quinta-feira, 9 de junho de 2016

O super-homem de Anderson Freire e o Liberalismo Teológico

Por Marco Telles

Não é novidade que a música gospel atual partiu para terrenos escuros e apodrecidos. Os princípios e valores expressos claramente em seus versos é de despertar “ânsia análoga a ânsia que se escapa da boca de um cardíaco”[1]. Qualquer cristão genuinamente convertido e conectado às doutrinas ortodoxas da fé cristã, tem vivenciado uma terrível agonia em sua alma durante os períodos de louvor na maioria das igrejas modernas.

Sofro de refluxo e gastrite há alguns anos, por vezes não consigo dormir tamanha dor que sinto apertar no peito quase sufocado. Ainda sim, preferiria uma crise de refluxo a ter os meus ouvidos submetidos ao engodo despejado pela boca dos milionários gospels em um de seus shows (aliás, “cultos”, como dizem).

Recentemente fui submetido a ouvir uma das canções do maior compositor gospel do Brasil, o famoso Anderson Freire. Ninguém compõe tantos hits como ele. A maior parte dos “refrões chicletes” do meio gospel saiu de sua mente atrofiada pela ignorância da cultura pop. Não é um homem, é uma máquina de fazer dinheiro. Ele descobriu a fórmula da música que faz o povo cantar aos berros. Uma mistura de sertanejo com a velha batida simétrica do pentecostalismo de Cassiane. A cereja desta fórmula é um molho de pop-rock. O conteúdo principal, a auto-afirmação. Não mais a auto-ajuda. Auto-ajuda é coisa do passado. Quem precisa de ajuda? Eu não! Eu sou demais, deixe-me cantar um pouco sobre mim pra você perceber o super-homem que sou:

 Oh, Deus de Israel
Eu sei que não vim a este mundo
Pra adorar outro Rei
Os leões estão rugindo sem parar
Meu louvor incomodou
A todos que são contra Ti, oh, Jeová
Nada pode intercalar o louvor do meu coração
Dos manjares eu abro mão, os palácios não quero, não!
Eis-me aqui como Daniel, com os olhos focados no céu
Com o risco de morrer, pois o que importa é Lhe obedecer
Senhor, não vou dividir minha adoração
Exclusivo é o meu coração
Vivo só pra Ti, não abro mão do céu
Até diante da morte prefiro ser fiel
Eu não temo espanto noturno
Nem seta que voe de dia
Nem peste que ande na escuridão
Nem mortandade que assole ao meio-dia
Não importa quantos caiam do meu lado
Direita, esquerda, eu sou protegido
Se eu for fiel, eu moverei o céu
Ele envia anjos para me guardar [2]

Percebem quem é o ser ativo desta canção? “Eu posso, eu consigo, eu faço, eu quero, eu não quero”. Deus está presente no discurso, mas, passivamente. O indivíduo está diante de Deus louvando a si mesmo e a sua capacidade de resistir fielmente até diante da morte. O atrevimento é tamanho que o indivíduo chega a não apenas tomar as rédeas de sua própria vida, mas toma as rédeas do céu! Chega ao ponto de definir as decisões celestiais: “Se eu for fiel, eu moverei o céu”.

Deus está apenas olhando. Este homem é tão fiel, resistente e sábio em suas próprias escolhas, que Deus não precisa agir ativamente. O que Deus faz por este homem não é mais do que obrigação. Deus age de forma reativa à fidelidade deste super-homem. O protege, envia anjos e o guarda. Mas por quê? Porque este homem é fiel, resiste e não divide seu coração que (pasmem) é exclusivamente só de Deus!!! Ele conseguiu cumprir cabalmente a lei e os mandamentos.

Jhonathan Edwards, pobrezinho, com suas firmes resoluções [3] diante das quais suava a camisa, movido de um santo desejo por passar, um dia que fosse, em plena piedade, com o pensamento conectado exclusivamente no que fosse celestial, sentiria santa inveja da conquista do super-homem de Anderson Freire.

Mas esta é na verdade a tendência pós-moderna da hinologia atual. Não mais louvores a Deus, antes, louvores a si mesmo diante de Deus, o observador passivo.

“Então eu direi: ô u ô abra-se o mar
E eu passarei, pulando e dançando em tua presença”[4]

“Remove a minha pedra, me chama pelo nome
Muda a minha história, ressuscita os meus sonhos”[5]

Nestes dois exemplos interpretados pela Aline Barros, vemos mais uma vez o super-homem ativamente conduzindo não apenas a sua história, mas também dirigindo o próprio Deus no que Ele deve fazer ou não. Na primeira, se faz menção ao episódio de Moisés. O pobre Moisés correu para Deus e pediu socorro. Não ordenou o que Deus deveria fazer. Deus foi o ser ativo da história, Moisés, não fazia ideia do que aconteceria quando se colocou diante daquele mar. Só uma coisa ele conhecia: “Deus pode, se quiser, nos salvar!”. Agora, na versão 2016 desta história, o ser ativo não é Deus. É o super-homem que diz ao mar: “Abra-se!” E o mar lhe obedece! Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? É o super-homem gospel. Mas é incrível notar que este super-homem faz e acontece diante da face do próprio Deus (que audácia): “E eu passarei pulando e cantando em TUA PRESENÇA”. Deus está ainda no cenário, mas é coadjuvante, secundário.

No segundo exemplo, também de interpretação da Aline Barros, porém composição do Anderson Freire (o dono da patente desta fórmula), mais uma vez vemos o super-homem destorcendo o real acontecimento bíblico. Pobre de Lázaro estava morto. Não havia esperança alguma para ele. Nem pensava em pedir socorro, por que morto não pensa, nem fala. Estava ali, passivamente jazido em seu túmulo. Até que o grande Rei do universo, o verbo que disse: “haja luz!” e houve luz, bradou do lado de fora: “Lázaro, sai para fora!”. Lázaro saiu, para a glória do nome de Jesus. Na versão 2016 da história, no entanto, morto fala, grita, canta e ordena. Jesus, passivamente deve obedecer e fazer um milagre diante do comando urgente do super-homem de Anderson Freire.

Este super-homem é mesmo precioso! Vale mais que ouro puro de ofir [6]! Aquela visão pessimista e caducada que a bíblia expressa acerca da condição do homem, a qual recebeu o nome, pelos pais da igreja, de doutrina da “Depravação Total" [7], já foi removida da prateleira cristã. O homem do passado poderia ser esse ser desprezível, miserável (nas palavras de Paulo [8]), caído, mas o super-homem superou esta condição! O homem do passado era objeto da ira de Deus, enegrecido, cego, tolo, nu, pobre, inimigo de Deus. Mas ele evoluiu (aleloias)! Agora é valioso, alvo da mais agigantada brandura e apreços divinos. O homem do passado sucumbia diante do pecado, mas o super-homem gospel (de Anderson Freire) não sucumbe! “O Pecado não consegue"[9] com ele. Adão perdeu tudo o que era de beleza e marca divina nele, foi manchado, maculado, e amaldiçoado. O Super homem não. No caso dele: “O pecado não consegue esconder a marca de Jesus que existe” nele. Os efeitos devastadores, perniciosos, degenerativos e humilhantes do pecado não fazem muita coisa com o super-homem.

É curioso estarmos chamando este personagem ousado, corajoso, decidido e auto-suficiente, que Anderson Freire expressa em sua canção, de “super-homem”, afinal, em outra de suas canções, intitulada “Mapa do Tesouro”, ele afirma: “ninguém é super-homem”. Parece uma incongruência. Mas não é. Mesmo nesta canção onde ele parece estar diminuindo o brilho do ser humano, uma frase celebre do refrão vai deixar claro que ele ainda esta falando do seu super-homem: “O calvário declarou, com o sangue de Jesus, para o mundo o seu valor”. É ele! O super-homem de Anderson freire! Tão valioso que a cruz não é nada mais que um outdoor para a exibição de seu valor e preciosidade intrínsecas. Alguém esta olhando para o evento da cruz pelo lado avesso! Na cruz, o que fica evidente a todos os seres em todos os tempos, não é o valor do homem e o quanto ele merece ser reconhecido. Antes, a cruz é o maior testemunho acerca de Deus. Ela revela sua ira, seu furor, sua misericórdia, sua graça, sua glória, seu poder. É para que os anjos e os homens o adorem pelos séculos vindouros.

