artista é de um expressionismo latente. Logo, a música do Marco é um "quadro expressionista"! É fusão e ebulição de confissão dos pecados; é relembrar o nosso estado incapaz de alcançar a Deus; é a subversão da religião pelo Evangelho; é um grito de entrega em direção aos céus que reverbera ... : “porque simplesmente eu não tenho outro motivo pra viver”, a não ser pela Glória do Rei, e por Amor a Ele.

“Promessa”, “Tua Graça Me Basta”, “Pela Glória do Rei”, são canções que gritam os ecos da alma e expressam verdades entre nós e Deus. São expressões que, mesmo se apresentando de forma simples, nos reservam nuances onde um conflito existencial se monta em nosso coração: Mundo e Eternidade, Vida e Morte, Mérito e Graça.

CONFLITO 1

“Não coloquem seus eternos olhos na miséria que se vê com olhos naturais
O Que é visível veio a existir a partir do que não se pode ver
Eu concluo então que o que se não vê é real e o que eu posso ver é sombra
Olhe para o alto, para o nosso lar
O lugar que realmente nos pertence
[A promessa]

___

CONFLITO 2

“Pra viver ou morrer
Pra sorrir ou chorar
No vale ou alta montanha
Eu irei Contigo, Viverei Contigo”
[Pela Gória do Rei]

__

CONFLITO 3

“Não são meus talentos
Que me levam a Ti
Não são os homens
Que me levam a Ti
Nem mesmo a minha santidade
Me levará a Ti
[Tua Graça me Basta]

O grito - Edvard Munck
Pois bem, este fim de semana (sábado, 24 de agosto de 2013) tive a oportunidade de estar com Marco e sua banda e, admito gente, seu som é pesado! Se para alguns rock é "barulho", saibam que ele tem tudo a ver com a nossa inquieta alma, que jamais silenciará nesta vida, pois aguarda descanso eterno em Deus. Mas, voltando... apenas dizer as palavras mencionadas nos 'conflitos' acima, considerando a carga de Verdade cantada e o desejo intenso de estar mais perto do Pai, no centro da vontade dEle, torna-se algo 'descombinado'. É preciso GRITAR!

Então ali naquela noite gritamos os nossos próprios conflitos! Como loucos, cantando sobre o que não se vê (Jesus), ansiando pelo que nunca se definiu (eternidade), exortando-nos sobre o que nos espera (os Céus), gritamos com a nossa alma!

Por isso meus queridos é que o rock de Marco Telles é pesado, sabe por que? Porque o seu peso nos põe pra baixo, lugar onde sempre devemos estar. Nesta gangorra sonora forçada, caímos, enquanto Cristo foi exaltado, evidenciado, glorificado.

O grito de Marco Telles também é o meu grito, deve ser o nosso grito. Ele deve sempre ecoar assim:

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”. Romanos 11:36

Confira algumas canções do Marco, dentre elas, duas das citadas no texto:




***

Marco passou a tarde lá em casa, não "gritou", comeu quase nada, só riu, falou sobre a Graça e se divertiu. A noite, cantou o seu "barulho"e pregou o seu "grito" - e sabe quem esteve lá? Jesus!

P.S.: A ideia do "grito" foi apenas uma tentativa fazer um diálogo entre a pintura expressionista de Edvard Munch, recheada de angústia e crise existencial, e o impacto da arte de Marco Telles.

[Marco Telles é uma voz relevante na música cristã da Paraíba. Tem viajado pelos sertões e capitais levando o Evangelho e a Graça através de suas canções]

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O compromisso com o evangelho da graça

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O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem.


Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24). No texto em apreço, três verdades são destacadas:


Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça. “… o ministério que recebi do Senhor Jesus…”. Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu. O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação.


Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia. “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…”. A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos. Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.


Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. “… para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.


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Fonte: Palavra da Verdade. Via: PCamaral.

domingo, 4 de agosto de 2013

O manual

o manual"Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida" Dt 32:47


Sou uma pessoa ligada à tecnologia, até porque minha geração cresceu e sentiu o impacto que esse novo mundo causou e vem causando na humanidade. Por isso computadores, celulares, games sempre me encheram os olhos. (Ainda lembro-me do meu Super Nintendo... Ah bons anos!).


