quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
O CAJADO OU A ESPADA
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
"DE UNS TEMPOS PRA CÁ" - SOBRE O AMOR ÀS COISAS E O FARDO PRA CARREGAR
De uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
De uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
[De uns tempos pra cá - Chico César]
P.S.: Dica do meu amigo subversivo, Marco Telles.
***
Antognoni Misael, professor de história, músico e policial militar. Editor do Arte de Chocar.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Tom Jobim e os Salmos
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
CRISTÃO PODE IR A SHOW, OUVIR MUSICA DO MUNDO E TER BANDA SECULAR?
Yago Martins
***
Abaixo, o vídeo do Vlog do Yago Martins e Felipe Cruz, onde eles elucidam com muita propriedade sobre o tema. Confira:
***
Arte de Chocar.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Rouxinol - Som da Graça
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Bono Vox é mais relevante do que muitos artistas evangélicos! Saiba o porquê.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
O paradoxo do ser, a oração do Publicano e o Teatro Mágico
1)” Meu Deus! Sei que não sei rezar. Como viver então? Não é só pra pedir por mim e por outros, mas pra confortar e acalentar e agradecer dentro de nós".
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Contando Palavras
Se o conceito de secular significa “o lugar onde Deus não é lembrado”, não existe música secular no Brasil.
Registro palavras que ouvi durante a viagem. Uma jornada que me manteve inteiramente atento à paisagem sonora da canção popular. Tentei não me distrair com os livros, não li muito, apenas documentei expressões e símbolos. O roteiro dessa viagem foi construido dentro da lista que a revista Rolling Stone fez em 2007, a lista dos 100 maiores discos da música brasileira. Tive a companhia da já conhecida de vocês Sarah Ferreira de Toledo e, mais recentemente, do físico pernambucano Maelyson Rolim. Prestem atenção nele.
Meu amigo de Pernambuco é formado em física pela UFPE e hoje está completando o mestrado em física aplicada. Sua pesquisa aborda padrões estatísticos e termodinâmicos de textos literários! Sim, vocês já vão saber o que é isso. O trabalho tem sido desenvolvido no sentido de “observar se a forma como as palavras são organizadas dentro de um texto, sobretudo no gênero literário romance, apresenta características universais e como tal distribuição pode ser utilizada para, entre outras coisas, extração de palavras-chave com baixo custo computacional”, explicou Maelyson, usando o vocabulário técnico necessário para isso.
Esse “cara de exatas com os dois pés em humanas”, me deixou fascinado com seu objeto de pesquisa. Em e-mail recente, ele continuou o assunto. Vamos ouvi-lo: “num trabalho chamado The automatic creation of literature abstracts publicado em 1958, H. P. Luhn propôs o uso do número de ocorrências como parâmetro para determinação de palavras-chave. Na última década inúmeros pesquisadores tem buscado ampliar essa abordagem e é nisso que tenho trabalhado.”
Maelyson, juntamente com seu orientador, construiu um programa para determinar diversos parâmetros de textos, como frequência (número de ocorrências de termos), distribuição e entropias. Apelidei a sua criação de “A Incrível Máquina de Contar Palavras”. E claro, pedi pra ele passar pelo programa todas as canções selecionadas pele revista. E assim ele fez, generosamente.
Os dados que vocês vão ver são relativos apenas ao número de ocorrências de cada verbete dentro da lista da Rolling Stone. São números. Portanto, não definem valor litero-musical ou a qualidade de qualquer canção. Gravem isso.