A grande verdade, caros leitores, é que, quanto à filosofia, Anderson Freire não é nada inventivo. Ele faz um eco dos teólogos liberais (saiba ele disso ou não), que já propunham há mais de um século a evolução do homem espiritual.

Ao decorrer do século XIX, com a chegada súbita do que foi conceituado mais tarde como “iluminismo”, a teologia ortodoxa sofreu grande impacto chegando a convulsionar diante das novas demandas intelectuais e filosóficas, as quais não apenas se arriscaram a tocar no sagrado coletivo, até então intocável, mas também viraram as costas para o senso comum religioso que aceitava passivamente as antigas premissas ortodoxas.

Diante deste cenário o mundo teológico viu as firmes e sólidas colunas da tradição cristã começarem a rachar e esfarelar em velocidade assustadora. O que antes parecia eternamente firme começa a ceder diante do historicismo, do cientificismo e do racionalismo.

Rudolf Bultmann, por exemplo, propunha uma desmitologização do texto sagrado, a partir de ferramentas filosóficas. E para quê? Para que o homem pudesse experimentar uma nova revelação, de uma nova possibilidade de existência humana menos dependente do divino e do misticismo. O que ele esperava com essa descoberta de uma nova possibilidade de existência humana? Ele esperava (para usar seu próprio termo) que o homem se AUTENTICASSE. Deveria sair das sombras da inautenticidade, e vir para a luz da autenticidade.

Teilhard de Chardin, um teólogo cientista, que se esforçou arduamente para casar a fé com a razão, foi ainda mais longe que Bultmann e sugeriu que o homem estava em evolução (assim como declarava a ciência moderna de Darwin), e sua evolução seria até que ele atingisse a forma independente e auto-suficiente de Cristo. Ele chamou Jesus de “Cristo-Ômega”. De modo que, todo homem um dia será como Cristo: auto-suficiente, independente, moralmente equilibrado e sem necessidade alguma. Em outras palavras, todo homem se transformaria na raridade proposta por Anderson Freire.

Dietrich Bonhoeffer, o teólogo contemporâneo ceifado antes do tempo, que lançou bombas atômicas dentro da teologia filosófica e prematuramente morreu antes de dar maiores explicações sobre suas teses, razão pela qual alguns o consideram liberal, sugere que o mundo chegou ao que ele chamou de “Maior Idade”. Veja o que ele diz:
O homem deve aprender a lidar consigo mesmo em todas as questões de importância sem apelar à “hipótese operacional” chamada “Deus”[...] está ficando claro que tudo avança muito bem sem “Deus” -, e, na verdade, tão bem quanto antes.[10]
O mundo que alcançou a maior idade de Bonhoeffer é um mundo sem Deus, sem ídolos, um mundo que não adora a nada. Um mundo totalmente despojado de ilusões religiosas. Para Bonhoeffer, a igreja não poderia se opor a esta realidade instaurada no mundo, antes, melhor seria considerá-la. Resistir a isto seria, nas palavras de Bonhoeffer, um “grave desserviço à fé”. Bonhoeffer pretendia que o homem se visse autônomo, sem mais necessitar das muletas da adolescência religiosa.

Bem, com toda essa ajuda de Anderson Freire e do movimento gospel, não vai demorar muito para, de fato, alcançarmos a autonomia e auto-suficiência do mundo da maior idade de Bonhoeffer. Ainda estamos na presença de Deus. Já não precisamos mais dele, é um fato, mas ainda estamos na presença dele. O convidamos para o nosso espetáculo como um coadjuvante. Logo, muito em breve, ele será cortado do elenco.

Citações:

[1] ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
[2] Fidelidade, composição de Anderson Freire.
[3] Jonathan Edwards foi um dos maiores avivalistas do século XIX, fortemente influenciado pelo movimento dos puritanos, em determinado momento de sua vida escreveu o que ficou conhecido como “As Firmes Resoluções de Jonathan Edwards”, um compilado de 70 resoluções que ele pediu graça à Deus para cumprir ao longo de sua vida. Tratava-se de decisões acerca do seu profundo desejo em ser dominado por uma vida piedosa de comportamento moral, espiritual e ético equilibrados. Até o fim de seus dias ele lutou para cumprir, nem que fosse por um único dia, tais resoluções, embora, por vezes, tenha relatado da enorme dificuldade em se viver diante de um padrão tão elevado de santidade.
[4] Vitória no Deserto, interpretada por Aline Barros, composição de Luciano Moreira. Embora não seja de Anderson Freire, reflete a mesma ideologia que hoje se encontra na maior parte das canções do gospel popular.
[5] Ressuscita-me, interpretada por Aline Barros, composição de Anderson Freire.
[6]  Referência à canção Raridade, um dos maiores sucessos de Anderson Freire, que carrega de maneira escancarada a filosofia humanista, desprezando de forma veemente as doutrinas ortodoxas acerca do pecado e do homem.
[7] Depravação Total é o primeiro ponto dos chamados “5 Pontos do Calvinismo”. Um sistema de compreensão bíblica aceito como ortodoxo diante da Teologia Reformada.
[8] Romanos 7
[9] Mais uma vez, referência à Raridade, de Anderson Freire.
[10] Bonhoeffer, pag. 382

***

Marco Telles é cantor e ministro do Evangelho. Lidera uma Comunidade Reformada e é membro da Igreja Presbiteriana do Bairro dos Estados, João Pessoa-PB.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Leonardo Gonçalves: a pausa, a fama e a canção

Eu só ia escrever isso:
 “ O mundo gospel é a venda do sacrifício no templo corrompido. Os cambistas são os artistas. Os "adoradores" são os financiadores. Os “Jesus'ses” são... aqueles "desafinados" que não curtem a harmonia herética e por isso fazem cacofonia com Verbos e chicotes.

Será se ele assistiu atônico aquela cena repaginada para os dias de hoje? (devaneei sobre a notícia “Leonardo parou”).

(...) ‘o mestre derribava as mesas, a cadeiras iam ao chão, os pombos voavam livres e as pancadas do azorrague davam um novo compasso a canção....’ [sobre Mt 21.12]

Leonardo parou”.
Feito isto, para não ser demasiadamente justo ou exageradamente injusto, o texto segue:

Eu sempre achei o Leonardo Gonçalves um artista de nível elevado, muito embora sabendo muito pouco sobre a sua fé. Conheci seu trabalho através de João Alexandre, outro grande mestre da música cristã.

Há alguns anos, acompanhando a sua ascensão em fama, contemplava a grandeza de suas canções à sombra da desconfiança ao vê-lo na estante do mercado da fé. Isto porque a diferença de uma celebridade contemporânea e um famoso de décadas atrás é que a fama costumava ser resultado da genialidade. Daí, falando-se no aspecto arte, encontrar um erudito no meio de “manequins do gospel” abria para mim uma possibilidade de aceitar que o mercado evangélico estandardizava, em menor escala, bom conteúdo.

Leonardo era minoria. Isto porque artistas do gospel são fabricados, geralmente em série... e a arte deles também. Não dava para eles criarem vários “Leonardos”.

Em entrevista a Veja, o cantor admitiu ter sido a fama o principal fator para que ele desse um tempo em sua carreira.
"A cultura do selfie é algo que me incomoda profundamente, por razões diversas. (...) Sei que a gente vive no mundo da imagem. Mas me incomoda o fato de que hoje em dia a gente vê musica, não ouve." [disse Leonardo a Veja]
Como relatei acima, a fama no passado estava ligada, mesmo que frouxamente, a habilidade, conquista ou trabalho. Contudo, ao que parece, o Leonardo se viu engolido por uma cultura pop onde sua arte, consciência e devoção pouco passaram a importar diante de uma self, um programa de tv, ou mesmo de uma turnê hiper-rentável -  “será se eles entendem o que eu canto?”, quem sabe seja um dos maiores conflitos para quem entra no Mainstream, mas ao mesmo tempo não quer deixar sua visão missionária diante da arte.