Com o passar do tempo essas novas máquinas ganharam funções específicas e se tornaram mais e mais complexas, exigindo um mínimo de habilidade para operá-las. É ai onde entram os manuais de instruções. Páginas e mais páginas em que o fabricante do produto lhe explica como manuseá-lo; se for elétrico, qual a corrente certa; o que ele é, ou não, capaz de fazer. Além de especificações técnicas de tamanho, potência e outras coisas. A menos que você queira um mini incêndio, jamais ligaria um aparelho 110v em 220v!


E onde quero chegar com isso tudo... dicas de segurança? Não, não é isso. Você já pensou que quase nunca lemos manuais de instruções? Achamos algo fútil e, em certos momentos, inútil. “Ah, o cara quer me ensinar como instalar a minha Tv?!”. E fica ele lá, abandonado dentro de caixas. Mas, e se nos tivéssemos um manual? E se nosso fabricante o tivesse escrito, especificando quem somos e o que podemos ou não fazer? E se além de um manual de instruções ele fosse um guia de sobrevivência? Tenho duas notícias pra lhe dar - uma boa e uma ruim. A boa é que SIM, temos um manual. E a má é que SIM, também o esquecemos em estantes empoeiradas, mesas de cabeceira e dentro de nossos carros. Fazemos questão de mantê-lo longe de onde ele precisa estar, no coração e na mente.


A Bíblia é o manual deixado pelo fabricante (Deus) para seu projeto (nós), escrita por vários autores guiados pelo Espirito Santo. Ela é a palavra de Deus, nela descobrimos quem somos e o que Ele espera de nós. Nas escrituras está o plano da nossa redenção em Cristo, o Salvador que, com seu sangue, iria justificar o seu povo (Isaías 53). Como também a condição em que nós encontrávamos, filhos da ira (Fp 2:3). E como por sua graça, “...nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Cl 1:13). Agora servos, temos um chamado de ser como Jesus, guiados por seu exemplo e seguindo seus passos (I Pe 2:21). Sendo assim, a Bíblia precisa nortear e permear todas as áreas da nossa vida.


Então, querido leitor, o que fazer em resposta a isso tudo? Afinal esse livro não é amuleto para fica aberto na sala da sua casa, impedindo coisas ruins, nem uma caixinha de promessas com bênçãos e mais bênçãos, muito menos um biscoito da sorte que lhe dá o horóscopo do dia. Ele é vivo e eficaz (Hb4:12). Jamais passará, pois é eterno (Mt 24:35). Precisa ser o nosso deleite e meditação (Sl 119:97). É um tesouro inestimável que não mensuramos o seu valor. Quantos morreram pra que o tivéssemos em mãos? Em países onde há perseguição a cristãos, há um mercado negro onde pessoas “traficam” bíblias, correndo risco de serem apanhadas e mortas. Enquanto a temos e a desprezamos, pessoas dariam tudo por alguns dias de leitura. Qual o valor que tem palavra do Senhor na sua vida? O quanto ela é importante? Ela que lhe guia ou é seu coração? Será que muitos erros cometidos poderiam ser evitados se atentássemos para o que nela está escrito?


O que Deus disse a Josué também serve pra nós: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.” (Josué 1:8). Que o Senhor produza em nós o desejo de ler e estudar Sua palavra, que nossos passos sejam firmados nesse livro e que arda em nós um amor por Ele. Pois por meio das escrituras conhecemos ao Criador e a nós mesmos.


O vídeo abaixo mostra o primeiro contato de alguns cristãos com a Bíblia. Olhe a reação deles! A emoção ao segurar o livro sagrado! Se você puder “perder” 1 minuto do seu dia com esse vídeo, não se arrependerá.



Que o Pai das Luzes, em sua graça e misericórdia, encha nossos corações e mentes com seus juízos.


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O texto é de Isaque Jr., escreve no blog da 'UMP Guarabira' e me fez chorar com o texto e com o vídeo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A VERDADE DÓI?

VERDADEUm dos adágios mais proferidos no mundo é “A VERDADE DOÍ”, porém ele já constitui em si mesmo uma grande mentira.


Na verdade, vivemos em um mundo regido pela Mentira e a sua filha Hipocrisia, onde todos a amam e incorporam naturalmente em suas vidas o viver da sua filha.