Era de se esperar, caso fôssemos presos ao senso comum, que palavras como estas que vocês vão ver, fossem propriedade do canto litúrgico das comunidades cristãs. Que esses símbolos não tivessem nenhuma ocorrência na rua. Que autores não sacros, ou não religiosos, suplantariam de sua obra estes termos tão ligados à religião cristã. Maelyson me enviou um arquivo contendo lista com todas as palavras utilizadas nas mais de 1200 canções que ouvimos (lista total da Rolling Stone). Ele também me apresentou todas as palavras que ocorrem nas cem canções que a Sarah selecionou – aquelas que vamos ver mais de perto aqui na série Espiritualidade na MPB. Para efeito de curiosidade, apresento a vocês aquelas palavras ligadas ao campo da espiritualidade e da religião cristã, presentes nas canções da série. Pela ordem de maior presença nos textos, nós ouvimos:
Palavras-chave na MPB
“Deus”, “Jesus”, “Fé”, “diabo”, “Senhor”, “Santo”, “Lord”, “Christ”, “Inferno”, “Haleluia”, “Glória”, “Alma”, “”Santa”, “Cristo”, “Padre”, “Espírito”, “Pecado”, “Graça”, “Ave”, “Rezar”, “God”, “Sagrada”, “Eterno”, “Cruz”, “Igreja”, “Culpa”, “Aleluia” (sem H), “Crer”, “Reza”, “Amém”, “Perdão”, “Divina”, “Pastor”, “Perdoe”, “Hebron”, “Crentes”, “Misericórdia”, “Capítulo”, “Versículo”, “Jacó”, “Sodoma”, “Gomora”, “Divino”, “Serpente”, “Paraíso”, “Sagrado”, “Profecia”, “demônio”, “Louvado”, “Crucifixo”, “Glórias”, “Rezei”, “Anjos”, “Arcanjos”, “lúcifer”, “Batiza”, “Batizado”, “Jesu”, “Sancta”, “Nobus”, “Romaria”, “Tentação”, “Adão”, “Mártir”, “Eterna”, “Hino” , “Orai”, “Babel”, “Evangélico”, “Profeta”, “Judas”, “Salvo”, “Pecou”, “Bíblia”, “Mística”, “Páscoa”, “Crença”, “Católica”, “lúcifer”, “Evangélica”, “Pentecostal”, “Madre”, “Frei”, “Bispo”, “Presépio”, “Vigário”, “Belém”, “Papa”, “Creio”, “Milagre”, “Religião”, “Éden”, “Infernal”, “Reverendo”, “Pecava”, “Pecatoribus”, “Santidade”, “Infiel”, “Doutrina”, “Profetas”, “Hinos”, “Consagrar”, “Abençoar”, “Apocalyptic”, “Armageddon”, “Blasfemou”, “Blasfema”, “Blasfemei”, “diabos”, “Exorcista”, “Flamejando”, “Católico”, “Protestante”, “Capela”, “Benção”, “Abençoado”, “Livrai-nos”, “Perdição”, “Bendita”, “Procissão”, “Abraão”, “Ore”, “Culto”, “Pecados”, “Crucificaram”, “Crente”, “Judeu”, “Abel”, “Caim”, “Católicos”, “Calvário”, “Martin”, “Luther”, “Espíritos”, “Malignos”, “Salomão”, “Divinas”, “Protestantismo” e “Pastores”.
Estatísticas
Vejamos agora uma análise das 30 palavras que mais aparecem nas 100 canções da série. Vou colar os dados conforme Maelyson me passou e ao lado coloco as principais funções gramaticais de cada verbete. Da esquerda para direita temos a colocação no ranking das palavras, o número de vezes que ela ocorre, quem é a palavra e qual a sua principal função.
01) 931, O, artigo. def. masc. sing.
02) 826, QUE, pronome interrogativo, exclamativo,relat.
03) 736, DE, preposição
04) 720, A, artigo, pronome, preposição
05) 703, É, presente do indicativo verbo ser, 3a pes.
06) 699, E, conjunção aditiva
07) 568, EU, pronome, substantivo masculino
08) 560, NÃO, advérbio, substantivo masculino
09) 384, UM, numeral, artigo indefinido, adjetivo,
10) 283, NA, preposição, artigo definido
11) 282, NO, prep., pronome neutro, preposição
12) 282, PRA , preposição, pronome
13) 278, SE, conjunção, pronome pessoal
14) 270, DO, contração da prep. de e do artigo o
15) 228, DA, masculino, interjeição
16) 201, MEU, forma átona do pronome eu, subst. masc.
17) 199, ME, preposição
18) 195, COM, advérbio, subst. masculino, prep.
19) 184, MAIS, conj.aditiva, pron. indef.
20) 183,TEM, do verbo ter
21) 175, UMA, feminino do numeral um
22) 156, VAI, do verbo ir
23) 152, EM, preposição
24) 150, VOCÊ, pronome de tratamento, pron. indefin.
25) 144, QUEM, pronome
26) 140, OS, art. def. masc. plur.