Ter a sua própria imagem maior do que a mensagem que se propaga com sua arte é uma das muitas incompatibilidade que o mundo pop gospel gera perante um público que, em sua imensa maioria, assiste mais a Globo do que lê a Bíblia.

Mas quem entra na “chuva do gospel” é impossível não se molhar de tentação.

A primeira tentação ocorre na própria arte (leia-se na corrupção da alma). Artistas verdadeiros não abrem mão da validade de sua arte em troca fórmulas e modismos que diminuem suas intenções... quanto mais se falando de artistas cristãos (os quais tudo fazem por devoção a Deus por saberem que tudo vem dEle e volta para Ele).

Canções para Deus não são mercadorias medidas por técnicas de semiótica  em detrimento do sucesso aliado ao bem estar do homem ("Remove a minha pedra..."; "Você é precioso, mais raro que ouro"...; "Hoje o meu milagre vai chegar..."). Sendo bem arcaico no bom sentido, Eusébio, já no século III nos ensinava sobre como a música para Deus deveria ser:
“Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo (...) Nossa cítara é a totalidade do corpo, cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus”[1].
Hinos adequados a Deus. Isto é, a primeira motivação de um cantor cristão é fazer uma arte que se adeque, primeiramente, ao consenso de Deus e não ao gosto do mercado, às suas licenças poéticas ou o seu plano pessoal de fama.

Mas, voltando ao gospel... este sim, trata a música como uma mercadoria que mais amplifica o kit pop (shows, grifes e mídia televisiva) do que se compromete com a adoração e doutrinação do público consumidor (os evangélicos).

A segunda tentação decorre da imagem que o artista passa a ter de si mesmo. É interessante o que o Steve Turner fala a respeito do estrelismo:
“O estrelismo tende a inflar o ego das pessoas, mas o público também quer celebridades com egos inflados, pois as torna interessantes. Humildade e autocontrole não fazem boas histórias, mas arrogância e imprudência, sim. As pessoas querem que suas estrelas sejam maiores que a vida. Querem que elas façam coisas que sempre sonharam, mas que não têm coragem, dinheiro e oportunidade para fazer.” [1] 
Uma das características da fama contemporânea é que não importa o que leva você até ela, o importante é chegar lá (e essa mesma dinâmica tem atraído os candidatos a entrarem no mundo gospel). Observe as lágrimas de muitos candidatos em show de talentos, eles choram por que veem sua salvação se esvaindo. Acreditam que só serão valorizados se forem famosos e, portanto, quando a fama se vai eles se sentem destruídos.

No Gospel é assim! A imagem é o carro chefe! O homem é o centro! O Hit é o que fatura, e adoração é só a consequência, por tabela.

Voltando. Eu ia terminar o texto apresentado no início assim:

“Eu acredito que Deus não criou nenhum ser humano para ser famoso, para parecer mais importante que o outro. Somos todos iguais.” [Leonardo Gonçalves]”

Findo sem saber, de fato, o que representará na verdade "Leonardo parou". Vamos esperar?

***

[1] Adoração na Igreja Primitiva [Ralph Martin]
[2] Engolidos pela Cultura Pop [Steve Turner].

Antognoni Misael.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Que Deus nos ajude a não jogar a toalha

Por Antognoni Misael

Tenho vivido dias de tempestades. Já são 17 anos de evangelho e o sofrimento parece só ter aumentado. Isto porque me ensinaram precocemente a tal de uma “arte de pensar”. Aí comecei a me achar um “pensador”, principalmente depois que me disseram que tinha recebido a mente de Cristo. Então o que antes era um exercício para auto-edificação, aos poucos foi se tornando o meu próprio fardo -  isto porque limpei as sujeiras de minhas lentes pelas quais via as coisas, mas infelizmente não pude fazer o mesmo com muitos que me rodeiam.

Concordo piamente com o que disseram certa vez: “o mais corajoso dos atos ainda é pensar coma própria cabeça" (Coco Chanel).

Ando pecando muito. Confesso. Por isso estou invejando aquele simples cristão que mora no campo; que passa o dia abraçado com a criação de Deus lidando diretamente com a natureza e as mais variadas formas de plantas, pássaros, riachos, rios, vento, sombra... Quanta simplicidade!

Invejo o cristão humilde daquela igrejinha simples, que a noite se reúne com os irmãos num templo pobre, sem som, iluminação, sem amplificadores, sem instrumentos eletrificados, sem projetores - apenas a Bíblia, a voz, a viola do campo envelhecida e a maravilhosa presença de Jesus.

Invejo o cristão que não sabe nada sobre o academicismo teológico, o qual tem reproduzido gente que diante de tanto conhecimento acaba se desnaturalizando  e perdendo a beleza do ser e existir.

Invejo os que nunca ouviram falar em shows gospel e nunca souberam das falcatruas dos seus astros que, por amor ao dinheiro, têm adorado a falsos deuses, dentre eles, mamom.

Invejo o cristão que nunca acessou uma internet e nunca teve noção do estado da igreja brasileira. Que ele nunca assista a esses vídeo onde cristãos mais parecem insanos, loucos e des-racionalizados. (Sim a loucura do Evangelho, mas nunca a loucura dos evangélicos).

Invejo o cristão que nem sonha que existem milhares de pseudo-líderes escondendo a cruz de Cristo e faturando grana em detrimento de um falso evangelho.

Os invejo porque sei que estão regozijados e satisfeitos plenamente em Cristo e poupados das tantas loucuras deste mundo.

Estamos diante de um conflito sistemático que nos inquieta. Tudo está em cheque: nossa fé, missão e relevância. E ao notar que as engrenagens do sistema o qual estamos inseridos está enferrujada, não nos cabe mais a fuga, mas sim o doloroso enfrentamento por amor a Deus e a sua Igreja. Daí notamos que “pensar” tem nos gerado sofrimento porque automaticamente esta ação faz com que não nos conformemos com a loucura corrupta deste mundo, e isso ao mesmo tempo nos torna perseguidos por uma outra “fé”, outra “missão” e outra “relevância”.

Outra fé. A fé do evangelho conveniente. A fé do mistério, da prosperidade, da cura, do decreto, da barganha.

Outra missão. A missão de ser feliz a todo custo. A missão de ser destaque neste mundo, ser cabeça, ser filho do Rei e ter direito ao melhor desta terra.

Outra relevância. A relevância de ser um povo separado, longe e distante do pecador.

Sendo perseguido por estas “outras” citadas e denunciado-as como incoerentes com os valores do reino, automaticamente tornamo-nos os perseguidores. E neste prisma, alguns embates surgem como proposta para nosso recuo:

1) Somos acusados de dividir o reino

2) Somos acusados de tocar nos "ungidos do Senhor"

3) Somos acusados de rebeldes e intolerantes

4) Corremos o grande risco de que alguns crentes se afastem de nós

5) Corremos o grande risco de nos tornarmos uma espécie de intruso na igreja

Contudo, 'pensar' ainda tem sido uma arma para igreja nestes tempos - por isso é de se estranhar uma igreja que diz ter a mente de Cristo, mas ao mesmo tempo odeia usá-la.

Pensar. Não é proibido pensar. Aliás, "É proibido proibir" de pensar.

Mas vamos logo sabendo que quem pensa muito, descansa menos. Entretanto, o nosso chamado é para não nos conformarmos, mas nos transformarmos pela renovação da mente. Isto é, penso, logo sigo a Jesus, em Rm 12.2.