Certa certa vez ouvi que os acontecimentos, as histórias entre as pessoas são regidas sempre por três versões, ou melhor, por três “verdades”, sendo 1° a minha, 2° a sua e 3° A VERDADE, isso revela a realidade de como caminha a humanidade.


Achei muito interessante um filme em que um pai (mentiroso) milagrosamente, pelo desejo do filho, passa a falar a verdade sob qualquer circunstância e tudo passou a ser verdadeiro desastre total, mas o que poderia servir de sustentação para pensarmos que A VERDADE DOÍ, na verdade não é.
É que estamos tão mergulhados na mentira e na hipocrisia, que nem percebemos que esse estado acabou-se tornando algo natural, e quando a verdade aparece, o que de fato doí é percebermos que vivíamos uma mentira, na verdade mesmo o que DOÍ É A MENTIRA.


Eu acho uma tremenda injustiça com a verdade taxá-la de dolorosa, quando de fato o que nos machuca, corroí e mata É A MENTIRA.

Agora vamos desnudar essa história entre a verdade e a mentira?

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai.
Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade,
porque não há verdade nele. (João 8:44)


Com certeza muitos devem ter lembrado-se de outro adágio que diz que “todo mundo é filho de Deus”, coisa que também é MENTIRA, pois todos nesse mundo nascem como filhos do diabo e não sabem fazer outra coisa senão mentir e amar a mentira. Pergunto: Quem te ensinou a mentir?


Isso faz parte da natureza que herdamos de Adão, que creu em uma mentira (que poderia ser como Deus) e desde então todos nós vivemos embriagados nessa mentira que nos leva ao orgulho, arrogância, prepotência e ao inesgotável desejo de sermos notórios e especiais, sempre correndo em busca de aplausos, palcos e holofotes.


Mas TEM REMÉDIO PRA MIM?


Claro que tem! É a VERDADE e por termos nos acostumados a dizer que o remédio doí, tantos temem e fogem do remédio.


Mas o real remédio não é aquela “verdade” humana minha e sua, o verdadeiro remédio é a VERDADE ABSOLUTA, que é uma pessoa, pessoa esta que encontraremos na bíblia.


"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32)


“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:36)


CRISTO é o remédio, CRISTO é a verdade, ELE é o único que é absoluto e pode de livrar da mentira que doí, da hipocrisia do EU.


Se dissermos que a verdade doí, indiretamente estamos dizendo que CRISTO doí, que ELE traz algo em si que é ruim, isso é mentira, pois NELE temos paz, vida alegria, esperança, amor, perdão.


A dor que vem, vem pela nossa mentira, pelo amor que temos nela, somos uma raça que é amante de si mesma. A vida Cristã somente é dolorosa se ainda temos a amor em nossa própria vida.

EU sou mentiroso, não presto e em mim nada pode ser aproveitado, mas NELE tenho a saída, em SUA cruz obtenho a solução para o EU e na SUA ressurreição ganho nova vida.

ELE nos atraiu em SUA cruz para lá sermos mortos e livres do pecado, da mentira, do EU.

"E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim." (João 12:32)


...fomos sepultados com ele pelo batismo na morte;
para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai,
assim andemos nós também em novidade de vida.
Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; sabendo isto,
que o nosso homem velho foi com ele crucificado,
para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
(Romanos 6:4 a 6)


Assim esvaziados de nós mesmo e da nossa mentira, temos a condição de sermos habitados por CRISTO, pela VERDADE do PAI, pelo seu ESPÍRITO, pois a verdade não coexiste com a mentira, onde habita a luz já não pode mais haver trevas.


Creia nisso e seja livre.


JB


***


João Bosco é amigo, irmão, blogueiro, e escreve no blog Único Filho. Quer conversar sobre Religião e Evangelho? Fale com JB e saia maravilhado!

Como NÃO DEVEMOS Louvar a Deus


É incrivel, mas é bem isso que a gente vê por aí. Post super relevante e bem humorado do pessoal do ministério de louvor Geração Fiel, baseado no vídeo divulgado na web pela First Baptist Church of Orlando, versão com legenda no youtube: "Como NÃO louvar ao Senhor!".