27) 130,TÁ, interjeição, variação do v. estar
28) 128, DEUS, substantivo masculino
29) 128, SÓ, adjetivo, adverbio, substantivo masc.
30) 118, MAS, conjunção, adverbio, palavra denotativa
Desconsiderando preposições, artigos e adverbios, preste atenção nas palavras que são usadas principalmente como substantivos, pronomes e verbos. Pela ordem decrescente de aparição temos: “Que” (pronome interrogativo, exclamativo…) 826 vezes, “A” (artigo, pronome, preposição) 720, “É” (do verbo ser) 703 , “eu” (pronome, substantivo masculino”) 568, “não” (adverbio, substantivo masculino) 560, “Se” (conjunção, pronome pessoal) 278, “Meu” (Pronome possessivo, substantivo masculino) 201, “Tem” (do verbo ter) 183, “Vai” (do verbo ir) 156, “Você” (pronome de tratamento, pron. indefin.) 150, “Tá” (variação do verbo estar) 130, “Deus” (substantivo masculino) 128 vezes e “Só” (adjetivo, adverbio, substantivo masculino) que também ocorre 128 vezes!
E daí?
Interessante notar a relação íntima que todas essas palavras têm com identidade e transcendência; buscamos descobrir quem somos, qual o sentido disso tudo e se existe alguém maior que os números.
Tá. O que isso significa? Entre tantas outras coisas, que a música popular brasileira tem na sua própria obra as razões para não dispensar a presença de todos os novos artistas cristãos que não fazem música litúrgica e que não se alinham à grife gospel. São as próprias canções brasileiras e não as prateleiras de mercado as verdadeiras detentoras de autoridade para dizer qual o lugar do espiritual na obra de arte. Me parece que todas essas palavras que acabamos de ver não deveriam ser ignoradas. Deveríamos notar que “Deus” está mais presente em nossas canções de rua do que imaginávamos. Deveríamos descobrir logo que se o conceito de secular é “o lugar onde Deus não é lembrado”, não existe música secular. Ou melhor, a maior parte da música brasileira não trabalha sobre a égide do secularismo, não poderíamos dizer que ela é “iluminista’, mas sim romântica. Uma música que nasce da alma. Não há o que verificar cientificamente (paradigma secular) sobre os temas do amor, da solidão, da busca por sentido, da transcendência. O que tudo isso significa? Deus está falando do meio do redemoinho: “também pus no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que eu faço”.
***
Fonte: Nossa Brasilidade.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Além, Porém Aqui - Teatro Mágico
Via canção do Teatro Mágico após meu amigo Célio Linhares compartilhar via facebook. A textura da música é muito bacana, a sonoridade a rítmica também... Apesar da subjetividade da letra, ressignifico ao meu jeito e compartilho com vocês este musical: verdadeira obra de arte!!
Acorda coragem em si!
Acolhe a verdade
Acode a saudade e se alcança...
Além!
Semear o amor!
Mudaram o modo de temer
De ceder e saturar!
Da descabida dor (desregrada euforia)...
Discordar!
Anuncia teu dissabor!
Renuncia ao paladar!
Dissecando a flor
Dissertando que ''o viver é não pensar!''
Aturando o tom
De vil alegoria
Maturando o bom!
Se acontecendo!
Acorda coragem em si!
Acolhe a verdade
Acode a saudade e se alcança...
Além!
Mudaram o modo de querer
De perder e perdoar!
Do descabido ardor (desregrada alegria)... se infestar!
Anuncia teu dissabor!
Renuncia ao paladar!
Dissecando a flor
Dissertando ''o que viver é não pensar!''
Aturando o tom
De vil alegoria
Maturando o bom!
Se acontecendo!
Acorda coragem em si!
Acolhe a verdade
Acode a saudade e se alcança...
Além!
Semear o amor!
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Arte de Chocar.
sábado, 28 de dezembro de 2013
"Pra ser Feliz": um paralelo entre o sertanejo de Daniel e o Evangelho de Jesus
Ah, não podia deixar de compartilhar. É como se as pedras clamassem... E clamam, inclusive naquele tipo de cancioneiro que nem nos imaginamos a participar!