Termino pedindo misericórdia e Graça a Deus, pois as "invejas" citadas acima, e que tanto sinto, na verdade podem ser uma evidência de que estou cansando. E cansar pode gerar em mim (ou em nós) a covardia de viver um “Let It Be” religioso, como se ter a mente de Cristo não fosse algo honroso, uma vez que nos faz sofrer, ser mal interpretado, injustiçado e perseguido.

Que Deus me (e nos) ajude a não jogar a toalha!

Soli Deo Gloria

***

Antognoni Misael, cansando diante de tanto anacronismo evangélico, ou como se disse por aí, em-vão-gélico.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A ostentação Gospel e o estilo de vida proposto por Cristo

Por Antognoni Misael

Amiguinho, você que acha tudo normal no mundo dos evangelicos, inclusive os cachês dos pregadores e cantores gospel; que acha que nasceu pra ser cabeça e não cauda; que simpatiza com o “deus” que quer lhe promover a classe dos ricos; que põe adesivo no carro novo “foi Deus quem me deu” e ostenta... Você que foi ensinado que ser evangélico é sinônimo de receber “bênçãos”, tenho algo a lhe dizer: você está tremendamente enganado!
"Embaixo da ponte as pessoas roubando e matando... em cima da ponte...crentes tranquilamente se achando no direito de ficar descontentes com Deus, não comprou carro novo não?” [Janires, Rebanhão]
A primeira coisa que precisamos pontuar é a seguinte: quando recebemos a dádiva do favor imerecido do Pai, sendo então nós promovidos de, filhos da ira de Deus (Ef 2.3) - em virtude dos nossos pecados - para filhos da redenção (Gl 4.6), por Graça e misericórdia, não há absolutamente mais nenhum direito de esperarmos algo vindo da parte de Deus em nosso favor. Como disse o apóstolo Paulo, agora o morrer é lucro!

“Salvos pela Graça”! Se esta é a melhor notícia que alguém poderia ouvir, o que mais se pode aguardar de Deus que nos cause maior felicidade do que tal boa nova?

Mas, mesmo assim, sendo Deus rico em bondade e em amor, Ele ainda nos garantiu provimento de nossas necessidades básicas (Fp 4.6); que estaríamos sempre sob a sua proteção, e como ovelhas cuidadas pelo bom pastor, ninguém as arrebataria de Sua mão. (Jo 10.14)

Desta feita, mais uma vez ficamos constrangidos. Ou não? Além de sermos alvos do seu infindo amor, ainda somos cuidados e guiados por Ele. Que mais podemos querer ou exigir de Deus? Sendo assim, qualquer acréscimo e provisão que temos em vida, entendemos como graça e bondade de Deus para conosco. Por isso também nos consideramos mordomos de Deus. Afinal, tudo é dEle!!

Infelizmente não é esta compreensão que temos visto e ouvido na grande fatia dos evangélicos do Brasil. Eles querem ostentar!! Perceba, não que estejamos fazendo algum discurso “franciscano” ou de "auto-pobreza”. Mas o que fica-nos como base de semelhança com Cristo são três coisas importantes para vivermos santidade proposta por Ele: a humildade, a simplicidade e o contentamento.

Vejamos que dados alarmantes: mais de 800 milhões de pessoas encontram-se na mais absoluta pobreza, e 10 milhões morrem de fome todos os dias. E eu e você? Do que temos reclamado? Que tijolo a mais tanto almejamos no nosso castelo de luxuria?

Enquanto alguns missionários dentre nós foram chamados a viver entre os pobres, e outros a abrir seus lares aos necessitados, pergunto: - nós estamos pelo menos dispostos a viver um estilo de vida simples? Ou você tem cantado “Restitui” ou “Ressuscita os meus sonhos” na mais audaciosa intensão de acumular a riqueza que você não precisa, ou galgar o status social que perante Deus não significa absolutamente nada?

Será se temos reexaminado nossa renda e nossos gastos a fim de que possamos doar mais aos que precisam? Estamos dispostos a renunciar o desperdício e nos opormos a extravagancia de nosso estilo de vida em matéria de roupas, moradia, viagens e aquele smartphone (fora de moda)?

O Dr. John Stott na obra Discípulo Radical menciona (p. 64), de forma bem prática, sobre o cuidado de fazermos a distinção entre: 

1) necessidade X luxo; 
2) “hobbies” criativos X símbolos de status vazio;
3)  modéstia X vaidade; 
3) celebrações ocasionais X o nosso dia-dia; 
4) serviço a Deus X a escravidão à moda.

Talvez você pense que viver em santidade só esteja relacionado aos mesmos temas da estante legalista, como apenas ter cuidado com pornografia, com os lugares que vai, com a roupa do “crente”, a frequência dos cultos que não pode diminuir, enfim, os velhos “pecados sociais e morais”...

Contudo, fica-nos claro que santidade também tem tudo a ver com o “ser” e a “andar” como Cristo andou. Daí você começa entender que não precisa só receber e ostentar, ser santo como Cristo foi, tem tudo a ver com doar, com a simplicidade do viver e com o contentamento.

Em outras palavras... não amar ao seu próximo a ponto de querer viver ostentando para si próprio e não doar-se para ele é imensamente mais grave do que cometer os tantos pecados sócio morais que pode-se mencionar.

O estilo de vida proposto por Cristo é andar em santidade. Andar como ele andou. Simples, humilde e cheio de contentamento.

“Quando os Cristãos importam-se uns com os outros, Jesus Cristo torna-se mais visivelmente atraente”. Pensemos nisso.

***

Antognoni Misael. "Herege", doente e que vive ostentando. Mas, vou me consertar ok?

Conferência Off Line: Os Evangelho de Hoje!

Pessoal, nos próximos dia 15, 16 e 17 de janeiro ocorrerá a segunda edição da Conferência Off Line. O tema do evento é recorrente: Os Evangelhos de Hoje.

Os palestrantes pregarão nos seguintes contrapontos: Evangelho de Cristo X Evangelho Triunfalista (Via Rev. Rennan Dias); Evangelho de Cristo X Evangelho Pragmático (Via Pr. Marco Telles); Evangelho de Cristo X Evangelho Místico (Via Pr. André Luis).

Na participação musical estarão presentes as bandas locais com trabalhos autorais recém lançados pelo selo Candiêro Canções: Ahava, Prumo, Marco Telles e Banda, Jotta Carlos Jr., Atitude e Adoração, além da presença de Stênio Március e Diêgo Venâncio.

A conferência ainda promoverá duas mesas redondas.
O local da Conferência ocorrerá em João Pessoa-PB, no Bairro dos Bancários, na Igreja New Life. Dúvidas sobre o evento e mais informações? Você pode entrar em contato conosco pelo facebook de Misael AC ou ligar para (83) 8745 7031.

Você é convidado! Monte sua caravana e venha!!
***

Arte de Chocar

sábado, 10 de janeiro de 2015

"Apóstolo" unge a Paraíba, faz sacrifício em favor de seus discípulos e ameaça editor do Arte de Chocar

***

 Ruy Cavalcante é um caçador de heresias e vez por outra veste esse personagem fidedigno do apostolado. É amigão que mora lá longeee...Mano, vou lançar um decreto de perseguições para o Acre, aí os crentes estão ostentando muita riqueza, e na verdade o correto é enriquecer quieto e discretamente para que o inimigo não coloque olho grande na igreja.

#16 Geração de bundões?

*Para ouvir, clique na imagem.

Há algumas semanas tivemos um confronto entre os deputados Jair Bolsonaro e Maria do Rosário, no qual o primeiro afirmou que não a estupraria porque ela não merecia. Este episódio reverberou de diversos modos, tanto a favor quanto contra a declaração do deputado! No entanto, não é de hoje que emitir opiniões no Brasil se tornou algo bombástico e, por vezes, perigoso. Exemplos não nos faltam, não é? Em recente vídeo, o humorista e apresentador, Rafinha Bastos, refletindo sobre o binômio opinião/rejeição, afirmou que estamos com medo de afirmar nossas opiniões, preferindo a omissão ou a leniência a arcar com as consequências de expressá-la. Assim, o mundo está virando um "lugar de bundões"! Os cabras Ivandro Menezes e Leopoldo Teixeira recebem o poderoso chefão, Abner Melanias (Achando Graça), para, entre opiniões e bundices, refletir se somos (ou seremos) uma geração de bundões! Então, se avexe e dê o play!