Assista, comente e compartilhe com seus amigos!



 

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Do Púlpito Cristão para o Arte de Chocar!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Oculto do José Philomeno - Evangelho Simples

A história do O Oculto do José Philomeno, cabloco inteligente que só ele só, com a ajuda do missionário Eurico Nelson.
Contada pelo pastor Glenio Paranaguá da época do guaraná com rolha, porém mais atual que nunca.


"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo." (II Coríntios 11 : 3)


Evangelho puro e simples, sem fermento religioso.


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Compartilhado do meu amigo João Bosco, um mano que ama a simpliscidade do evangelho em detrimento da sofisticada religião.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A maldição do Cristo genérico

Cristo GenéricoRecentemente abandonei a leitura do livro “A maldição do Cristo Genérico”, de Eugene Peterson, por achá-lo muito prolixo. Confesso que com um título desses, eu esperava um pouco mais do autor.


Contudo, navegando pela internet, achei esse texto no blog Romanos 12, onde nos é apresentado um Jesus genérico, o senhor Gezuz. Apresento abaixo alguns princípios para que você possa identificar que tipo de “cristo” estão pregando na sua igreja:
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JESUS: Aceitava pessoas pobres e ricas, sem tratá-las de forma diferente por este quesito.
GEZUZ: Só abençoa quem deixa a contribuição financeira no seu altar.
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JESUS: Ficou irritado ao ver pessoas vendendo coisas no templo e transformando a casa de oração em comércio.
GEZUZ: Adora ver a igreja ser um comércio, pois assim, com o dinheiro, ele pode ter novas filiais de suas empresas-igrejas para mais pessoas conhecerem seu lindo nome: Gezuz!
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JESUS: Não deixava os demônios falarem.
GEZUZ: Adora ver os demônios falar, dar entrevistas e fazer espetáculos para impressionar as pessoas e prendê-las na religião pelo medo.
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JESUS: Para ele o amor é muito mais importante do que o dízimo.
GEZUZ: Até entende se você não amar, afinal, a carne é fraca, mas se você não der o dízimo, ele deixa o devorador comer o teu salário.
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JESUS: Revelou com detalhes a vida da mulher samaritana.
GEZUZ: Não conhecendo muito bem as coisas, chega numa platéia com mil pessoas e chuta: “Tem 10 aqui com dor de cabeça, 8 com reumatismo, 3 com causa na justiça, 40 desempregados…”
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JESUS: Soprou o Espírito Santo em seus discípulos.
GEZUZ: Só dá o Espírito Santo se você falar meio enrolado e desembolsar uma graninha.
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JESUS: Teve medo no jardim do Getsêmani.
GEZUZ: Diz que o medo vem do diabo.
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JESUS: Chamou pessoas que usavam a religião como causa de ganho financeiro e status de hipócritas, mentirosas, raças de víboras e filhas do inferno.
GEZUZ: Chama pessoas que usam a religião como causa de ganho financeiro e status para se assentarem no púlpito da igreja e darem uma palavra.
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JESUS disse: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. (lucas 6:20).
GEZUZ disse: bem-aventurados vós que sois ricos, por que pobre ou está em pecado ou precisa de um verdadeiro encontro comigo.
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Ora, não há outro salvador a não ser Jesus! (At 4.11-12). Não deixem que te empurrem esse placebo chamado Gezuz goela abaixo; foneticamente parece a mesma coisa, mas quando observamos seus ensinos vemos que ele é muito diferente do nosso Salvador, o Senhor Jesus.


Se o Jesus que estão pregando em sua igreja é o Gezuz, saia fora dela enquanto é tempo. Mas não fique por aí perdido não: procure uma igreja bíblica e cristocêntrica, que pregue a Jesus, e não Gezuz. Eu sei que essas estão escassas, mas posso te garantir que elas ainda existem!
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Adaptado do blog Romanos 12, via Púlpito Cristão.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tem remédio pra mim?

Remédio da Cruz3...noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más,
agora, contudo vos reconciliou no corpo da sua carne,
pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,
se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes
da esperança do evangelho que tendes ouvido,o qual foi pregado a toda criatura
que há debaixo do céu...”
Colossenses 1:21 a 23


Uma única coisa nos separa de DEUS, o pecado, e quando falamos pecado, podemos codificar as seguintes tendências: Orgulho, Altivez, Independência, Rebeldia, Autossuficiência, Soberba, Arrogância, Senso de Importância e por ai a fora.