Então, vamos pensar juntos?: “ Pra ser feliz, do que é que o ser humano necessita?”, “o que é que faz a vida ser bonita?”, e “a resposta onde é que está escrita”?
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Crente em Show? Iron Maiden? - Ariovaldo Jr. continua a polêmica...
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Lembrando que eu não curto nem um pouco o Iron Maiden... Meu rock não passa de Beatles, é bem leve.
Arte de Chocar.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A Cerveja, o Whisky, o Garçom e o Músico
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Fonte: Cristianismo Criativo.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Lenine, Spurgeon e Salomão
Nem todo dia o sol brilha com a mesma intensidade. Em nossa existência também iremos nos deparar com o céu nublado e até mesmo tempestades torrenciais. A mentira habita nos lábios daquele que propaga uma verdade diversa desta, ainda mais se esta fábula for direcionada aos cristãos, uma falsa promessa de vida mansa e pacífica, distante de tribulações. Certo é que todos já encaramos e também iremos encarar tempos difíceis em nossa vida, a grande questão é somente uma: como iremos líder como eles? Seremos despedaçados em meio à turbulência ou iremos sair dela mais fortalecidos?
Neste sentido, dentre várias preciosas orientações de como lidar com os tempos nebulosos da vida, destaco uma frase do príncipe dos pregadores, o Pastor Batista Charles Spurgeon que afirmou que “aqueles que mergulham no mar das aflições trazem pérolas raras para cima”, apontando para soberania de Deus e sua maravilhosa providência, que nos fez descansar certos de que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28).
A respeito deste dilema onipresente nos corações humanos, é possível perceber ainda uma profunda e verdadeira reflexão vinda de um lugar inesperado, pelo menos para alguns mais ascéticos. Também existem verdade e graça fora dos muros eclesiásticos, ainda não seja a graça salvífica, mas sim a comum, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1:16-17) e nisto está incluso a boa arte, assim como a boa ciência e etc.
No instante que o movimento gospel declina de uma teologia saudável, especialmente em temas como o sofrimento, Deus tem levando pedras para clamar. E vos apresento neste instante uma breve reflexão num destes clamores, nos instruindo a respeito de uma forma de lidar com os dias maus em perfeita consonância com a verdade bíblica. Observem a letra da canção “Eu Envergo Mais Não Quebro” do Pernambucano Lenine:
Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida
Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida
Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo
Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo
Nesta etapa inicial da música, especialmente na estrofe em negrito, podemos observar uma nítida semelhança com a perspectiva apresentada no inicio pelo Pastor Batista Charles Spurgeon, com base nos escritos do Apóstolo Paulo. De fato ainda que sejamos submersos pelo mar bravio das aflições, não devemos sucumbir em meio à dor, devemos retornar a superfície trazendo uma pérola preciosa, com um retumbante sorriso nos lábios. A mesa verdade é manifesta nas palavras destes dois homens, e só porque um incrédulo (Lenine) falou não podemos descartar uma verdade tão visível. Ela também vem de Deus.
Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilíbrio e requebro
É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro (2x)
As adversidades certamente nos acometem, mas nessa hora é preciso compreender que ainda que moídos, torcidos, envergados, não devemos desfalecer, pois não seremos quebrados. O choro pode durar uma noite, ou várias, mas amanhã irá despontar na alvorada. O que nos resta? Nos equilibrar e aguardar o raiar do sol.
Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem
Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem
Neste momento é possível chamar o Rei Salomão para tomar parte na melodia, visto que ele mesmo em Eclesiastes 1, versículos de 2 à 7, nos informa, sob a inspiração do Espírito Santo, que não há nada de novo debaixo da terra e que tudo é vaidade, de modo que o sol nasce e depois se põe, as gerações vem e vai, o mar sempre corre para o mar e assim por diante. Tudo sempre começa e termina, num ciclo sem fim. O temporal e o dia mau não fogem desta regra. Aparentemente o mesmo inspirador este por trás destes versos. E por que não?
Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo
E agora o músico envergonha uma multidão de religiosos que não se contentam em murmurar contra a providência de Deus, mas chegam ao disparate de coloca-lo na parede, ordenando que mude a sorte deles, restituindo e lhes dando um bom tempo. Lenine, embalsamado na graça de Deus, nos apresenta outro caminho, que não é novo: a piedade com contentamento, que nos é ensinada por Paulo em 1 Timóteo 6.6-8. Mais uma voz o apóstolo participa da melodia popular brasileira.