Links mencionados durante o programa


No Balaio


Redes Sociais


Email


RSS Feed

Assine o nosso feed e tenha sempre OsCabraCast com você!


Deixa de leriado e ouça aí

Dê o play!
Download da versão zipada, aqui.


Créditos

A edição ficou por conta de Ivandro Menezes.
A vitrine deste episódio é de André Aragão.
O tema de abertura é a música Cangaço da banda paraibana Cabruêra.
A postagem original encontra-se aqui.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Crentes Camaleões, um tributo à covardia e ao medo de perder

Por Ruy Cavalcante

Já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre as características de nossa geração e resolvi voltar a este tema hoje. Desta vez falarei sobre um crescente grupo de evangélicos, que pessoalmente considero talvez piores até mesmo que os falsos profetas, se isso for possível.

Refiro-me àqueles que, pela necessidade de serem aceitos por todos e/ou pelo desejo de fazerem sucesso, agem como verdadeiros camaleões espirituais, modificando-se constantemente a fim de se adaptarem em qualquer ambiente, mesmo que para isso necessitem mudar, mais do que as roupas, até mesmo suas bases de fé.

Estes sem nenhum constrangimento declaram-se reformados quando estão numa igreja reformada, concordando com tudo, dizem que aquilo é maravilhoso, declaram amor pela escritura e dizem estar tristes pela situação de parte da igreja que abandonou a palavra de Deus para crer em fábulas.

Mas se visitam uma igreja neopentecostal (e estas constantes visitas em diferentes igrejas acontecem muito, especialmente com pregadores, grupos de louvores e grupos de jovens), entram no clima, testemunham que estão sentido algo tremendo, profetizam e determinam, fazem de tudo para se parecer com eles e para mostrar que concordam com tudo que ocorre lá dentro. Temem parecer frios aos olhos daqueles crentes “avivados”, e dessa forma jamais serem convidados novamente.

Fazem a mesma coisa em cada igreja que visitam, independente do que se pratique lá dentro, pois a necessidade e o desejo de "vencer" é maior que tudo. Há tempos estes irmãos foram contaminados com a semente da confissão positiva e da teologia da prosperidade, com suas atraentes promessas de triunfo nesta terra, e com medo de não alcançarem estes frutos desejosos, ou por pura necessidade psicológica de atenção, relativizam a verdade, omitem-se dela ou simplesmente a ignoram.

Na verdade são uma legião de covardes e não se importam com nada além deles mesmos, não se importam nem mesmo com Deus.

Preciso falar algo a estes irmãos: Paulo alertou Timóteo de que todos os que desejam, e vivem, piamente em Cristo, ou seja, de forma verdadeira, justa e fiel a Cristo, sofrerão perseguições (2 Tm 3:12), e isto inclui não serem bem recebidos em muitos lugares e, infelizmente, em muitas igrejas (aqui me refiro a igreja física, organizada).

Isso não é motivo de vergonha, mas sim de intensa felicidade! O próprio Senhor Jesus afirmou isso, quando diante de uma multidão declara: “Bem-aventurados serão vocês, quando os odiarem, expulsarem e insultarem, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau, por causa do Filho do homem. Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande é a recompensa de vocês no céu. Pois assim os antepassados deles trataram os profetas”. (Lc 6:22-23)

Não tenham medo, não sejam covardes, não temam perder! Nossas aparentes derrotas ocasionadas pela firmeza na verdade do Evangelho são um acúmulo de vitórias onde de fato elas fazem sentido, no Reino de Deus!

Não se trata de saírem por aí contendendo com todos por discordâncias teológicas, se trata de agir sempre em conformidade com a verdade, mesmo que a dano próprio. Ninguém normal deseja ser perseguido, não conheço cristãos genuínos que busquem perder amigos ou anseiam por ouvir uma congregação dizer que eles não são bem vindos por lá. Certo é que, no que depender de nós, devemos ter paz com todos (Rm 12:18). Mas a verdade não depende de nós, não temos escolha diante dela, ou pregamos e vivemos a verdade, ou toda nossa vida é uma farsa, e no último dia daremos conta de toda mentira e falsidade que praticamos. Agir assim, com tanta inconstância, omissão e dissimulação é pecado.

Mantenha-se firme na verdade, seja ela qual for. E que Deus tenha misericórdia de todos nós.

***

Ruy Cavalcante é parceiro de blog, parceiro de profissão, "apóstolo herege" que unge os locais mais inusitados do Brasil, e edita o Blog Intervalo Cristão.

Simplicidade é o caminho para Deus

Diferentemente dos religiosos de sua época, Jesus apresentou o Deus acessível e simples, que pode ser encontrado e adorado fora dos lugares e dias especiais. 

Deus não depende de pontes, rituais, sacerdotes, instituições, métodos, shows, pirotecnia, fumaça, portais, templos, luzes, palavras mágicas ou intermediadores para se acomodar no coração dos pequeninos e também daqueles que se sabem menos dignos.

Sim! A grande notícia anunciada em e por Jesus é que Deus construiu uma casa entre nos. É encontrável! E Jesus vai além em sua pregação e ensino: pela primeira vez, Deus é chamado de "paizinho", demonstrando, assim, o grau de relacionamento possível com Ele.

Olhar para Deus como uma entidade distante e inacessível em vez de percebê-lo como um pai atencioso, amigo, presente e amoroso faz toda a diferença no tipo de relação que se constrói a partir daí.

O grande problema é que os atravessadores da fé até hoje fazem muita propaganda e se apresentam como "despachantes do divino" com credencial exclusiva.

O povo, que já não enxerga um palmo à frente, os segue como que se os seguindo estivesse seguindo o próprio Deus.

Eis aí o óbvio motivo do porque as religiões costumam gerar os seres mais alucinados e desconectados das realidades: são seguidores de todas as loucuras humanas, dos egos megalomaníacos dos líderes, da esquizofrenia de tentar se fazer caminho para Deus ao invés de apenas e simplesmente anunciá-lo. Sem curvas, sem desvios e sem letreiros luminosos.

É tudo engano! São cegos guiando outros cegos para a beira do precipício.

Jesus ensina que não existe fórmula mágica, lugar "santo" ou ritual para falar com Deus. É preciso apenas um coração sincero e vontade de aprender.

A gente sabe de tudo isso, mas nossa prática está longe de ser tão simples assim. Somos viciados em rituais, metodologias, altares de pedra, símbolos mágicos e sacrifícios.

Ainda temos medo de olhar o divino de frente sem apresentar uma oferenda, uma galinha ou até dinheiro. Ainda olhamos para Deus e o cultuamos como se ele precisasse dos nossos cânticos e orações para não ficar irado, se saber e se fazer Deus.

Não estou dizendo que cantar, orar e fazer isto ao lado de outros irmãos seja ruim ou desnecessário, muito pelo contrário! Os encontros comunitários, com gente sadia, do bem, são espaços de amadurecimento e crescimento pessoal, mas eu afirmo que um relacionamento saudável com Deus não depende exclusivamente dessas coisas para existir.

Tudo começa na simplicidade. Sem "neuras" e sem ensaios. E o Deus de toda a Paz vai realizando seu trabalho em nós dia a após dia. Limpando o que estiver sujo, curando o que realmente precisar de cura e nos libertando de todos os poderes da morte.

Tudo isso sem ritual agendado e sem magos ou sacerdotes. Sem campanhas, sem encenação, sem "atos proféticos", sem sacrificar animais ou bens. É simples assim. Quem ensinar ou pensar diferente ainda não conheceu Deus de verdade.