“Eis aqui, o que tão-somente achei:
que Deus fez ao homem reto,
porém eles buscaram muitas astúcias.”
Eclesiastes 7 : 29


O Homem foi criado reto, porém intrometeu-se onde não devia.Como isso, temos uma infinidade de doenças emocionais e são elas hoje que tem provocado a pluralidade de religiões que temos visto. As religiões se multiplicam hoje conforme o número de pessoas, como se num futuro próximo teríamos cada homem com sua religião própria, isso por conta da vaidade e do senso de importância que temos com nós mesmos, pois a teomania adâmica exige culto a si mesmo e ninguém quer se submeter verdadeiramente ao que diz a Palavra de CRISTO.


“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas;
cada um se desviava pelo seu caminho;
mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
Isaías 53 : 6


Essa disposição de “faço que eu bem entendo, pois sou dono do meu nariz” é o fundamento essencial do pecado, e sua matriz é satânica. Essa conversa de dizer que eu sou dono da minha vida é o alicerce do pecado que produz essa profunda ruptura com DEUS e esse sentimento tem imperado em nossa sociedade através do estímulo de “faça o que tu queres” – “tu estas feliz? Isso é o que importa” Já perceberam essa tendência?


Desde de Caim, que criou o 1° modelo de religião, até os dias de hoje, nos temos uma variedade de religiões, que são tantas as pessoas que estão as religiões, aliás isso começou já com o pai dele, Adão na tentativa de cobrir seu pecado como se ao homem fosse possível tal solução. Essa é a tendência de humana de dizer que PODE chegar até DEUS por seus atos e méritos, só que tal tendência EXCLUI totalmente a obra de CRISTO na CRUZ, portanto ANTICRISTã.


Mas o que nos disse JESUS?
Eu sou o Caminho...
Ninguém vem ao PAI senão por MIM!!!


Costumo lançar a ideia (hipotética) de se realizar uma pesquisa de rua na qual teríamos duas perguntas:
Você crê em DEUS? Um número maioral e expressivo taxativamente dirá SIM!
Mas se mudarmos a pergunta para:
E CRISTO é DEUS? Com toda a certeza o percentual positivo seria bem menor e deixará de ser maioria.
Qualquer pessoa crê nessa forma genérica de dizer “deus”, pois isso é SUA PROJEÇÃO de um deus que ele mesmo criou. É um deus criando a imagem e semelhança do homem, pois quem chama a Deus, sem Jesus Cristo, chama a qualquer coisa, menos ao Todo-poderoso, pois só podemos chegar a DEUS por meio de CRISTO.


A humanidade é inimiga de DEUS, ela foi separada, por isso que antes de se conhecer a Cristo a palavra de DEUS é uma coisa pesada e chata, temos aversão natural, pois sem a obra de CRISTO na cruz trilhar o que nos propõe a palavra é extremamente penoso e cansativo.


Mas a palavra proclama que seus mandamentos não são penosos para seus filhos, pois filhos passaram pela experiência da morte na cruz e deixaram de ser inimigos e nela tem todo o prazer.


Por isso às vezes eu vejo algumas pessoas falarem que ler a palavra dá sono ou que não gosta de ouvir uma reflexão, ai esta o sintoma da doença chamada INIQUIDADE, porque ainda não tiveram uma real experiência de morte e regeneração, não foram tornados cidadãos celestiais, pois as coisas do mundo ainda lhes atraem, ainda não tiveram sua filiação trocada, ainda são filhos do diabo.


“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus,
assim Deus os entregou a um sentimento perverso,
para fazerem coisas que não convêm;”
Romanos 1 : 28


Então quando eu olho pra mim mesmo e vejo a porcaria que sou e em contrapartida vejo encontro um DEUS todo poderoso que é a bondade plena, eu fico estarrecido e entro em um estado indescritível ao pensar que esse mesmo DEUS se entregou por um cara que nem eu??? Como pode isso???