E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo
Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro
Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo, mas não quebro (4x)
Por fim, para terminar com chave de ouro, a poesia musicada nos indica mais uma postura: aproveitar e celebrar os dias bons, como forma de nos equipar para suportar os inevitáveis dias maus. Mas uma vez precisamos nos arvorar na antiga e sempre atual sabedoria de Salomão que corrobora com o cantor pernambucano: Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras. (Eclesiastes 9:7). E contexto do texto em questão é exatamente este: o homem não controle sobre o bem ou mal que lhe é acometido, sendo assim, ele deve aproveitar as bênçãos de Deus e descansar Nele, pois o Senhor se agradou de antemão de suas obras.
Diante desta análise gostaria de sugerir duas reflexões oportunas: primeiramente, não limite a verdade de Deus às quatro paredes do templo. A igreja é sim o baluarte da verdade, mas a graça de Deus ainda se encontra em várias manifestações e ignorar isto, rejeitando as coisas pela fonte e não pelo conteúdo, significa ingratidão contra o próprio Deus que capacitou os homens. Prestemos atenção nas palavras de Calvino: “Mas contaremos qualquer coisa como digna de louvor ou nobre sem ao mesmo tempo reconhecermos que vem de Deus? Que nos envergonhemos de nossa ingratidão, na qual nem os poetas pagãos caíram, pois eles confessavam que deuses tinham inventado a filosofia, as leis e todas as artes úteis.” [1]
E por último, que possamos refletir nesta canção, assim como na frase Spurgeon e nos textos bíblicos de Paulo e Salomão que fazem coro em uma só voz. A dor estará presente nesse mundo, pelo menos até que Cristo volte. Os dias maus ainda irão nos alcançar, mas que possamos descansar nos braços de nosso Senhor, sabendo que ainda que venhamos a envergar, certamente ele não permitirá que sejamos destruídos.
Deixo convosco a canção supracitada. Apreciem!
***
Fonte: UMP da Quarta. Divulgação: Púlpito Cristão.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Gonzaguinha Cantando e Thalles Sangrando: "Pai, eu não confio em mim"
sábado, 6 de julho de 2013
Canção profética de Roberto Carlos sobre a segunda vinda de Cristo #PODE ISSO IRMÃO?
Vez por outra nós cristãos fazemos citações de pessoas que não professam a mesma fé. É comum concordarmos com aquilo que entendemos como correto, seja em qualquer área da vida. Sendo assim, a Verdade bíblica é convergida em diversos momentos da nossa existência quando alguém fala sobre sede de justiça, caridade, honra aos pais, prudência, paz...
Eu, como subversivo que sou, não me canso de dizer que não somos os únicos porta-vozes desta VERDADE. Aqui acolá encontramos seus cantos e ecos, intencionais ou não, a respeito do que falo.
Na canção abaixo temos a oportunidade de entender bem o que falo. Ou você acha que só se fosse cantada por um cantor gospel ela teria validade?
Se ilumine na luz das estrelas
Se aqueça nos raios do sol
Se refresque na chuva que cai
Sobre a sua cabeça
Agradeça e respire do ar
Se concentre diante do mar
Se procure e se encontre depressa
Ele está pra chegar
Não se pode negar os sentidos
Tão pouco tapar os ouvidos
Pra fugir das verdades
Que a própria consciência nos diz
Não adianta tentar se esconder
Nem tão pouco querer se enganar
Se procure, se encontre depressa
Ele está pra chegar
Ele está pra chegar
Vista-se no branco desse amor que vem do alto
Busque o céu dos seus pensamentos
Veja que a verdade e as palavras do profeta
Nunca se perderam nos ventos
Pare pra pensar
Pense muito bem
Olhe que esse dia já vem
Pare pra pensar
Pense muito bem
Olhe que esse dia já vem
Pare, pense
Olhe que esse dia já vem
Pare, pense
Olhe que esse dia já vem
Muito breve uma luz vai brilhar
Dessa luz Ele então surgirá
Se materializando ante os olhos
Surpresos do mundo
Não se pode fugir dessa Luz
Dessa força chamada Jesus
Se procure, se encontre depressa
Ele está pra chegar
Ele está pra chegar
Pare pra pensar
Pense muito bem
Olhe que esse dia já vem
Pare pra pensar
Pense muito bem
Olhe que esse dia já vem
Pare, pense
Olhe que esse dia já vem
Pare, pense
Olhe que esse dia já vem
Pare, pense (Aleluia, aleluia)...