O Deus que É te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

***

Fonte: Confeitaria Cristã.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A TRUPE QUE QUER AVIVAR O BRASIL COM FOGO ESTRANHO EM 2015

Por Antognoni Misael

Mal virou 2015 e os movimentos heréticos no Brasil recomeçaram. Alguns apelam para "o ano da restituição", outros "o ano da colheita", enfim...café requentado! Mas sempre, o que eles querem é dinheiro! 

É absurdamente preocupante como a igreja brasileira de uma forma geral é guiada por líderes que se auto proclamam apóstolos, profetas ou qualquer concepção de que são detentores de alguma unção especial para "transformar" a nação - mas nós sabemos, não é isso realmente que eles querem... eles querem é visibilidade e ostentação.

O que nos chamou atenção desta vez foi o 7º Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil. Pois é, eles crêem que estão "avivando o Brasil". Vamos lá... veja quem está nessa trupe que quer AVIVAR o BRASIL junto com Benny Hinn, Apóstolo Agenor Duque, Mick Murdock. Observe alguns nomes das peças:

Fernandinho; Marco Feliciano; Jabes Alencar; Cláudio Duarte; Ludmila Feber; Damares; André Valadão; Mattos Nascimento; Marquinhos Gomes; Robson Nascimento e Ao Cubo.

Farinha do mesmo saco? Ou é só uma participação profissional?

Vamos conjecturar um pouco agora.

POR QUE NÃO HÁ AVIVAMENTO?

Não há discordância de que almejamos um avivamento no Brasil, assim como uma espécie de Reforma. Entretanto, como bem pensou Francis Shaeffer, esses dois eventos não são isolados um do outro. A Reforma nos propõe um retorno ao ensino da Bíblia e o avivamento nos indica uma relação apropriada com o Espírito Santo. Isto significa dizer que, os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas qualidades entraram simultaneamente em ação fazendo com que os irmãos experimentassem a doutrina pura e a igreja conhecesse o poder do Espírito Santo.

Falar de avivamento e reforma é falar do padrão ideal que Deus quer de nós: Jesus Cristo. O nosso mestre além de levar nossos fardos de pecados naquela terrível cruz, também passou a maior parte de sua missão aliviando a dor do pobre, do excluído social, do esquecido. Portanto, não temos dúvida de que a igreja brasileira precisa urgentemente despertar neste sentido, a saber que estamos numa nação tida como a 6ª economia do mundo, mas com a maior população carcerária do planeta, o 8º na maior desigualdade social onde o negro é a imensa maioria do pobre, sem falar do altíssimo grau de corrupção enraizado em nossa estrutura política o que faz de nossa saúde, segurança e educação um vexame sem fim.

Meus irmãos, como ficar indiferente a essa disparidade econômica brutal de nosso país? Como não nos incomodarmos com a calamidade que assola ao nosso redor? Como haver avivamento sem que de alguma forma sejamos relevantes para esta nação? Se somos mais 22% da população, por que temos sido um fracasso nas áreas da ação social e participação efetiva em questões humanitárias? Como está sendo traduzido este amor que declaramos ter ao próximo?

Amigos leitores, os grandes avivamentos como os ocorridos na Grã-Betanha, Escandinávia, por exemplo, além de redundarem na salvação de milhares culminou na prestação de um socorro aos pobres e aflitos. O teólogo Howard A. Snyder (pesquisador de Estudos Wesley no Seminário Tyndale em Toronto, Ontário 2007-2012) registrou o seguinte a respeito de John Wesley e o avivamento em sua época:
A migração para as cidades criou uma nova classe de moradores urbanos pobres nos dias de Wesley. A Revolução Industrial caminhava a todo vapor, alimentada pelo carvão. Ao pregar para os carvoeiros de Kingswood, Wesley estava alcançando os que foram mais cruelmente vitimados pela industrialização. Porém, a reação dos carvoeiros foi fenomenal, e Wesley trabalhou sem parar para manter o bem estar espiritual e material deles. Entre outras coisas ele abriu clínicas gratuitas, estabeleceu uma espécie de cooperativa de crédito e abriu escolas e orfanatos. Seu ministério se estendeu para incluir os mineiros de chumbo, operários de fundição de indústria siderúrgica, estivadores, peões de fazendas, prisioneiros e mulheres que trabalhavam nas indústrias. [SHAEFFER, Francis. Um manifesto cristão. Pag. 192]

Snyder conclui dizendo que Wesley estava convencido de que “o ato de confrontar publicamente a impiedade e a injustiça, que inundam a nossa terra como um dilúvio, é uma das maneiras mais nobres de confessar Cristo em face de seus inimigos”.

Ao que parece, sendo bem sincero, avivamento para esta trupe, é encher as igrejas a todo custo, engordar suas contas bancárias, adorar a Mamom e espalhar ensinos de demônios por toda a nação.

Antognoni Misael.

***

O pastor Joaquim de Andrade também fez um comentário sobre este evento. Confira:

ESTES SÃO OS PREGADORES DO GRANDE AVIVAMENTO DA NOSSA NAÇÃO? 

E eles dizem que no Brasil está acontecendo um grande avivamento! Que avivamento é este? Neste período que mais se falou de avivamento é o período que cresceu mais o pecado, o consumo de drogas por nossos jovens e adolescentes! Neste momento em que mais se construiu igreja, templos catedrais, é mo,momento em que mais houve aprovações de leis anticristãs, como Lei da Palmada, casamento gay e aborto, além de outras que estão pendentes para aprovação no Congresso Nacional! 

Neste tempo que dizem que estamos em avivamento e que temos um período das maiores corrupções e falcatruas no Brasil, como mensalão, Petrobras, Eletrobras, os escândalos de Rosemary Noronha e do Eike Batista, além dos desvios de verbas para Cuba e países da África, via BNDES, que nem o Congresso Nacional teve acesso, bem como os gastos dos cartões corporativos de Dilma Rousseff! 

Que avivamento é este onde temos uma igreja em cada esquina e nunca se apregoou na TV aberta por tantas horas, porém onde estão os convertidos de verdade? Todos falam de curas e milagres, nunca se viu tantas pessoas enfermas, corredores de hospitais lotados, além de não vermos a regeneração e transformação feita pelo Espírito Santo! 

Hoje temos mais de 30 traduções da Bíblia em português e nunca se viu uma geração tão desconhecedora das Escrituras ACORDA POVO DE DEUS!!!

***

Arte de Chocar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PROFECIAS PARA 2015

Por Antonio Carlos Costa

O que profetizar para você em 2015? Posso profetizar? Presbiteriano profetiza? Então vamos lá! Dez profecias!

1. Não cairá um só fio de cabelo da sua cabeça sem a permissão divina.

2. Você vai pecar, mas sempre terá ao seu lado um Deus doce pronto para enxugar suas lágrimas de arrependimento.

3. Você vai enfrentar lutas, mas em nenhuma delas a batalha excederá o suprimento de graça para suportá-las.

4. Cada tribulação que você enfrentar será usada por ele para torná-lo mais parecido com Cristo.

5. Cristo vai bater à porta do seu coração inúmeras vezes, chamando-o para sentar-se com ele à mesa e cear.

6. Será concedida a você muita oportunidade de tornar eternas suas atitudes através da obediência em amor. O que significa na prática -glorificar o santo nome do Deus que não se esquece nem mesmo do copo de água fria que oferecemos aos seus servos.

7. Todos os sóis, galáxias, cometas, estrelas, moléculas e átomos terão que dizer amém ao que rege o universo para a felicidade do seu povo e glória do seu santo nome.

8. Deus o acompanhará mais de perto do que a sua própria sombra! Quando você vir a sua sombra em 2015, procure sempre lembrar-se do fato de que o Senhor é mais presente na sua vida do que a sua própria sombra. Para onde você vai ele vai atrás. Você se lembra de Emaús? Dá glória, mulher! Dá glória, homem! Cala a boca, inferno!