Assim a atração fica irresistível é impossível que eu negue a minha vida em troca da SUA vida, ao contemplarmos a CRISTO imediatamente o seu ESPÍRITO SANTO me compele a dizer: Toma, sou teu e nada mais quero saber de minha vida, quero a TUA em mim.


Deixemos ABBA recuperar o que se estragou, despreze sua vida e entregue-se a CRISTO, creia em sua morte juntamente com CRISTO e ELE mesmo te dará a conquista da regeneração, do teu NOVO NASCIMENTO.


Graça e Paz.


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João Bosco é servo de Jesus  e amante da Graça de Deus. Escreve no blog Filho Único, novo parceiro do Arte de Chocar.

domingo, 19 de maio de 2013

EXISTE DIFERENÇA?

FARDODentro de igrejas existe um sem fim de cansados e muitos outros que já desistiram e pior ainda, um número inimaginável de pessoas que pensam estar no caminho; quando na verdade estão à caminho, mas do inferno, mas porquê?


A resposta a essa pergunta reside
na diferença entre a Religião e o Evangelho.


Desde que os púlpitos começaram a valorizar mais aos homens em detrimento da verdade da palavra de Cristo, se iniciou uma fábrica de doentes almáticos convencidos de sua religião emocional: O EU.


Mas isso não é coisa nova, essa tendência remonta ao Éden, na velha proposta da serpente feita a raça adâmica, de sermos como Deus e desde então vivemos a cata de reconhecimento como sintoma dessa doença humanista teomânica.


Nesse doido hedonismo a humanidade se inclina aos seus desejos e na religião não seria diferente, a própria proposta da religião (eu me religar a Deus) já revela o profundo sendo de grandeza humana, pensando ser capaz de, por si próprios, alcançar a DEUS.


Não somos capazes de subir até DEUS, mas ELE desceu até nossa estatura!
"Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro." (I João 4 : 19)


A ditadura da felicidade integral preconizada nas igrejas, o conforto e o prazer pessoal como meta desta suposta vida Cristã, têm gerado verdadeiros absurdos eclesiásticos e até mesmo o satanismo tem sido conclamado dentro das “igrejas” e dos “louvores”.


A afirmação pode parecer pesada, mas é perfeitamente real, pois essa tendência do “pare de sofrer” é a mesma proposta de “transformar pedras em pães” ou de ter “os reinos deste mundo” ou ainda “...tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso”, nesse tal de movimento gospel, totalmente desprovido de reverência e contrição verdadeira, os extravagantes fazem tudo o que bem entendem, pois são “livres”; desconhecem que esse sentimento de fazer o se quer é a lei básica do satanismo, vide aos preceitos amplamente difundidos pelo mais célebre satanista: Aleister Crowley que psicografou um livro (do próprio Lúcifer, dito por ele mesmo) chamado de Liber AL vel - Livro da Lei, que tem por lei máxima a lei de thelema: “Faze o que tu queres será o todo da Lei” expressão conhecida por muitos de poemas, livros e músicas (por Paulo Coelho e Raul Seixas), mas isso não se restringe ao mundo lá fora, dentro das igrejas essa tendência esta cada vez mais em voga.


Quando vemos esses supostos clamores que “faz chover” o “meu milagre” para minha “restituição” como se Deus tivesse um débito com a humanidade ou ainda como se tivéssemos direitos junto a ELE, claramente podemos afirmar que estamos atendendo aos auspícios demoníacos, mas nesse quesito (gospel) paro por aqui, antes que alguém “rompa em FÉ zes” de tanta raiva por atacar sua religião, afinal de contas não posso tocar nos “ungidos”.


Porém para concluir esse post, quero ilustrar para mostrar a tênue diferença entre a religião dos aventais de folhas de figueira e o evangelho das túnicas de pele feitas por Cristo.