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O cristão e a cultura - Por Franklin Ferreira
[Ótima dica de Quézia Monteiro]
***
Franklin é Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É diretor e professor de teologia sistemática e história da igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos, São Paulo, e consultor acadêmico de Edições Vida Nova. Autor de, entre outros, dos livros Teologia Cristã e Teologia Sistemática (este em coautoria com Alan Myatt), publicados por Edições Vida Nova.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
As dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular
A certeza que me conduz nesta fascinante pesquisa dentro do repertório popular, é de que a espiritualidade cristã afetou (sim) o modo de ver o mundo de muitos compositores daqui. É no cancioneiro das ruas que busco a confissão explícita e a arte analógica. Aquela que ‘explica’, essa que aponta.
A liturgia dos palcos e dos bares me interessa. Sabemos que a música que tem poesia, discurso e letra está se confessando; porque toda canção é confissão. Palavra é denúncia.
Duas constatações bem vindas:
1. Chamar a música ‘religiosa’ de confessional é de certa forma estúpido – é redundância. Pois toda canção é confissão.
2. Quem explica dá o molde. A fé, portanto, é explicação de vida, é base para cosmovisões, assim como a filosofia ou a “educação laica”. E tudo que explica a vida também fundamenta discursos a respeito da vida. Sendo assim, a fé pode ser vista comoformadora de pressupostos e intenções. Essa fôrma ideológica do compositor aparece estruturando seu discurso ou apenas surge como um tipo de moldura para um quadro abstrato.
Certo de que o Evangelho de Jesus não foi nesses quinhentos anos de Brasil um item isolado – exclusivo da religião institucional – escolhi colocar na lista apenas canções populares que se conectam com princípios e símbolos cristãos. Dez canções (contemporâneas – não fui parar lá nos baús imperiais) que apontam, como uma analogia redentiva, para a Boa Nova e a Esperança.
A força espiritual de algumas letras aparentemente não “religiosas” constrói um acesso ao conteúdo do evangelho de forma linda. Não incluí aqui as canções de molduras afro ou indígena – embora elas mesmas também se relacionem com o esperances de alguma forma (mas isso é outro assunto). Por enquanto, curta aí as dez mais belas e santas canções do nosso hinário popular.
1. Todos estão surdos ( Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
2. Juízo final (Nelson Cavaquinho)
3. Minha festa (Nelson Cavaquinho)
4. Dê um rolê (Moraes Moreira)
5. Deus é o amor (Jorge Ben)
6. Brother (Jorge Ben)
7. A canção que chegou (Cartola)
8. Feito pra acabar ( Marcelo Jeneci )
9. Wave (Tom Jobim)
10. De onde vem a calma (Marcelo Camelo)
Vale uma busca por Elis Regina cantando Já refulge a glória eterna (Glória, glória, aleluia). “Preciso me encontrar”, do Candeia, gravada pelo Cartola e “Obrigado Jesus” do Neguinho.
Isso quer dizer que estamos cristianizando a música popular brasileira? De forma alguma. Antes de existir qualquer movimento organizado da música evangélica, o Grande Tema já estava ardendo dentro dos compositores da rua. Porque foi Ele mesmo quem colocou em nós esse desejo pelo Eterno.
Viva!
Abraço demorado
***
Marcos Almeida é formado em Educação Artística e líder da Banda Palavrantiga. Fonte: Nossa Brasilidade.
sábado, 18 de maio de 2013
ALGUNS PRINCÍPIOS CRISTÃOS SOBRE O LAZER E ENTRETENIMENTO
Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:
“Queridos,
Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.
1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.
2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.
3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.
4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.
5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.
Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.
Um abraço,
Pr. Augustus".
[Augustus Nicodemus, via Facebook]
***
Este vídeo com música de João Alexandre (Canção "Feliz da Vida") é um ótimo complemento para o texto.