9. Sua redenção final estará mais próxima do que em 2014!

10. O Espírito intercederá pelo que você fará, o Filho intercederá pelo que você fez e o Pai acolherá a intercessão feita pelo Espírito e pelo Filho em seu favor.

"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém" (Apóstolo Paulo. Efésios 3: 20-21).

***

Antonio Carlos é pastor presbiteriano e presidente da Ong Rio de Paz.

O CAJADO OU A ESPADA

Por Rodrigo Ribeiro

Ao assistir o filme Êxodo: Deuses e Reis, do diretor Ridley Scott, fui agraciado com uma bela obra cinematográfica, e que apesar de não ser fiel ao relato bíblico, me trouxe uma reflexão fantástica ao apresentar a história de Moisés sob os olhos de um não-religioso, tentando esvaziar os elementos sobrenaturais. Este exercício foi fascinante, pois podemos analisar o contraste em que há entre a narrativa que procede de Deus e aquele que procede de homens.

O fato mais simbólico desta releitura é a substituição do cajado de Moisés por uma espada. O próprio príncipe do Egito é comissionado como um general para resgatar o povo Hebreu. Esse é o grande contraste, o mundo acredita na força da espada. Mas Deus só convocou Moisés depois de 40 no deserto conduzindo ovelhas. Deus usou o cajado. Ele escolheu o pastor. Este é o método divino de resolver as situações.

Precisamos ter isso em mente, ainda que em alguns momentos os próprios pastores falhem, como é o caso de Ezequiel 34, onde Deus acusa os pastores de estarem apascentado a si mesmo ao invés de cuidarem de suas ovelhas. Mas precisamos perceber que mesmo nesse contexto, Deus não desiste do pastoreio em prol das armas. Ele afirma que condenará os maus pastores, mas ele próprio cuidará das ovelhas, promessa que se cumpre em João 10:11, onde Cristo afirma ser o bom pastor que dá a sua vida pelas suas ovelhas.

Diante disso precisamos rejeitar o impulso do Apóstolo Pedro, de pegar em armas e travar as nossas lutas com base na força, e utilizar-se do método divino, o cajado do pastoreio. Oração, pregação, amor e cuidado. Isso não nos fará ficar calados, pois os profetas não o fizeram. Mas nos deixará distantes de meios carnais, rebeliões, contendas e manipulações. Trilhemos o caminho do pastoreio e não da espada. Se nos tornarmos generais, nos assemelharemos aos incrédulos que eliminam o elemento divino da narrativa do êxodo.

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Salmos 23:1

***

Rodrigo Ribeiro é presbítero e escreve na UMP da Quarta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quão formosos são os pés dos que calçam o tênis do Thalleco

Por Antognoni Misael

O segmento evangélico tem crescido e com ele seu comércio. Isso absolutamente não tem nada a ver com a missão da igreja. Fazer o nome de Cristo conhecido e desejado pelas nações não significa alcançar o topo do mercado e proliferar produtos de pretensões pessoais.

Recentemente o cantor Thalles Roberto, que também se diz pastor, divulgou em sua página de facebook o mais novo lançamento, seu modelo de tênis. Ou seja, enquanto o alvo de Cristo era o madeiro, o do thalleco é vender sapatos e fazer seu logotipo conhecido.

Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas,e lhes disse: "Está escrito: 'A minha casa será chamada casa de oração'; mas vocês estão fazendo dela um 'covil de ladrões" (Mateus 21.12-13).

Evidentemente este texto tem sua particularidade. Contudo, o princípio bíblico nos deixa claro que somos morada de Deus, e que a espiritualidade cristã pregada por Cristo não coaduna com o oportunismo comercial dos religiosos. Perante este cenário “evangélico” onde a igreja brasileira se relaciona subjetivamente, os cambistas modernos não são bem vindos por Cristo! (Observe novamente como Ele reagiu aos comerciantes do templo).

É uma pena que esse mal já tenha se instalado! Não se trata de disponibilizar aos fieis algum material de edificação para igreja. Trata-se, descaradamente de se autopromover, de espalhar sua própria marca – sem falar do boneco que fez de si mesmo há tempos atrás...

Quanto mais a multidão cristã se identificar com estes pop star’s e não com a simplicidade Cristo; quanto mais a igreja olhar com bons olhos a consolidação de um mercado gospel e não a relevância de cada igreja local na rua em que está inserida; e quanto mais os jovens desejarem ardentemente pularem e dançarem ao som do Thalleco, e não se debruçarem humildemente nas Escrituras Sagradas em busca de alimento espiritual para suas vidas...definitivamente, continuaremos sendo meros consumidores de bonecos, sapatos, e afins.

***

Antognoni Misael.

sábado, 3 de janeiro de 2015

BATALHA ESPIRITUAL - POR JOAQUIM ANDRADE



Vivemos uma intensa batalha em nosso dia-a-dia. E a culpa é de quem? Não podemos tentar justificar nossos erros culpando exclusivamente o Diabo. Sabemos sim, que muitas vezes ele é o grande culpado, mas, nem todo o mérito é dele. Se estamos em Cristo somos novas criaturas e propriedade de Deus e morada do Altíssimo. 

Joaquim Andrade 

*** 

Arte de Chocar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sara Nossa Terra faz campanha de Restituição para 2015, mas cobra de 300 a 1000 reais


Por Antognoni Misael
O ano de 2015 mal começou e as campanhas de benção já estão rolando...

O Bispo Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra, no intuito de angariar mais parceiros e colaboradores, deu início a campanha “ANO PROFÉTICO DA RESTITUIÇÃO”. No vídeo abaixo você ouvirá as seguintes frases:

“Chegou o ano profético da restituição e a hora de ter de volta o que você perdeu”
“Receba a unção e a benção para tomar posse do que é seu”
“Participe do mover profético e escolha como será a sua semeadura”



Sem rodeios, o que ele faz é o seguinte: 1) induz os ouvintes a acreditarem que em 2015 Deus quer presenteá-los com bens materiais; 2) coloca como condição para isso, a adesão a sua campanha, 3) cobra o investimento “profético” – 300 (ganha um livro), 600 (ganha uma Bíblia Rosa), 1000 (ganha uma caneta dourada, que será usada somente uma vez onde o fiel deverá selar um contrato mais importante de sua vida (???)); 4) de tabela, ele ainda difunde seus produtos no mercado religioso.

Observe. Há exato um ano atrás, no culto da virada, a Igreja Batista da Lagoinha, revelou para seus fiéis que o ano de 2014 seria um ano diferenciado: "o ano da restituição". Ana Paula até cantou aquela canção horrorosa que até comentei  "tempo de luto acabou" (se não lembra, deixe lá no mar do esquecimento e não relembre clicando AQUI).

Pois é, Rodovalho faz o mesmo agora (com requintes mais avançados vide IURD), ou seja, Restituição ainda é café requentado que ainda funciona porque a clientela é “povo marcado, povo Feliz”, de fácil manipulação.

Por fim, é preciso “desenhar” para percebermos que há uma total subversão do Evangelho em campanhas como esta? É difícil notar que eles remontam o comércio destruído por Jesus? É complicado perceber que “Restituição” é promessa deles e não de Cristo?

O Evangelho não precisa de muletas! Só que infelizmente, todos os anos, eles insistem em começar o ano usando-as, afinal elas lhe dão bons lucros... e mamom agradece!

(...) esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. [Filipenses 3:13-14]

***

Uma dica de alerta do amigo Renisson Ricardo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Teologia da Prosperidade e as prostitutas da religião

Por Antognoni Misael

Uma das coisas evidentes nos dias atuais em grande parte da igreja brasileira é o desejo de prosperidade material. Alguém diz: - Deus é Fiel! e entende-se: “Deus vai me abençoar financeiramente, pois Ele é dono do ouro e da prata”; outro diz, “sou mais que vencedor” e interpreta-se: “tenho que ter mais bens e dinheiro do que os ímpios”. Gente, muito maior do que fila para empréstimo consignado é a fila dos que almejam um deus preocupado com luxo e prosperidade dos seus interesseiros.