Religião vs. EVANGELHO


Religião é o homem tentando se religar com DEUS; EVANGELHO é DEUS fazendo a religação;
Religião é de baixo pra cima; EVANGELHO é de cima pra baixo,
Religião é você querendo alcançar DEUS; EVANGELHO é CRISTO te alcançando
Religião são obras; EVANGELHO é GRAÇA;
Religião cansa; EVANGELHO descansa;
Religião tem muitas; EVANGELHO é UM;
Religião é Babel; EVANGELHO é JESUS CRISTO encarnando-se;
Religião é o homem fazendo; EVANGELHO é DEUS fazendo;
Religião é tentar merecer para ganhar; EVANGELHO é ganhar sem merecer;
Religião é holofotes; EVANGELHO é anonimato do EU;
Religião são regras; EVANGELHO é relacionamento com uma pessoa;
Religião o que fez Caim; EVANGELHO o que DEUS fez em Abel;
Religião o que era SAULO; EVANGELHO o que virou PAULO;
Religião é o que MARTA fazia; EVANGELHO é onde MARIA se assentou;
Religião é reenvidicar; EVANGELHO é agradecer;


A religião (que é o que temos visto em muitas igrejas por ai) tem esmagado qualquer conceito do viver na Graça Plena.


OS RELIGIOSOS NÃO SUPORTAM A GRAÇA, ELES QUEREM A LEI,
PORQUE A LEI VALORIZA OS RELIGIOSOS PELAS SUAS OBRAS!


Contudo os verdadeiros Salvos, aqueles que foram atraídos pela Cruz aprendem a viver do cuidado divino nas aflições, ajudados por CRISTO mediante aos suprimentos infindáveis da graça absoluta de DEUS.


"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim;
e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou,
e se entregou a si mesmo por mim." (Gálatas 2 : 20)


Por fim quero recomendar uma ótima reflexão de um pregador que muito me influência no partilhar do pão da graça.


OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO


“Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos;
mas a nossa capacidade vem de Deus,” (II Coríntios 3 : 4)


Graça e Paz,
JB


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João Bosco é servo de Jesus  e amante da Graça de Deus. Escreve no blog Filho Único, novo parceiro do Arte de Chocar.

terça-feira, 14 de maio de 2013

A REVELAÇÃO DA CRUZ GERA HUMILDADE, O CONHECIMENTO SEM ELA, GERA SOBERBA!

eu cruz (2)Evangelho puro, sem fermento religioso humanista, o da graça pura é uma verdadeira loucura sem lógica aluma para humanidade, pois os homens não conseguem conceber um DEUS encarnado que se submete a morte e ainda nos atrai para lá morrermos e sermos esvaziados de nós mesmo, isso é loucura! Mas é essa a condição de ternos a nova vida, a vida de CRISTO vivendo dentro de nós.


A essência deste Evangelho é o que CRISTO faz em nós, de acordo com o Seu querer e efetuar conforme a Sua vontade, pois ELE mesmo vem viver em nós, para assim trilharmos esse caminho que antemão foi preparado pelo PAI, como registra Paulo na carta aos Efésios 2.10:


"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas."


Não tem como negar a Glória e toda a Glória apenas para ELE, nisso se contorcem os religiosos ávidos por exaltação, que sempre querem levar algum mérito pelos seus "suados" feitos em seus shows de fé.


Muitos ainda têm a tal de religião como a prática do evangelho, onde esse mesmo religioso encardido e suado, cheio de regras e julgamentos, se colocando em uma posição de “sindicalista farisaico”, meritocrata, pensando que têm direitos e que DEUS lhe deve algum “milagre”, alguma “restituição”.


É a mentalidade de CAIM, afetada pela teomania que a serpente injetou na raça adâmica; mas que encontra remédio na Cruz de Cristo, pois Deus não poderia nos deixar sem saída.


Vemos, uma horda de doentes, batendo no peito determinando os seus interesses humanistas e exigindo pedestais, holofotes, querem destaque diante dos homens e até mesmo de DEUS, querendo se assentarem-se a direita ou a esquerda de Cristo, assim como foi o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu (Mateus 20.17 a 28) mal sabendo ela que para esse destaque (na glória) é preciso antes ter o desprendimento da própria vida, passar pela Cruz.


Paulo em Colossenses 2. 20 a 23 diz:


"Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:


Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne."


Graça e Paz,


João Bosco


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Fonte: A hora da Palavra,  via Blog Único Filho.


Nota do Blogueiro: Pessoal, o Arte de Chocar está  firmando uma parceria com o Blog Único Filho, portanto ciente do propósito de edificar vidas e propagar o Evangelho da Graça de Deus deixamos essa dica pra vocês do nosso novo Parceiro!