A falácia da teologia da prosperidade espalha-se como um câncer nessa nossa terra tropical.

Em uma nação onde a esperança política praticamente acabou, nada mais viável do que encontrar a botija da riqueza na metafísica divina. Os pilantras logo sacaram isso! Alguns, mestres estelionatários da fé, outros manobrados, mas ambos conspirando para o mesmo deus.

Os canais de TV nos expõe ao ridículo quando estes falsos mestres anunciam seus produtos em troca de investimentos e se esquivam de falar de temas como arrependimento, pecado, Cruz, Graça e Inferno.

Num país onde há 70% de analfabetos funcionais (ou seja, os que lêem, escrevem, mas quase nada decodificam e interpretam) e a sua maioria não gosta de ler, é oportuno que muitos crentes com tais características fechem as cartas de Deus em detrimento de um contato místico através de barganhas altamente convenientes às suas necessidades e desejos terrenos.

Como sempre diz o Rev. Antonio Carlos Costa em relação a nossa natureza caída: “o principal compromisso do homem é a com a sua própria felicidade”. E isso é uma total verdade, principalmente diante de uma cultura onde ser feliz significa ter muito dinheiro, bens e status social.

Nossa reflexão é a seguinte:

- na pauta de Deus há tanto interesse em nos conceder prosperidade material? Será que isso fará com que vivamos em maior comunhão e gratidão a Ele?

Aconteceu que nos tempos de Jeremias, o povo de Israel passava por um momento de economia próspera e conforto material, no entanto estes estavam sob julgamento de Deus por terem cometido apostasia, vejam o que a divindade falou:

"Como, vendo isto, te perdoaria?' Teus filhos me deixaram a mim e juram pelo que não são deuses; depois de eu os ter fartado, adulteraram e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos; como garanhões bem fartos correm de um lado para o outro, cada um rinchado a mulher de seu companheiro". Jeremias 5.7-8.

Note que quando o povo estava alimentado, farto e com tempo de sobra o que eles decidiram fazer? Perceba que Deus usa termos fortes e os acusa de adultério.

Amigos, quanto mais abastados , menos nos identificamos com o sofrimento de Cristo e menos almejamos a eternidade!

Nas palavras de Paulo em 2Co 11.1-2 podemos ressignificar o adultério do tempo de Jeremias e pensá-lo em outra dimensão: adultério espiritual.

"Quisera eu me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda.
Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo
". 2 Coríntios 11:1-2

Deus quer que nos apresentemos como uma noiva pura e  fiel. Não obstante, quando a noiva não se satisfaz com a doce presença do noivo e o troca por outros deuses, dentre eles o deus da prosperidade, ela comete tal adultério e passa a ser uma prostituta travestida de religião.

Alguns líderes midiáticos que têm ceifado multidões e lhes oferecido um deus cujo objetivo principal é ludibriar seus filhos e engordar as contas dos falsos mestres. Por isso a cada dia tem se tornado difícil falar da beleza do Evangelho. A satisfação em apenas ter Jesus tornou-se irrelevante para muitos ditos evangélicos. Cantar "Tua Graça me Basta" está totalmente fora de moda. Isso é triste e inquietante!

Urgentemente, precisamos pregar para as pessoas deixando claro que o convite de Jesus não nos garante sucesso material, mas paz, gozo, e alegria eterna. Semelhantemente, para alguns evangélicos, precisamos perguntá-los com ousadia: como anda esse amor pelo noivo? É Amor ou só interesse?

***

Antognoni Misael. Um Maluco Pecador!

A intolerância dos Ateus e a afronta ao sentimento religioso dos cristãos

Por Antognoni Misael

Vivemos uma época onde a ideia de macro grupos defensores de seus ideais já não existe. A modernidade nos outorgou o fenômeno de fragmentação onde cada segmento social se reúne em prol de suas crenças e reivindicações, de modo que o individuo moderno (ou pós) é um ser plural e cheio de intersecções.

No Brasil, falando-se em grupos, a coisa anda muito confusa. Aqui, por exemplo, os grupos que pregam tolerância agem com intolerância – observe como se portam as feministas, ou como se manifestam aqueles que defendem a pauta gay, vejam seus "atos pacíficos". Claro, quando assim me expresso, levo em consideração que isso se trata de uma parte do grupo, inserida dentro do grupão..

Aonde quero chegar é em uma parte do grupo dos ateus. Note, “uma parte”.

Recentemente venho acompanhando como eles têm extrapolado. Eles não se satisfazem em só não crerem. Eles escolhem esnobar e ridicularizar a crença alheia. A contradição é que estes defendem um estado inteiramente laico e a tolerância entre as diferenças. No entanto, não é assim que tais agem.

Abaixo, eu separei algumas imagens compartilhadas por eles em seus grupos fechados e até abertos. O desrespeito a fé cristã tem, além de uma expressão de ódio e intolerância, denota uma geração burrificada e que adora dar tiro no próprio pé. Registre-se que tais imagens foram as “menos absurdas”.




A página Citizengo postou uma matéria com título "Pela investigação do crime de ultraje religioso cometido pela ATEA!" (clique aqui para ler) em virtude de uma comunidade ateia ter publicado em sua fan page a imagem abaixo:
Nesta  montagem que representa a tradicional cena da noite de nascimento de Jesus, a ATEA ultrajou o sentimento de 87% da sociedade brasileira que acredita na Concepção Virginal de Jesus Cristo, um dos pilares da fé cristã.

Em vistas a tal publicação, o Pr. Joaquim Andrade, um dos maiores estudiosos de seitas e religiões, externou a sua indignação com o seguinte texto apoiando o abaixo assinado para que o o Ministério Público de São Paulo investigue este fato atentatório ao sentimento religioso, tipificado pelo Código Penal em seu artigo 208, cometido por tal grupo de ateus:

ENTIDADE ATEÍSTA OFENDE JESUS E OS CRISTÃOS, COMETE CRIME PREVISTO NO CÓDIGO PENAL E VOCÊ PODE AJUDAR A FAZER JUSTIÇA
Os cristãos são conhecidos, ao longo da história, por suas posturas baseadas em tolerância, paz, amor e graça, por reagirmos a ataques dando a outra face e orando pelos nossos inimigos.


Entretanto, na Bíblia - que é a regra de fé e prática dos cristãos - Deus também ensina que há situações e contextos em que o cristão precisa agir e não se omitir, pronunciando-se publicamente e de forma clara e firme em defesa dos valores de Deus e de sua fé, denunciando o pecado e a injustiça. Assim o fizeram vários profetas bíblicos, alguns dos apóstolos e o próprio Senhor Jesus. Como disse Martin Luther King, o avanço do mal não é maior pela voz dos maus, mas pelo SILÊNCIO DOS BONS.


Fui ateu por muitos anos, e fui arrogante, ofensivo e antiético contra pessoas religiosas naqueles tempos de cegueira profunda. Por isso costumo ter muita paciência e ser compreensivo com as ofensas anticristãs provenientes de ateus e não-ateus.

Porém, para tudo há limites. Nesse caso os ateus da ATEA extrapolaram seus limites, incorrendo em crime grave, previsto no código penal, e por tal devem ser enquadrados no rigor da lei, assim como sabemos que fariam conosco CASO incorrêssemos em atitude semelhante contra eles.

Eu e milhares de outros cidadãos assinamos essa petição, para que seja feita justiça. Sua omissão poderia torná-lo cúmplice de, por causa da impunidade, alastrar-se no Brasil (o que já vem acontecendo) um estado de desrespeito e ataques contra as pessoas, a fé e os valores cristãos. Sendo ou não um cristão, por coerência e senso de justiça, ASSINE VOCÊ TAMBÉM, E COMPARTILHE PARA TODOS OS SEUS AMIGOS...

[Para assinar a petição, clique AQUI. Eu já assinei. Se você é contra a intolerância religiosa, faça a sua parte]

***

Arte de Chocar.